Este blog publica documentos, informações e artigos sobre a tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE). O PNE está em debate no Congresso Nacional como o PL 8035/10 e estabelece a política educacional para o decênio 2011-2020.
A manutenção deste blog é de responsabilidade de Marcos Cordiolli e você pode acompnhar o blog pelo Twitter @SalaDeAula.
A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados publicou o livreto Ação Parlamenta nº. 436, organizado por Marcia Abreu e por Marcos Cordiolli, com projeto de Lei e a legislação anexada.
Este blog é o espaço de publicação das críticas, crônicas, ensaios e comentários sobre filmes. É também um ambiente de discussão sobre filmes e por isso autor aceita comentários e críticas.
As crônicas, a partir de agora, são publicadas inicialmente no Jornal Bahia Online. Depois de transcorrido o prazo de visibilidade serão republicadas neste blog.
Acompanhe, neste espaço virtual, a participação do Curitiba Zero Grau no Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo. Informações, publicações na imprensa e outras informações sobre o CineSul2011 e sobre o representante brasileiro na mostra competitiva de longas metragens.
Serviço:
Exibições do Curitiba Zero Grau no CineSul 2011:
Exibição 1
21/06 – 14hs
CCBB – Rua Primeiro de Miaio 66, Centro Rio de Janeiro
Exibição 2
21/06 – 19hs
Centro Cultural dos Correios – Rua Visconde de Itaboraí 20, Centro
Espaço para a divulgação de notícias, publicações e de eventos, com a participação de Marcos Cordiolli na área de produção executiva de filmes e políticas públicas de cultura.
Carreras é o mais recente longametragem da diretora e produtora Salete Machado. O filme será rodado em Cascavel, Foz do Iguaçú e Ciudad del Este no Paraguai e é estrelado do Talicio Sirino (Conexão Brasil e Conexão Japão) e o global Jackson Antunes (A festa da menina morta e Curitiba Zero Grau).
Leia a matéria do Jornal Gazeta do Paraná sobre as filmagens do Carreras.
Recebi com espanto a notícia da tua demissão da Comissão Executiva Municipal do PT de Curitiba. Eu estou afastado do PT de Curitiba porque moro atualmente no Rio de Janeiro, mas acompanho diariamente o processo pré-eleitoral.
Eu sei que a tua decisão não foi fácil, mas solicito licença para, publicamente, pedir a tua reconsideração e retomar o teu lugar, de direito, na vice-presidência do PT de Curitiba.
Solicito a reconsideração, mas reconhecendo que a tua motivação é justa e compartilho com ela, você sabe… As elaborações dos planos de governo do PT para Curitiba, em 2000, sob a coordenação do professor Emmanuel Appel, 2004, por mim e 2008, por você, ocorreram em processos complexos, porém fundamentais tanto para a intervenção política naqueles pleitos como para a construção partidária. Em 2008, acompanhei grande parte do teu trabalho, sei da das dificuldades, das lutas e dos conflitos, mas conheci a riqueza de grandes debates, de soluções criativas para problemas da cidade, de construções gradativas de consensos…
Como você, eu não tenho dúvidas de que o Plano de Governo não é um documento burocrático, mas um rico processo de energia e vitalidade que alimenta a identidade partidária.
Assim como você, eu sei que um consistente plano de governo arma o partido, unifica a militância e constrói o arco de alianças, fortalecendo as candidaturas majoritárias e proporcionais. Eu, como muito, sou favorável a aliança com o Gustavo Fruet, e também sei, que um consistente plano de governo pode estreitar os nossos laços, superar as divergências do passado e construir as bases da gestão democrática que atenda as necessidades da população de Curitiba.
Para a coordenação do plano de governo, minha querida Mirian, falo pela minha experiência em 2004 e por acompanhá-la em parte do processo de 2008, afirmo que você é a pessoa mais qualificada para coordená-lo. Um processo atrasado, porém necessário e urgente.
Curitiba precisa do PT. E o PT e a militância precisam de você. Por favor, reveja esta posição, como eu revi a minha de disposição de abandonar o partido. O PT tem muitos problemas, nós dois sabemos disso, mas ambos também sabemos que este partido continua sendo o melhor e mais seguro instrumento de mudança social para o povo brasileiro.
Vamos à luta! Você é uma mulher maravilhosa, um ser humano exemplar e uma militante imprescindível. Conto contigo.
Um grande e carinhoso beijo.
Marcos Cordiolli,
Ainda:
Meus Amigos / Minhas Amigas,
Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado online: «Pela permanência de Mirian Gonçalves na vice-presidência do PT Curitiba»
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N20573
Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar.
Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos. Vamos juntos fazer democracia!
Uma pessoa marcante na minha foi a minha avó materna. Ela tinha uma amiga que era a nossa vizinha, mais velha que ela: a dona Rosa. Esta dona Rosa era uma italiana alta e muito pálida. Elas passavam a vida rezando por todos os mortos de quem ouviam falar. Bastava um comentário sobre o falecimento de um parente de algum colega, do qual nunca tinha ouvido falar, para que elas tivessem um motivo de um terço.
Eu gostava muito de observá-las conversando. Em particular pelas interjeições muito engraçadas da dona Rosa. Uma delas era o “Ave Maria Louca” e outra o “Ave Lola!”.
Eu por achar muito engraçado, incorporei, meio de que brincadeira o Ave Lola. E o repetia sempre, em particular com crianças. E em alguns círculos de amigos foi adotado por alguns deles.
Mas a principal adoção veio da Ana Rosa Tezza que nomeou a sua companhia de teatro como “Ave Lola e as meninas!”. As meninas são a Laura e Helena, as filha da Ana, que quando pequenas riam muito com as interjeições de “Ave Lola!”.
Acesse os slides e o texto paraa Conferência de Abertura “Plano Nacional de Educação: consolidando conquistas e construindo o futuro da Educação no Brasil” do IV Encontro Ibero-americano de Educação proferida por Marcos Cordiolli.
Acesse o HotSite com informações do PNE – PNE em Debate
Publicação da Câmara dos Deputados, organizada por Marcia Abreu e Marcos Cordiolli, contendo o projeto enviado pelo MEC e a legislação vinculada - Caderno CEC para o PNE
A Secretaria Municipal de Educação, através da Coordenadoria de Tecnologias da Informação e Comunicação, apresenta o II Seminário de Educação, Ciência e Tecnologiade Duque de Caxias-Educar para Transform@r, que acontecerá nos dias 18 e 19 de outubro de 2011, fazendo parte da Semana Municipal de Ciência e Tecnologia “Eloisa Mano”.
A finalidade principal da Semana de Ciência e Tecnologia em nosso município émobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades deciência e tecnologia, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Pretende mostrar também a importância da Ciência e Tecnologia para a vida de cada um buscando umaeducação de qualidade e transformadora. O evento englobará relatos de experiências,palestras, vídeos interativos e oficinas.
Objetivos
Favorecer as discussões teóricas e práticas sobre o uso pedagógico das diferentes tecnologias, bem como, a da informática educativa no contexto escolar;
Congregar e participar ativamente das ações da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, contribuindo e incentivando a reflexão sobre a importância das pesquisas científicas e o uso das tecnologias na formação de crianças, adolescentes, jovens e adultos da rede municipal de ensino;
Contribuir na formação inicial de novos professores, para atuarem como Mediadores de Tecnologia Educacional nas Salas de Informática Educativa e Salas de Multimeios;
Lançar o portal da Secretaria Municipal de Educação de Duque de Caxias, contendo o conteúdo de todas as equipes que constroem a educação de nosso município, juntamente com a colaboração de todas as U.E.’s e comunidades escolares.
O cineasta Luiz Carlos Lacerda, um dos mais conceituados do Brasil, aborda em sua coluna os trabalhos desenvolvidos pela Tigre Produções
Curitiba agrega vários cineastas de outras plagas, além dos seus oriundos, marcando assim uma permanência da atividade cinematográfica – para ficarmos apenas nas últimas décadas – que tem em Silvio Back seu mais profícuo realizador. Os filmes por ele realizados ali, e em outros estados do sul, certamente estimularam uma nova geração a desenvolver e diversificar sua produção de filmes. São eles: Beto Carminati (talvez o que mais produziu e realizou filmes em diversas bitolas e duração); Fernando Severo (incansável diretor de dezenas de curtas, alguns longas e programas, além de pioneiro incentivador da formação acadêmica de uma nova geração de autores e atual diretor do Museu da Imagem e do Som – onde fomenta e complementa a precária exibição de obras cinematográficas no circuito alternativo); Marcos Jorge (consagrado diretor de “Estômago”); e Paulo Munhoz (dedicado exclusivamente ao longa de animação sempre presente no circuito nacional de exibição e de festivais – onde tem definitivo reconhecimento através de diversos prêmios).
Há pouco mais de dez anos (em 1995) conhecia no Festival de Brasília os cineastas e produtores Talicio Sirino (então lutador de artes marciais e dono de academia) e Antonio Marcos Ferreira que traziam debaixo do braço o longa digital “Fronteira sem Destino” (1995), pré-selecionado mas impedido de ser exibido, pela impossibilidade de apresentarem a cópia em 35 mm / película.
Paixão
Imediatamente identifiquei naqueles dois jovens a mesma paixão de todos os cineastas brasileiros, que é o desejo de se comunicar com seu público.Realizavam filmes que retratavam a realidade dessa fronteira do Brasil encontrada nas páginas policiais locais e até nacionais, com uma linguagem convencional desse tipo de filmes (a formação deles era através do difundido cinema americano), mas com uma pegada extremamente brasileira, com um sotaque próprio e a capacidade de realizar cenas bastante realistas e bem filmadas, apoiando-se na experiência do lutador elevado à categoria de protagonista – que inaugurou uma atividade hoje consolidada ao redor da Tigre Produções, dirigido por Antonio Marcos com argumento de Talicio Sirino e Luiz Fênix e produzido pela competente Salete Machado – espécie de locomotiva do grupo, captadora de recursos e executiva que aprendeu seu oficio no calor da própria atividade.
Apoiados pela Tarobá/Rede Bandeirantes, organizaram um infalível esquema de exibição que dava garantias de visibilidade, parceria e espaço na mídia local, ampliando esse apoio para outras pequenas produções de curta duração.
Conexão Brasil
Em 2001 encontrei-os envolvidos com o primeiro longa-metragem em película 35 mm, com o mesmo grupo de Cascavel em torno do filme de ação “Conexão Brasil”, agora com roteiro de Assis Ricardo (ator e proprietário de videolocadora, aficionado de filmes de ação), e com a colaboração de Antonio Jesus. Inauguraram um circuito independente de exibição alternando-se em diversas cidades do interior do Paraná, em clubes, quadras de esporte, praças públicas – conseguindo uma receita que se não desse lucro, pelo menos garantia a sua sustentabilidade, apoiada no espaço de exibição na TV.
Em 2008 produziram seu mais ambicioso projeto – “Conexão Japão”. Com roteiro de Talicio Sirino e Altemir Silva, exploraram o mesmo filão de ação/tráfico internacional, com locações no Japão e em Paris (já que tinham escala naquela cidade). O mesmo esquema de distribuição foi acionado pela produtora Salete Machado – hoje também Coordenadora de Pós-Graduação do Curso de Cinema da Faculdade de Artes do Paraná – responsável pela formação acadêmica de sua primeira turma (2011).
Sucederam-se “Estrada do Colono” (2009); direção de Salete; “Curitiba Zero Grau” (2010); direção de Elói Pires Ferreira, inaugurando uma parceria com o conhecido ator Jackson Antunes e com outras produtoras e apoiadores locais.
Independente
A TV Globo (RPC-TV) na sua já tradicional parceria em curtas nos estados do Sul, apoiada num argumento de Talicio Sirino e Eloi Pires Ferreira, com roteiro de J.Olimpio, co-produziu uma série – “Operação Rapina” – que consagra o personagem Franco, criado por nosso galã-lutador Talicio Sirino, com argumento seu e do diretor; novamente com Jackson Antunes no elenco quase totalmente constituído por atores das cidades do interior do Paraná e de sua capital.
Se desde seus primeiros trabalhos, o grupo em torno da Tigre Produções preocupava-se com a qualidade técnica da fotografia, som, trilha sonora e produção, esta série, que começa a ser exibida no próximo domingo, dia 9 e, nos seguintes (dias 16, 23 e 30 de outubro) na RPC/Globo, revela definitivamente a capacidade de realizações nacionais aptas para atender à recente PL 116 – que formaliza e estimula a produção independente em todo nosso território.
“Operação Rapina” é a primeira série de cinco, dirigidas por Eloi Pires Ferreira, Beto Carminati (em finalização) e Guto Pako (em produção) – num momento em que se reafirmam nossa diversidade cultural, maturidade artística, e a vocação de ocuparmos definitivamente um mercado que abrangerá todos os sotaques cinematográficos desse país continental. Vamos a ela!
Luiz Carlos Lacerda é cineasta, escritor e professor de cinema.
Meu depoimento para o dia dos professores publicado na página da Futuro Educação.
Essa foi a resposta do educador Marcos Cordiolli PerfilLotado. E pra você, o que represente esse dia?
Um momento para comemorarmos que todas as crianças estão na escola e a educação de fato melhora a cada dia em nosso país: uma vitória de todo o nosso povo. Mas também é o momento de agir na urgência de valorizar social e salarialmente os professores; avançar nos recursos educacionais e aprimorar as práticas pedagógicas para realizarmos uma educação – de fato – inclusiva, para cidadania e para a qualidade de vida social e cultural da nossa população. Para isto tudo o Plano Nacional de Educação (PNE) é urgente, necessário, importante e representa a esperança (Eu tenho muito orgulho de estar participando da sua elaboração).
A população e professores desprovidos de informações costumam atacar a educação no Brasil como se ela fosse de péssima de qualidade. Infelizmente, alguns setores da imprensa, em particular jornalistas nem sempre habilitados, analisa e desqualifica os complexos processos educacionais, sem conhecê-los de fato. Andam sempre à cata de “maçãs podres”, que utilizam para alimentar a audiência de programas sensacionalistas de rádio e TV, ou para vender seus jornais impressos, ignorando experiências e situações escolares razoáveis e outras tantas de ótima qualidade.
O que não se dão conta é que a educação no Brasil mudou, e para melhor, com conquistas memoráveis nas últimas décadas. O Plano Nacional de Educação (PNE) pode ser o orientador do caminho para esse salto fundamental, correspondendo ao crescimento econômico com distribuição de renda e justiça social que o país tanto buscou e está começando a conquistar.
O PNE está em discussão no Congresso Nacional. O projeto foi elaborado pelo MEC a partir dos debates e das deliberações da Conferência Nacional de Educação (Conae), maior evento educacional já realizado no país. A Câmara dos Deputados já realizou dezenas de audiências públicas com diversos segmentos da sociedade civil para debatê-lo. Os deputados apresentaram mais de três mil emendas, um recorde para um projeto de lei: foram quase três mil. Esta mobilização em torno de um projeto de lei mostra a sua importância: o Brasil precisa muito de um bom sistema de educação e tem a oportunidade certa no momento correto para consegui-la.
