Operação Rapina” mostra a diversidade cultural do Paraná.
10/14/2011 Deixe um comentário

Web Site de Marcos Cordiolli. Disponibiliza publicações e informações sobre Educação, Humanidades e Cinema
10/14/2011 Deixe um comentário

06/28/2011 Deixe um comentário
O Curitiba Zero Grau foi o vencedor na eleição do público – Voto popular na cateogoria de Melhor Longa Ficção no CineSul 2011 – Festival Latino-Americando de Cinema e Vídeo.
Veja catálogo e o programa completo do evento:
Outras informações:
06/10/2011 Deixe um comentário
Espaço para a divulgação de notícias, publicações e de eventos, com a participação de Marcos Cordiolli na área de produção executiva de filmes e políticas públicas de cultura.
06/08/2011 4 Comentários
(Re)publicação da entrevista concedida a Rogério Teotonio Rodrigues e publicada em partes em materia do Blog Cineacademia e no portal da Carpano Produções.
Em entrevista ao grupo Carpano Produções, Marcos Cordiolli, assessor da diretoria da Agência Nacional de Cinema – Ancine, fala da importância e representatividade do cinema do Paraná.
O Paraná pode ser considerado um grande centro de produção em Cinema? Por quê?
Em termos quantitativos, a produção de cinema comercial brasileiro está concentrada no Rio de Janeiro, que em 2009 produziu 54,8% dos filmes nacionais lançados. O Rio de Janeiro lançou cerca de 400 filmes entre 2005 e 2010, enquanto o Paraná disponibilizou no circuito comercial pouco mais de uma dezena de produções. Mas esta é apenas a ponta do Iceberg. O Paraná tem uma produção de filmes de curta e média metragens reconhecida e qualificada.
O Paraná está em situação muito promissora quando se trata de produção de cinema. É sede de diversas produtoras atuando intensamente. Instituiu um prêmio estadual que garante a cada dois anos (que deveria ser anual) a realização de um longa metragem e três telefilmes. Mantém escola de cinema na FAP e outros cursos profissionalizantes. Dispõe de um diversificado e amplo quadro de atores com experiência. O Paraná é também um estado cenário com diversidade de paisagens e de etnias.
Em Curitiba tem-se uma intensa produção de filmes publicitários. Estão instaladas empresas fornecedoras de equipamentos de produção. Também é sede da empresa do estúdio de som do Alessandro Larocca, incontestavelmente, a melhor do país (recebeu quatro das cinco indicações no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro em 2011). Estas fatores potencializam a produção cinematográfica em Curitiba e no Paraná.
Os filmes paranaenses de curta e longa metragem há muito tempo são destaque em festivais internacionais. E, entre as animações, o Brasil produziu menos duas dezenas de filmes em toda a nossa história e dois deles são de Paulo Munhoz, do Paraná. Saiba mais
06/03/2011 Deixe um comentário
O Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo reúne 230 produções inéditas no Brasil e de 15 países diferentes. As produções foram finalizadas entre 2009 e 2011 e vêm de vários países como Argentina, México, Cuba, além de coproduções de Canadá/Venezuela; Espanha/Itália, entre outros. O Cinesul ocorre no Rio de Janeiro entre os dias 14 e 26 de junho de 2011.
O Curitiba Zero Grau representa o Brasil na Mostra Competitiva de Longas Metragens do Cinesul 2011. O Brasil ainda é co-produtor com a Costa Rica do “El Último Comandante” de Isabel Martínez e Vicente Ferraz. Duas outras co-produções participam do Cinesul 2011: uma da Espanha/Itália e outra da Venezuela/USA. Ainda integram a mostra filmes da Argentina (com dois representantes), Espanha, Cuba e México.
Veja a relação completa dos filmes que participarão da Competitiva de Longas Metragens do Cinesul 2011.
Acompanhe O Curitiba Zero Grau no Cinesul 2011:
06/03/2011 Deixe um comentário
Os Comentários desta página foram extraídos do site Interfilmes, na página de “O Sal da Terra”.
Visite a página do Interfilmes
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10/09/2008 Por: Klei Julinda |
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| Muito legal, apesar da linguagem ser um pouco “adulta”! | ||
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11/02/2009 Por: Isolde Benilde Andreata |
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| Verdadeiro e por isso muito interessante. Faz a crítica social de vários problemas de quem enfrenta a vida no estrada todos os dias, amparados pelo “padre do caminhão” com uma trilha sonora especial, paisagens que valorizam nossa terra paranaense. | ||
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01/03/2009 Por: Regis |
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| Sensível, humano. | ||
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04/05/2009 Por: Fabio Manzano (37 anos) |
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| Um filme bonito, nos leva a refletir parte do sentido da vida que estamos levando. Me emocionei e quero deixar aqui os meus parabéns à este brilhante trabalho! | ||
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10/07/2009 Por: Leandro (18 anos) |
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| Não, mas pretenderia que eu tivesse a chance de poder assistir ao mesmo. | ||
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22/03/2010 Por: Reinaldo Oliveira (30 anos) |
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| É um ótimo filme sou caminhoneiro e assisti em Guarulhos S. P. No posto sakamoto. Vale a pena assistir pessoal. | ||
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03/06/2010 Por: Régis (36 anos) |
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| Excelente filme, vale a pena! | ||
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05/07/2010 Por: Horácio (51 anos) |
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| Excelente filme, bem dirigido, bons motivos. Bastante descritivo. Bem atual. Suas críticas e suas ocorrências são todas precedentes. Parabéns… | ||
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08/08/2010 Por: Michele (27 anos) |
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| Muito bem feito, um caminhoneiro com certeza irá se identificar bastante! Quem me indicou o filme foi um padre, Parabéns! | ||
05/31/2011 Deixe um comentário
Atendendo a um convite do editor Maurício Maron, passo a publicar crôncias, ensaios e comentários sobre filmes no jornal Bahia on Line. Espero a tua visita lá.
Publicação desta semana: Chuva: O silêncio conveniente daqueles que somam em fugas.
Publicações antigas e outras inéditas, que fogem ao padrão do Bahia Online, são publicadas no meu blog Comentando Filmes.
05/13/2011 Deixe um comentário
Marcos Cordiolli está ofertando a disciplina de “Produção Cinematográfica: a Produção Executiva” no Curso de “Especialização em Cinema: com ênfase em Produção”. O Curso é realizado pela Faculdade de Artes do Paraná e coordenado pelas professoras Solange Straube Stecz e Salete Machado Sirino.
O curso de Especialização em Cinema: com ênfase em Produção, da FAP, propõe a reflexão e a formação em produção de cinema – em película e em digital. Para tanto, prevê uma carga horária teórica e prática. A teórica envolve estudos sobre: análise do discurso fílmico; movimentos cinematográficos brasileiros; a relação cinema, literatura e sociedade; gêneros e categorias fílmicas; uso da linguagem cinematográfica no filme publicitário; a reflexão sobre a cultura de preservação; o olhar sobre a distribuição e exibição de cinema no contexto latino-americano; metodologia de pesquisa; políticas e gestão cultural; roteiro de cinema; produção e pós-produção cinematográfica. A prática envolve: produção reflexiva de cada disciplina; a realização de um filme de curta-metragem filmado e finalizado na metodologia digital; a escrita da monografia.
A disciplina de “Produção Cinematográfica: a Produção Executiva” aborda os conceitos e processos da produção executiva, envolvendo o planejamento estratégico na de elaboração do projeto, na definição das formas e mecanismos de financiamento, na formação das equipes de produção e pós-produção e nas diferentes áreas de distribuição e comercialização da produção audiovisual nos diversos segmentos de mercado.
05/10/2011 Deixe um comentário
Longa metragem de Paulo Munhoz ainda em produção, com lançamento previsto para 2012. nome: Produtor / diretor / roteirista: Paulo Munhoz; Roteirista: Érico Beduschi; diretora de produção: Daniella Michelena; diretor de arte: Rafael Dias; diretor musical: Vadeco; produtores executivos: Beto Rodrigues e Marcos Cordiolli.
Enquanto Bandeira e seu pai viajam em férias no deserto de Noforest, enquanto Dumontzinho vive um gelado período de intercâmbio estudantil em Iceforest, Tales e Jairzinho passam suas férias curtindo o que a VILA DOS BRICHOS tem de melhor: a sua FLORESTA.
Mas, energias ruins começam a pairar sobre todos. Inescrupulosos vilões tentam colocar suas garras sobre as riquezas naturais da floresta. Para isso, eles têm a seu dispor muito dinheiro, conexões internacionais, um péssimo caráter e a cumplicidade de Ratão, o mau elemento da Vila.
Inicialmente eles tentam convencer os habitantes da pacata cidade das vantagens em virarem uma Megalópole, abandonando seu modo de vida, em troca de um modelo mais “moderno”, de maior “progresso”. Mas os BRICHOS surpreendem, pois eles não são uma simples comunidade parada no tempo, muito pelo contrário. A VILA DOS BRICHOS é uma cidade muito avançada, harmônica, equilibrada, e vinculada a idéias como eco-design, reciclagem, tecnologias digitais, etc.. Ainda não é um paraíso, mas … Assim, apelando a métodos nem um pouco convencionais, os bandidos vão tentar tomar à força bruta o que não conseguiram pela argumentação rasteira. Serão travadas muitas batalhas: nas areias do deserto, na vastidão de uma floresta congelada, na Vila dos Brichos e na Floresta Tropical, nos interstícios da internet, nos campos místicos da espiritualidade.
05/10/2011 Deixe um comentário
Zulmar Faustino, Jornalista da Arquidiocese de Florianópolis, entrevista Elói Pires Ferreira, diretor do filme O sal da Terra, e Edson Rocha, Protagonista do FIlme. O Longa metragem foi o vencedor do Prêmio Margarida de Prata, promovido pela CNBB e entregue durante o Muticom.
05/10/2011 Deixe um comentário
Gravação da trilha do filme Curitiba Zero Grau na Capela Santa Maria, com a Camerata Antigua de Curitiba.
05/10/2011 Deixe um comentário
Matéria sobre O Sal da Terra, veiculada pelo Cine Pinhão.
05/10/2011 Deixe um comentário
Matéria sobre o filme Curitiba Zero Grau na TeleSUR TV Venezuelana.
05/10/2011 Deixe um comentário
Pedro Trucão apresenta um importante programa para caminhoneiros. Apresentou esta matéria sobre o Filme O Sal da Terra.
05/10/2011 Deixe um comentário
Reportagem realizada pela jornalista Lana Seganfredo no lançamento do filme “O Sal da Terra” em Curitiba. Exibida pelo programa Origens – TV PR Educativa em maio de 2008.
