Na quinta semana de exibição, temporada de “Sal da Terra” surpreende diretor
10/10/2008 Deixe um comentário
Imprensa | O Sal da Terra
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A cidade de Maringá detém a maior bilheteria e a mais longa temporada de exibição do filme ¿Sal da Terra¿, de Elói Pires Ferreira. Na sexta-feira, o filme entrou na quinta semana em cartaz na Cidade.
O filme está em cartaz na sala 3, do Cinesystem Cidade. A sessão é às 18h20. Às terças-feiras, tem promoção de preço único a R$ 3,50.
A estréia foi durante a Semana do Cinema Nacional, em setembro. Segundo a direção do Cinesystem, o filme permanece em cartaz pela boa média de público e por ser uma produção independente, o que torna mais fácil a negociação do que seria com uma grande distribuidora.
O filme é paranaense conta a história de Padre Miguel (Édson Rocha), um religioso que percorre as estradas do Brasil em um caminhão-capela. A obra, que custou R$ 1,2 milhão, é um retrato póetico do universo das estradas e descreve a imagem que o diretor chamou de ¿universo estradeiro¿ diante da fé.
A história viaja em dois mundos, o da dureza da estrada e o da religiosidade do povo brasileiro que o padre encontra pelo caminho. A união deles faz parte do imaginário do brasileiro e, talvez por isso, tenha encantado o público em Maringá.
O diretor considera a obra ecumênica, mesmo tendo um padre como personagem principal. A trilha sonora tem músicas cristãs, hebraicas, ortodoxas e até muçulmanas, tudo para ampliar o universo de fé que faz o pano de fundo das aventuras do padre e seu caminhão.
Paraná
Segundo o diretor, a opção de realizar o projeto no Paraná se justificou principalmente pela diversidade da colonização e das paisagens, que reproduzem a miscigenação e exuberância de diversas regiões do País.
¿O Paraná é um grande cenário ao ar livre e para nós foi excelente realizar esta produção aqui porque facilitou o orçamento e a logística¿, conta Ferreira.
O diretor acredita que parte da familiaridade do público de Maringá com o filme está na forma como são retratados as personagens. Nas histórias que se entrelaçam em torno do andarilho, do padre e do caminhoneiro, as três personagens principais da trama, há pessoas comuns, gente com todos os sotaques, um povo simples e de fé.
O desempenho de Sal da Terra no interior superou até mesmo a bilheteria da capital paranaense. Destinado a todos os públicos, o filme espera repetir o sucesso que teve em Maringá em outras cidades do Paraná.
Em um Estado que sofre de ¿timidez política¿, segundo Elói Ferreira, um filme local ter um desempenho de destaque na bilheteria é uma grande vitória.
Futuro
Para Elói Ferreira, a qualidade do talento paranaense e dos profissionais que migram para o Sul em busca de novas oportunidades de trabalho e desenvolvimento de projetos são garantias de um futuro promissor do cinema no Estado.
O diretor se mantém otimista inclusive em relação à crise mundial, que, para ele, não vai impedir novas produções.
¿A indústria audiovisual é estratégica, gera muitos empregos e nosso governo reconhece isto. Além disso, falta de dinheiro nunca impediu nossa produção. Em Curitiba, por exemplo, se produz cinema desde 1907¿, destaca.
A partir da experiência da audiência de Maringá, o diretor acredita que um novo público está se formando e, em breve, o cinema deve recuperar a platéia que anda sumindo das salas de exibição, principalmente nos filmes nacionais.
Publicação Original: O Diário.



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