Como, porém, as políticas públicas, em particular na educação, padecem de alguns tipos de males, como o eleitoralismo (ações governamentais focadas em necessidades eleitorais dos gestores) e o egopoliticismo (que associa as ações governamentais à figura eleitoral do gestor) e considerando as situações caóticas da educação brasileira que no século passado levaram os movimentos sociais a levantar amplas reivindicações aos governantes, assim às proposições parecem sempre irrealizáveis e os avanços são recebidos como minúsculas conquistas… Isso porque em educação não existem soluções rápidas, ainda mais em um país continental e complexo como o nosso, por isso, toda mudança educacional precisa de tempo para a efetivação assim como mostrar os seus frutos.
Um dos caminhos para superar esta situação é a elaboração de um Plano Nacional de Educação com validade superior ao mandato de dois governos, fundamentado em demandas da sociedade e que alcance amplo apoio do Congresso Nacional. A implantação do PNE, por sua vez, precisa ser monitorada pela sociedade civil.
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O Brasil não vai conseguir superar o descaso de cinco séculos com a educaçao num piscar de olhos. Mas, como afirmamos, a situação da educação mudou para melhor e alguns fatos significativos do início da segunda década do século XXI precisam de reconhecimento: Saiba mais
O Globo Educação realizaou uma série de quatro vídeos sobre o PNE. Este vídeo conta a participação de Daniel Cara da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Vídeo 03 – O Plano Nacional de Educação – Por uma escola pública de qualidade – parte 3
O Globo Educação realizaou uma série de quatro vídeos sobre o PNE. Este vídeo conta a participação de Daniel Cara da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Vídeo 02: O Plano Nacional de Educação – Metas para o ensino brasileiro – parte 2
O Globo Educação realizaou uma série de quatro vídeos sobre o PNE. Este vídeo conta a participação de Daniel Cara da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
O Globo Educação realizaou uma série de quatro vídeos sobre o PNE. Este vídeo conta a participação de Daniel Cara da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Vídeo 4: Qual é a relação entre o PNE e a vida cotidiana das escolas brasileiras? – A íntegra dos documentários.
Atenção interessados em história da Cultura e da literatura – Doação
Eu estou doando uma coleção de publicações culturais dos anos 1980 e 1990. O pacote inclui variados números da revista Leia e dos encartes Livros (do JB), Mais, Resenhas, Ilustrada (Folha de S. Paulo), Cultura (Estadão), revista Caos e diversas outras.
O acervo está no Rio de Janeiro. Mas pode ser enviado para outras cidades.
A comissão especial destinada a analisar a proposta do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), se reunirá nesta terça-feira (27) para a eleição de seus novos presidente e vice-presidentes.
A eleição ocorrerá em razão do afastamento do antigo presidente do colegiado, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), que deixou o exercício do mandato para assumir o Ministério do Turismo.
2011-2020
A Câmara analisa proposta enviada pelo Executivo que estabelece metas para a educação brasileira nos próximos dez anos. O projeto reúne temas como: ampliação dos investimentos públicos na área, valorização dos professores, ampliação do atendimento nos ensinos básico e superior, entre outras medidas.
Pelo projeto, os investimentos públicos aplicados em educação no País deverão alcançar pelo menos 7% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020. Os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que, em 2007, União, estados, DF e municípios aplicaram na área educacional 5,1% do PIB.
A reunião será realizada às 14h30, no Plenário 10.
Ângelo Vanhoni, deputado federal (PT-PR), presidente da Comissão de Educação e Cultura do Congresso Nacional
Gazeta do Povo. Publicado em 02/05/2011 | Gabriel Azevedo
Os deputados que analisam o projeto do novo Plano Nacional de Educação (PNE) reclamam da demora do Ministério da Educação (MEC) em apurar o diagnóstico do ensino no país. Motivos para se indignar com a morosidade do governo não faltam: o plano institui 20 grandes metas para a década de 2011 a 2020, entre elas o aumento dos investimentos anuais em Educação de 5% para 7% do Produto Interno Bruto (PIB), além da universalização da pré-escola. Mas sem dados à mão, não é possível levar a proposta adiante.
Um item do PNE preocupa sobremaneira os parlamentares – o índice do PIB que será destinado ao ensino nos próximos dez anos. Sem a definição desse valor, o setor fica sem chão, fadado a sofrer os percalços de sempre.
A polêmica está instalada em Brasília, como dá a entender o relator da Comissão Especial do PNE no Congresso Nacional, o deputado curitibano Ângelo Vanhoni (PT-PR). Ele afirma que não tem escapatória: congressistas, governadores, prefeitos e a sociedade terão de se debruçar sobre “quanto vale”, no orçamento federal, a educação.
Confira trechos da entrevista de Vanhoni à Gazeta do Povo:
A discussão sobre o Plano Nacional de Educação não tem se pautado apenas na questão financeira. Qual é a importância do diagnóstico do MEC?
Precisamos mapear as demandas para descobrir aonde chegamos no ensino básico, médio, superior e na educação infantil. É hora de diagnosticar as necessidades de expansão, de construção de escolas, salas de aula, de contratação de professores, taxas de evasão escolar. Este levantamento precisa ser o mais claro possível, tanto para a Câmara, quanto para a sociedade. A partir dele é que poderemos tomar decisões, inclusive sobre as finanças. Temos obrigação de definir o índice de investimento no PIB.
Quais são os maiores desafios que o PNE se propõe a enfrentar?
O primeiro é a educação infantil. Perto de 3 milhões de crianças estão fora dessa etapa. Nos últimos anos, ficou evidente para os gestores que quanto mais cedo a criança ingressar na escola, melhor o resultado. Precisamos preparar os professores das redes municipais para absorver essa demanda e ofertar uma educação de qualidade. É uma meta prevista dentro do PNE e acredito que o Brasil tem condições de cumpri-la. O ensino médio também é um desafio. As taxas de evasão oscilam de 30% a 40%, o que é um problema grave. Além de construção de escolas e contratação de professores, o PNE prevê investimentos no ensino profissionalizante. Há um esforço para que, pelo menos, 50% a 60% dos jovens entre 14 e 17 anos terminem o ensino médio daqui a dez anos, frequentando escolas profissionalizantes em todo o território nacional. Outro grande desafio é o ensino superior. O Brasil tem 40 milhões de pessoas nessa etapa, mas apenas 5 milhões estão na faculdade, sendo que apenas 1,8 milhão em instituições públicas. O estado está ausente. Temos de construir universidades, ofertar vagas noturnas, contratar professores, formar mestres e doutores.
Existem pontos polêmicos do plano que podem ser alvo de emendas no Congresso Nacional?
Calculo que serão mais de 300 emendas. O assunto que mais será discutido, acredito, não será o diagnóstico e nem as metas, mas o índice do PIB destinado à educação. Não será uma discussão fácil. A sociedade reunida em entidades já postulou um índice de 10% do PIB. O Executivo enviou uma mensagem estipulando 7%. Analisando o diagnóstico e de olho em meta por meta do PNE, vamos ter de chegar a um índice que possa garantir o avanço significativo da educação brasileira. Não tenho dúvida de que o índice financeiro vai ser a grande discussão, até porque envolve prefeitos, governadores, União e sociedade, enfim, aqueles que querem uma educação universalizada e de qualidade.
O senhor acredita que o plano deverá ser votado ainda neste ano?
Terminado o prazo de apresentação de emendas, em junho, nós deveremos seguir com as audiências públicas pelo país até o início de julho. A minha intenção é que no mês de agosto estejamos com o relatório pronto para ser votado na comissão. E votado na comissão, ele é terminativo. Segue para o Senado. Se o Senado fizer algumas alterações, volta. Se não fizer, segue para sanção. Por isso, já estamos articulando com os senadores algumas emendas, modificações para incorporar ao texto. Isso para que a tramitação seja a mais breve possível, para que o valor esteja previsto no orçamento do ano que vem.
O projeto de Plano Nacional da Educação (PNE) foi elaborado pelo MEC, aprovado pela Presidência da República e agora está em debate na Câmara dos Deputados. Depois de emendado e aprovado na Câmara vai ser debatido no Senado.
O PNE foi elaborado com base nas resoluções da Conferência Nacional de Educação de 2010. Conheça as resoluções da Conferência Nacional de Educação.
A Nota Técnica traz a análise do Ministério da Educação (MEC) sobre o cenário da Educação no País e sobre a viabilidade das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020.
Conheça as metas do PNE no Twitter. Ajude a divulgar. #PNEpraValer
PNE->Meta1a:Universalizar,até 2016,atendimento escolar da população de 4/5anos.
PNE->Meta1b:ampliar,até2020,a oferta de educação infantil de forma a atender 50% da população de até 3 anos
PNE->Meta2:Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda população de seis a quatorze anos
PNE->Meta3:Universalizar,até 2016, atendimento escolar para toda a população de 15/17anos e elevar,até 2020, taxa líquida de matr.para 80%.
PNE->Meta4a:Universalizar, para a população de 4/17anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência #PNEpraValer
PNE->Meta4b:transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de educação #PNEpraValer
PNE->Meta5:Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade. #PNEpraValer
PNE->Meta6:Oferecer educação em tempo integral em cinquenta por cento das escolas públicas de educação básica #PNEpraValer
PNE->Meta7:Atingir as seguintes médias nacionais para o IDEB #PNEpraValer
PNE->Meta8a:Elevar a escolaridade média da população de 18/24 anos de modo a alcançar mínimo de12anos de estudo para:[a] as populações do campo #PNEpraValer
PNE->Meta8b:[b]da região de menor escolaridade no país;[c]dos 25% mais pobres, [d]igualar a escolaridade média entre negros e não negros #PNEpraValer
PNE->Meta9a:Elevar a taxa de alfabetização da população com 15anos ou mais para 93,5% até2015 #PNEpraValer
PNE->Meta9b:Erradicar,até 2020,o analfabetismo absoluto e reduzir em 50%o analfabetismo funcional #PNEpraValer
PNE->Meta10:Oferecer,no mínimo,25%das matrículas de EJA na forma integrada à educação profissional no ensino fundamental e no ensino médio #PNEpraValer
PNE->Meta11:Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta. #PNEpraValer
PNE->Meta12:Elevar a taxa bruta de matr.na ed.superior p/50% e taxa líquida p/33%da população de18/25anos,assegurando a qualidade da oferta. #PNEpraValer
PNE->Meta13:Elevar a qualidade da Ed.Sup.pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas IES para75%, no mínimo.
PNE->Meta14:Elevar número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, até atingir a titulação anual de 60mil mestres e 25mil doutores.
PNE->Meta15:Garantir que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior,em curso de licenciatura.
PNE->Meta16:Formar50%dos professores da educação básica em pós-graduação lato e stricto sensu e garantir a todos formação continuada.
PNE->Meta17:Valorizar o magistério público da educação básica.Rendimento dos demais profissionais com escolaridade equivalente #PNEpraValer
PNE->Meta18:Assegurar, no prazo de dois anos, planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino #PNEpraValer
PNE->Meta19:Garantir nomeação de diretores de escola por critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.
PNE->Meta20:Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir,no mínimo o patamar de 7%do PIB #PNEpraValer
Entrevista com o Deputado Angelo Vanhoni, deputado federal e relator do Plano Nacional de Educação.
A aprovação do Plano Nacional de Educação para a próxima década exigirá esforço coletivo na busca de uma proposta unificadora
Gazeta do Povo. Publicado em 02/08/2011 | Marcela Campos
Se é ponto pacífico entre educadores, legisladores e sociedade a necessidade de um plano que concentre as diretrizes da educação no país para os próximos anos, o conteúdo deste projeto está longe de ser um consenso. Com 2.219 sugestões de alteração na Câmara dos Deputados, o Plano Nacional de Educação (PNE), enviado pelo governo federal ao Congresso em dezembro do ano passado, recebeu mais emendas que a Constituição Federal de 1988. As quase 3 mil emendas apresentadas apontam para caminhos diversos e muitas vezes contraditórios. Entre as propostas que causam divergências entre os parlamentares estão aquelas relacionadas à oferta do ensino superior e da educação especial. Quando o assunto é financiamento público, a proposta que pede a ampliação dos investimentos no setor de 5% para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) é uma das que mais aparece e que deve causar o maior embate com o Executivo.
O texto original do projeto que cria o PNE (8.035/2010) traz 20 metas que devem ser cumpridas pelo país nos próximos dez anos, seguidas de estratégias específicas para sua concretização. Para analisar a matéria, o Congresso Nacional instituiu uma Comissão Especial dedicada ao tema na Câmara dos Deputados. “Cerca de cem deputados apresentaram propostas e a Câmara teve de desenvolver um software para classificar as emendas. Teremos de dar parecer sobre o mérito, a adequação financeira e a constitucionalidade de cada proposta”, afirma o deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), relator do projeto.
A vigésima e última meta do plano é uma das mais polêmicas: ela prevê que o país amplie para 7% do PIB o porcentual de investimentos públicos em educação – hoje esse índice gira em torno de 5%. Boa parte das emendas determina a alteração da meta para 10% até 2020, atendendo a uma reivindicação de entidades ligadas à área da educação. Segundo o professor Ângelo Ricardo de Souza, doutor em Políticas Educacionais e membro do Núcleo de Pesquisa em Políticas Educacionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o projeto recebeu 41 propostas de mudança na redação da meta 20, todas elas referentes à elevação do investimento de 7% para 10%. Assim como outros pesquisadores do núcleo, o professor está prestando consultoria ao deputado Ângelo Vanhoni na classificação e organização das propostas.
Embates internos
Embora a elevação do patamar do PIB tenha construído aparente consenso entre os deputados, Vanhoni afirma que o porcentual provavelmente levará a confrontos políticos com equipe econômica do governo. Dentro da Câmara, as discordâncias aparecem em metas como a de número 12, que prevê ampliar para 33% o índice da população de 18 a 24 anos no ensino superior. Em 2009, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (Pnad), esse índice era de 14,58%.
A grande polêmica se refere ao tipo de instituição de ensino que se responsabilizará pela expansão das matrículas nessa etapa de escolaridade. Enquanto algumas emendas defendem maior participação do Estado na oferta de vagas, outras reforçam a presença da iniciativa privada. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2009, o segmento particular responde hoje por mais de 70% do total de matrículas. Saiba mais
O Plano Nacional de Educação (PNE) tramita na Câmara dos Deputados em Comissão Especial. Esta comissão foi constituída para discussão e aprovação do projeto de PNE enviado ao Congresso Nacional pelo Ministério da Educação (MEC). É composta por 52 deputados, sendo 26 titulares com a mesma quantidade de suplentes na proporção da representação das bancadas partidárias na Câmara. O projeto de PNE / MEC na Câmara é relatado pelo Deputado Angelo Vanhoni (PT Paraná).
Fase 1: Os deputados apresentam emendas ao Projeto MEC do PNE.
Fase 2: O deputado Angelo Vanhoni apresenta uma nova versão do PNE incluindo emendas dos deputados e sugestões das audiências públicas.
Fase 3: Os deputados apresentam emendas ao Relatório do PNE elaborado pelo deputado Vanhoni.
Fase 4: Os deputados da comissão especial votam as emendas ao Relatório do PNE elaborado pelo deputado Vanhoni.
Fase 5: O Relatório do Relatório do PNE elaborado pelo deputado Vanhoni com as emendas aprovadas segue para o Senado.
Fase 6: O projeto aprovado na Câmara será relatado e emendado no Senado.
Fase 7: O projeto volta a Câmara dos Deputados para apreciar as mudanças realizadas pelo senado.
Fase 8: O projeto do PNE vai para a sansão presidencial.