12/14/2010 Deixe um comentário
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Curitiba Zero Grau (2010), segundo longa-metragem do diretor curitibano Elói Pires Ferreira (O Sal da Terra, de 2008), ainda inédito no circuito comercial, foi recebido calorosamente pelo público cubano durante a Mostra Panorama Latino-Americano, do Festival de Cinema de Havana, realizado de 2 a 12 de dezembro.
A produtora Salete Sirino conta que os cinemas com capacidade de cerca de mil lugares estavam lotados, e o filme, que a princípio seria exibido duas vezes, foi exibido cinco vezes. “Em Cuba, a cultura de cinema é fortíssima e ela foi construída a partir da educação, as pessoas de diversos segmentos profissionais são cinéfilos, sua formação cultural é construída a partir do hábito de assistir filmes e debater sobre eles desde pequenos”, conta a produtora.
Publicação Original: Gazeta do Povo.
09/04/2010 Deixe um comentário
Por J. Olímpio
Produtor Executivo e Produtor Associado do Curitiba Zero Grau
Blog do J. Olímpio | 04/09/2010
Todo mundo sabe: existem áreas de difícil acesso, em todas as atividades humanas. E o cinema do Brasil não é excessão. Os pólos preferenciais da produção nacional – Rio de Janeiro e São Paulo – se impõem nos festivais através da superioridade numérica de sua produção.
Estamos com um longa-metragem paranaense novo, pronto pra “sair do forno”, e alcançamos um desses ambientes duramente disputados: a Mostra Novos Rumos, que integra o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro (23 de setembro a 7 de outubro).
E, só o simples fato de conseguirmos entrar lá já nos deu uma visibilidade enorme na mídia; algo que nunca obtivemos em outras oportunidades. O que foi decisivo: a chancela do FestRio, hoje a vitrine mais cotada do cinema feito no Brasil.
Produzido pela Tigre Filmes e dirigido por Eloi Pires Ferreira, o filme CURITIBA ZERO GRAU é uma crônica urbana que, ao focalizar as relações de sobrevivência na metrópole – personalizadas por quatro protagonistas de diferentes classes sociais - acaba fazendo um paralelo com a relação entre os povos ricos e pobres, desenvolvidos e subcotados do planeta. Tudo isso sob a dinâmica do trânsito.
Num roteiro escrito a seis mãos, por Erico Beduschi, Altenir Silva e o próprio diretor Eloi, um vendedor de automóveis, um motorista de ônibus, um motoboy e um catador de lixo reciclável, conduzem uma história que se passa na semana mais fria de um inverno curitibano. Uma espécie de contraponto ao clássico Rio 40 Graus (Nelson Pereira dos Santos, 1955), com as particularidades que diferenciam e igualam a vida nas duas cidades.
Boa sorte pra nós todos, que acreditamos no valor das ideias que se tornam em cinema, arte e cultura.
Publicação Original: Blog do J. Olímpio
05/29/2010 Deixe um comentário
A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, sob a presidência do Deputado Angelo Vanhoni, publicou o Caderno de Debates sobre o Procultura. O Procultura é uma programa de financiamento e fomento as atividades culturais e que vai substituir a Lei Rouanet.
O Caderno de debates contém a proposta da Governo Federal, diversos projetos apensandos na Câmara dos Deputados e a legislação atual sobre o tema.
É um importante documento para quem quer compreender as mudanças na legislação de incentivo e fomento à cultura no Brasil.
Este caderno foi organizado por Marcia Abreu e por mim.
Acesse o Caderno: Procultura – Caderno CEC 01/2010
05/03/2010 Deixe um comentário
Convidamos para o lançamento do DVD do Filme O Sal da Terra, de Eloi Pires Ferreira (eu sou produtor associado deste filme).
Mais informações:
02/22/2010 Deixe um comentário
Jackson Antunes, vive um dos protagonistas de Curitiba Zero Grau, que entrelaça várias histórias
O diretor Eloi Pires Ferreira explica as dificuldades na produção de um filme fora do eixo
Gazeta do Povo, Caderno G. Audiovisual. Curitiba. Publicado em 28/02/2010 | Rodrigo Vaz, especial para a Gazeta do Povo
O cinema paranaense está em boa fase. Porém, apenas graças a equipes criativas e cooperativas, “que vestem a camisa”, como afirma o diretor Eloi Pires Ferreira. Foi o que ocorreu em O Sal da Terra, primeiro longa-metragem sob sua direção, lançado em 2008, e agora no filme Curitiba Zero Grau, projeto em fase de finalização.
Essa criatividade é definida pelo cineasta como a capacidade da equipe trabalhar com um orçamento abaixo do necessário. Segundo ele, os incentivos públicos estão defasados. Curitiba Zero Grau ganhou o Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo em 2008, financiando o projeto em R$ 1 milhão. “Para produzir um filme como esse, precisaríamos de pelo menos o dobro”, afirma.
Ferreira não diminui a importância dos incentivos, mas diz que os investidores precisam entender que cinema é uma atividade estratégica. Além de gerar emprego, resgata e consolida os elementos culturais do país, divulgando-o internacionalmente. O Sal da Terra, por exemplo, foi exibido em diversos países. Na França, ganhou o prêmio de melhor filme no Festival Europeu de Filmes Espirituais de 2009.
Além disso, o diretor aponta as dificuldades de exibição e distribuição. “A cópia de um longa-metragem pronto, em 35 mm, custa cerca de R$ 7 mil.” Segundo ele, para uma carreira razoável, são necessários pelo menos R$ 500 mil, metade do que foi gasto para produzi-lo.
Ferreira também afirma que os apoiadores devem lançar um olhar mais atento ao fato de que poucos filmes chegam ao circuito comercial. “O cinema tornou-se muito elitizado e o acesso é restrito. Precisamos é popularizá-lo, com preços e os espaços de exibição mais acessíveis, que favoreçam cada vez mais o público.”
Confira algumas informações sobre Curitiba Zero Grau
- O filme é o segundo longa-metragem do diretor Eloi Pires Ferreira (foto).
O primeiro foi O Sal da Terra, de 2008. Curitiba Zero Grau está em fase final de edição de som. Sem data prevista para a estreia, poderá ser exibido a partir do ano que vem.
- No elenco estão os atores Jackson Antunes, Edson Rocha, Lori Santos e Diegho Kozievitch.
- A produtora titular do filme é a Tigre Filmes, dos cascavelenses Talício Sirino e Salete Machado. Como coprodutores estão a Labo Vídeo, de Eloi Pires Ferreira e Marcos Cordiolli, e J. Olímpio.
Para maiores informações, o site do filme é www.curitibazerograu.com.br.
Com todas as dificuldades, Ferreira afirma que há um forte movimento de regionalização do cinema brasileiro, impulsionando a produção paranaense em cidades como Cascavel, Londrina e Maringá, além da capital. Prova disso foi a parceria formada em Curitiba Zero Grau, entre as produtoras Tigre Filmes, de Cascavel, a curitibana Labo Vídeo e o produtor J. Olímpio.
Estreia
O novo filme do diretor deve demorar um pouco mais para entrar em cartaz. A previsão inicial da estreia era para o dia 29 de março, aniversário de Curitiba, mas o longa só vai estrear nos cinemas a partir do segundo semestre.
A razão para o adiamento é que o filme, para concorrer em festivais, precisa ser inédito, explica o diretor. Inscrevê-lo nas principais mostras do país significa aumentar sua visibilidade. Por enquanto, os interessados podem conferir as principais informações sobre a produção no site do filme.
O filme conta a história de quatro personagens envolvidos pelo trânsito: um motoboy, um vendedor de automóveis, um motorista de ônibus e um catador de papel. Segundo Ferreira, o filme trata de relações humanas. “Fala sobre como a atitude de alguém pode influenciar na de outras pessoas”.
“A intenção é mostrar um outro Brasil, ou um Brasil que muitos não conhecem – o paranaense”, explica. À exceção do ator Jackson Antunes, toda a equipe é local. O diretor diz que Curitiba é um manancial de bons atores e técnicos, e que isto está colaborando muito para o audiovisual brasileiro.
DVD
O Sal da Terra já está disponível em DVD, à venda nas livrarias Curitiba. Segundo o diretor, houve uma procura grande pelo filme durante uma série de exibições itinerantes promovidas por um dos patrocinadores.
As sessões, que ocorriam em postos de gasolina, tinha como principal público os caminhoneiros. Ferreira lembra que eles saíam emocionados das sessões, identificados com o protagonista, um padre caminhoneiro.
Orignial: Gazeta do Povo.
02/10/2010 Deixe um comentário
O Filme O Sal da Terra recebeu o Prêmio Margarida de Prata da CNBB. Este tradicional prêmio foi criado na década de 1960 em reconhecimento ações humanista. Diversos e importantes filmes brasileiros já receberam o Margarida de Prata.
Veja a relação de filmes contemplados com o Margarida de Prata:
http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_49b12ee5469cb.pdf
Veja a entrevistare de Zulmar Faustino, Jornalista da Arquidiocese de Florianópolis, com Elói Pires Ferreira, diretor do filme O sal da Terra, e Edson Rocha, o protagonista.
01/19/2010 Deixe um comentário
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O filme O Sal da Terra, do qual sou produtor associado, está concorrendo no Spiritual Enlightened, um festival on line que elege os filmes independentes com temática espiritual. Pode participar pode ver o filme e participar da escolha: http://www.cultureunplugged.com/play/2809 basta assistir a pelo menos 5 minutos do filme no site do festival.
Mas você pode ajudar mais.
1. Faça o login, vote cliclando na estatueta.
2. Acesse a área de share e indique o filme para o Orkut ou Facebook ou outra rede social.
3. Click em twitter caso você seja usuário desta rede social.
Estas formas de apoio também contam ponto.
Sobre O Sal da Terra visite: http://www.osaldaterra.com.br
Agradecemos por mais essa força e seguimos divulgando o cinema brasileiro.
01/15/2010 Deixe um comentário
Do Blog do Covaleski | 15 /01 /2010
Assisti recentemente, numa última sessão de exibição em Curitiba, fechada a convidados, ao filme O Sal da Terra, de Eloi Pires Ferreira. O longa-metragem pode ser enquadrado no gênero road movie; avis rara na cinematografia brasileira.
A sessão, reservada a convidados do diretor, foi projetada na Cinemateca da Fundação Cultural de Curitiba, cuja direção é de minha amiga Solange Stecz.
