O filme, o Festival e o cinema regionalizado
09/04/2010 Deixe um comentário
Por J. Olímpio
Produtor Executivo e Produtor Associado do Curitiba Zero Grau
Blog do J. Olímpio | 04/09/2010.
Todo mundo sabe: existem áreas de difícil acesso, em todas as atividades humanas. E o cinema do Brasil não é excessão. Os pólos preferenciais da produção nacional – Rio de Janeiro e São Paulo – se impõem nos festivais através da superioridade numérica de sua produção.
Estamos com um longa-metragem paranaense novo, pronto pra “sair do forno”, e alcançamos um desses ambientes duramente disputados: a Mostra Novos Rumos, que integra o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro (23 de setembro a 7 de outubro).
E, só o simples fato de conseguirmos entrar lá já nos deu uma visibilidade enorme na mídia; algo que nunca obtivemos em outras oportunidades. O que foi decisivo: a chancela do FestRio, hoje a vitrine mais cotada do cinema feito no Brasil.
Produzido pela Tigre Filmes e dirigido por Eloi Pires Ferreira, o filme CURITIBA ZERO GRAU é uma crônica urbana que, ao focalizar as relações de sobrevivência na metrópole – personalizadas por quatro protagonistas de diferentes classes sociais - acaba fazendo um paralelo com a relação entre os povos ricos e pobres, desenvolvidos e subcotados do planeta. Tudo isso sob a dinâmica do trânsito.
Num roteiro escrito a seis mãos, por Erico Beduschi, Altenir Silva e o próprio diretor Eloi, um vendedor de automóveis, um motorista de ônibus, um motoboy e um catador de lixo reciclável, conduzem uma história que se passa na semana mais fria de um inverno curitibano. Uma espécie de contraponto ao clássico Rio 40 Graus (Nelson Pereira dos Santos, 1955), com as particularidades que diferenciam e igualam a vida nas duas cidades.
Boa sorte pra nós todos, que acreditamos no valor das ideias que se tornam em cinema, arte e cultura.
Publicação Original: Blog do J. Olímpio



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