O presidente da Comissão Especial do Projeto de Lei (PL 8.035), Gastão Vieira (PMDB Maranhão), que Aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) assumiu o Ministério do Turismo. Assim, a Comissão Especial será presidida pela deputada Teresa Surita (PMDB Roraima).
A relatoria continua com o Deputado Angelo Vanhoni (PT Paraná).
A Comissão Especial foi constituída para discussão e aprovação do projeto de PNE enviado ao Congresso Nacional pelo Ministério da Educação (MEC). É composta por 52 deputados, sendo 26 titulares com a mesma quantidade de suplentes na proporção da representação das bancadas partidárias na Câmara. O projeto de PNE / MEC na câmara e relatado pelo Deputado Angelo Vanhoni (PT Paraná).
A ANPED (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação) lançou um importante estudo sobre o Plano Nacional de Educação, denominado:
Anped Documento “Por um Plano Nacional de Educação (2011-2020) como política de estado.
“A partir das colaborações vindas dos GTs, constituímos uma Comissão, composta por pares, especialistas em diferentes níveis, etapas e modalidades da Educação, para produzir um documento síntese que refletisse nossa posição diante do PL 8035/2010 e apresentasse de forma sistematizada nossas contribuições ao novo PNE.”
Veja os slides utilizados nas palestras para os deputados que compõe a Comissão Especial que está preparando o Plano Nacional de Educação (PNE) para ser votado na Câmara.
A Undime realizou nesta terça-feira, 28, uma coletiva de imprensa para apresentar o Banco de Dados das emendas ao PL 8035/ 2010, que trata do Plano Nacional de Educação. O Banco de Dados revela, por exemplo, que 87 deputados apresentaram emendas. Isso representa 17% do total.
Autor: Undime | Data: 28 de junho de 2011
A Undime realizou nesta terça-feira, 28, uma coletiva de imprensa para apresentar o Banco de Dados das emendas ao PL 8035/ 2010, que trata do Plano Nacional de Educação. Falaram aos jornalistas a presidenta da Undime, Cleuza Repulho, os deputados Angelo Vanhoni, relator do PL e Gastão Vieira, presidente da Comissão Especial do PNE, Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Maria do Pilar Lacerda, Secretária de Educação Básica do Ministério da Educação e Roberto Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. A vice-presidenta da Undime, Maria Cecília Amendola da Motta também participou da coletiva.
O Banco de Dados revela, por exemplo, que 87 deputados apresentaram emendas. Isso representa 17% do total. Outro fato que chamou a atenção é que a emenda mais repetida foi a que pede a laicidade nas escola públicas, com dezessete apresentações.
Clique aqui para ter acesso a outras informações sobre o Banco de Dados.
Comitê Diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, correspondendo à deliberação expressa em 29 de novembro de 2010 pelos comitês nordestinos da rede, em encontro regional ocorrido em Fortaleza/CE, solicita que o Ministério da Educação e a Presidência da República tornem público e enviem ao Congresso Nacional o texto do Plano Nacional de Educação [...]
Comitê Diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, correspondendo à deliberação expressa em 29 de novembro de 2010 pelos comitês nordestinos da rede, em encontro regional ocorrido em Fortaleza/CE, solicita que o Ministério da Educação e a Presidência da República tornem público e enviem ao Congresso Nacional o texto do Plano Nacional de Educação 2011-2020 antes que seja iniciado o recesso parlamentar.
Como outros movimentos educacionais, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação foi surpreendida com o adiamento da solenidade de lançamento do PNE 2011-2020, que estava marcada para o dia 29 de novembro de 2010. Adiamentos anteriores, decorrentes do calendário eleitoral, foram devidamente justificados e compreendidos. No entanto, dessa última vez, sequer houve justificativa formal que explicasse a prorrogação da atividade.
O Plano Nacional de Educação, segundo o Art. 214. da Constituição Federal de 1988, conforme as alterações promovidas pela Emenda à Constituição 59/2009, deve ser um instrumento capaz de articular o Sistema Nacional de Educação – por meio do regime de colaboração e ações integradas entre os poderes públicos das diferentes esferas federativas –, definindo diretrizes, objetivos, metas e estratégias capazes de assegurar a manutenção e o desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades. Primordialmente, seu intuito deve ser a superação do analfabetismo, a universalização do atendimento escolar, a melhoria da qualidade do ensino, a formação dos cidadãos para o mundo do trabalho e a promoção humanística, científica e tecnológica do Brasil. Para tanto, a Constituição Federal determina que o PNE estabeleça uma meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto (PIB). Saiba mais
Leia as notas taquigráfica de todas as reuniões da Comissão de Deputados que está preparando o Plano Nacional de Educação para votação na Câmara.
15/06/11 – Audiência Pública com o Ministro de Estado da Educação FERNANDO HADDAD, sobre o Plano Nacional de Educação.
14/06/11 – Audiência Pública sobre o Tema ” Debate sobre a educação profissional”. Convidados: ACÁCIA ZENEIDA KUENZER – Representante da Universidade Federal do Paraná, REGINA MARIA DE FÁTIMA TORRES – Diretora associada do SENAI, SIMONE VALDETE DOS SANTOS – Diretora de Política para Educação Profissional do Ministério da Educação, ANNA BEATRIZ DE ALMEIDA WAEHNELDT – Representante do SENAC.
08/06/11 – Audiência pública sobre o tema “Debate sobre o Programa de Alfabetização na Idade Certa e o Programa Escolas Integradas de Ensino Médio e Profissional”. Convidados: CID FERREIRA GOMES – Governador do Estado do Ceará, MARIA IZOLDA CELA DE ARRUDA COELHO – Secretária de Educação do Estado do Ceará, CLÁUDIO RICARDO GOMES LIMA – Reitor e Presidente do Conselho Nacional dos Institutos Federais – CONIF, MAURO FILHO – Secretário de Fazenda do Estado do Ceará. Saiba mais
Conheça os deputados federais que estão na Comissão Especial que vai preparar o PNE para votação na Câmara.
Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 8035, de 2010, do Poder Executivo, que “aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020 e dá outras providências” – PL803510
Entrevistamos esta semana o professor Angelo Souza, doutor em políticas educacionais e membro fundador do Núcleo de Pesquisa em Políticas Educacionais da UFPR. Angelo Souza, assim como outros professores que integram o Núcleo, estão prestando consultoria ao deputado Angelo Vanhoni na classificação e organização das quase três mil emendas encaminhadas ao texto do Plano Nacional de Educação (PNE) que deverá entrar em votação ainda este ano.
Blog Vanhoni – Houve um Plano Nacional de Educação aprovado na Câmara e no Senado em 2001, por que não entrou em vigência? Qual o contexto do PNE nos dias de hoje? Quais são as diferenças em relação ao primeiro plano? Corremos o risco de acontecer a mesma coisa?
Angelo Souza – A dificuldade de implantação do plano de 2001 se deve, a meu ver, a três fatores: o primeiro tem a ver com o processo de elaboração do plano. Naquela ocasião houve uma espécie de concorrência entre dois Projetos de Lei. A Constituição do Brasil já previa, desde 1988, a necessidade de um Plano Decenal de Educação. Isso ficou congelado por um tempo, até 1996 e, com a Lei de Diretrizes Básicas da Educação essa mesma exigência foi reposta. O MEC, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, pouco se mobilizou. A partir daí a sociedade civil, por sua vez, se organizou. Sindicatos de professores, a CNTE, os partidos políticos de oposição na época, centrais sindicais, enfim, realizaram um conjunto de eventos com vistas à elaboração de um projeto de Plano Nacional de Educação. Foram os chamados CONEDs, Congresso Nacional de Educação, e foram realizados três nos anos 90. Isto resultou num Projeto de Lei, que subscrito por vários deputados, foi apresentado ao Congresso Nacional e o Ministério da Educação simultaneamente apresentou uma outra proposta.
O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) tem como objetivo expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos técnicos e profissionais de nível médio, e de cursos de formação inicial e continuada para trabalhadores. A medida intensifica o programa de expansão de escolas técnicas em todo o país. Além das 81 unidades que estão em execução e devem ser inauguradas neste e no próximo ano, o Governo Federal deve anunciar nos próximos dias outras 120. Com as 140 existentes até 2002, mais as 214 inauguradas no governo anterior, a rede federal deverá contar com cerca de 600 unidades escolares administradas pelos 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e um atendimento direto de mais de 600 mil estudantes, em todo o país.
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Conheça a proposta em discussão no Congresso Nacional.
Caderno do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec)
Publicação: Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação publicou a Nota Técnica “Por que 7% do PIB para a educação é pouco?” Apresentando os cálculos dos investimentos adicionais necessários para o novo PNE possa garantir um padrão mínimo de qualidade.
Conheça a Campanha Nacional pelo Direito à Educação
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação surgiu em 1999, impulsionada por um conjunto de organizações da sociedade civil que participaria da Cúpula Mundial de Educação em Dakar (Senegal), no ano seguinte. O objetivo era somar diferentes forças políticas, priorizando ações de mobilização, pressão política e comunicação.
Hoje é considerada a articulação mais ampla e plural no campo da educação básica no Brasil, constituindo-se como uma rede que articula mais de 200 grupos e entidades distribuídas por todo o país, incluindo movimentos sociais, sindicatos, organizações não-governamentais nacionais e internacionais, fundações, grupos universitários, estudantis, juvenis e comunitários, além de centenas de cidadãos que acreditam na construção de um país justo e sustentável por meio da oferta de uma educação pública de qualidade.
Tem como missão atuar pela efetivação e ampliação dos direitos educacionais para que todas as pessoas tenham garantido seu direito a uma educação pública, gratuita e de qualidade no Brasil.
Gerida por uma equipe de coordenação geral e dirigida por um comitê diretivo nacional, a Campanha também possui comitês regionais.
É fundadora e membro do comitê diretivo da Clade (Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação). Também participou da fundação da CGE (Campanha Global pela Educação) e integra sua direção.
Em outubro de 2007, a Campanha recebeu do Congresso Nacional o prêmio Darcy Ribeiro, por sua bem-sucedida atuação de incidência política no processo de criação do Fundeb (Fundo da Educação Básica).
Os participantes do Encontro da Campanha Nacional pelo Direito a Educação seguirão em peso ao Congresso Nacional para ato público de lançamento do movimento “ PNE pra Valer!”.
Comissão Especial destinada a proferir parecer ao projeto de lei Nº 8035, de 2010, do poder executivo, que “aprova o plano nacional de educação para o decênio 2011-2020 e dá outras providências”
54ª Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ordinária
Pauta De Reunião Ordinária
Audiência Pública
Dia 17/08/2011
Local: Anexo II, Plenário 10
Horário: 14h30min
Audiência Pública:
Tema: Educação Infantil
Convidados:
· Sr. Romeu Weliton Caputo – Secretário Substituto da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (a confirmar);
· Sra. Gizele de Souza – Representante do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Infância e Educação Infantil – NEPIE/UFPR; e
· Sra. Maria Luiza Rodrigues Flores – Representante do MIEIB – Movimento Interfóruns de Educação Infantil no Brasil.
(Requerimentos de nº 01/11, do Deputado Ivan Valente, e 67/11, do Deputado Angelo Vanhoni)
4º Fórum Nacional Extraordinário da Undime terá início no dia 30 de agosto
A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime realiza entre os dias 30 de agosto e 02 de setembro o seu 4º Fórum Nacional Extraordinário. A cidade escolhida para o encontro é Mata de São João, na Bahia. O objetivo mais uma vez é colocar em pauta o novo Plano Nacional de Educação, em tramitação no Congresso Nacional, bem como outras questões relevantes na busca por uma educação básica de qualidade.
Na programação estão previstos temas estratégicos, como: Prova Nacional de Concurso de Ingresso na Carreira Docente; Ideb; Prova Brasil; Provinha Brasil; Indicadores da Qualidade na Educação Infantil; Piso Salarial e Plano de Carreira e Remuneração do Magistério; educação inclusiva; direito à educação; e Siope.
Além disso, na ocasião também serão apresentados os resultados das pesquisas: “Perfil dos Gastos Educacionais nos Municípios Brasileiros”; “Acesso, permanência, aprendizagem e conclusão da Educação Básica na idade certa – Direito de todas e de cada uma das crianças e dos adolescentes”; e “Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos”.
Para debater todos esses assuntos, o encontro espera reunir cerca de mil dirigentes municipais de educação oriundos de “municípios prioritários”, conforme lista da Undime, além de outros especialistas da área.
Mais detalhes sobre a programação e a forma de inscrição podem ser obtidos no endereço: http://undime.org/4forum/.
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação realizará seu Encontro Nacional de 15 a 17 de agosto, na Casa de Retiros Assunção, em Brasília. O Encontro tem como objetivo reunir os membros da rede para discutir sua atuação nos âmbitos regionais e nacional e também planejar estratégias e ações para os próximos anos.
O principal assunto a ser discutido é o Plano Nacional de Educação (PNE), que vai estabelecer as metas para a educação no Brasil nos próximos dez anos. A Campanha vem incidindo sobre a criação do novo PNE desde as conferências nacionais de educação. A rede apresentou 101 emendas ao Projeto de Lei (PL) 8035/2010, que trata da matéria.
O primeiro dia, 15, segunda-feira, será destinado a questões de organização interna da rede, como a situação de seus Comitês Regionais e Avaliação da Semana de Ação Mundial (SAM).
Na terça-feira, 16, a programação é aberta a todos os interessados, com o tema “Avaliação, Desafios e Perspectivas do Direito à Educação no Brasil”, com três mesas de debate durante todo o dia, que tratarão sobre o contexto educacional brasileiro e metas e estratégias equalizadoras ao PNE, entre outros.
Lançamento do “PNE pra Valer!” – Na manhã da quarta-feira, 17, haverá discussão sobre as estratégias de incidência da Campanha sobre o PNE, com análise das emendas apresentadas ao PL. À tarde, todos os participantes seguirão em peso ao Congresso Nacional para ato público de lançamento do movimento “ PNE pra Valer!”, e liderado pela Campanha.
Estima-se que participarão do Encontro cerca de 100 pessoas da rede da Campanha de todo o Brasil.
Informações sobre o Encontro Nacional
Carolina Morais – Assistente de Projetos
E-mail: carolina@campanhaeducacao.org.br
Tel.: (11) 3159-1243
Cel.: (11) 8793-7711 Fonte:Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Os slides da Palestra do Dr. Ricardo Chaves de Rezende Martins com o tema “O II PNE: reflexões sobre o Projeto e suas metas”. Esta palestra foi realizada em 27.04.2011 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que está analisando o Plano Nacional de Educação (PNE).
Ricardo Chaves de Rezende Martins é Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados.
Publiquei nas redes virtuais uma fotografia com foco nas placas informativas da esquina entre as Ruas da Relação e dos Inválidos no centro do Rio de Janeiro. Fiz uma sugestão alegórica aos “gostam de discutir a relação” de que estes teriam um lugar apropriado para estes “eventos” e sugeria a esquina com a rua do Inválidos – outra alegoria – como que sugerindo a esterilidade destas discussões… A foto também enquadra, em parte, o novo – e moderno – edifício da Petrobras e a antiga sede do DOPS que será convertido em museu da Polícia Civil. Por isso, fiz outra alegoria, sugerindo – em comentários nas redes virtuais – que representariam os contextos das discussões de relações: a suposta modernidade ancorada na tradição e no conservadorismo destas situações.