Assisti junto de outro amigo, o diretor Glauber Gorski, realizador de quadros de humor na Revista RPC da Globo paranaense, onde dirige, entre outros, ao humorista Diogo Portugal. Bom assim, pois assistir a um filme com a possibilidade de dialogar sobre aspectos da obra, com quem entende do assunto, é sempre melhor.
Quanto ao filme, vários elogios: roteiro conciso, boas tomadas externas, belas panorâmicas, som de alta qualidade, trilha bem posta, condução de direção segura e boas interpretações. E, claro, com os elementos comuns a um road movie que se preze.
A narrativa do filme faz analogia aos ritos litúrgicos de uma missa católica, e serve como base para apresentar as “andanças” do Padre Miguel pelas estradas brasileiras, levando fé, conforto espiritual e um papo amigo aos viajantes, como ele. Boas caracterização e interpretação do ator Edson Rocha, como o padre caminhoneiro.
O Sal da Terra venceu os prêmios de melhor longa-metragem no II European Spiritual Film Festival e no Margarida de Prata 2009.
Além do diretor Eloi Pires Ferreira destaco o trabalho dos amigos Celso Cava Filho (diretor de fotografia), Josiane Orvatich (produtora executiva) e Alessandra Moretti (continuísta).
Em fevereiro, O Sal da Terra será lançado em DVD. Ainda em 2010, sai o segundo longa de Eloi, Curitiba Zero Grau. Oportunamente postarei sobre isso.
Publicação Original: Blog do Covaleski
12/06/2009 Deixe um comentário
O Sal da Terra: Exibição em Recife
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O Filme O Sal da Terra, do qual sou produtor associado, está em cartaz nos cinemas do Recife.
Vejas matérias na impressa local:
11/26/2009 Deixe um comentário
Por Marcos Cordiolli
A paixão e o desejo estão relacionados ao acaso e ao improvável, como na mitologia da bela e a feraque permeia reincidentemente as artes ocidentais. Na sociedade moderna – com a proliferação de instrumentos de geração de imagem – as possibilidades de acasos são ampliados. Acasos em maior quantidade estão à nossa disposição, embora os alvos-desejos possam ser mais etéreos, distantes e – até mesmo – incomunicáveis.
Em o Gigante, um segurança passa as noites acompanhando pelo monitor do sistema de vigilância eletrônico – solitariamente – os funcionários da limpeza e da manutenção de um supermercado. A solidão da noite se mantém durante o dia passado lentamente em casa e, quando muito, na companhia do sobrinho pré-adolescente. O tempo transcorre arrastado, exceto nos ouvidos, constantemente com fones ligados ao aparelho de som que toca músicas de rock hardcore. A fera segue o seu caminho solitário e (quase) invisível ao mundo.
A bela diante da fera. Uma noite ao acaso, uma bela atravessa o seu olhar. A fera faz-se prisioneiro da bela e passa a seguir compulsivamente os seus passos. A bela, na forma de uma faxineira, responde ao modelo mitológico. Em tudo parece distinta dele… A graciosidade em seus movimentos, o corpo franzino e a elegância casual aparecem em oposição ao corpo robusto, aos movimentos desajeitados e às surradas roupas triviais.
A condução do filme utiliza então recursos preciosos da linguagem cinematográfica. Enquanto a bela é acompanhada em sua graça, leveza, aparente inocência e etérea beleza (como devem ser todas as paixões idealizadas), ele, a fera, expõe a cada sequência uma nova fragilidade. Por um lado, é explosivo quando provocado ou acuado, e tempestivamente usa força (seja com o motorista de táxi deselegante, na defesa do suposto amante da moça e até numa explosão de cólera quando vê a sua amada em perigo). Por outro lado, mostra-se doce (com o sobrinho), solidário e com uma ética peculiar (com outra faxineira flagrada em roubo). Ele, ainda, é frágil sentimentalmente e demonstra uma forma de amor cortês, quase sagrado e, por isso, casto, inclusive prescindindo de sexualidade. O detalhe mais carnal de sua admiração pela moça está em observá-la passar o batom, mas num gesto mais de cuidado de si do que de sedução. Ele, seguramente, ama mais o amor que sente do que a própria moça que ama.
Amando um objeto perfeito. O padrão desta versão contemporânea de a bela e a fera não está no amor impossível. Ela, por ser o objeto perfeito, não ama outro (e o outro, quando aparece, está mais próximo de outra fera do que de qualquer padrão principesco). Ela simplesmente desfila perante os olhos dele, como em sonho. Claro, ele, a fera, desenvolve uma paixão obsessiva e passa a seguir a moça por todos os lados.
Aqui ficamos sem saber se a bela é apenas a imaginação da fera, ou então o diretor errou na mão ao desenhar a personagem com gosto refinado, um tanto distante da imagem que muitos de nós fazemos das faxineiras. Não que faxineiras não possam ser refinadas, mas esta tem uma elegância peculiar, que decorre também de um estilo de vida complexo, o qual se reflete no uso de lan house, na forma como examina as vitrines de moda feminina e, até mesmo, em seus hábitos solitários na praia. Talvez, o diretor tenha traduzido na tela o olhar desejoso da fera.
Uma condução hiperbólica. O filme é conduzido hiperbolicamente, acompanhando a fera em busca da bela. É notável a capacidade do diretor em manter o clima numa película assumidamente minimalista, com poucos diálogos e reduzidos cenários. O filme em si é composto fundamentalmente das expressões faciais do homem. Prescinde de diálogo, mas nem por isso é monótono. Repetem-se cenários e situações similares, mas o espectador permanece com a mesma pergunta “aonde a fera vai ser levada por esse desejo?”
Uma enquete, se pudesse ser realizada neste momento, talvez mostrasse que as apostas se dividiriam entre a tragédia e a felicidade. Percebe-se, então, que o silêncio é a grande metáfora. Pois todo amor de uma fera solitária é sempre calado e secreto, só que no cinema tem um cúmplice: o espectador. Assim, é como todos os desejos secretos e clandestinos do espectador, que também se pergunta para onde vai ser levado por esses sentimentos. Talvez esta seja a magia do filme: ele é um espelho para muitos.
Trailer
Sinopse
Jara (Horacio Camandule) é um tímido segurança de supermercado, que descobre Julia (Leonor Svarcas) pelas câmeras de vigilância. Ela trabalha como faxineira no local e passa a ser acompanhada por Jara. Apaixonado por ela, o segurança passa a conduzir sua vida em torno da rotina de Julia e seu desejo em conhecê-la.
Ficha Técnica
Gigante (Gigante, Uruguai, 2009, 90 minutos). Diretor: Adrián Biniez. Roteirista: Adrián Biniez. Diretor de fotografia: Araudo Hernández Holz. Diretor de arte: Alejandro Castiglioni. Música: Adrián Biniez. Montagem: Fernando Epstein. Som: Daniel Yafalián. Produtor executivo: Augustina Chiarino, Fernando Epstein. Empresa produtora: Ctrl Z Films. Em coprodução: Rizoma Films (Argentina) / Pandora Films (Alemanha) / IDTV (Holanda). Distribuição nacional: Imovision.
Elenco
Horacio Camandule, Leonor Svarcas, Fernando Alonso, Diego Artucio, Fabiana Charlo, Ariel Caldarelli, Andrés Gallo, Federico Garcia, Nestor Guzzini, Esteban Lago, Ernesto Liotti.
Mostras e Premiações
10/30/2009 Deixe um comentário
09/25/2009 Deixe um comentário

09/12/2009 Deixe um comentário
Blog CineAcademia | sábado, 12 de setembro de 2009
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Embora a história do cinema paranaense não seja de tanto sucesso, alguns curtas, diretores e artistas do estado já receberam premiações.Dentre os de maior destaque está José Maria Santos, primeiro ator paranaense a receber uma premiação do cinema nacional com reconhecimento pela atuação como Dr. Aurélio no filme “Aleluia Gretchen”, de Silvio Back. Zé Maria, como é conhecido, recebeu o prêmio Kikito, como melhor ator coadjuvante, sendo este apenas um de seus tantos outros prêmios.
Filmes reconhecidos
Já para os anos mais recentes os representantes do estado receberam honrarias com mais freqüência. Em 2002, o média-metragem “O fim do ciúme”, de Edson Bueno e Luciano Coelho, foi premiado na categoria 16 mm do Festival de Cinema de Gramado. Edson Bueno teve, em 2000, seu primeiro roteiro cinematográfico “Paisagem de Meninos” agraciado com o prêmio nacional do Ministério da Cultura.
No Festival Santista de Curtas-Metragens de 2008, o curta “Satori Uso”, de Rodrigo Grota e Rodrigo Lopes, recebeu o prêmio de Melhor Roteiro. No mesmo evento, Diko Florentino recebeu o prêmio na categoria Melhor Montagem, pelo curta “Convergências”.
E não para por aí. Na 3ª edição do Festival do Paraná de Cinema Latino, realizado entre os dias 06 e 12 de outubro de 2008, no Museu Oscar Niemeyer, o longa-metragem ‘Mistéryos’, de Beto Carminatti e Pedro Merege, foi considerado como o de melhor direção.
Até mesmo em produções de cunho religioso o estado se destacou e recebeu prêmios. Neste ano, o longa-metragem “O Sal da Terra”, de Eloi Pires Ferreira, recebeu o Margarida de Prata da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e o troféu de melhor longa de ficção do 2º European Spiritual Film Festival, evento Francês.
Aos poucos, o cinema paranaense vai conquistando prêmios e prestígio. Mas, ainda há muito caminho para trilhar!
Texto: Thainá Laureano
Edição: Giovana Gulin
Publicação Original: Blog Cine Academia
09/11/2009 Deixe um comentário
A crônica “Gigante: um “bela e a fera” minimalista e sensível”, de Marcos Cordiolli, foi publicado na Revista Juliette de Cinema, número 11 de setembro de 2009. Entre os temas publicados nesta edição estão o filme “Possessão” de Andrzej Zulavski, “Proibido proibir” de Jorge Durán e “O curioso caso de Benjamin Button” de David Fincher, além da entrevista com o ator Leonardo Medeiros.
Juliette nasceu por iniciativa de Josiane Orvatich e conta com a participação, em sua equipe, de Murilo Wesolowicz, Rafael Urban, Isadora Rupp, Mariana Sanchez e Marden Machado.
JULIETTE é uma produção de Juliette Editora.
Os textos do mês são de Natalia Barrenha, Rodolfo Stancki, Wellington Sari, Marcos Cordiolli, Isadora Rupp, Marden Machado, Josiane Orvatich, Murilo Wesolowicz e Mariana Sanchez. A entrevista é de Rafael Urban e as ilustrações são de Maureen Miranda.
