Cinesul terá 23 filmes brasileiros na competitiva de 2011

Imprensa – Curitiba Zero Grau
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Revista Beta, o cinema online | June 3, 2011|  Blog
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Por: Júlia Motta

Um panorama da recente cinematografia dos países latinos e ibero-americanos chega às telas cariocas entre 14 e 26 de junho no 18º Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo. Serão 230 produções de vários países, sendo 74 participantes nas categorias competitivas de ficção e de documentário, divididas em 18 longas e 56 curtas e médias-metragens.  Desses, 10 por cento são filmes brasileiros que concorrem na competitiva, além de quatro coproduções com Costa Rica, Cuba, Portugal e Bolívia.  Nas competitivas estão também 11 filmes espanhóis, sete argentinos, sete mexicanos, quatro cubanos, três venezuelanos, dois portugueses, dois chilenos, dois colombianos e um costa-riquenho, um uruguaio e um peruano, além de cinco coproduções.  Com entrada franca, o festival acontece no Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM, Centro de Visitantes do Jardim Botânico e Ponto Cine. Haverá ainda exibição de filmes em estações do Metrô. O patrocínio é do Banco do Brasil e dos Correios.

Entre os longas brasileiros que participam da competitiva estão “Curitiba Zero Grau”, de Eloi Pires Ferreira, em ficção;  “Malditos Cartunistas”, de Daniel Paiva e Daniel Garcia e “Os representantes”, de Felipe Lacerda em documentário.  Na categoria curta e média-metragem de ficção concorrem  nove filmes e na de documentário estão 11 produções nacionais. Outras produções nacionais serão  exibidas nas mostras paralelas como  “Palcos e Telas”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental” e “ Cinesul Fantástico”, uma das novidades desse ano que trará produções que vão da ficção científica aos cine horror.

Produções de 15 países estarão em exibição nos 13 dias do festival. Entre os longas internacionais  estão nomes como “El último comandante”, de Isabel Martínez (Costa Rica/Brasil); “Aballay, em hombre sem miedo”, de Fernando Spiner (Argentina) e Vaho, de Alejandro Gerber Bicecci (México). Entre os documentários destacam-se “Malditos Cartunistas”, de Daniel Paiva e Daniel Garcia (Brasil), “La Deriva Dulce de un Niño Haitiano”, de Pedro Ruiz (Canadá/Venezuela), Eso que anda, de Ian Padrón (Cuba)  e “Luz Teimosa”, de Luís Alves de Matos (Portugal). Na competitiva concorrem ainda 29 curtas e médias-metragens de documentário e 27 curtas e médias-metragens de ficção estrangeiros.

O HOMENAGEADO

O homenageado deste ano é o diretor e produtor chileno Luis Vera, que ganha uma mostra com suas principais obras, todas inéditas no circuito carioca. Nascido no Chile há 58 anos, Vera é formado em Filosofia na Universidade do Chile e tem mestrado em Direção de Cinema na Universidade de Bucareste. Sua relação com a imagem vem de sua primeira experiência, aos 15 anos, como repórter de uma revista esportiva. Aos 18 foi assistente de direção no filme “El Encuentro” (1971), um documentário sobre um fórum mundial juvenil realizado no Chile contra a guerra de Vietnã. Desde 91 atua com professor em instituições de ensino tanto na América quanto na Europa. Em 1995 fundou e dirigiu a TVL, primeira televisão de língua espanhola na Escandinávia.  Já atuou como membro da Associação de Cineasta suecos e delegado do Fórum Europeu de Diretores em Valência. Atualmente é vice-presidente da Associação de Diretores e Roteiristas do Chile e membro do Conselho de Arte e da Indústria Audiovisual de Chile.

De 1972 até hoje realizou mais de 50 curta-metragens documentários e programas de televisão para países como Peru, Romênia, Suécia, Paraguai e Chile.  Já escreveu e dirigiu sete longas-metragens, os quais foram exibidos tanto no cinema quanto na televisão de vários países. Entre as participações em festivais nas quais foi premiado estão os prêmios nos festivais em San Sebastián, Montreal, Havana, Berlim, Xangai, Roterdã, Estocolmo, Londres, Nova Deli, São Paulo, Chicago, Trieste, Lima, Cartagena entre outros. Entre suas obras mais importantes estão: “Hechos Consumados” (1985);  “Consuelo” (1988);“El país de nunca jamás” (1992); “ Miss ameriguá” (1994), “Bastardos en el paraíso” (2000);” Viola Chilensis” (2003); “Neruda el hombre y su obra”(2004) e “Gabriela de elqui, mistral del mundo” (2006)