Roberta Barreto disse-me que esta já era uma alegoria antiga no Rio de Janeiro e percebi que mais gente pensava – e brincava com a situação – como eu.
No entanto, um grande amigo, carioca, mas radicado no Paraná, o Jorge Damasceno fez uma importante observação. Este militante histórico do PCB, e uma das referências para militantes de esquerda, inicialmente perguntou-me sobre o prédio ao fundo da foto. Quando informei, ele, imediatamente, comunicou-me que edifício revolvia as suas memórias de um tempo que desejaria esquecer:
“Cara! A foto me remete à um tempo que procuro, sempre, ignorar. O estilo, a fachada curva com uma porta de ferro na entrada é sinistro demais. Além, é claro, do muito que aconteceu em suas dependências. Tô fora!”
Então ao responder, prestei-lhe uma pequena, porém insuficiente homenagem:
“Perdoe-me general Jorge Damasceno por retomar estas memórias ruins. Foi um tempo difícil, eu sei. Então, eu quero fazer desta foto uma homenagem a todos que – como você – lutaram contra a ditadura e sofreram os ataques destes inimigos do povo, da liberdade, do humanismo e do progresso humano. Tomemos o prédio como representação não da dor, mas da memória daqueles que resistiram e venceram. Em particular daqueles que – como você – continuam na luta pelo socialismo e seguem sendo, referências, para aqueles, que – como eu – não viveram este tempo. Afinal continuamos na luta, enquanto o DOPS vai ser convertido em museu, e os torturadores, espero, sejam denunciados pela comissão da verdade e punidos, na forma da lei, que tanto desrespeitaram”.
Foto: Marcos Cordiolli
A Rua da Relação (Lapa/RJ), que por uma destas ironias da geografia faz esquina com a Rua do Inválidos. Em frente do antigo prédio do DOPS, que deverá abrigar o museu da Políicia Cívil.
Foto de Marcos Cordiolli com aprelho de telefone celular Samsung Galaxy. Centro do Rio. Em 13 de agosto de 2010.
Foto de Marcos Cordiolli com aprelho de telefone celular Samsung Galaxy (o detalhe é o risco de uma avião ajato). Explanada dos Ministérios, Brasília. Em 10 de agosto de 2010.
Foto de Marcos Cordiolli com aprelho de telefone celular Samsung Galaxy (foto com a câmera na mão, próxima ao solo e abaixo de um foco de luz de iluminação pública). Asa Norte, Brasília. Em 10 de agosto de 2010.
A Rua da Relação (Lapa/RJ), que por uma destas ironias da geografia faz esquina com a Rua do Inválidos. Em frente do antigo prédio do DOPS, que deverá abrigar o museu da Políicia Cívil.
Foto de Marcos Cordiolli com aprelho de telefone celular Samsung Galaxy. Centro do Rio. Em 13 de agosto de 2010.
O Encontro Iberoamericano de Educação surgiu acordo de cooperação acadêmica, científica e técnica entre a Universidad de Alcalá de Henares e a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, firmado em 2006, com o objetivo de divulgar o conhecimento na área de educação; estabelecer laços de intercâmbio entre os países iberoamericanos; gerar projetos comuns de pesquisa; ampliar os vínculos da pós-graduação em Educação e incentivar o intercâmbio de alunos e professores. Conforme acordo estabelecido, o primeiro encontro seria realizado na Espanha, o segundo no Brasil e os demais alternadamente a cada ano.
Cada ano mais pesquisadores e universidades participam dos EIDE, a exemplo da Universidad de Castilla-La Mancha, Universidad Complutense de Madrid, Universidad de Granada, Universidade Federal de São Carlos, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Estado de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Estadual de Santa Catarina e de pesquisadores de outros países europeus e latino americano, como Portugal, Argentina, Chile.
Com ênfase na pesquisa e na pós-graduação, todos os eventos são amplamente divulgados junto aos programas de pós-graduação do Brasil, América Latina, Espanha, Portugal e outros países com idiomas em português e/ou espanhol.
Em 2011 será realizado VI EIDE entre os dias 26 e 29 de outubro de 2011, Campus de Araraquara da UNESP .
Marcos Cordiolli faz a Conferência de Abertura do VI EIDE – Encontro Iberoamericano de Educação.
O VI EIDE – Encontro Iberoamericano de Educação / Encuentro Iberoamericano de Educación
Em 2006, a Universidad de Alcalá de Henares e a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” renovaram o acordo de cooperação acadêmica, científica e técnica, com o objetivo de divulgar o conhecimento na área de educação; estabelecer laços de intercâmbio entre os países iberoamericanos; gerar projetos comuns de pesquisa; ampliar os vínculos da pós-graduação em Educação e incentivar o intercâmbio de alunos e professores. Conforme acordo estabelecido, o primeiro encontro seria realizado na Espanha, o segundo no Brasil e os demais alternadamente a cada ano.
O I EIDE ocorreu na cidade de Guadalajara, de 18 a 21 de outubro de 2006, com ampla divulgação do evento na Espanha e no Brasil. Cento noventa e oito foram as inscrições recebidas, sendo sessenta e um os profissionais e estudantes brasileiros, alunos de programas de pós-graduação, que receberam aceite de trabalhos para apresentação nos Eixos Temáticos: Eixo 1: Educação, currículo e sociedade; Eixo 2: Formação docente; Eixo 3: Avaliação institucional; Reflexão sobre a diversidade; Eixo 4: Tecnologias da informação e comunicação na educação.
Em 2007, no período de 18 a 21 de setembro, realizou-se o II EIDE em Araraquara, na Faculdade de Ciências e Letras da UNESP. Foram recebidas 563 inscrições, sendo 356 com apresentação de trabalhos, assim distribuídos por oito eixos temáticos: Eixo 1 (Política Educacional e Gestão Escolar) – 39 trabalhos; Eixo 2 (Avaliação Educacional) – 10 trabalhos; Eixo 3 (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) – 22 trabalhos; Eixo 4 (Gênero, Educação Sexual e Educação Escolar) – 28 trabalhos; Eixo 5 (Culturas Escolares) – 42 trabalhos; Eixo 6 (Atenção à Diversidade) – 39 trabalhos; Eixo 7 (Infância, Juventude de Valores) – 58 trabalhos e Eixo 8 (Formação do Educador, Trabalho Docente e Práticas Pedagógicas) – 118 trabalhos.
Em 2008, novamente na Espanha, no campus de Guadalajara, foi realizado o III EIDE, de 28 a 31 de outubro, com 380 inscrições, sendo 80 com apresentação de trabalhos distribuídos nos oito eixos temáticos: Eixo 1 (Política Educacional e Gestão Escolar) – 17 trabalhos; Eixo 2 (Avaliação Educacional) – 05 trabalhos; Eixo 3 (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) – 06 trabalhos; Eixo 4 (Gênero, Educação Sexual e Educação Escolar) – 05 trabalhos; Eixo 5 (Culturas Escolares) – 05 trabalhos; Eixo 6 (Atenção à Diversidade) – 22 trabalhos; Eixo 7 (Infância, Juventude de Valores) – 08 trabalhos e Eixo 8 (Formação do Educador, Trabalho Docente e Práticas Pedagógicas) – 19 trabalhos.
Em 2009, consolidado após as edições anteriores, contando com grande prestígio entre a comunidade científica, o IV EIDE realizou-se na Faculdade de Ciências e Letras, Campus de Araraquara, UNESP, no período de 18 a 21 de novembro, recebendo 545 inscrições, sendo 388 com apresentação de trabalhos, assim distribuídos por oito eixos temáticos: Eixo 1 (Política, Avaliação e Gestão Educacional) – 53 trabalhos; Eixo 2 (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) – 27 trabalhos; Eixo 3 (Educação Sexual, Gênero e Valores na Infância e Juventude) – 27 trabalhos; Eixo 4 (Culturas Escolares) – 40 trabalhos; Eixo 5 (Atenção à Diversidade) – 65 trabalhos; Eixo 6 (Formação do Educador, Trabalho Docente e Práticas Pedagógicas) – 176 trabalhos. Dos trabalhos inscritos, 30 foram negados, pelo Comitê Científico, para apresentação nas sessões.
Respeitando a alternância, em 2010, o V Encontro ocorreu na Espanha, na Universidade de Alcalá de Henares, que, além de grande número de inscrições, contou com a participação de docentes destacados, como o Prof. Dr. Joseph Mafokozi e importantes personalidades regionais e acadêmicas.
Cada ano mais pesquisadores e universidades participam dos EIDE, a exemplo da Universidad de Castilla-La Mancha, Universidad Complutense de Madrid, Universidad de Granada, Universidade Federal de São Carlos, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Estado de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Estadual de Santa Catarina e de pesquisadores de outros países europeus e latino americano, como Portugal, Argentina, Chile.
Com ênfase na pesquisa e na pós-graduação, todos os eventos são amplamente divulgados junto aos programas de pós-graduação do Brasil, América Latina, Espanha, Portugal e outros países com idiomas em português e/ou espanhol.
Das 8 às 9 horas: Apresentação de Pôsteres
Local: Pátio dos Anfiteatros A e B
Das 9 às 12 horas: Mesas Redondas
Eixo temático: Educação Especial
Mesa Redonda “Educação especial”: Silvia Regina R. L. Sigolo (Coordenadora -UNESP), Eládio Sebastian Heredero (UAH-Espanha), Marcos José da Silveira Mazzotta (FE/USP e Universidade Presbiteriana Mackenzie), Fátima Elizabeth Denari (UFSCar) e Cláudia Regina M. Giroto (UNESP-Marília).
Eixo temático: Educação Infantil
Mesa Redonda “O contexto da Educação Infantil em processo de transição e vínculo com o Ensino Fundamental e a Família”: Maristela Angotti (Coordenador-UNESP), Yolanda Muñoz (UAH-Espanha), Maria Letícia Barros Pedroso Nascimento (USP-São Paulo) e Taciana Mirna Sambrano (UFMT).
Eixo temático: Educação sexual, gênero e valores
Mesa Redonda “Sexualidade, gênero e educação sexual”: Paulo Rennes Marçal Ribeiro (Coordenador-UNESP), Nieves Hernandez Romero (UAH-Espanha), Ari Fernando Maia (UNESP-Bauru), Mary Neide Damico Figueiró (UEL), Maria Teresa Machado Vilaça (Universidade do Minho-Portugal) e Laura Vandembroucke (Universidade Autónoma de Entre Rios-Argentina). Saiba mais
Mario Martín Bris – UAH
Eladio Sebastián Heredero – UAH
Carmen Alcaide Spirito – UAH
Joaquín Gairín Sayán – Universidad Autónoma de Barcelona
Joseph Mafokozi – Universidad Complutense de Madrid
Asunción Manzanares – Universidad de Castilla La Mancha
Manuel Lorenzo Delgado – Universidad de Granada
Gonzalo Romero Izarra – UAH
Francisco de Pedro Sotelo – UAH
Juan Jose Diaz Matarranz – UAH
Aurea Cascajero Garcés – UAH
Mª Carmen Fernández López – UAH
Brasil
Paulo Rennes Marçal Ribeiro – UNESP (Araraquara) (Coordenador)
Cláudio B. Gomide de Souza – UNESP (Araraquara)
Cláudia R. Mosca Giroto – UNESP (Marília)
Fátima Elizabeth Dennari – UFSCAr (São Carlos)
João Augusto Gentilini– UNESP (Araraquara)
Luci Regina Muzzeti– UNESP (Araraquara)
Maria Angela Barbato – PUC (São Paulo)
Maristela Angotti – UNESP (Araraquara)
Mário Sergio Vasconcelos – UNESP (Assis)
Ricardo Ribeiro – UNESP (Araraquara)
Silvia Regina R. L. Sigolo – UNESP (Araraquara)
Silvio Fiscarelli – UNESP (Araraquara)
Sonia Maria D. Grego – UNESP (Araraquara)
Sueli Itman Monteiro – UNESP (Araraquara)
Yoshie Ussami Ferrari Leite – UNESP (Presidente Prudente)
Joyce Mary Adam de Paula – UNESP (Rio Claro)
Mario Martín Bris (Coordenador)
Laura Rayon Rumayor
Eladio Sebastian Heredero
Carmen Alcaide Spirito
Jose Luis Marcos Lorenzo
Gema S. Castillo Garcia
Brasil
Cláudio B. Gomide de Souza (Coordenador)
José Luis Bizelli
Luci Regina Muzzeti
Maristela Angotti
Paulo Rennes Marçal Ribeiro
Ricardo Ribeiro
Sebastião de Souza Lemes
Silvia Regina R. L. Sigolo
Silvio H. Fiscarelli
Sonia Maria D. Grego
Sueli Itman Monteiro
O novo profissional, responsável por gerir sua vida profissional, tem que estar preparado para mudanças abruptas
Reportagens
Por Enio Rodrigo. 15/06/2011. Pré-Univesp, Revista Digital de Apoio ao Estudante Pré-Universitário
Para uma parte daqueles que estão entrando no mercado de trabalho, o futuro é agora. Uma modificação importante no modo como as empresas pensam começou a tomar contorno em meados da década de 1990 no país e, com o aumento do acesso às tecnologias da informação e comunicação (as chamadas TICs), o mundo do trabalho passou a ficar mais flexível em formas e horários. O contraponto é que essa mesma flexibilização acabou com o modo como se pensavam as carreiras. Ao invés de planos objetivos e determinados no momento em que se saía da faculdade e se adentrava uma empresa, o trabalhador – seja ele um profissional do alto ou baixo escalão – precisa traçar seus próprios caminhos, cada vez mais sujeitos a alterações de rotas.
Historicamente, os modelos de trabalho passaram por três grandes alterações no seu modo produtivo (e diversas outras não menos importantes, mas originárias desses grandes pontos de inflexão). O primeiro foi quando os indivíduos começaram a trocar suas horas de trabalho por uma remuneração fixa, dentro de um processo organizado de produção. Assim sendo, surgiu o trabalhador como conhecemos.
A segunda grande mudança foi durante a transição da manufatura para o modo industrial de produção, ou seja, quando aquele que era responsável por todo o processo de uma determinada atividade – realizada do começo ao fim por uma pessoa – se tornou um operador de maquinário e, portanto, somente tinha controle de uma parte do processo da produção (fosse um bem de consumo ou um serviço). O modelo fordista – de linhas de produção – é a principal herança dessa segunda fase. “E mais atualmente temos uma mudança radical onde o processo fordista de organização da produção do trabalho sofre uma reestruturação bastante intensa”, explica Marcos Cordiolli, pesquisador da área de educação e qualificação profissional e consultor pedagógico na área de educação corporativa. Saiba mais
Brasil está atrasado em inclusão digital. Para especialista, PNE, UCA, PNBL e ProInfo podem ajudar a reverter este quadro
Pelo acordo recente envolvendo o governo e as empresas de telecomunicação para o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), ficou acertado que as empresas vão oferecer acesso à internet banda larga, com pelo menos um megabit por segundo, pelo valor de R$ 35 por mês. A ideia é que haja uma rápida expansão do acesso à rede mundial de computadores, e, com isso, sejam criados novos programas de inclusão digital para camadas de menor renda da população. Aliado a isso, o governo está incentivando, por meio de desoneração fiscal e crédito especial, programas de compra de computadores. Nesse sentido, cabe o questionamento sobre como o Brasil está no processo de inclusão digital e como as escolas estão em termos de infraestrutura. Uma pesquisa da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou, recentemente, que as escolas brasileiras ocupam o último lugar, entre 38 países pesquisados, quanto ao número de computadores por aluno. São 6,25 estudantes por computador, o que equivale a 0,16 máquina por aluno. Além disso, 53,3% dos estudantes brasileiros não têm computador em casa. Ou seja, mais da metade dos estudantes está fora do mundo digital, salvo por visitas a lan houses e telecentros. Em entrevista à TIC Educação, o consultor pedagógico, Marcos Cordiolli, explicou a situação do Brasil em termos de inclusão digital. Segundo Cordiolli, o País ainda está atrasado na inclusão digital em função da brutal desproporção do acúmulo de renda e das políticas públicas excludentes de quinhentos anos de nossa história. Ele se diz otimista em relação à ampliação das condições de conexão e à inclusão da nossa população na webesfera com qualidade social. Falou, ainda, que o PNBL e os incentivos à compra de computadores e tablets podem ajudar a amenizar os cinco séculos de déficit social na educação. Mas enfatizou que é preciso garantir que as escolas e equipamentos culturais disponham de acesso dedicado para que a população possa produzir conteúdos audiovisuais e digitais interativos, pois, segundo Cordiolli, não basta apenas acessar os conteúdos, é preciso ter voz, se fazer presente na rede.