Para adiquirir a revista acesse o site da Editora Juliette.
Este artigo também está disponível no Blog Comentando Filmes
Veja o Trailler do filme Gigante, objeto do artigo de Marcos Cordiolli:
09/10/2009 Deixe um comentário
——————————– Blogs – Produção Executiva – Marcos Cordiolli


08/24/2009 Deixe um comentário
Por Marcos Cordiolli
No interior da Nordeste, em Pau Brasil, vive um casal feliz! É um Brasil de sertanejos, que o imaginário literário brasileiro aprendeu a ver como fortes pela capacidade de resiliência. É também uma felicidade ancorada no imaginário literário, o de Jorge Amado e suas mulheres matronas e fogosas. Nessa família, o marido provê tudo o que a esposa precisa, inclusive a liberdade para ter os homens que desejar. A esposa feliz e com inumeráveis amantes cuida com extremado carinho do filho e do marido. Essa ponte entre imaginários literários seria por si só uma grande virtude do filme Pau Brasil, o primeiro longa-metragem de Fernando Belens. Mas o filme vai além.
A felicidade do casal é angelical e assim é reiteradas vezes retratada ao longo do filme, tanto pelo marido como pela esposa. O marido em constantes demonstrações de afeto pela esposa, pelo filho, pela menina abandonada e pelo amigo que recolheu generosamente em sua casa… A esposa é generosa com as vizinhas, com o filho e até mesmo no tratamento afetivo com os amantes. É protagonista de uma seqüência muito poética, quando demonstra imensa generosidade ao conversar sobre a beleza do corpo feminino com as vizinhas adolescentes.
A felicidade como clichê. A felicidade do casal de Pau Brasil é um clichê. E todo clichê tem uma como contraparte, que neste filme é a intolerância. O casal feliz não percebe que o filho é vitima da pressão social provocada pela questionada moralidade da mãe. E tendo dificuldade para compreender o que é efetivamente a sua família, vive uma taciturna mudez. A felicidade parece sempre ter o seu preço traduzido em infelicidades e neste caso a conta está sendo paga pelo menino.
A intolerância, como clichê, vem do vizinho, autoimposto como uma espécie de guardião moral da comunidade. Regularmente, professa discursos inflamados de intolerância condenatória à família de felizes vizinhos. Mau e infeliz, ele verbalizar o ódio contido aos seus próprios – reprimidos e reprováveis – desejos. Ou então o ódio contra si mesmo, pela incapacidade de realizar as suas tentações. Com os olhos vidrados e enquanto rotineiramente esbraveja o seu ódio, mostra a insegurança daquele que em tudo vê pecado e, em nome da suposta moral, atira a primeira pedra… Mas não sabe que o objeto de sua intolerância está rondando a sua própria casa. E numa pequena narrativa paralela, as duas filhas do vizinho intolerante oscilam entre os seus contrapostos desejos – o carnal de uma e o celibato de outra.
Esse mote que compõe a base narrativa, apesar de insólito, é uma composição de clichês: o casal bom e feliz tem como antípoda um vizinho mau e infeliz que deseja intolerantemente e a todo custo destruir a felicidade alheia. Mas a narrativa de Pau Brasil conduz um conjunto de personagens consistentes numa trama dramática bem articulada que converte clichês em arquétipos universais. Essa é uma das forças peculiares do filme. O clichê de uma felicidade insólita de pessoas aparentemente sem mágoas, sem maldades e sem amarras morais, ordena – também – o seu clichê oposto. Por isso, talvez, o clichê funcione também ao expressar desejos humanos tanto para si como para o outro. Efetivamente, o cinema deve tributos ao clichê. E a humanidade, com seus demônios e fantasmas, ao cinema, por revelá-los tão profundamente.
Um passeio pelo tão próximo e tão distante. O desenrolar da narrativa traz outros elementos muito marcados da cultura nordestina: o colégio de freiras (limpo e ordenado no meio do sertão); as alegres brincadeiras de rua; o empório de secos e molhados; os clientes com tempo para uma conversa e que podem rapidamente produzir uma contenda de trágico desfecho; as relações sexuais clandestinas no cemitério; as convivências de vizinhança… Enfim, um passeio por um nordeste tão próximo e ao mesmo tempo tão distante. (Um parêntese: os baianos, por sua sólida identidade cultural, não precisam promovê-la constantemente como nós de outras regiões do Brasil. E talvez por isso sejam universais ao cantar sua aldeia – “canta tua aldeia” -, assim como dizia Techov).
Um toque especial do filme é o personagem quase metafísico, inspirado nas tradições africanas, que salta pela narrativa, com toques de realismo fantástico, funcionando com um alter-ego coletivo, compondo ainda mais fortemente o quadro de baianidade do filme.
A produção competente faz jus à proposta estética com identidade cinematográfica eficaz. Vale ressaltar a competente montagem que garante o ritmo adequado para a complexa temporalidade da narrativa. O filme é também uma espécie de catálogo de atores baianos: um desfile de ótimos atores mesmo que em papéis de pouca exposição na tela.
Pau Brasil é um eficiente – e belo – exemplar de cinema brasileiro produzido na Bahia, como afirmou Belens no lançamento do filme. E um ótimo candidato a ser tornar um filme cult, com todos os méritos.
Sinopse
Em Pau Brasil, um pequeno e perdido povoado no coração do Brasil, as famílias de Joaquim e Nives moram lado a lado. Apesar de conviverem com a mesma estrutura perversa de opressão social, lidam com a vida de modo radicalmente diferente. A intolerância com o outro e a pobreza são os ingredientes desse drama trágico, onde cada personagem carrega suas contradições, coexistindo com mitos clássicos e afro-brasileiros. [Sinopse oficial]
Ficha técnica
Pau Brasil (Brasil / Alemanha, 2009, 35 mm, ) Produção: Direção: Fernando Belens. Roteiro: Fernando Belens e Dinorah do Valle. Montagem: André Bendocchi-Alves. Som: Nicolas Hallet. Fotografia: Hamilton Oliveira. Trilha Sonora: Bira Reis. Direção de Arte: Moacyr Gramacho. Produção Executiva: Luciano Floquet e Sylvia Abreu. Produção: Sylvia Abreu e Pola Ribeiro.
Direção: Fernando Belens. Roteiro: Fernando Belens e Dinorath Do Valle. Produção executiva: Luciano Floquet e Sylvia Abreu. Diretor assistente: Adler Paz. Direção de produção: Taissa Grisi. Direção de platô: Macarra Viana. Direção de elenco: Laura Bezerra. Produção de elenco: Elson Rosário. Direção de fotografia: Hamilton Oliveira. Direção de arte e figurino: Moacyr Gramacho. Montagem: Andre Bendocchi Alves. Música original: Bira Reis. Som direto: Nicolas Hallet. Edição de som: Andre Bendocchi Alves e João da Costa Pinto. Mixagem: Andre Bendocchi Alves.
Produção: Truque Produtora de Cinema e Stúdio Brasil. Co-Produção: 40o Filmproduktion. Produção Associada: Quanta e Teleimage. Produzido por: Sylvia Abreu e Pola Ribeiro. Co-produzido por: Andre Bendocchi-Alves e Claudia Enzmann.
Filme realizado com recurso de edital patrocinado pelo Governo do Estado da Bahia.
O filme é Baseado em livro homônimo de Dinorah do Valle, premiado em concurso cubano da Casa de las Américas.
Elenco
Bertrand Duarte, Osvaldo Mil, Fernanda Paquelet, Arany Santana, Agnaldo Lopes, Ari Barata, Bira Freitas, Carlos Betão, Daniel Oliva, Edlo Mendes, Ednéas Santos, Edvard Passos, Fafá Pimentel, Fernanda Belling, Frieda Gutman, Humberto Dias, Irema Santos, Lúcio Tranchesi, Milena Flick, Psit Mota, Rita Brandi, Wilson Mello. Participação especial: Narcival Rubens, Ornellas Filho, Rita Assemany. Elenco infanto-juvenil:
Felipe Calicote, Tairine Ramos.
Publicações
08/23/2009 Deixe um comentário
Leia a crítica do filme “Pau Brasil” de baiano Fernando Belens, por Marcos Cordiolli. O filme ganhou o edital patrocinado pelo Governo do Estado e tem, também, capital alemão na produção. A obra é baseada em livro homônimo de Dinorah do Valle, premiado em concurso cubano da Casa de las Américas.
http://www.jornalbahiaonline.com.br/index.asp?noticia=2452
Um filme dirigido por Fernando Belens.
Produzido por Sylvia Abreu e Pola Ribeiro
Co-produzido por Andre Bendocchi Alves e Claudia Enzmann.
Elenco: Bertrand Duarte, Osvaldo Mil, Fernanda Paquelet, Arany Santana, Agnaldo Lopes, Ari Barata, Bira Freitas, Carlos Betão,
Daniel Oliva, Edlo Mendes, Ednéas Santos, Edvard Passos, Fafá Pimentel, Fernanda Belling, Frieda Gutman, Humberto Dias, Irema Santos,
Lúcio Tranchesi, Milena Flick, Psit Mota, Rita Brandi, Wilson Mello.
Participação especial: Narcival Rubens, Ornellas Filho, Rita Assemany.
Elenco infanto-juvenil: Felipe Calicote, Tairine Ramos.
Saiba mais
08/22/2009 Deixe um comentário
Leia a matéria de Ana Carolina Caldas sobre a produção cinematográfica brasileira publicada no jornal Bahia Online. Nesta matéria Marcos Cordiolli é um dos entrevistados.
Ana Carolina Caldas
Do público total de 89.960.164 mil pessoas que foram aos cinemas em 2008, apenas 9.143.052 assistiram aos filmes nacionais. Números estes divulgados em 2009 pela Ancine – Agência Nacional de Cinema revelam que a participação dos filmes brasileiros na distribuição pelas salas de audiovisuais é de somente 10%. Por outro lado, a produção de filmes brasileiros cresce a cada ano.
Segundo dados também da Ancine, de três filmes em 1992 subiu para 29 em 2003, e cerca de 80 em 2007. Uma equação difícil de entender e resolver. Entre as causas do problema da crise de superprodução versus baixa de público, está a dificuldade em conseguir espaços nas salas de cinema e concorrer com os estúdios estrangeiros no preço dos ingressos.