Os filmes selecionados:

Competitiva longas ficção

De mayor quiero ser soldado, de Christian Molina- Espanha/Itália

El Último Comandante, de Isabel Martínez e Vicente Ferraz – Costa Rica/ Brasil

Aballay, el hombre sin miedo, de Fernando Spiner – Argentina

Naufrágio, de Pedro Aguilera- Espanha

Curitiba Zero Grau, de Eloi Pires Ferreira – Brasil

Lisanka, de Daniel Díaz Torres – Cuba

Pompeya, de Tamae  Garateguy  – Argentina

Los Papeles de Aspern, de Mariana Hellmund – Venezuela/USA

Vaho, de Alejandro Gerber Bicecci- México

Competitiva longas documentário

Malditos Cartunistas, de Daniel Paiva e Daniel Garcia – Brasil

La deriva dulce de un niño haitiano, de Pedro Ruiz – Canadá/Venezuela

Os representantes, de Felipe Lacerda – Brasil

Cuidadores, de Oskar Tejedor – Espanha

Abuelos, de Carla Valencia Dávila -Equador/Chile

Luz Teimosa, de Luís Alves de Matos – Portugal

REHJE, de Anais Huerta e Raul Cuesta – México

Eso que anda, de Ian Padrón – Cuba

Claudia, de Marcel Gonnet Wainmayer -Argentina

Competitiva de curta e média-metragem de ficção

Um animal menor, de Pedro Harres e Marcos Contreras – Brasil

Homem-Ave, de Rafael Saar  -Brasil

Traz outro amigo também, de Frederico Cabral – Brasil

A cidade e o desejo nº 5, de Gabriel Bitar – Brasil

Vecino, de Argenis Mills – Cuba

Cachoeira, de Sergio José de Andrade – Brasil

Los minutos, las horas, de Janaina Marques Ribeiro – Cuba/ Brasil

Eu não quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro – Brasil

Sombras nada más, de Max Valverde – Costa Rica

Hidden Soldier, de Alejandro Suárez Lozano – Espanha

Lost (Perdido), de Alberto Dorado – Espanha

Teclópolis, de Javier Mrad – Argentina

Sambatown, de Cadu Macedo – Brasil

Como pez en el água, de Jimena Montemayor – México

Las ovejas pueden pastar seguras, de Néstor Sampieri – México

Tempestade, de Cesar Cabral – Brasil

Paraíso Terrenal, de Tomás Welss -  Chile

Un Nuevo Baile, de Nicolás Lasnibat – Chile

Mosca Volando, de Santiago Quintans – Uruguai

Nawuin, de José Márquez Y Miguel Alvarado – Venezuela

Nos vamos de este maldito barrio, de Marc Monje – Espanha

(Ab)Outtime, de Carmelo Viera – Espanha

Ámár, de Isabel Herguer – Espanha

Scratch, de Fred Luz – Brasil

Copia “A” ,de Gervasio Rodriguez Traverso e Pablo Alberto Díaz – Argentina

Bandoneón, de Aldo Plouganou Salazar – México

Te Vas?, de Cristina Molino -Espanha

Competitiva de curta e média-metragem de documentário

O gigante do papelão, de Barbara Tavares – Brasil

19º Sur, 65º Oeste, de Juan David Soto Taborda – Cuba

Retrato de la ausência, de Camila Rodríguez Triana  – Colômbia

Fado Vadio, de Pedro Abib – Portugal/Brasil

A dama do Peixoto, de Douglas Soares e Allan Ribeiro – Brasil

Alumia, de Andrea Ferraz e Carol Vergolino – Brasil

Taba, de Marcos Pimentel – Brasil

Tierra Fumigada, de Antonio Palomares e Mar Sánchez Pravia – Espanha

La madrecita, de Miryam Pedrero de Aristizábal – Espanha

Testigos de un etnocidio: memorias de resistência, de Marta Rodríguez -  Colombia