TIC – Como você enxerga o Brasil em termos de inclusão digital?
Marcos Cordiolli – As tecnologias digitais promoveram algumas mudanças estruturais em nosso dia-a-dia. A WEB 1.0 disponibilizou grandes volumes de informações, democratizando o acesso à comunicação e potencializando a produção de conhecimento. E a WEB 2.0 forneceu instrumentos para que as pessoas disponibilizassem conhecimentos, opiniões e outros conteúdos via blogs, ferramentas wikis e redes sociais, criando o que denominamos popularmente de Webesfera.
Porém, alguns fatores estão relacionados. O Acesso à webesfera e os recursos das vias digitais dependem de: acesso a equipamentos pessoais como computadores e telefones celulares; acesso à conexão por cabo ou ondas; acesso a softwares para operação dos computadores e conexões; acesso a recursos que permitam produzir conteúdos e disponibilizá-los na Internet; disponibilização de conteúdos digitais de interesse social e cultural; e qualificação da população para acessar com qualidade os recursos da Webesfera.
O acesso a equipamentos pessoais tem avançado rapidamente no Brasil. O aumento da renda possibilitou que segmentos maiores da população pudessem comprar equipamentos. O comércio de equipamentos usados também está em alta (um computador novo, que custa em torno de R$ 1.200, é revendido em boas condições de uso, em média, 18 meses depois, por valores próximos a R$ 300,00). O governo implantou dois programas importantes: a redução de tributos sobre produtos fabricados no país para Tablets (a joia dos desejos atuais); e o MEC desenvolve com sucesso o programa UCA (um computador por aluno) que, se implantado, irá promover condições de acesso sem precedentes. O Congresso Nacional tem discutido uma forma de estimular a implantação de lan houses em áreas de baixa renda. É importante que o governo continue apoiando e ampliando a oferta de equipamentos para a população em escolas, equipamentos culturais, associações comunitárias etc. Saiba mais
O CREA-PR promove de 21 a 23 de agosto em Foz do Iguaçu o XVIII Fórum de Docentes e Discentes do CREA-PR, com o tema “A importância da gestão educacional na formação profissional”. Na programação, palestras ministradas pelos professores Marcos Cordiolli (palestrante e consultor em gestão do trabalho pedagógico e proposições curriculares) e José Pio Martins (palestrante e reitor da Universidade Positivo) e dinâmicas com a participação dos presentes.
O encontro é realizado anualmente direcionado aos representantes das instituições de ensino participantes do Sistema CREA-PR, dentre os quais os coordenadores dos cursos, reitores e pró-reitores vinculados ao referido Sistema. “O CREA-PR, modelo para nosso país, com decisões arrojadas, considera este fórum como um momento especial, ou seja, alocando recursos que na verdade são investimentos para a troca de experiências e tomada de novos rumos no campo da educação, permitindo a construção de um alicerce sustentável para a formação de profissionais éticos e capacitados”, resume o presidente da Comissão de Educação do Sistema do CREA-PR, engenheiro agrônomo Amarildo Pasini.
Segundo ele, a decisão inteligente de implantação do CREAJr aproximou e “provocou” os professores e as instituições para uma nova realidade de discussões e posicionamentos. “Possibilitamos a participação efetiva dos acadêmicos, que em um curto prazo ingressarão no mercado de trabalho, com melhor conhecimento das realidades e desafios”, diz.
Pasini cita também o grande avanço na sintonia entre as instituições de ensino e o Conselho, a partir da criação em 2009 da Assessoria de Relações com as Instituições de Ensino. “Neste sentido, destaco a reunião com os coordenadores dos cursos, além de reitores e pró-reitores, que será realizada no dia 21 à tarde, tratando mais especificamente da questão da nova Resolução 1010, cujo software referente à Matriz do Conhecimento foi validado recentemente pelo CONFEA/CREA”, recomenda.
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação realizará seu Encontro Nacional de 15 a 17 de agosto, na Casa de Retiros Assunção, em Brasília. O Encontro tem como objetivo reunir os membros da rede para discutir sua atuação nos âmbitos regionais e nacional
Autor: Campanha Nacional pelo Direito à Educação | Data: 19 de julho de 2011.
Durante a atividade, haverá ato público de lançamento do movimento “PNE pra Valer!”, no Congresso Nacional, dia 17/7
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação realizará seu Encontro Nacional de 15 a 17 de agosto, na Casa de Retiros Assunção, em Brasília. O Encontro tem como objetivo reunir os membros da rede para discutir sua atuação nos âmbitos regionais e nacional e também planejar estratégias e ações para os próximos anos.
O principal assunto a ser discutido é o Plano Nacional de Educação (PNE), que vai estabelecer as metas para a educação no Brasil nos próximos dez anos. A Campanha vem incidindo sobre a criação do novo PNE desde as conferências nacionais de educação. A rede apresentou 101 emendas ao Projeto de Lei (PL) 8035/2010, que trata da matéria.
O primeiro dia, 15, segunda-feira, será destinado a questões de organização interna da rede, como a situação de seus Comitês Regionais e Avaliação da Semana de Ação Mundial (SAM).
Na terça-feira, 16, a programação é aberta a todos os interessados, com o tema “Avaliação, Desafios e Perspectivas do Direito à Educação no Brasil”, com três mesas de debate durante todo o dia, que tratarão sobre o contexto educacional brasileiro e metas e estratégias equalizadoras ao PNE, entre outros.
Lançamento do “PNE pra Valer!” – Na manhã da quarta-feira, 17, haverá discussão sobre as estratégias de incidência da Campanha sobre o PNE, com análise das emendas apresentadas ao PL. À tarde, todos os participantes seguirão em peso ao Congresso Nacional para ato público de lançamento do movimento “ PNE pra Valer!” , liderado pela Campanha.
Estima-se que participarão do Encontro cerca de 100 pessoas da rede da Campanha de todo o Brasil.
Informações sobre o Encontro Nacional
Carolina Morais – Assistente de Projetos
E-mail: carolina@campanhaeducacao.org.br
Tel.: (11) 3159-1243
Cel.: (11) 8793-7711
Em entrevista ao Observatório da Educação, o prof. Antônio Carlos Caruso Ronca, presidente do CNE, falou sobre a criação do Fórum Nacional de Educação e de seu papel no processo de definição e execução do PNE.
Autor: Observatório da Educação | Data: 6 de abril de 2011
Em entrevista ao Observatório da Educação, o professor Antônio Carlos Caruso Ronca, atual presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), falou sobre a criação do Fórum Nacional de Educação (FNE) e de seu papel, ao lado do CNE, no processo de definição e execução do Plano Nacional de Educação (PNE).
Para ele, a atuação nos diferentes espaços é complementar e democratiza a elaboração e gestão da política educacional brasileira.
Observatório da Educação – Qual é a importância do Fórum e o papel do CNE neste espaço?
Antônio Carlos Caruso Ronca - o FNE é da mais alta importância, pois reúne entidades da sociedade civil que podem ter um papel fundamental na luta por melhorar a qualidade da educação básica e superior no Brasil. Acentua-se, com o fórum, o caráter democrático que deve ter a gestão da educação. Cabe ao FNE acompanhar a elaboração e a avaliação do PNE, e isso é também muito importante.
O conselho está já há alguns anos em momento de abertura para a sociedade, e temos tido espaço importante para ser a ressonância da sociedade. Nesse sentido, a participação do CNE e demais entidades revela objetivo comum que todos temos: o de lutar para que a educação seja considerada de caráter de urgência.
Observatório – Existe o risco de o FNE assumir funções que são do CNE?
Ronca – Não há incompatibilidade, vejo complementariedade. Existe desejo comum de que nos aproximemos naquilo que nos une.
Observatório – Qual é o papel do CNE neste processo de definição do PNE?
Ronca – A Lei 9.131/95, que cria o CNE, prevê como uma de suas funções a contribuição na elaboração do plano e o acompanhamento de sua execução. Fizemos isso em 2009 quando elaboramos, a pedido da Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados, um documento com indicações para subsidiar a elaboração do plano. Isso foi distribuído em diferentes partes do País, em encontros organizados pela comissão.
Com o projeto de lei no Legislativo, o CNE vai continuar exercendo sua prerrogativa. Temos uma comissão que está elaborando um documento para ser encaminhado ao Congresso e ao Poder Executivo com indicações para se aperfeiçoar o plano. Além disso, pretendemos organizar um seminário nacional, a pedido do próprio fórum, reunindo entidades para refletir sobre as estratégias prioritárias e as que podem ser aperfeiçoadas, a partir da consideração da atual situação e do diagnóstico das grandes questões que envolvem os desafios para a melhoria da educação.
Observatório – Existe uma demanda de avaliação do processo de execução do PNE passado. O CNE prevê algum estudo nesse sentido?
Ronca – Não posso responder, pois há uma comissão trabalhando neste momento na elaboração de um documento e não posso falar por ela. Mas não temos uma produção sobre isso. Creio que seria importante perceber o que levou a determinados sucessos e a determinados fracassos. Mas não posso dizer que o CNE vai fazer porque a comissão está trabalhando.
Observatório – Gostaria de destacar algo em relação à elaboração do PNE?
Ronca – Nossa expectativa é de que haja discussão, que não ultrapasse este ano, e que se garanta a mais ampla participação da sociedade nas discussões, principalmente com audiências públicas em que as grandes questões sejam debatidas. Se terminarmos agora, teremos mais um ano para que planos municipais e estaduais sejam elaborados. Se a tramitação não for rápida, corremos o risco de perder dois anos, pois é necessário que os planos municipais e estaduais tragam claro o regime de colaboração. Minha preocupação é que em hipótese alguma podemos adiar isso, o PNE não pode ficar para o ano que vem.
O Mandato do Deputado Federal Ivan Valente preparou um conjunto de 115 Emendas ao PL 8035/10, que estabelece o novo Plano Nacional de Educação. As Emendas, apresentadas em conjunto com os Deputados Chico Alencar e Jean Willys (PSOL/RJ), já estão com a Secretaria da Comissão Especial que analisa o novo PNE e serão protocoladas no dia 20 de maio, data definida pela comissão para inicio do recebimento de emendas.
As emendas apresentadas foram elaboradas pelo Coletivo de Educadores do Mandato e acolheram também as sugestões trazidas pelo movimento sindical, por pesquisadores e por movimento sociais da área educacional.
As emendas propostas abrangem questões centrais para que o próximo PNE possa, de fato, levar a uma melhoria na qualidade da educação nacional:
Financiamento da Educação: são apresentadas emendas que tratam da ampliação dos gasts públicos com educação para 10% do PIB, além de resgatar as formulações sobre custo-aluno-qualidade (CAQ) aprovadas na Conferência Nacional de Educação (CONAE) e que foram ignoradas pelo MEC na elaboração do projeto. Também são apresentadas propostas que destinam para a educação parte significativa dos recursos gerados pela exploração do Pré-sal, e propostas destinadas a constituição de mecanismos mais efetivos de acompanhamento e controle dos gastos públicos com a educação. Saiba mais
A Nota Técnica traz a análise do Ministério da Educação (MEC) sobre o cenário da Educação no País e sobre a viabilidade das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020.
Para Idevaldo Bodião, fim do ProUni e educação inclusiva são pontos positivos, mas a destinação de 7%do PIB é insuficiente à educação
Peça-chave para a política nos próximos 20 anos, o PNE deveria entrar em vigor em janeiro, mas ainda não foi aprovado.
Carta Escola. Carta Capital. Por Fernando Vives. Publicado em2 de agosto de 2011 às 14:40h. Foto:José Leomar Souza.
Enviado pelo ministro Fernando Haddad ao Congresso Nacional em dezembro de 2010, o novo Plano Nacional de Educação (PNE) já deveria estar em vigor oficialmente desde janeiro, com validade até 2020. Porém, virou alvo de disputa na Câmara, onde recebeu cerca de 3 mil emendas e ainda pode passar por mudanças até sua aprovação, estimada para até o começo do próximo ano. Redigido pelo MEC sobre as proposições feitas pelo Conselho Nacional de Educação (Conae), entidade que reuniu os anseios de 3 milhões de profissionais ligados à área em todo o País, o plano tem 20 metas e substituiu seu antecessor, que tinha 296 objetivos e fracassou pela falta de aporte financeiro e foco.
Para discutir o novo PNE, Carta na Escola procurou o professor Idevaldo Bodião, da Universidade Federal do Ceará (UFC), militante da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e um dos redatores do projeto do Conae. Bodião tem uma trajetória atípica em sua formação acadêmica. Formado em Engenharia Civil pela USP, adaptou a carreira para o setor educacional, área em que se doutorou também pela universidade paulista. Depois, por motivos familiares, trocou São Paulo por Fortaleza, onde trabalha desde 1992. Foi secretário da Educação da capital cearense por dez meses em 2005, sob a gestão da prefeita Luizianne Lins (PT).
Nesta entrevista, Bodião critica as mudanças que o MEC fez sobre no texto- do PNE produzido pelo Conae, -ressalta qualidades e defeitos do novo plano e mostra preocupação com a força de grandes grupos empresariais da educação sobre os congressistas.
Carta na Escola: Como o senhor avalia o novo Plano Nacional de Educação? Setores governistas entendem que, apesar de ainda não aprovado, ele já está em vigência.
Idevaldo Bodião:O plano tem qualidades, mas o fato de acreditarem que já está em vigência me deixa mais preocupado- que feliz, uma vez que asfixia a grande virtude do PNE, que é ser um plano de Estado, não exclusivamente as aspirações de um governo. Como o PNE está desenhado, é possível perceber várias das políticas atuais em vigor implantadas por esta gestão. Saiba mais
Nova presidente da Undime assume posto com a prioridade de aprovar o PNE
Entrevista com Cleuza Repulho, secretária de Educação de São Bernardo, assume a direção da entidade.
Simone Harnik.Da Redação do Todos Pela Educação
A nova diretoria-executiva da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) foi eleita na última semana, e Cleuza Repulho, secretária municipal de Educação de São Bernardo do Campo (SP) assumiu a presidência da entidade. Em entrevista ao Todos Pela Educação, ela afirmou que a prioridade máxima de sua gestão será a aprovar, ainda neste ano, o Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020.