08/16/2009 Deixe um comentário
O Jonal Gazeta do Povo, no Caderno G, de Domingo, 16/08/2009, pubilcou a matéria “Um dia nas filmagens de Curitiba Zero Grau”

Publicado em 16/08/2009 | Cristiano Castilho
A vendinha que Jorge Luiz Skora mantém há 22 anos no bairro Santa Cândida virou atração semana retrasada. Carros eram parados, cachorros foram impedidos de seguirem seu caminho e frequentadores do Tia Marta – o negócio dos Skora – degustavam cerveja nas calçadas e não nos bancos que se alinhavam rente ao balcão. Sem contar os pedidos de fotos e autógrafos ao ator Jackson Antunes – todos atendidos, diga-se.
O que acontecia era a gravação de Curitiba Zero Grau, filme do curitibano Eloi Pires Ferreira – também diretor de O Sal da Terra (2008). Eloi e sua equipe venceram a terceira edição Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo, que destina R$ 180 mil a três telefilmes e R$ 1 milhão a um longa-metragem – em 2007 o vencedor foi Corpos Celestes (de Marcos Jorge e Fernando Severo) e ano passado Mysterios (Beto Carminatti e Pedro Merege).
08/14/2009 Deixe um comentário
Imprensa – Filme Curitiba Zero Grau
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O Filme Curitiba Zero Grau, do qual Marcos Cordiolli é produtor associado foi exibido em postos de gasolina de diversos estados. O resultado foi excelente pois o filme narra história de caminhoneiros.
Caminhoneiros de cinco estados poderão assistir em diversas localidades do Brasil ao filme O Sal da Terra, uma produção nacional que conta o dia-a-dia das estradas sobre a ótica de um padre caminhoneiro. As exibições fazem parte do Projeto Arte e Cultura nas Estradas – Cinema Nacional para Caminhoneiros, que começou no início de agosto e percorrerá várias regiões brasileiras até outubro. A primeira apresentação aconteceu dia 4 de agosto em Feira de Santana, Bahia, no Posto São Gonçalo, localizado na Rodovia BR 324. O projeto tem o patrocínio da Volvo do Brasil por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e apoio de suas concessionárias em cada área de exibição. As sessões acontecem sempre às 20 horas.
Um cinema itinerante que vai até onde os caminhoneiros estão. Essa é a proposta do Projeto Arte e Cultura nas Estradas – Cinema Nacional para Caminhoneiros, que pretende levar diversão, entretenimento e informação aos caminhoneiros.
Uma estrutura móvel de tendas, telões e áudio se transforma numa sala de cinema itinerante gratuito com capacidade para até 200 pessoas. O projeto passará por várias cidades, com apresentações em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Bahia.
O filme
O Sal da Terra conta a história de Padre Miguel, um religioso que percorre as estradas do Brasil em um caminhão-capela, revelando um retrato do universo das estradas diante da fé. A história se passa em dois mundos, o das dificuldades da estrada e o da religiosidade do povo que o padre encontra pelo caminho. A produção, que foi rodada no Paraná, percorreu mais de trinta mil quilômetros pelo estado e visitou 25 municípios, mobilizando um exército de figurantes. O filme também teve o patrocínio da Volvo por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Para participar das sessões de cinema, os interessados precisam apenas preencher um cadastro com a equipe promotora do evento, antes da sessão começar. Os participantes também são sensibilizados com outros dois temas importantes no universo das estradas: a segurança no trânsito, por meio de uma coletânea de filmes do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST), e a conscientização contra a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias.
Os filmes de segurança têm o objetivo de estimular as boas práticas e comportamentos seguros em estradas, ruas e rodovias, como o uso do cinto de segurança, e de alertar sobre as principais causas de acidentes no trânsito.
Folhetos e cartilhas explicativas do Programa Na Mão Certa têm o objetivo de conscientizar o público-alvo de caminhoneiros sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias. A ideia é estimular a denúncia através do Ligue 100. O número é um serviço de discagem direta e gratuita, disponível para todo o Brasil.
Oportunidade singular
“A oportunidade de reunir temas tão importantes para o universo dos profissionais da estrada, aliado ao cinema, é sem dúvida o que nos motivou a patrocinar este projeto”, destaca Anaelse Oliveira, coordenadora do projeto na Volvo do Brasil. “Temos a chance de propiciar momentos de lazer aos caminhoneiros, que dificilmente têm oportunidade de ir ao cinema, de reforçar algumas mensagens educativas e também valorizar também a produção de filmes nacionais, que tem crescido muito nos últimos anos”, finaliza.
A expectativa dos organizadores é a participação de cerca de 10 mil pessoas até o final do projeto, em outubro.
Calendário de apresentações
Extraído de: http://www.shoptrans.com.br/shoptrans/noticias.asp?idNoticia=4385&idCategoria=11
08/13/2009 Deixe um comentário
Matéria veiculada na Band sobre a produção do filme Curitiba Zero Grau. Programa BandCidade com Gisele Hishida.
06/05/2009 Deixe um comentário
Longa ganhou a Margarita de Prata, distribuído anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
O sal da Terra, filme do cineasta curitibano Eloi Pires Ferreira, ganhou a Margarida de Prata, prêmio tradicional distribuído anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O anúncio foi feito nesta quinta-feira.
O Sal da Terra é o primeiro longa-metragem de Ferreira, que, no momento, já dirige um novo filme, Curitiba Zero Grau.
A Margarida de Prata existe desde 1967 e premia filmes que “ressaltem valores humanos, éticos e espirituais”.
Publicação original: Gazeta do Povo.
05/04/2009 Deixe um comentário
Relato da Reunião
Transcrito do Blog do Deputado Angelo Vanhoni

No último sábado (04) reuniram-se no Espaço Cultural Beto Batata, em Curitiba, cerca de 70 artistas e produtores para iniciar o debate sobre o projeto de alteração da Lei Rouanet. Foram mais de duas horas de conversas, críticas e reflexões. Definir política pública de cultura, controle social das verbas que compõem a Rouanet, regionalização dos recursos, regulamentação dos fundos municipais, estaduais e setoriais, divulgação para conscientização dos empresários sobre os mecanismos da lei, e articulação das três esferas governamentais através do sistema nacional de cultura, foram algumas das reflexões e propostas apresentadas. Ao final da reunião, decidiu-se pela instituição de um Fórum de Discussão sobre o projeto de alteração da Lei Rouanet. O Fórum começará a funcionar após o próximo debate que acontece nesta terça feira (07) com a presença de representantes do Ministério da Cultura, às 19 horas no Teatro Fernanda Montenegro (Shopping Novo Batel) – Rua Coronel Dulcídio, 517.
Cinquenta e sete pessoas assinaram a lista de presenças, trinta e uma entidades estiveram representadas,
doze participantes pediram a palavra durante os debates e fizeram suas considerações e sugestões. Foram eles:
Renato Perré – Bonequeiro – Presidente da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos – Forum de Cultura Popular.
site da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos
site do projeto Mamulengo Patrimônio
site do Teatro Filhos da Lua
Paulo Munhoz – Cineasta – Associação de Video e Cinema do Paraná (AVEC)
blog da AVEC
paulo munhoz na wikipedia
site do longa metragem BRichos
“Precisamos de um SISTEMA NACIONAL DE CULTURA que seja um programa de Estado, e não de governo, ou seja, que tenha uma vida de longo prazo, não sujeito a interpéries e que oriente municípios, estados e a federação dentro de um marco de procedimentos.” - Paulo Munhoz
Manoel J. de Souza Neto – Forum Permanente de Música do Paraná.
blog do FPM
matéria sobre o acervo de Manoel Neto no site Overmundo
Marco Antônio “Amarelo” Konopacki – Coletivo Soylocoporti
site da organização Soylocoporti
“Quem faz cultura é a sociedade civil. Cabe ao Estado dar condições financiando as diversas expressões e iniciativas. O Programa Mais Cultura, principalmente através da ação do Cultura Viva com os Pontos de Cultura, está demonstrando que esse é um modelo que dá certo e que é viável para a realidade brasileira. A verdadeira cultura brasileira está florescendo com esses programas. Agora nos vale perguntar: Será que devemos confiar que a iniciativa privada irá realmente fomentar o contra-hegemônico quando estas pautam o fortalecimento do hegemônico?” – Marco Antônio Konopacki
Isidoro Diniz – Produtor cultural.
site da Izidoro Diniz Produções
Ricardo Trento – Produtor cultural – Unicultura.
site da Trento Comunicação Integrada
“A Lei Rouanet na modalidade mecenato é muito democrática. A intenção do proponente é respeitada. Não se julga o mérito do projeto e sim sua viabilidade técnica. Todos tem seus projetos aprovados. Independe onde vivem – se num grande centro ou numa pequena cidadezinha. Com o mecenato todos tem a mesma oportunidade de conseguir patrocínio cultural como empresário. A diferença é que como empresário a linguagem e a apresentação deve ser mais apurada. Não está em jogo a estética do projeto e sim o alcance que a proposta possa alcançar. Afinal tem-se o nome da empresa estampada na linha de frente. Acredito que se o artista estiver vinculado a uma boa produtora, que tenha um trabalho de conscientização para uma mudança de perspectiva de investimento social e que saiba mostrar com números os resultados obtidos é claro que haverá maior probabilidade de sucesso. Continuo a acreditar que deva existir o mecenato no moldes da Lei Rouanet em seu artigo 18 com 100% de isenção e faixas de dedução para o artigo 26. Antes de ser uma verba pública estes 4% de renuncia fiscal ela é verba da empresa; por isso ser chamado de mecenato. Pois estes 4% só serão dinheiro público quando do pagamento do imposto. Antes disto é dinheiro da empresa que sai do seu fluxo de caixa. Então ela tem todo o direito de discutir qual será a melhor aplicação destes recursos. Pois o marketing vai discutir com o proponente como, onde quando executar o projeto. Mas o marketing não irá redesenhar o projeto. Se ele o fizer o produtor tem a opção de declinar da proposta e contar pra todos que aquela empresa esta tentando desvirtuar seu projeto. Outro ponto importante é que mesmo que a verba destinada para o mecenato dentro da empresa, este recurso será para um projeto cultural aprovado pelo ministério. E que põe em igualdade todos os projetos sem mérito ou nota. O conhecimento para uma boa elaboração esta a disposição de todos, basta pesquisar, estudar, dar-se a oportunidade de aprender.” - Ricardo Trento.
