Produtor diz que o evento amplia espaço para produções brasileiras e latinas no circuito
06/16/2011 Deixe um comentário
Imprensa – Curitiba Zero Grau
Globo Filmes – Página do Cinema - Cinesul 2011 – 15-06-2011
O Cinesul chega à sua 18ª edição e exibe o melhor da cinematografia recente dos países latinos e ibero-americanos. O festival, que acontece entre os dias 14 e 26 de junho no Rio de Janeiro, iniciou sua trajetória em 1994, como uma mostra do cinema do Mercosul. O evento ganhou proporções globais e nesta edição recebeu 933 inscrições de longas, medias e curtas metragens da América Latina, Espanha e Portugal. Entre os longas brasileiros, competem a ficção “Curitiba Zero Grau”, de Eloi Pires Ferreira, e os documentários “Malditos Cartunistas”, de Daniel Paiva e Daniel Garcia, e “Os Representantes”, de Felipe Lacerda.
A complexa jornada para selecionar as produções é feita por uma equipe de dez pessoas. A seleção leva em conta não só a qualidade, mas como também a técnica e o tema abordado. “O numero assusta, mas a maioria do material que recebemos é composta por curtas e médias-metragens. É um quebra-cabeça montar as mostras competitivas e paralelas do evento. Muitas vezes discutimos sobre o local que determinado filme deve entrar”, observa Leonardo Gavina, idealizador e produtor do festival.
Confira a programação do festival
Além das mostras competitivas e paralelas, o evento homenageia o diretor e produtor chileno Luis R. Vera, que ganha uma mostra com suas principais obras, todas inéditas no circuito carioca. “Quando eu soube do documentário ‘La Independencia Inconclusa’, entrei em contato com ele e disse que queria exibir o filme. Ele é uma figura importante para a cinematografia latino-americana. Percebi que seria importante fazer uma homenagem”, conta Gavina, que destaca o público cativo como uma das vantagens do evento: “As pessoas esperam pelo Cinesul, pois é uma oportunidade para assistir produções de alto nível que não chegam ao grande circuito”.
Para Leonardo Gavina, as produções brasileiras e latinas ganharão mais espaço no mercado internacional se o caminho da coprodução continuar. “Não é só uma forma de aumentar o numero de locais de exibição, como também de ampliar os recursos financeiros. Sem dúvida, os países latino-americanos precisam perceber que é necessário formar um mercado amigo e não competitivo”.
Nesta trajetória de 18 anos do festival, o organizador afirma ser difícil apontar um momento marcante. “A cada edição guardo uma lembrança boa ou até mesmo ruim, como a morte da minha sócia Angela José do Nascimento. O mais interessante no festival é que se criou uma rede social cinematográfica formada por amigos. Um dia você é participante e no outro você se torna parceiro”.



Email: marcos.cordiolli@gmail.com
Facebook de Marcos Cordiolli
Siga-me no Twitter