“O PNE tem de ter o sentido de política pública e, se não for aprovado em 2011, corre o risco de virar alvo de disputas políticas. No ano que vem, teremos eleições municipais e as disputas não serão pela aprovação do melhor projeto para o País, mas sim pela autoria do projeto que vai ser aprovado. E não é isso o que queremos”, disse.
Veja abaixo a entrevista:
Todos Pela Educação – Quais serão suas prioridades à frente da Undime? Cleuza Repulho - Em primeiríssimo lugar, é a aprovação, ainda neste ano, do Plano Nacional de Educação. Também vamos trabalhar fortemente pela formação dos gestores municipais e para que a nossa entidade possa congregar o maior número de municípios.
TPE – Como a Undime vai atuar pela aprovação do PNE? Cleuza - Vamos participar de algumas audiências na Câmara, prioritariamente, das de qualidade e de financiamento, pois são dois temas que nos atingem diretamente. Depois, vamos usar da estratégia de trabalhar junto aos deputados e senadores, com as seccionais da Undime, reforçando as políticas com as quais concordamos. Também já mandamos emendas com a nossa contribuição para o plano, para que elas possam ser avaliadas pela comissão [Comissão Especial do PNE na Câmara]. Saiba mais
“O Plano Nacional de Educação deixou de lado questões importantes, dentre elas a de gênero e sexualidade”. Isso é o que afirma Marcelo Daniliauskas, doutorando da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), sobre o Projeto de Lei que estabelece o Plano Nacional de Educação para os próximos dez anos (PNE 2011-2020).
Na visão dele, o Plano não contemplou todos os pontos das resoluções da Conferência Nacional de Educação (Conae). “Houve uma distância entre as resoluções da Conae e as propostas apresentadas”, considera, lembrando que, como a Conferência é um espaço de caráter democrático, suas resoluções também deveriam ser acatadas e colocadas no Plano de forma democrática.
“A sexualidade não tem nenhuma menção no Plano, apesar de ter sido aprovada na resolução da Conae com seção específica. A Conae possui caráter democrático, mas, na hora de transformar [as resoluções] em Plano, acaba gerando frustração porque [as resoluções] não foram devidamente acolhidas”, comenta. Saiba mais
A cerimônia de encerramento dos debates sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) 2011/2020 e entrega do relatório com as contribuições do Paraná ao relator do projeto, deputado Angelo Vanhoni, realizada na sexta feira, 29/07/2011 em Curitiba, contou com a presença de reitores, professores, diversas lideranças do setor educacional, da sociedade civil organizada, de representantes públicos e autoridades, do vice governador e secretário estadual de Educação, Flávio Arns, do reitor da Universidade Federal do Paraná, Zaki Akel Sobrinho, do presidente da Itaipú Binacional, Jorge Samek, do senador Sérgio Souza e dos deputados federais Dr. Rosinha e Angelo Vanhoni.
O relatório produzido por esta iniciativa representa um momento significativo do processo de debates organizado pelo Fórum Estadual de Educação do Paraná, constituido em 06 de maio de 2011 com o objetivo de conduzir os debates sobre o PNE e articular as discussões que subsidiarão a elaboração do Plano Estadual, dos Planos Municipais e das Conferências Estaduais de Educação. O trabalho desenvolvido em todas as 10 regiões do estado envolveu milhares de trabalhadores da educação, gestores públicos, parlamentares, entidades e instituições da sociedade civil, estudantes e comunidade, resultando na publicação de um relatório em dois volumes contendo análises, proposições e emendas ao conjunto de metas e estratégias do projeto de lei que estabelecerá o novo PNE para o decênio 2011/2020.
“Singularidades de uma rapariga loura” é mais um curioso filme de Manoel de Oliveira, que utiliza uma diacronia incomum. Baseado em conto de Eça de Queiroz, narra a história de Macário, rapaz ao mesmo tempo hóspede e empregado de um velho tio, que um dia cai de amores por uma moça da vizinhança. Como não poderia deixar de ser, Macário e a moça se apaixonam, namoram e marcam casamento. Sem maiores explicações, porém, o tio se opõe à união e demite o sobrinho. Macário, firme no propósito de conseguir condições materiais para desposar a moça, parte para uma temporada na África e, no ritmo trágico dos contos de Eça, sofre novo revés financeiro.
A moça é paciente, o rapaz nem tanto. Como em todo bom conto, tem-se uma história que se desenrola explicitamente ao leitor (neste caso ao espectador) para ser surpreendido por um final inesperado, fruto de outra história que desvela nova trama invisível e cujas pistas estão dissimuladas ao longo da narrativa.
A diacronia. A sequência inicial é ambientada em um ônibus moderno com ar- condicionado, quando Macário inicia a narrativa de sua tragédia a uma companheira de viagem, que na obra literária original ocorre em uma carruagem. E aqui a famosa expressão presente ao pé da letra na obra literária e na cinematográfica: “O que não contas à tua mulher, o que não contas ao teu amigo, conta-o a um estranho”.
Os primeiros três quartos do filme são um exercício de diacronia em que tudo se parece com Portugal no período da obra escrita por Eça, publicada originalmente em 1874: a linguagem falada, os simbolismos do amor e as formas de trabalho. O discurso cinematográfico utiliza de recursos que seriam correspondentes na tela as características estéticas da literatura portuguesa do final do século XIX, com planos longos e estáticos, em particular deste conto que é recorrentemente reconhecido como de inauguração da literatura realista lusitana. A cenografia também reproduz os elementos de época como os figurinos, mobiliários, objetos e cenários. As ruas são de pessoas se reconhecem vivendo em comunidade. Os personagens correspondem ao final do século XIX e diretamente destacados da obra literária original. Mas nessa fase da narrativa são apresentadas referências a tempos posteriores, como a obra de Fernando Pessoa e ao governo do ditador Salazar.
Quando Macário finalmente consegue o seu intento – a benção do tio e as condições para casar com a moça – a narrativa volta ao século XXI. A cenografia e os figurinos são contemporâneos. A câmera ganha movimento. A cidade é preenchida pela multidão.
As particularidades geniais de um filme emblemático. O diacronismo de Manoel de Oliveira é um instrumento eficaz que pode remeter ao discurso romântico de Portugal, que vivia estável num passado e acorda na tragédia da União Européia. Pode também oferecer uma crítica neorrealista ao simbolismo dos temores e às chagas morais que se tornam invisíveis com o anonimato que a multidão urbana propicia. Então a beleza da amada, arquetipicamente universalizada na imagem de Julieta, pode esconder algo grave, como Buñuel o fez mais radicalmente em A Bela da Tarde.
Manoel de Oliveira se dá ao direito de fazer filmes ímpares. A longa seqüência de “Um filme Falado” em que personagens conversam em cinco línguas diferentes é um desses exemplos marcantes na obra deste português que já rompeu a barreira de cem anos e continua como um cineasta ativo. Ou então a peculiar estrutura narrativa de “Non, ou a Vã Glória de Mandar” na qual filosofia, história e identidade nacional portuguesa são “escovadas a contrapelo” em uma experiência cinematográfica peculiar.
Em “as singularidades…” os planos longos são notáveis. O primeiro é a seqüência em que o casal está na mesa de jogo, tendo ao fundo o recital de um poema de Fernando Pessoa. E que também esconde as chaves para o enigma que só será revelado no fim. O segundo é a seqüência da escada, em que os convidados são vistos pelas costas, num espelho, como se fossem uma moldura, e ao chegar parecem invadir o ambiente, pela proximidade da câmera com eles.
As louras de Eça e Oliveira. O conto de Eça de Queiroz é obra importante no realismo literário português e, simbolicamente, é do período em que a virtude das mulheres estava sob suspeição na contraditória sociedade portuguesa, que cultivava publicamente o moralismo conservador cristão, mas tolerava as pseudoclandestinas transgressões. É interessante que a chaga moral da Rapariga Loura não é sexual, mas de uma ordem psicológica mais complexa e afinada com as teorias de Freud, que já estavam sendo elaboradas, em Viena, mas ainda não publicadas.
Manoel de Oliveira mantém a mesma narrativa do conto de Eça. Usa alguns bons artifícios, como um poema de Pessoa e a já referida cena do espelho para mostrar o que os olhos não conseguem ver. E usa um recurso radical, o da diacronia, nas duas fases do filme para apresentar a chaga moral de Luiza como um problema atemporal. Uma sutil, porém imprescindível, diferença entre a literatura e o cinema, mesmo num momento memorável do dialogo entre ambos.
Sinopse: Numa viagem de comboio para o Algarve, Macário (Ricardo Trepa) conta as atribulações da sua vida amorosa a uma desconhecida senhora. Mal entra para o seu primeiro emprego, um lugar de contador no armazém em Lisboa do seu tio Francisco (Diogo Dória), apaixona-se perdidamente pela moça loira que vive na casa do outro lado da rua, Luísa Vilaça. Conhece-a e quer de imediato casar com ela. O tio discorda, despede-o e expulsa-o de casa. [Site Uol.com.br].
Trailer
Ficha Técnica: Nome: Singularidades de uma Rapariga Loura (Portugal, Espanha e França, 2009, 64 min). Direção: Manoel de Oliveira. Roteiro:Manoel de Oliveira sobre o texto original de Eça de Queiroz). Baseado em um conto de Eça de Queirós “Singularidades de uma Rapariga Loura”.
Elenco: Ricardo Trêpa (Macário), Catarina Wallenstein (Luísa) e Diogo Dória (Francisco) com Júlia Buisel (D. Vilaça), Leonor Silveira (Senhora), Luis Miguel Cintra (Ele Mesmo), Glória De Matos (D. Sande), Filipe Vargas (Amigo), Rogério Samora (Chapéu De Palha), Miguel Guilherme (Faleiro), Rogério Vieira, Paulo Matos (Desconhecido), António Reis (Cónego Savedra) e Miguel Seabra (Notário).
O projeto de Plano Nacional da Educação (PNE) foi elaborado pelo MEC, aprovado pela Presidência da República e agora está em debate na Câmara dos Deputados. Depois de emendado e aprovado na Câmara vai ser debatido no Senado.
Neste momento o PNE está em debate numa Comissão Especial formada por deputados de vários partidos. Após realizar diversas audiências e atividades de trabalho os deputados apresentaram emendas ao PNE. Foram apresentados 2915 emenda, um Record!
Estas emendas estão em fase de sistematização pelo relator, o Deputado Angelo Vanhoni (PT-PR). O Deputado Vanhoni vai apresentar um relatório aos deputados da comissão especial que, depois de debatido e aprovado, será encaminhado ao plenário da Câmara.
O Congresso tem o dever de votar o melhor Plano Nacional de Educação já feito, para que o Brasil chegue ao posto de quinta potência do mundo. Vivemos um tempo de conjuntura econômica e social favorável ao enfrentamento dos problemas educacionais no Brasil, que podem ser sintetizados em ampliação de oportunidades e melhoria da qualidade.
Nesse contexto de condições únicas e dificuldades bem conhecidas, a sociedade se depara com a proposta do Plano Nacional de Educação (PNE) para este decênio, apresentada pelo governo ao Parlamento. Trata-se de uma boa proposta, que tem metas e estratégias ousadas e factíveis, mas que deve e será aperfeiçoada pelo Congresso.
Com esse propósito, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados vem realizando em Brasília audiências públicas e seminários conjuntos com as Assembleias Legislativas dos Estados para debater e colher contribuições. Com isso, o PNE recebeu quase 3.000 emendas, demonstração clara da mobilização da sociedade.
Todavia, em recente artigo publicado nesta seção, sob o título “PNE é lista de Papai Noel” (16/6), Claudio de Moura Castro, J. B. Araujo e Oliveira e Simon Schwartzman apresentaram uma leitura um tanto simplista acerca do PNE.
Os eminentes autores criticaram o processo democrático de elaboração do PNE, como se a participação da sociedade fosse algo menor na construção de um plano de metas e estratégias que deve envolver os três níveis federativos.
Além disso, os autores centram suas sugestões exclusivamente em matéria de gestão educacional.
É sabido que esse enfoque, determinante das reformas educacionais dos anos 1990, fracassou especialmente porque lhe faltava priorizar a ampliação das condições de financiamento da educação e de valorização do magistério.
As maiores economias do mundo já ensinaram que o desafio de expandir a educação com qualidade só produz bons resultados quando se combinam recursos adequados, salários atrativos e gestão eficiente. Saiba mais
Relator do Plano Nacional da Educação (PNE) 2011-2020 em comissão especial da Câmara, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR) acha ‘prematuro’ para decidir sobre meta de investir 10% do PIB no setor, reivindicada pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Mas diz haver ‘convencimento’ no Congresso de que o governo federal precisa reforçar sua parte nos gastos, concentrados em estados e municípios. Em entrevista à Carta Maior, Vanhoni conta que vai apresentar parecer em setembro para votação até o início de outubro.
André Barrocal
BRASÍLIA – A União Nacional dos Estudantes (UNE) realiza desde a última quarta-feira (13/07) seu 52º Congresso Nacional tendo com uma das principais reivindicações dobrar os investimentos públicos em educação para 10% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas do país. No início de julho, em mobilizações pelo país, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) defendera a mesma posição. As duas entidades tentam pressionar o Congresso a mudar o Plano Nacional da Educação (PNE) 2011-2020 proposto pelo governo federal, que eleva as despesas de 5% para 7% do PIB.
Relator do PNE numa comissão especial da Câmara criada em abril, o deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR) diz haver hoje um “convencimento”, no Congresso e no governo, de que o governo federal tem de reforçar sua fatia nos gastos com educação, concentrados nos estados e municípios. Mas acha “prematuro” discutir valores agora.
Em entrevista à Carta Maior, Vanhoni conta que está começando a examinar as sugestões de alteração do projeto feitas pelos deputados e que pretende botar o parecer para ser votado na comissão em setembro. Desde a Assembléia Nacional Constituinte, nenhum projeto recebeu tantas emendas quanto o PNE – mais de 2,9 mil. A seguir, o leitor confere os principais trechos da entrevista.
Qual a situação do projeto do PNE hoje? Há dois meses, temos realizado audiências públicas e seminários pelo país. Vamos fazer estes debates até 15 de agosto. Na semana passada, terminamos um cronograma de análise e classificação das mais de duas mil e novecentas emendas e já começamos a analisá-las. Quero ter um pré-texto para discutir na comissão especial em agosto.
Nos debates e nas emendas, o que o senhor sente que gera mais polêmica? O que polemiza na sociedade são algumas metas de qualidade e a meta financeira de 7% do PIB. Alguns segmentos nos têm trazido a contribuição de que 7% do PIB não são suficientes para dar o salto de qualidade na educação de que o Brasil precisa.