Marila Velloso – Fórum de Dança de Curitiba.
blog do Forum de Dança de Curitiba
“Interessa-nos discutir a Lei Rouanet ou qualquer outro mecanismo na medida em que esses estiverem atrelados a uma reflexão e a elaboração de mecanismos que prevêem continuidade. Necessitamos da elaboração de Políticas Públicas para a Área da Cultura e da Dança e a legitimação das mesmas. Senão, como garantir o exercício e continuidade de qualquer que seja o mecanismo construído democraticamente? E a democratização pressupõe que a esfera pública reflita o que se dá na realidade do ponto de vista dos direitos sociais e, também, do político-econômico. Assim, entende-se importante que a legitimação de mecanismos, portanto, inviabilize os discursos e ações norteados pelo protecionismo; pela centralização das ações e recursos; pelo autoritarismo nas relações que incluem o prestígio e o “IBOPE” como moeda de valor para as escolhas; pela política de cima para baixo que se baseia no anseio ou desejo de um ou de outro; ou na necessidade “eterna” de convencimento sobre a importância de uma diretriz, na área cultural ou artística, etc. E por isso a importância da instituição do Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura.
Aproveito para considerar a importância dos Fundos de Cultura. São mecanismos mais democráticos do que as Leis de Incentivo (mesmo sendo baseados na mesma Lei do Mecenato como no caso do Município de Curitiba) por abarcarem as diretrizes e demandas levantadas pelo Estado assim como as demandas levantadas pelos representantes da sociedade e órgãos de classe e não, como no caso da Lei Rouanet em nível federal, dependerem do gosto ou entendimento de um “mercado” ditado pelo alargamento dos interesses econômicos do “privado”.
Nesse sentido a urgência do reposicionamento na função do Estado e de suas políticas para a Área da Cultura, incluindo a Lei Rouanet, ainda que se reflita, em sendo verba pública, que não há apenas os produtores culturais e os setores de marketing cultural das empresas privadas co-existindo no mercado. E então a pergunta: há estudo e parâmetros que definam e justifiquem o porque determinada porcentagem de recursos é direcionada para uma determinada Lei ou Fundo? E dentro desses mecanismos é importante refletir sobre o estabelecimento de critérios para a distribuição de cotas e recursos.
Quanto ao Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura:
Que sejam estipulados parâmetros e critérios para definir a distribuição dos recursos entre os Fundos Setoriais explicitados na Seção I, Art. 8o., e entre as áreas elencadas no Fundo Setorial das Artes. E que estes não sejam apenas baseados nas demandas mais conhecidas ou existentes e sim, também, na necessidade de estimular outras demandas e considerar as demandas emergentes em cada área artística para que essas possam ser potencializadas a partir de suas realidades e não apenas mantidas correndo o risco de serem encolhidas.
Lei Rouanet: que haja dispositivo que impossibilite a concorrência na captação entre um produtor cultural e uma instituição pública de Estado. O que tem ocorrido no Paraná, nas verbas de empresas como Copel e Sanepar que se destinam para apenas um equipamento / área artística do Estado, a exemplo do Museu Oscar Niemeyer. Modo de atuação que demonstra autoritarismo e a falta de diretrizes democráticas para o uso dos fundos públicos.” – Marila Velloso
Marcelo Miguel – Associação Cultural Quixote.
site da Quixote Art & Eventos
Marcia Moraes – Produtora – Movimento Teatro de Grupo.
blog do Movimento Teatro de Grupo
“Como representante do Movimento de Teatro de Grupo de Curitiba, manifesto nossa posição em relação à proposta de reformulação da Lei Rouanet: por acreditarmos que apenas o Fundo Nacional de Cultura é um mecanismo capaz de instituir uma política pública de estado, propomos que seu formato seja seriamente discutido e aprimorado para uma atuação verdadeiramente democrática.
Ao nos debruçarmos sobre os artigos que tratam do FNC, levantamos as seguintes questões:
1 – Qual é a previsão de tempo para essa proposta de lei estar aprovada e entrar em vigor?
2- Do orçamento geral da cultura, qual será a porcentagem destinada ao FNC?
3 – O que foi feito com a proposta da Lei Premio do Teatro Brasileiro apresentada pela Redemoinho ao governo federal? O governo a considerou para fazer esta revisão de lei? Como? Ela ainda está em pauta no governo? Se sim, para formulação de uma nova lei? Quando isso aconteceria? Por que essa formulação já não incluiu os debates e propostas feitas a partir dela?
4 – A CNIC – Comissão Nacional de Incentivo à Cultura tem uma grande importância e um grande poder de decisão dentro desta nova proposta. Como os seus integrantes serão escolhidos e por quanto tempo eles permanecem na comissão? Qual o poder da sociedade nessa decisão e como ele se configura praticamente?
5 – Segundo o art.5, da seção II do capítulo I, compete à CNIC o poder de separação dos recursos do Profic, e o Fundo Setorial das Artes que se divide entre Teatro, Dança, Circo, Música e Artes Visuais terá entre 10% e 30% do orçamento dedicado ao FNC, como se refere o art.17 da seção II do capítulo II.
Este Fundo Setorial está enquadrado nas mesmas cifras dos fundos setorias dedicados ao livro e a leitura ou patrimônio e memória. Por acreditarmos que o Fundo Setorial das Artes é mais abrangente, e é o foco principal desta lei, defendemos uma garantia de maior porcentagem dentro do FNC para este Fundo Setorial específico. Isso é possível? Qual é a opinião do Minc sobre esse tópico?
6-Dando continuidade a questão acima, quais foram os critérios adotados para a divisão das categorias e programações específicas que integram o FNC? a saber:
I – Fundo Setorial das Artes, para apoiar, dentre outras, o Teatro, o Circo, a Dança, as Artes Visuais e a Música;
II – Fundo Setorial da Cidadania, Identidade e Diversidade Cultural;
III – Fundo Setorial da Memória e Patrimônio Cultural Brasileiro;
IV – Fundo Setorial do Livro e Leitura; e
V – Fundo Global de Equalização
7- E ainda tratando deste tópico, quais serão os critérios adotados pela CNIC para destinação da verba (entre 10 e 30%) para cada fundo setorial?
8- Solicitamos uma explicação quanto a operação que se configura como a segunda modalidade de aplicação dos recursos do FNC “equalização de encargos financeiros e constituição de fundos de aval nas operações de crédito”? Qual é o funcionamento prático dela? Também preponderantemente por editais?
9 – Porque o aparecimento, no primeiro parágrafo do art.11 da seção II do capítulo II, da palavra preponderantemente quando se refere à maneira que o os recursos não reembolsáveis serão aplicados? Porque não inteiramente por meio de editais públicos? E se não for totalmente por editais públicos, qual seria a outra forma de divisão deste dinheiro? Qual é a política aplicada nesta outra maneira de divisão que garanta que ela não seja protencionista ou antidemocrática?
10 – Quando na lei cita-se que “os recursos do FNC deverão considerar a participação da unidade da federação na distribuição total dos recursos federais para à cultura”, (parágrafo 2 art15 seção II capítulo II) ele se refere ao montante arrecadado pelo estado ou o montante que o estado concretamente investe e gasta em cultura?
11 – Como citado no art 16 da seção II do capítulo II, o governo estimulará a criação de conselhos estaduais e municipais de cultura. Que poder eles terão em relação à CNIC? Como eles serão formados? E qual é a real abertura da CNIC e do governo para decisões e propostas destes conselhos? Ou concretamente em quais ações eles terão real força ou espaço para interferir? Como fica o caso dos governos dos estados ou municípios que não tem interesse pela cultura (como o Governo do Paraná, que não tem um fundo estadual ou um conselho estadual de cultura em funcionamento e que além do discurso nada faz)?
12 – Porque o FNC financia até oitenta por cento dos projetos sem fins lucrativos e não cem por cento? Porque deixar a decisão dos cem por cento na mão da CNIC e não deixar este direito garantido para todos os projetos sem fins lucrativos na própria lei?” - Marcia Moraes
Oswaldo Aranha – Compositor e pesquisador musical – Fórum de Entidades Culturais.
“Questiono o o Art.16, pois o acho muito muito frouxo, pois só teremos democratização do uso da verba pública para a cultura, quando a liberação estiver condicionada à existência de Conselho de Cultura, tanto para os estados como para os municípios. Na lei fala-se de estimular a formação de conselhos. Temos que defender regulamentação.” - Oswaldo Aranha.
Andressa Ignácio da Silva – Fórum Paranaense da Juventude Negra.
“A lei Rouanet tem como objetivo contribuir e facilitar o acesso de todos às fontes de cultura e a produção cultural, bem como favorecer projetos que atendam às necessidades da produção cultural e aos interesses da coletividade. Sendo assim é fundamental que com a possibilidade de debates públicos sobre o novo texto da Lei Rouanet seja pautada a necessidade de que esta lei possa contemplar o maior numero de segmentos sociais possíveis. Não podemos esquecer que a produção artística e cultural é um importante espaço de expressão, de legitimação de discursos podendo ser um espaço de combate ao preconceito e ao racismo. Nesse sentido acredito ser fundamental que se estabeleçam mecanismos de favorecimento a produção de novos grupos sociais historicamente excluídos não só do acesso a arte (como consumidores/publico), como do acesso a recursos para o custeio de suas produções; como é o caso da população negra.
O Fórum Paranaense de Juventude Negra tem como principal diretriz o empoderamento da juventude negra do estado do Paraná, sendo para tal processo fundamental o acesso a financiamentos da produção cultural desta juventude que demonstra grande criatividade esbarrando na maioria das vezes em problemas para o financiamento de seus projetos, assim como nas dificuldades de enquadrar seus projetos nos requisitos da lei.” - Andressa Ignácio da Silva
Marcos Cordioli – Professor universitário e produtor de cinema.
site do longa metragem O Sal da Terra
site do longa metragem BRichos
“Eu proporia ao fórum que será constituído, que além do tratamento dos temas com maior destaque, organizasse Grupos de Trabalho ocupados com aspectos relevantes, mas que correm o risco de ficarem relegados à planos inferiores. Eu citaria como exemplo: um GT de estudo sobre o processo de apresentação de projetos visando a constituição de dispositivos de democratização e universalização do acesso aos mecanismos da nova lei. Eu justifico esta proposição com o seguinte argumento: o processo de apresentação de projetos é considerado complexo, exigindo dos proponentes um elevado “grau de iniciação”, isto faz com que muitos segmentos tenham dificuldade ou, até mesmo, fiquem impossibilitados de apresentação de projetos. Um GT poderia propor fórmulas que pudessem reduzir as dificuldades dos processos de apresentação de projetos e, assim, ampliar a democratização e a universalização do acesso aos mecanismos da nova lei.” – Marcos Cordiolli
Presentes na reunião: Sindicato dos Arquitetos do Paraná, Associação de Artistas Plásticos do Paraná (APAP), Central Única das Favelas (CUFA), Fórum de Dança de Curitiba, Associação Cultural Quixote, Fórum de Entidades Culturais, Sindicato dos Músicos, Museu de Arte da UFPR (MUSA), Agência FazeroQ Soluções Culturais, Jornal de Comunicação da UFPR, Gabinete Vereador Jonny Stica, Juventude do PT de Curitiba, Centro Cultural de Pinhais, Festival do Paraná de Cinema, Curso de Artes Cênicas da UFPR, Agência Unicultura, Associação Cultural e Artística Ilíadahomero, Fórum de Música do Paraná, Movimento Teatro de Grupo de Curitiba, Grupo Arte da Comédia, Agência Nix Image, Grupo Orelha do Livro, Coletivo SoyLocoporti, Associação de Vídeo e Cinema do Paraná (AVEC), Fórum da Juventude Negra do Paraná, Grupo Reciclante, PrasBandas – Mostra Itinerante de Arte Curitibana, Fórum de Cultura Popular do Paraná, Associação Brasileira de Bonecos, Secretaria Municipal de Cultura de Antonina / PR e Secretaria de Cultura de Pinhais / PR.