Mistura, el poder de la cocina, de Patricia Perez – Peru

O vermelho de selarón, de Rafael Bacelar e Rodolfo Gomes – Brasil

Babás, de Consuelo Lins – Brasil

Angeli 24h, de Beth Formaggini – Brasil

Na trilha do bonde, de Virginia Flores – Brasil

Kinopoéticas, de Katari Kamina e Pedro Dantas – Bolívia/Brasil

Tercer tiempo, de Andres Dunayevich e Claudio Bertinet – Argentina

Zé[S], de Piu Gomes – Brasil

Sin ti contigo, de Tuki Jencquel – Venezuela

Gorditas para el muertito, de Edin Alain Martínez Aguirre – México

Puños bravos, la disciplina, de Samuel Muñoz Gómez – México

Satélite Bolinha, de Bruno Vianna – Brasil

Detrás del muro, de Eleonora Menutti – Argentina

Distancias, de Lina Badenes & Violeta Ronzoni- Cuba/Espanha

Carinhanha: Um Rio Do Grande Sertão, de Dêniston Diamantino – Brasil

Padre Motard, de Neni Glock – Portugal

Paquita y todo lo demas, de David Moncasi – Espanha

Defensora, de Aitor de Miguel – Espanha/Colômbia

Ajila, de Miguel Guédez – Venezuela

A História do Cinesul

O Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo – foi criado, em 1994, no Rio de Janeiro como uma mostra de cinema e vídeo dos países do Mercosul, a partir de iniciativa do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, tendo ampliado seu alcance já em sua terceira edição. Ao longo desses anos, cresceu e se estabeleceu definitivamente como uma vitrine da produção cinematográfica latino-americana. Desde a edição de 2006 passou a aceitar nas mostras competitivas trabalhos da Península Ibérica e, desde o ano 2008, filmes em todos os suportes.

Em 2010 foram exibidos cerca de 250 filmes de cinematografias de países como Brasil, Argentina, México, Espanha, Venezuela, Guatemala, Chile, Peru, entre outros. Desses, 19 longas e 54 curtas e médias-metragens participaram da competitiva e os demais chegaram às telas em mostras paralelas como “Palcos e Telas”, “Cinesul Ambiental”, “Arte Cinesul”, “Romance Latino”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental”, “Futebol Latino”, “Panorama Latino” e “TVs Universitárias”. Além dos filmes, o festival prestou homenagem à cineasta brasileira Lúcia Murat e ao Estúdio Cinédia, pelos seus 80 anos, e realizou o seminário “Cinema e História”.

Em 2010, 977 filmes foram inscritos para participar do festival. Do Brasil vieram mais da metade das produções, seguido da Espanha, Argentina e Venezuela. Países como França, Inglaterra e Canadá também inscreveram obras que versavam sobre algum tema ligado à latinidade. O Cinesul é fruto do trabalho da Pulsar Artes e Produção, empresa fundada pela pesquisadora e professora Ângela José do Nascimento, e agora dirigida pelo produtor e pesquisador Leonardo Gavina.

Serviço:

  • Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo
  • De 14 a 26 de junho – Entrada franca
  • Da Assessoria de imprensa

Publicação Original: Revista Beta

Sobre Marcos Cordiolli
Marcos Cordiolli é graduado em História (UFPr, 1988) e mestre em Educação: história e filosofia da educação (PUC-SP, 1997). É professor universitário de graduação (desde 1994), de especialização latu senso (em mais 20 IES); de mestrado (em uma IES); atua na qualificação docente (desde 1994 e prestou serviços para mais 50 redes públicas e dezenas de escolas particulares em 18 estados); É consultor em gestão do trabalho pedagógico e proposições curriculares na Educação Básica (com serviços prestados para dezenas de instituições) e Superior (com trabalhos prestados para mais de 20 IES); É palestrante e conferencista (atuou em mais 300 eventos); consultor técnico de publicações didáticas (prestou serviços para mais de uma dezena de editoras) e de sistemas de ensino (prestou serviços para a maioria dos grandes empresas do país); É consultor pedagógico na área de Educação Corporativa (prestou serviços para empresas na área de refino de petróleo e montadoras automotivas). Publicou artigos, livros e materiais didáticos (na área de informática e história e geografia para Ensino Fundamental e médio). É cineasta. Produtor Associado do filme O Sal da Terra (Brasil, 2008) de Eloi Pires Ferreira. Diretor de Produção (com Elói Pires Ferreira) de Conexão Japão (Brasil, 2008) de Talício Sirino. Produtor Executivo de Curitiba Zero Grau (Tigre Filmes e Labo), Brichos: a floresta é nossa (Tecnokena) ainda em produção. Trabalhou como consultor técnico na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados (2010). É assessor da diretoria da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Contato com a Autor email: marcos.cordiolli@gmail.com fone: 55 (41) 9962 5010 home page: cordiolli.wordpress.com twitter: twitter.com/marcoscordiolli facebook: marcos cordiolli

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