A UNE, que está realizando um congresso, pede 10%. Dá para atender? É prematuro afirmar isso. Só no segundo semestre, quando apresentarmos um diagnóstico e um relatório e começarmos a discutir com o governo, é que vamos saber. Mas posso te dizer que existe hoje um convencimento de que a União precisa aumentar sua participação nos investimentos. Dos 5% do PIB gastos com educação, o governo federal responde por 0,7%, 0,8%. Quando o governo propõe aumentar para 7%, o que dá R$ 80 bilhões a mais por ano até 2020, impõe um esforço aos outros entes. Saiba mais
Fundamental para orientar a educação no país nos próximos dez anos, o novo Plano Nacional de Educação (PNE) está em análise na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Trará impacto direto a 58 milhões de estudantes, os quais estão em sala de aula por, pelo menos, 200 dias, ou 800 horas por ano. Mais enxuto que sua versão anterior, e contemplando 20 metas passíveis de serem mensuradas, o texto proposto pelo governo já recebeu quase três mil emendas. Na prática, PNE deve dirigir as ações integradas do Poder Público – nas três esferas de poder – com vistas a garantir uma educação de qualidade ao brasileiro. E representarão um acréscimo anual à área de R$ 80 bilhões por ano.
Carlos Abicalil
Carlos Abicalil, secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do Ministério da Educação (MEC), em uma entrevista exclusiva para este blog, faz uma análise sobre sua importância e impactos para o país.
Quais as principais transformações que o novo PNE produzirá na área educacional do país?
[ Carlos Abicalil ] O MEC cumpre a tarefa constitucional de oferecer ao Congresso Nacional o PL 8035/2010 que, além de estabelecer diretrizes, traz metas e estratégias para a educação brasileira na próxima década. Ele deve ser capaz de articular o sistema nacional de educação previsto pela Emenda Constitucional 59/2009. O PNE deve dirigir as ações integradas do Poder Público para corresponder ao direito à educação com qualidade para o povo brasileiro, respeitando as autonomias federativas. Trata-se do serviço público de maior alcance e duração, com capilaridade em todo o território nacional, para 58 milhões de pessoas, por pelo menos 200 dias, ou 800 horas por ano.
Quanto o PNE representará em termos de novos investimentos na área?
[ Abicalil ] As metas apresentadas pelo Projeto de Lei demandarão imediatamente uma adição anual de R$ 80 bilhões de reais ao financiamento público da União. É, praticamente, a soma de um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) a mais todo ano, resultando, ao final da década, num crescimento de 40% no investimento público proporcional ao PIB. Saiba mais
Um jovem africano é encontrado em condições físicas muito debilitadas entre as salinas próximas ao mar, na costa da Espanha. É o momento de chegada de Robinson à Europa para vingar a morte do pai. O personagem é abertamente tributário à obra de Daniel Defoe, mas este Robinson moderno é diferente: deixa-se naufragar, e não procura “civilizar” os “sextas-feiras” nativos que o acolhem. Ele se comporta como um Odisseu que aposta na dissimulação e no silêncio para vencer os perigos de sua jornada.
Robinson, em sua trajetória, convive com duas comunidades. Uma é de negros francófonos, na área litorânea, que o acolhem e o ajudam numa clara disposição de solidariedade étnica – nada perguntam e nada cobram… A segunda comunidade é de espanhóis, no interior do país, com quem estabelece outras relações de acolhimento: o dono da pensão em que vive arruma-lhe emprego e leva-o para caçadas e para o bar, mas é um racista convicto que considera os negros inferiores e não tem o menor pudor em manifestar a sua opinião; Um colega de trabalho que toma-o como companheiro de baladas e até se dispõe a dividir com Robinson a sua bela namorada; O filho da dona da pensão, um jovem gay, amargurado com o padrasto e com a vida interiorana, e que tenta seduzi-lo. Mas não perguntam e nem cobram nada. Ele é mais um passageiro. Contrapartes da representação simbólica em relação ao migrante ilegal africano.
A família européia na sala de jantar. As sequências da sala de jantar são particularmente belas e importantes. Expressam que a diversidade não é apenas entre estabelecidos e migrantes, pois a família de espanhóis é formada também por estranhos entre si, que convivem juntos, mas não compartilham de relações de identidade. O padrasto, a mãe e o filho têm como único ponto de contato a reunião diária para o jantar. Numa bela expressão das diferenças entre as pessoas que convivem sob mesmo teto, mas que não conseguem manter condições básicas de interação, além daquelas das necessidades da vida cotidiana.
O último jantar é apresentando com um enquadramento simbólico, com parte da sequência emoldurada pela janela, apresentando o quadro da “sagrada” família européia contemporânea. Mostra uma sociedade com duas medidas: [a] as relações de tolerância com o estrangeiro, mas com o racismo explicitado verbalmente; [b] as relações de intolerância entre os europeus, explicitado na violência simbólica e física do machismo do pai em relação a esposa e o enteado gay. Saiba mais
Incêndios: uma viagem pelo labirinto sombrio do passado
Por Marcos Cordiolli
Algumas pessoas escondem o seu passado em tentativas desesperadas para esquecê-lo. No entanto, em algum momento é preciso revirar o passado, mesmo depois que a vida termina. Em Incêndios (Incendies, Canadá, 2010, 130 min) uma mulher deixa para o casal de filhos, ambos de origem libanesa mas crescidos no Canadá, a incumbência firmada em testamento de encontrar o pai que julgavam morto, além de um terceiro irmão, do qual desconheciam a existência. A mãe ainda afirma que é portadora de uma grande desonra e que, por isso, deve ser enterrada sem caixão, nua e de costas, sem que haja qualquer lápide em seu túmulo. Apenas quando o seu filho for reencontrado ela poderá superar a desonra e ganhar uma lápide sobre a sua sepultura. A filha assume a tarefa, ao passo que o rapaz a rejeita. A filha, estudante de Matemática Pura, abandona o mundo das idéias e parte para outro mundo, estranho, complexo e real. Inicia uma viagem no escuro, pelo Líbano atual, para revolver as feridas da guerra civil dos anos 1970 e encontrar o passado de sua mãe, que ela desconhece completamente.
“Incêndios” consegue manter a atenção do espectador narrando a história em dois períodos temporais distintos, ainda assim, cada um deles não-linear. O fio condutor desta história de Denis Villeneuve nos conduz a abruptas alterações de percurso. O filme é dividido em capítulos e a cada um deles impõe dinâmicas próprias, quase autônomas, um exemplo de roteiro bem construído e com propósitos bem definidos.
Imagens de dura forma poética. A história da guerra civil no Líbano, em particular no sul do país, é complexa, mas as imagens poderosas do filme traduzem-na em sua profundidade, em imagens de dura forma poética. Algumas das cenas e sequências são antológicas. Eu citaria ao menos as seguintes: o olhar de desespero ante a visão do orfanato destruído, a da prostração diante do ônibus incendiado, a frieza do franco-atirador e o desolamento diante da tortura final na prisão. É uma importante demonstração de como o cinema pode fazer poesia com a dura realidade de certos momentos da história.
O filme relaciona mais de uma dezena de situações históricas. Também tem por base um roteiro de teatro do libanês Wajdi Mouawad e a assistente de produção, Sarah Kaskas, libanesa sobrevivente de bombardeios em Beirute.
Pequenas lacunas podem ser apontadas, como a forma ingênua com que a garota parte para Líbano, ou a conversa que soa falsa entre ela e seu orientador matemático. O desfecho final também pode ser contestado, como se fosse obra de um demiurgo, neste caso sádico, da história.
A mesma guerra que separa, também une. A guerra separa e frustra muitos sonhos, mas em Incêndios, de uma forma mais dura que em “Retratos da Vida” (Lês uns, lês otres, de Claude Lelouch) também pode reunir. O final surpreendente pode decepcionar, pois acasos que até seriam possíveis na vida real, no cinema, podem parecer excessivamente clichês. Mas coroa uma história poderosa e bem contatada. Um tributo ao cinema narrativo.
Trailer
Ficha Técnica
Incêndios (Incendies, Canadá, 2010, 130 min). Diretor: Denis Villeneuve. Roteiro: Denis Villeneuve. Roteiro da obra teatral: Valérie Beaugrand-Champagne e Wajdi Mouawad. Direção de Fotografia: André Turpin. Produção: Kim McCraw, Luc Déry. Trilha Sonora: Grégoire Hetzel. Estúdio: micro_scope . Distribuidora: Imovision.
Indicado ao Oscar 2011 de Melhor Filme Estrangeiro.
Sinopse
Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Marwan Maxim) são irmãos gêmeos e acabaram de perder a mãe, Nawal Marwan (Lubna Azabal). Eles vão ao escritório do notário Jean Lebel (Rémy Girard) para saber do testamento deixado por ela. No documento, Nawal pede que seja enterrada sem caixão, nua e de costas, sem que haja qualquer lápide em seu túmulo. Ela deixa também dois envelopes, um a ser entregue ao pai dos gêmeos e outro para o irmão deles. Apenas após a entrega de ambos é que Jeanne e Simon receberão um envelope endereçado a eles e será possível colocar uma lápide. Só que Jeanne e Simon nada sabem sobre a existência de um irmão e acreditavam que seu pai estava morto. É o início de uma jornada em busca do passado da mãe, que os leva até a Palestina. [site AdoroCinema]
Com direção do curitibano Elói Pires Ferreira e produção dos cascavelenses Talício Cirino e Salete Machado (Tigre Filmes), o longa-metragem “Curitiba Zero Grau” acaba de faturar o primeiro lugar na categoria “Eleitos do Público”, no Cinesul 2011 – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, que acontece no Rio de Janeiro.
O CINESUL, também conhecido como Festival do Cinema Ibero-americano, teve este ano 933 inscritos, sendo que o Curitiba Zero Grau foi o único filme brasileiro de ficção selecionado para a Mostra Competitiva.
Exatamente na noite em que Curitiba teve os termômetros marcando 0°C pela primeira vez neste inverno (26/06), o filme recebe mais uma prova de sua empatia junto às plateias que já o assistiram; a exemplo do expressivo público alcançado no 32 Festival del Nuevo Cine Latinoamericano de la Habana (Cuba – dezembro de 2010) e no prestigiado FestRio 2010 (Rio de Janeiro – outubro).
Curitiba Zero Grau foi o vencedor do III Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo do Paraná (2008) e, recentemente, um dos premiados pelo Programa Conta Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná.
O elenco tem o “global” Jackson Antunes, além de outros 55 participantes, de Curitiba e de Cascavel. A história é cativante. Na semana mais fria de um inverno curitibano, as trajetórias de quatro homens – um vendedor de automóveis, um motoboy, um catador de papel e um motorista de ônibus – sintetizam a luta pela sobrevivência na cidade. Seus caminhos quase não se cruzam, mas seus destinos se entrelaçam.
Os melodramas são uma das âncoras da literatura e dos filmes. Um dos modelos típicos, repetidos inúmeras vezes, é o da uma mulher que tem um parente doente e a família não dispõe de recursos para o tratamento. Aparece então uma perspectiva de salvação, mas custa cara e talvez em um país distante. A mulher não tem crédito para empréstimo e nem qualificação para emprego. Entra em desespero diante dessa impotência e decide buscar remuneração de forma pouco ou nada recomendada moralmente: algum tipo de prostituição. Ela então sofre moralmente com as pessoas malvadas desses ambientes, geralmente, clandestinos. Também sempre aparecem vizinhas fofoqueiras e um parente que descobre a situação da mulher, elementos estes que introduzem mais tensão na história. Mas, ao final tudo fica bem. Além de conseguir dinheiro, ela também acaba encontrando um grande amor.
Este modelo convencional explorado ao extremo em filmes de cinema e TV teve uma versão, sensível e significativa, num filme belga, ambientado dramaturgicamente em Londres.
A vítima é o neto de Maggie, uma viúva cinquentona. Em busca de emprego, ela resolve se candidatar, ingenuamente, ao anúncio de atendente numa casa de prostituição no Soho, centro da cidade. Só que o tipo de atendimento é inusitado. Masturbar homens que colocam seus pênis através de um orifício (sic) numa parede e assim recebem o serviço sem ver a prestadora. Maggie teve um casamento regrado e possui apenas uma leve noção dos prazeres que os homens têm com o estimulo manual. O astuto dono da casa (Miki) percebe que ela tem uma qualidade que outras moças jovens e sensuais não têm: mãos macias. Miki, que em conformidade com o clichê é um imigrante do leste europeu, determina que uma de suas funcionárias mostre o trabalho para a novata. A moça – também afinada com o clichê – é uma mulher que apanhava do ex-marido e está nesta vida para manter o filho pequeno. Mas ela se mostra uma professora gentil e apoia a senhora em sua nova vida.
Inusitadamente, a vovó é eficiente. Homens fazem fila, ela se torna a estrela do lugar e seu nome artístico, Irina Palm, vira uma lenda na cidade. Trabalha tanto que fica doente com uma lesão de esforço repetitivo, denominada acertadamente “doença do pênis”. Desperta o interesse das casas concorrentes e provoca a demissão da amiga e “professora”, que ficou sem trabalho em virtude da preferência absoluta da freguesia por Irina.
Uma dramaticidade risível. O desempenho elegante de Marianne Faithfull garante credibilidade à personagem, mantendo sempre a aura de vovozinha recatada, seja quando, profissionalmente, atende aos clientes ou quando freqüenta um pub com a sua colega de trabalho. O ponto alto é o dialogo em que ela se autorreferencia como “vovó punheteira”.
A trilha musical composta por acordes pesados e pontuais garante a qualidade excepcional das cenas de passagem que separam os dois mundos de Maggie. Nessas cenas, Maggie parte para o trabalho de seu bucólico bairro residencial, sob o olhar de suspeição das vizinhas, rumo ao centro da cidade, um outro mundo complexo e estranho. Os acordes dissonantes de guitarra garantem a estas belas sequências uma atmosfera de terna e profunda melancolia.
As cenas de masturbação não-explícitas, de uma dramaticidade risível, são engenhosamente filmadas e montadas. A seqüência que mostra o prazer dos clientes recebendo o “serviço” de Irina é espetacular. Filmada ao alto e montada como um balé grotesco, é uma maneira elegante e refinada de traduzir o prazer masculino numa de suas formas mais automáticas e industrializadas.
Um filme belga que traduz a Europa. “Irina Palm” é um filme no mínimo curioso por mostrar o poder do cinema em refazer criativamente enredos banais e povoados de clichês. Mas também é mais do que isto, É uma ótima especulação sobre quais seriam os limites entre valores morais e a imposição da vida para a sobrevivência.
Talvez esse filme Belga, que conta com apoio de vários fundos públicos de financiamento cinematográfico da Europa Ocidental e Central, apresente-se como um poético chamado sobre a exploração sexual das belas, mas desesperadas, jovens que vêm da Europa Oriental (assim como da África e América Latina). As Irinas Palms que se espalham pela Europa são tão vizinhas e tão vítimas quanto as desesperadas vovós Maggie.
Uma última curiosidade: Marianne Faithfull é atriz, cantora e compositora. Como cantora, gravou e promoveu com sucesso As Tears Go By, em 1964, dos até então desconhecidos Mick Jagger e Keith Richards.
Sinopse: Maggie, viúva cinquentona, precisa arranjar dinheiro para o caro tratamento médico do neto, que tem uma doença grave. Vagando desesperada pelas ruas do Soho londrino, ela depara com um aviso na porta do clube privê Sexy World: “procura-se recepcionista”. Firme em seu propósito, Maggie se apresenta e ganha o posto. Com a ajuda da colega Luisa, ela rapidamente aprende as manhas da profissão, tornando-se a sedutora Irina Palm, a estrela mais lucrativa e procurada do clube. Mas sua vida dupla logo suscita a desconfiança do filho e as fofocas dos vizinhos (catálogo da 31a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo).