Vivemos na área cultural um momento importante: o debate sobre a alteração da Lei Rouanet. Instrumento de fomento à cultura que há 17 anos surgiu para propiciar formas mais democráticas de investimento à esta área. Até hoje um grande número de projetos artístico-culturais recebeu investimentos, porém ao longo do tempo este dispositivo legal também apresentou problemas, que ora se colocam como desafios à esta mudança. Mas devemos ir além da discussão sobre a lei, pois, o Brasil carece de uma medida urgente que dobre os investimentos para o desenvolvimento cultural. Está mais do que na hora de compreender o acesso à cultura como direito fundamental do ser humano. A hora é esta, vamos ao debate!
Geralmente o que se entende por Lei Rouanet? O dispositivo legal que permite que empresas transfiram uma porcentagem daquilo que pagariam em imposto de renda, para projetos culturais. Porém, há limites nesta definição. Pois, muitas vezes costuma-se de forma equivocada se referir somente ao mecanismo do mecenato subsidiado (aquele onde o proponente de um projeto cultural tem que obrigatoriamente correr atrás de patrocínios junto à iniciativa privada), como sendo o único instrumento criado por esta legislação. A mesma Lei, no entanto, foi responsável pela criação do Fundo Nacional de Cultura (FNC), instrumento amplamente utilizado para a destinação de recursos e verbas à programas e ações do Ministério da Cultura (MinC), assim como, para muitos outros projetos da sociedade. No entanto, o repasse ainda acontece de forma muito tímida.
A nova proposta prevê o fortalecimento dos mecanismos de Fundo para suprir as lacunas deixadas pelo atual sistema do mecenato. Não podemos deixar de considerar uma série de distorções que foram identificadas neste sistema desde o seu início em 1995, pois apesar da Lei Rouanet ter injetado pouco mais de R$ 8 bilhões em ações e projetos culturais, avaliam-se hoje muitas desigualdades no seu uso. A começar pela questão da distribuição regional, uma vez que os estados da região Sudeste, por exemplo, concentraram nos últimos anos mais de 80% de todos os recursos obtidos através da Lei Rouanet, enquanto a Região Norte mal conseguiu atingir a marca de 1%. Outra distorção está no fato de que alguns proponentes conseguem viabilizar a captação de recursos de forma mais constante, enquanto para outros – aqueles que não tem visibilidade na mídia, por exemplo – a tarefa sempre fica mais complicada. Em 2007, 3% dos proponentes arrecadaram 50% de todos os recursos captados.
No projeto de lei apresentado pelo MinC, chamado provisoriamente de Nova Lei de Fomento, a criação dos Fundos Setoriais, específicos para o atendimento da demanda de cada uma das áreas, prevê que os recursos sejam permanentes e repassados diretamente aos artistas e produtores culturais. Também uma das inovações trazidas pela proposta é a possibilidade da criação de Fundos Municipais e Estaduais em composição com recursos oriundos do Fundo Nacional. No entanto, respeitando a participação da sociedade, pois nenhum município ou Estado que não tenha constituído seus Conselhos de Cultura poderá receber estes recursos. Reforçando essa idéia, destaco que a nova lei já manifesta no seu artigo primeiro o reconhecimento do Tratado de Diversidade Cultural da UNESCO e a sua conseqüente adequação ao Sistema Nacional de Cultura, que entre muitos dos seus princípios estabelece a necessidade de participação da sociedade através de órgãos gestores e colegiados.
De outro lado, um dos desafios que deve acompanhar este processo de alteração da lei, é torná-la mais conhecida. No que diz respeito ao mecenato, por exemplo, a maioria dos patrocínios vem das estatais. Portanto, é preciso que defendamos maior publicidade e uma campanha de conscientização junto ao empresariado sobre a importância na contribuição para o fomento da cultura. Em síntese, é preciso dobrar o investimento da iniciativa privada, mas também assegurar permanentemente os recursos das estatais.
Para finalizar, saliento que o momento deve ser uma oportunidade para que os vários setores da sociedade se unam em torno de algo que é pano de fundo neste debate: Atualmente o Brasil destina 0,8% do orçamento para o setor cultural. Nossa luta precisa ser radical no sentido de dobrar estes investimentos. E já há uma boa noticia neste sentido: neste dia 31 de março foi instalada no Congresso Federal a Comissão especial criada para analisar a Proposta de emenda à Constituição(PEC) que propõe elevar o patamar do orçamento da Cultura para 2% das receitas de impostos do país.
Aproveito para convidar a todos para que esta reflexão continue. Venha participar do próximo debate sobre a Lei Rouanet, em Curitiba, com a presença de representantes do MinC.
Será nesta terça feira, dia 07 de abril, as 19 horas, no Teatro Fernanda Montenegro.
Angelo Vanhoni.
Fotos: Gilson Camargo
04/02/2009 Deixe um comentário
Mudanças na Lei Rouanet são colocadas em discussão. Neste sábado, acontece o primeiro debate em Curitiba – na próxima terça-feira, o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, estará presente
Gazeta do Povo - Caderno G - Políticas públicas, Publicado em 02/04/2009 | Marcio Renato dos Santos
Entre porções de batata suíça, terão início, em Curitiba, já neste sábado (4), as discussões sobre o que pode mudar na Lei Rouanet, que completa 17 anos. O cenário será simbólico: o Original Beto Batata, no Alto da XV (R. Prof. Brandão, 678), espaço gastronômico que também é palco para variadas atividades artísticas. Estão confirmadas as presenças de artistas, produtores e do deputado federal Angelo Vanhoni (PT).
Vanhoni: “A cultura tem de ser colocada como uma questão central da sociedade. A cultura move o mundo” Políticas públicas
O governo federal abriu, oficialmente, canal para o debate público em 23 de março – e a interlocução segue durante o primeiro semestre. Na terça-feira (7), às 19 horas, será a vez de o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, escutar pessoalmente o que a comunidade curitibana tem a dizer, no Teatro Fernanda Montenegro.
Saiba mais sobre as principais mudanças que podem acontecer na lei Rouanet.
- Descentralização é uma palavra de ordem. 80% dos recursos são destinados a produções de São Paulo e Rio de Janeiro. O Paraná fica em 6º lugar no ranking.
- Popularização – O deputado Angelo Vanhoni pretende empreender campanha junto ao empresariado paranaense. “97% da verba para o mecenato é de estatais, enquanto as empresas respondem por apenas 3%”, diz. O parlamentar observa que, se uma grande rede de supermercados paranaenses direcionasse o dinheiro do imposto de renda para a Lei Rouanet, isso se traduziria em “pelo menos 50 grandes montagens nacionais feitas por grupos locais”.
Além da sempre bem-vinda desburocratização do processo de entrega de documentos, uma demanda antiga, Vanhoni (cotado para ser o relator da comissão que fará os ajustes na lei) acredita que as principais mudanças passam por três questões. Em primeiro lugar, há a necessidade de descentralizar o destino das verbas – 80% dos valores são canalizados para São Paulo e Rio de Janeiro. “Mas não vamos fazer uma guerra contra o eixo Rio-São Paulo. A meta é distribuir os recursos para outras regiões brasileiras”, afirma Vanhoni.
Outro desafio é tornar a Lei Rouanet mais conhecida. No que diz respeito ao mecenato (que é o processo em que artistas e produtores aprovam projetos e, posteriormente, buscam captação), a maioria das verbas (97%) “jorra” dos cofres de estatais, e a iniciativa privada responde por apenas 3%. “A Rouanet é praticamente ‘desconhecida’. É preciso dar publicidade ao mecanismo, para que os empresários, inclusive os paranaenses, também destinem dinheiro (do imposto de renda) para o fomento de atividades culturais”, comenta Marcos Cordiolli, produtor de cinema.
A criação de fundos é outro ponto em discusão. O Fundo Nacional de Cinema, que (por dispositivos legais) concentra verbas para a produção audiosvisual, é o modelo. Ambiciona-se que venham a ser criados outros fundos, para literatura, patrimônio, entre outros. Marcelo Miguel, coordenador da Quixote, produtora envolvida em 86 projetos via Lei Rouanet, é um dos que apostam na criação dos fundos, até porque o mecenato pode ser extinto em cinco anos após a promulgação da nova lei.
Outras metas
Hoje, os projetos inscritos no mecenato são enquadrados em apenas duas categorias. Uma delas permite que a totalidade do valor seja descontado do imposto de renda (se a proposta tem custo de R$ 100 mil, a empresa patrocinadora tem 100% do valor abatido dos tributos) – na outra categoria, a dedução é de apenas 30% (os outros 70% do valor são custeados, sem desconto no imposto, pela empresa que investe na proposta). O novo texto da lei pretende implementar outras faixas de desconto: 30%, 60%, 70%, 80%, 90% e 100%.
Monica Drummond considera a criação de novas faixas de desconto uma “tragédia”. “Tudo que a empresa investe tem de ser descontado do imposto de renda. Tem uma crise aí. Ninguém vai querer abater apenas uma parcela e pagar o resto ‘do bolso’”, critica. A produtora, à frente da Cultural Office, analisa que essa modificação veio em “péssima hora.”
O protesto de Monica não é isolado. Outros produtores locais não acreditam que as modificações da lei se traduzam em melhorias reais. Em meio às vozes dissonantes, uma indignação comum: no Paraná, as verbas destinadas à projetos da Lei Rouanet saem de empresas públicas e têm como destino o Museu Oscar Niemeyer. Para não ficar “de mal” com o governador Requião, os insatisfeitos optam pelo anonimato.
Mais abrangência
Apesar das mudanças na Rouanet, a lei não é suficiente para dar conta de todas as carências do segmento. Na tarde de 31 de março, foi instalada no Congresso Nacional uma comissão que vai analisar mudanças na Constituição – e isso terá reflexos diretos no fomento da cultura brasileira. Hoje, o Brasil destina 0,8% do orçamento para o setor (o objetivo é elevar o índice para 2%). Também há expectativa para que venham a ser criados o Sistema e o Plano Nacional de Cultura – que teriam a finalidade de aglutinar políticas públicas em âmbito nacional.
“Também é importante unificar mecanismos de fomento. Por que não conduzir um mesmo projeto com recursos de lei municipal e federal?”, propõe Otávio Camargo, músico e diretor da Associação Cultural e Artística IlíadaHomero.
Camargo convida a comunidade para participar dos debates sobre o futuro da Lei Rouanet, neste sábado e na próxima semana. Vanhoni reforça o chamado: “Quanto mais polêmica, melhor.” O parlamentar foi o idealizador, durante a década de 1990, da atual Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba, e de uma similar para todo o Paraná – esta foi desativada por Jaime Lerner e ambém não empolgou Roberto Requião. Por falar nisso, na terça-feira (7), o governador do Paraná anuncia e assina um novo projeto, ainda mantido em segredo, em parceria com o Ministério da Cultura.
Original: Gazeta do Povo.
03/15/2009 Deixe um comentário
Crítica – O Sal da Terra
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Luiz Carlos Merten
Estou de volta ao Arteplex, onde assisti ontem a ‘O Sal da Terra’. Vou postar rapidinho porque não tenho muito tempo. Daqui a pouco começa a sessão de ‘O Visitante’ e eu cá estou para (re)ver o ótimo filme de Tom McCarthy com Richard Jenkins e Hiam Abbass, a mais bela coroa (com todo respeito) do cinema atual. Quero dizer duas ou três coisas sobre ‘O Sal da Terra’. Em primeiro lugar, não sabia que existia um European Spiritual Film Festival, mas ele não apenas existe como – nos informa o cartaz de ‘O Sal da Terra’ – foi vencido pelo filme de Elói Pires Ferreira. Não sei nem quem é Elói. Muito prazer. Éramos poucos, ontem, na sessão das 18h30. Quando entrei na sala, éramos uma senhora e eu. Quando o filme começou, havia entrado um grupo de seis pessoas, mais um gato pingado. Menos de dez espectadores, no total. Quantidade não tem muito – ou nada – a ver com qualidade e quero dizer que gostei do filme, por maiores restrições que possa fazer. A história do padre caminhoneiro, tratada ficcionalmente, permitiria, quem sabe, um recorte mais denso e profundo, mas confesso que a sinceridade e honestidade do padre me tocaram e o ator que faz o papel, Édson Rocha, é muito bom. Engraçado como, na mesma semana, dois padres me tocaram. O do filme brasileiro e o ‘irlandês’ do filme de Clint Eastwood, ‘Gran Torino’. Mal comparando, gostei bem mais de ‘O Sal da Terra’ do que de ‘O Menino da Porteira’, naquilo que eles têm de comum, que é um recorte sobre o Brasil interiorano (e tanto o religioso quanto o vaqueiro vivem na estrada, sem criar raízes). Já disse que ‘O Menino’ não me acrescentou muita coisa, para não dizer que não acrescentou nada, e o filme do padre me deixou com algumas perguntas sobre uma pastoral rodoviária, sobre a exclusão social neste Brasilzão e sobre o sentido das participação social e comunitária, em oposição àqueles que se mantêm à margem. O filme começa e termina com o andarilho, a quem o padre estende a mão, no fim, mas ele não quer participar (nem comprometer-se). É mais ou menos como se o filme perguntasse – e você, e nós? Como eu não consigo pensar o filme isoladamente e vivo lançando pontes – devia ter sido engenheiro, quem sabe -, ‘O Sal da Terra’ me fez pensar na espiritualidade e no sacrifício do filme de Clint (pretendo voltar ao assunto) e também no isolamento do professor de ‘O Visitante’. Para minha surpresa, ‘O Sal da Terra’ tem o que me pareceu uma raridade – o ‘incidente’ com o caminhão que resulta no atropelamento é bem filmado – e olhem que cenas assim tendem a ser ruins no cinema e na TV brasileiros -, mas o que mais gostei foi da trilha, que começa com o ‘Kyrie’, da ‘Misa Criolla’ de Ariel Ramirez, prossegue com um Vivaldi espetacular e inclui alguns sertanejos que, para o meu gosto pessoal, bateram mais do que os do ‘Menino da Porteira’. Vou parar de falar mal do filme de Jeremias Moreira porque senão vai parecer que é implicância. Não é. Não vou dizer também que ‘O Sal da Terra’ é bom, mas gostei de ver o filme.
15/03/2009 – 22:36
Enviado por: Mauro SantosCaro Merten,
Sou de Curitiba e vi o “Sal da Terra” ontem. Concordo com tudo o que você disse, mas é claro que o fato de eu ser daqui fez com que o filme me tocasse um pouco mais, porque não é com muita freqüencia que vemos um filme paranaense em circuito nacional. A maioria dos atores são nossos conhecidos principalmente do teatro local, mas a atuação deles no filme foi realmente muito boa. Enfim, como você disse, não um grande filme, mas feito com cuidado e com respeito ao espectador!
Publicação Original: Blog do Luiz Carlos Merten
10/10/2008 Deixe um comentário
Longa-metragem de Talício Sirino. Rodado em Super 16mm e finalizado em HDCAM, pré lançado em 2008 com cerca de 30 mil espectadores, e previsão para lançamento no circuíto rain ainda em 2009. Marcos Cordiolli assina à direção de produção com Eloi Pires Ferreira.
O discurso fílmico de Conexão Japão promove o resgate da essência da filosofia da arte marcial, trazida há cem anos pelos imigrantes japoneses, pela relação mestre/discípulo na superação de limites e pela crença nos valores do bem para a formação humana.
Conexão Japão foi rodado nas cidades de Cascavel, Curitiba e Foz do Iguaçu, Paraná/Brasil. Na França em Paris, no Japão em Nara e Osaka, e como é uma sequência do longa metragem em 35mm,Conexão Brasil (2001), tem cenas em Posadas, capital de Missiones/Argentina.
Veja o trailler do filme Conexão Japão:
01/03/2008 Deixe um comentário
Por Jornalismo Cesumar em 03/11/2008
Cineasta avalia panorama cinematográfico paranaense e contextualiza inserção de filmes do Estado na produção nacional
Tathianne Chiquette
Foi em um estágio na Cinemateca de Curitiba, durante a graduação em jornalismo, que Eloi Pires Ferreira, 53, começara a trabalhar com cinema. Em 1990, produziu seu primeiro curta-metragem intitulado “Vamos Junto Comer Defunto”. Na época, em virtude da ausência de leis de incentivo à sétima arte, o cineasta gastou todo dinheiro que economizara para comprar um apartamento na finalização do curta. Em 1997, produziu o curta-metragem “Valdir & Rute” e, em 2001, o curta “Polaco da Nhanha”. O último trabalho do cineasta, o longa-metragem “O Sal da Terra” foi exibido este ano no V Festival de Cinema de Maringá e, recentemente, nas salas de cinema da cidade.
Em entrevista via e-mail ao jornal Matéria Prima, o cineasta abordou a inserção nacional da produção cinematográfica paranaense. Com uma bagagem de 25 anos dedicados ao cinema, Ferreira contextualizou as respostas com experiências cinematográficas e observações pessoais.
O Paraná não faz parte do tradicional circuito cinematográfico nacional, com destaques para os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Como é produzir filmes em um Estado à margem do mercado cinematográfico nacional?
Desde que a atividade cinematográfica foi introduzida no Brasil, há mais de cem anos, os principais centros produtores de cinema do país foram Rio de Janeiro e São Paulo, até porque essas duas cidades, além de concentrarem as maiores populações, sempre foram a grande referência não só na cultura, mas em todas as outras áreas. Isso, porém, nunca impediu que – também desde os primórdios – houvesse manifestação criativa cinematográfica em outros Estados (com os chamados ciclos), como Pernambuco, Bahia, Minas, Rio Grande do Sul etc. E nesse contexto ancestral de descentralização, o Paraná marcou presença em vários momentos. É lógico que o eixo Rio/S. Paulo, por razões óbvias, continua detendo a hegemonia e deve continuar assim ainda por muito tempo. Mas o cinema, dito fora do eixo cresceu muito em expressão e o Paraná – mesmo com sua tradicional timidez (principalmente política) e seu histórico de altos e baixos – sempre contribuiu e, agora mais do que nunca, contribui de forma muito significativa para com esse avanço da cinematografia nacional. Nos últimos três anos, além de uma infinidade de curtas, saíram e estão saindo do forno quase dez longas de ficção pra cinema (em película) e o mesmo tanto de longas documentários telefilmes (no suporte digital). Quanto à dificuldade de se produzir à margem, não existe cinema fácil, independentemente da localização geográfica. Saiba mais
09/03/2005 Deixe um comentário
Livre Manifestação Cultural
The mirror Cassiano Pires contato: www.fotolog.com/lausac
Blog Cultura Legal mantido por Priscila Santos
Postado por PRISCILA SANTOS às 3:41 PM ![]()
11/20/2003 Deixe um comentário
Folha Nossa. 20/11/2003
Palmas para O paranaense Elói Pires Ferreira que filma seu primeiro longa-metragem. Fé na boléia de um caminhão. O filme tem como personagem central um padre-caminhoneiro. A Filmagem de seqüência de O Sal da Terra, em que o padre realiza uma missa dentro de um caminhão. Apesar de estar colhendo vários prêmios em recentes festivais de cinema, a produção paranaense teve um pequeno recuo em 2003, situação não muito diferente do restante no país, pois, até a metade do ano, houve muitas indefinições na área audiovisual por conta da troca dos governos federal e estadual. Mas a atividade cinematográfica não cessou no Paraná e alguns filmes continuaram a ser rodados neste ano. Um dos trabalhos em produção atualmente no estado é O Sal da Terra, primeiro longa-metragem de Elói Pires Ferreira. As filmagens estão acontecendo desde o final de outubro e percorrerão diversas cidades paranaenses até o dia 20 de dezembro – a equipe de Ferreira já filmou seqüências em Araucária, Curitiba e Antonina. Com roteiro do próprio diretor, escrito ao lado de José Olímpio e Altenir Silva, e diálogos de Rafael Camargo, O Sal da Terra conta a história de um padre que percorre as estradas brasileiras num caminhão-capela.
Publicação Original. Falha Nossa.