Ficha Técnica
Irina Palm (Irina Palm, Bélgica-Luxemburgo-Inglaterra-Alemanha-França, 2007, 103 min). Direção: Sam Garbarski. Roteiro: Sam Garbarski, Martin Herron e Philippe Blasband. Produção: Sébastien Delloye, Diana Elbaum e Georges van Brueghel. Música: Ghinzu. Direção de fotografia: Christophe Beaucarne. Direção de arte: Regine Constant, Véronique Sacrez e Karen Wakefield. Figurino: Anushia Nieradzik. Montagem: Ludo Troch. Estúdio: Ipso Facto / Pallas Film / Liaison Cinématographique / Entre Chien et Loup / Les Films du Plat Pays / Samsa Film S.a.r.l.
O Curitiba Zero Grau foi o vencedor na eleição do público – Voto popular na cateogoria de Melhor Longa Ficção no CineSul 2011 – Festival Latino-Americando de Cinema e Vídeo.
Atenção:
O Curitiba Zero Grau será exibido novamente no Rio de Janeiro: dia 30/06 às 20hs., no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Primeiro de Miaio 66, Centro Rio de Janeiro.
Veja a lista completa de vencedores:
Eleição do Júri – Categoria Longa-metragem
Melhor Ficção: De Mayor Quiero Ser Soldado, de Christian Molina – Espanha/Itália
Melhor Documentário: Claudia, de Marcel Gonnet – Argentina
Menção Honrosa Documentário: Abuelos, de Carla Valencia – Equador-Chile
Eleição do Júri – Categoria Videosul (curta e média-metragem)
Melhor Ficção: Los minutos, las horas, de Janaína Marques Ribeiro – Cuba-Brasil.
Menção Honrosa Ficção: Paraíso Terrenal, de Tomás Weiss- Chile
Melhor Documentário: Alumia, de Andréa Ferraz e Carol Virgolino – Brasil
Menção Honrosa Documentário: Detrás Del Muro, de Eleonora Menutti – Argentina e Na Trilha do bonde, de Virgínia Flores -Brasil
Eleição do público – Voto popular
Melhor Longa Ficção: Curitiba Zero Grau, de Eloi Pires Ferreira – Brasil
Melhor Longa Documentário: Malditos Cartunistas – Daniel Garcia e Daniel Paiva – Brasil
Videosul
Melhor Curta Ficção: Hidden Soldier, de Alejandro Suárez – Espanha
Melhor Curta Documentário: Padre Motard, de Neni Glock – Portugal
[Curitiba Zero Grau foi o vencedor na Eleição do público - Voto popular na cateogoria de Melhor Longa Ficção]
Jornal do Brasil | Cultura |27/06 às 16h11
O troféu Cinesul foi oferecido, na noite de ontem, a produções do Brasil, da Argentina e coproduções Cuba/Brasil e Espanha/Itália. A obra De mayor quiero ser soldado, realização conjunta da Espanha e da Itália, recebeu o prêmio de Melhor Longa de Ficção, enquanto o argentino Claudia ganhou a láurea de Melhor Documentário. Nos 13 dias do 18º Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo foram exibidos mais de 230 filmes, sendo em competição 19 longas e 56 curtas e médias-metragens, e os demais chegaramàs telas em mostras paralelas. Saiba mais
[Curitiba Zero Grau foi o vencedor na Eleição do público - Voto popular na cateogoria de Melhor Longa Ficção]
Página do Cinema | 27-06-2011 | Cinesul 2011
A 18ª edição do Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo chegou ao fim ontem à noite, em cerimônia no Centro Cultural Correios. Produções do Brasil, Argentina e coproduções Cuba/Brasil e Espanha/Itália foram premiadas pelo júri oficial com o troféu Cinesul, confeccionado pela artista plástica Cristina Cabus. Durante os 13 dias do festival, foram exibidos 230 filmes, sendo 19 longas e 56 curtas e médias-metragens. Saiba mais
[Curitiba Zero Grau foi o vencedor na Eleição do público - Voto popular na cateogoria de Melhor Longa Ficção]
18º Festival Ibero-Americano Cinesul anuncia vencedores
Pipoca Moderna | By: Leonardo Torres | jun 27 2011
O 18º Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo – realizado no Rio de Janeiro, encerrou neste domingo (26/6), anunciando os filmes “De Mayor Quiero Ser Soldado” e “Claudia” como os grandes vencedores nas categorias longa de ficção e documentário respectivamente. “O júri teve bastante dificuldade em chegar ao resultado final”, garantiu o organizador do festival, Leonardo Gavina.
Dos 230 filmes exibidos, foram, ao todo, 11 premiados, entre longas, médias e curtas-metragens. “Fiquei muito feliz com a premiação que foi bastante equilibrada. A qualidade dos filmes está ficando cada vez melhor. O Cinesul cumpriu com o seu objetivo: difundir a cinematografia ibero-americana para o público carioca”, disse Leonardo.
Veja a lista de vencedores:
Eleição do Júri – Categoria Longa-metragem
Melhor Ficção: De Mayor Quiero Ser Soldado, de Christian Molina – Espanha/Itália
Melhor Documentário: Claudia, de Marcel Gonnet – Argentina
Menção Honrosa Documentário: Abuelos, de Carla Valencia – Equador-Chile
Eleição do Júri – Categoria Videosul (curta e média-metragem)
Melhor Ficção: Los minutos, las horas, de Janaína Marques Ribeiro – Cuba-Brasil.
Menção Honrosa Ficção: Paraíso Terrenal, de Tomás Weiss- Chile
Melhor Documentário: Alumia, de Andréa Ferraz e Carol Virgolino – Brasil
Menção Honrosa Documentário: Detrás Del Muro, de Eleonora Menutti – Argentina e Na Trilha do bonde, de Virgínia Flores -Brasil
Eleição do público – Voto popular
Melhor Longa Ficção: Curitiba Zero Grau, de Eloi Pires Ferreira – Brasil
Melhor Longa Documentário: Malditos Cartunistas – Daniel Garcia e Daniel Paiva – Brasil
Videosul
Melhor Curta Ficção: Hidden Soldier, de Alejandro Suárez – Espanha
Melhor Curta Documentário: Padre Motard, de Neni Glock – Portugal
[Curitiba Zero Grau foi o vencedor na Eleição do público - Voto popular na cateogoria de Melhor Longa Ficção]
Cinema.com.br | jun 27 2011
Produções do Brasil, Argentina e coproduções Cuba/Brasil e Espanha/Itália foram os premiados do júri oficial com o troféu Cinesul, oferecido pelo 18º Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo na noite de ontem, dia 26, em cerimônia no Centro Cultural Correios. Nos 13 dias de festival foram exibidos cerca de 230 filmes, sendo em competição 19 longas e 56 curtas e médias-metragens, e os demais chegaram às telas em mostras paralelas nos seguintes locais: Centro Cultural Banco Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM, Ponto Cine de Guadalupe e Centro de Visitação do Jardim Botânico. O patrocínio foi do CCBB e dos Correios.
Votado pelo júri, a coprodução entre Espanha e Itália “De mayor quiero ser soldado”, de Christian Molina, recebeu o prêmio de melhor filme de ficção. “Claudia”, do argentino Marcel Gonnet foi escolhido o melhor longa-metragem de documentário. Na mostra competitiva Videosul, de curtas e médias-metragens, o vencedor na categoria documentário foi o brasileiro “Alumia”, de Andréa Ferraz e Carol Virgulino. Já “Los minutos, las horas”, de Janaína Marques Ribeiro, uma coprodução Cuba/Brasil recebeu o prêmio de melhor ficção. Saiba mais
A maravilhosa dissertação “Proezas alquímicas : a ciência e o esoterismo de Dario Vellozo na terra das Araucárias (Curitiba: 1980-1913)” de Ariete Nasulicz e Beltrami, sob orientação de Tereza Cristina Kirschner, em 2009, no Departamento de História de Universidade de Brasília.
Resumo: A presente pesquisa voltou-se para o contexto da Curitiba do fim do século XIX e início do XX (1890 – 1913), procurando entender, no universo de idéias de seus intelectuais, a sua concepção de ciência. Elegemos as práticas editoriais de Dario Vellozo como fio condutor de nossa investigação. Por meio do seu discurso, pudemos apreender o conceito de ciência que compartilhou entre seus pares. Buscamos nas origens místicas da ciência a compreensão de sua formação mosaica, composta por idéias como esoterismo, pitagorismo, hermetismo, alquimia, ocultismo e teosofia. Analisamos também o diálogo estabelecido por ele entre as idéias místicas e as idéias científicas de sua contemporaneidade, como o positivismo e o evolucionismo. Embora Vellozo tenha concebido uma idéia de ciência advinda de uma tradição hermética muito antiga, não negou as contribuições da ciência racionalista de seu tempo. Conciliou, de maneira coerente, os discursos antagônicos. Entendeu as práticas da química moderna como um avanço da antiga alquimia. E vislumbrou, entusiasticamente, uma ciência redentora para o futuro promissor da humanidade que estava por vir.
Referência: BELTRAMI, Ariete Nasulicz e. Proezas alquímicas: a ciência e o esoterismo de Dario Vellozo na terra das Araucárias (Curitiba: 1980-1913). 2009.220 f. Dissertação (Mestrado em História)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.
Artigo “Um homem no mundo do livro e da leitura” de Cláudio DeNipoti, publicado na Revista de História Regional (6(2): 75-91, Inverno 2001.).
Resumo: Falarmos de leituras no passado implica pensarmos como o universo da leitura afetou vidas e ações humanas de diversas formas. Embora a experiência da leitura seja, hoje, crivada de aspectos relacionados à tecnologia, no passado, quando o texto impresso era a forma convencional de transmissão de conhecimento erudito, a inserção neste universo poderia pautar – e pautou – a vida de diversos indivíduos. Este texto procura verificar uma dessas vidas de acordo com sua inserção nas práticas de leitura.
Dissertação de mestrado “O psicólogo frente ao currículo escolar” de Janaina Fernandes Cardoso Caobianco, apresentadada ao programa de mestrado em Educação da Universidade Tuiuti do Paraná.
Resumo: O psicólogo escolar/educacional tem que estar atento às mudanças que ocorrem nos conjuntos das questões relacionadas à Educação. Vários são os fatores que interferem no espaço escolar, um deles é o currículo. O presente artigo analisa o currículo, como um componente da Educação, e qual a sua influência no processo prático do cotidiano escolar. Após uma rápida incursão no tema currículo escolar, analisam-se os Parâmetros Curriculares Nacionais como uma proposta curricular para a educação brasileira que atende às exigências assumidas com instituições internacionais. Para atender a visão de educação para a cidadania, são introduzidos nos PCNs os temas transversais entendidos como capazes de fazer a mediação para uma educação para a cidadania.
O artigo de “Por um novo paradigma do fazer políticas – políticas de/para/com juventudes” de Mary Garcia Castro e Miriam Abramovay, foi publicado em duas versões: uma pela Unesco e outra Revista Brasileira de Estudos de População (v.19, n.2, jul./dez. 2002).
Resumo: O artigo reflete sobre políticas públicas de, para e com juventudes. Após um breve histórico sobre enfoques de políticas que têm os jovens como objeto na América Latina, com destaque para o caso brasileiro, discute os seguintes complicadores à elaboração e acompanhamento de políticas de/para/com juventudes no Brasil: o paradigma conceitual sobre juventude; as condições de vida de juventudes no país; o macrocenário ou paradigma sócio-político-econômico-cultural; a formatação convencional das políticas públicas; a formatação das políticas públicas elaboradas para a juventude. Ao final, destacam-se proposições de ações considerando os jovens em diversas dimensões elaboradas pelos próprios jovens, em diversas localidades no Brasil, no âmbito de pesquisas, seminários e encontros promovidos pela Unesco e parceiros.
Artigo “Valores em sala de aula” de Elenilza Maria de Araújo Sousa, publicado na Revista Eletrônica de Ciências da Educação, Campo Largo, v. 8, n. 2, nov. 2.
Elenilza Maria de Araújo Sousa é da Universidade Estadual do Piauí-UESPI e atua na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa.
Resumo: O presente artigo tem com função peculiar discutir a presença dos valores humanos em sala de aula, bem como no cotidiano familiar. Pretende-se fazer, também, menção ao uso desses valores como conteúdos nas aulas. O referido trabalho expõe duas partes: a primeira apresenta uma abordagem teórica com a participação de vários pesquisadores que abordam o tema em questão, a segunda parte do trabalho desenvolve-se através de uma pesquisa de campo, tendo como local uma sala de 8ª série do Ensino Fundamental.
Diálogo entre EA e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Revolução Francesa ocorrida em 1789 foi o marco da origem e fortalecimento dos direitos humanos alicerçados em princípios fundamentais e universais, de maneira que possa garantir a preservação dos direitos individuais e, estes, foram consubstanciados nas obras do Francês Jean Jackes Rousseau. Em 10 de dezembro de1948 aONU publica a Declaração Universal dos Direitos Humanos, esboçada pelo canadense John Peters Humphrey recebendo a colaboração de países membros como Estados Unidos, França, Líbano, China, Bielorussia só para citar alguns que serviram de base para discussões, acordos internacionais e a criação de legislação específica por todo o mundo e incluir um número cada vez maior de minorias étnicas, de gênero e sociais. Saiba mais
Artigo “A gloriosa asneira de casar-se: amor e casamento no início do século” de Cláudio DeNipoti publicado Revista de História Regional (Inverno, 1996). Resumo: Este artigo busca compreender a leitura do início do século quanto a qustões relativas à sexualidade masculina, buscando cruzar os leitores de obras sobre sexualidade (a partir dos registros de leitura da Biblioteca Pública do Paraná) com seus próprios escritos sobre o tema. Busca também reconstruir as representações do casamento realizadas pelos escritores curitibanos desse período.
Monografia “Pensamentos e leituras de Dario Vellozo sobre etnia brasileira” de Vivian Noitel Valim Todarti, em 2002, apresentada como requisito parcial à conclusão do curso de graduação em História, Faculdade de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Tuiuti do Paraná, sob orientação do Orientadora Prof. Dr. Cláudio Denipoti.
Sobrenome bastante freqüente e típico do norte da Itália, derivado de corda (do latim chorda, corda), mediante o acréscimo do sufixo diminutivo -iolo.
O sobrenome relembra o fabricante de cordas, de cordame, assim sendo podemos classificá-lo como tendo sua origem em um apelativo popular ligado a uma atividade profissional exercida pelo portador inicial, ou seja, ligado a um trabalho que este executava com a finalidade de suprir suas necessidades e de manter seus dependentes.
Sua forma final se define com a expressão Casata del Cordiolo, que se pluraliza em Casata dei Cordioli (clã, núcleo familiar dos Cordiolos).
Atualmente na Itália encontra-se o sobrenome Cordioli em 131 municípios, concentrando-se sobretudo nas seguintes regiões de Lombardia e Vêneto.
No livro Recenseamento tinha: Luigi Cordioli e Maria com os seguintes filhos:Giovanni, Elisabete, Angelina, Santina, Ângela e Maria. (apenas essas informações estavam no livro, o restante foi o que a Cecília quem forneceu.)
Ângelo Cordioli e Marcolina Arnauts
Filhos: Cristiano
Cristiano Cordioli e Olinda Volpato
Filhos: Aristides, Celina, Wilson, Celito, Maria Sirene, Salésio, Maria Cirlene, Luiz Volnei, Cecília, Maristela, Sergio.