Operação Rapina” mostra a diversidade cultural do Paraná.

O cineasta Luiz Carlos Lacerda, um dos mais conceituados do Brasil, aborda em sua coluna os trabalhos desenvolvidos pela Tigre Produções
 
Curitiba agrega vários cineastas de outras plagas, além dos seus oriundos, marcando assim uma permanência da atividade cinematográfica – para ficarmos apenas nas últimas décadas – que tem em Silvio Back seu mais profícuo realizador. Os filmes por ele realizados ali, e em outros estados do sul, certamente estimularam uma nova geração a desenvolver e diversificar sua produção de filmes. São eles: Beto Carminati (talvez o que mais produziu e realizou filmes em diversas bitolas e duração); Fernando Severo (incansável diretor de dezenas de curtas, alguns longas e programas, além de pioneiro incentivador da formação acadêmica de uma nova geração de autores e atual diretor do Museu da Imagem e do Som – onde fomenta e complementa a precária exibição de obras cinematográficas no circuito alternativo); Marcos Jorge (consagrado diretor de “Estômago”); e Paulo Munhoz (dedicado exclusivamente ao longa de animação sempre presente no circuito nacional de exibição e de festivais – onde tem definitivo reconhecimento através de diversos prêmios).
Há pouco mais de dez anos (em 1995) conhecia no Festival de Brasília os cineastas e produtores Talicio Sirino (então lutador de artes marciais e dono de academia) e Antonio Marcos Ferreira que traziam debaixo do braço o longa digital “Fronteira sem Destino” (1995), pré-selecionado mas impedido de ser exibido, pela impossibilidade de apresentarem a cópia em 35 mm / película.
Paixão
Imediatamente identifiquei naqueles dois jovens a mesma paixão de todos os cineastas brasileiros, que é o desejo de se comunicar com seu público.Realizavam filmes que retratavam a realidade dessa fronteira do Brasil encontrada nas páginas policiais locais e até nacionais, com uma linguagem convencional desse tipo de filmes (a formação deles era através do difundido cinema americano), mas com uma pegada extremamente brasileira, com um sotaque próprio e a capacidade de realizar cenas bastante realistas e bem filmadas, apoiando-se na experiência do lutador elevado à categoria de protagonista – que inaugurou uma atividade hoje consolidada ao redor da Tigre Produções, dirigido por Antonio Marcos com argumento de Talicio Sirino e Luiz Fênix e produzido pela competente Salete Machado – espécie de locomotiva do grupo, captadora de recursos e executiva que aprendeu seu oficio no calor da própria atividade.
Apoiados pela Tarobá/Rede Bandeirantes, organizaram um infalível esquema de exibição que dava garantias de visibilidade, parceria e espaço na mídia local, ampliando esse apoio para outras pequenas produções de curta duração.
Conexão Brasil
Em 2001 encontrei-os envolvidos com o primeiro longa-metragem em película 35 mm, com o mesmo grupo de Cascavel em torno do filme de ação “Conexão Brasil”, agora com roteiro de Assis Ricardo (ator e proprietário de videolocadora, aficionado de filmes de ação), e com a colaboração de Antonio Jesus. Inauguraram um circuito independente de exibição alternando-se em diversas cidades do interior do Paraná, em clubes, quadras de esporte, praças públicas – conseguindo uma receita que se não desse lucro, pelo menos garantia a sua sustentabilidade, apoiada no espaço de exibição na TV.
Em 2008 produziram seu mais ambicioso projeto – “Conexão Japão”. Com roteiro de Talicio Sirino e Altemir Silva, exploraram o mesmo filão de ação/tráfico internacional, com locações no Japão e em Paris (já que tinham escala naquela cidade). O mesmo esquema de distribuição foi acionado pela produtora Salete Machado – hoje também Coordenadora de Pós-Graduação do Curso de Cinema da Faculdade de Artes do Paraná – responsável pela formação acadêmica de sua primeira turma (2011).
Sucederam-se “Estrada do Colono” (2009); direção de Salete; “Curitiba Zero Grau” (2010); direção de Elói Pires Ferreira, inaugurando uma parceria com o conhecido ator Jackson Antunes e com outras produtoras e apoiadores locais.
Independente
A TV Globo (RPC-TV) na sua já tradicional parceria em curtas nos estados do Sul, apoiada num argumento de Talicio Sirino e Eloi Pires Ferreira, com roteiro de J.Olimpio, co-produziu uma série – “Operação Rapina” – que consagra o personagem Franco, criado por nosso galã-lutador Talicio Sirino, com argumento seu e do diretor; novamente com Jackson Antunes no elenco quase totalmente constituído por atores das cidades do interior do Paraná e de sua capital.
Se desde seus primeiros trabalhos, o grupo em torno da Tigre Produções preocupava-se com a qualidade técnica da fotografia, som, trilha sonora e produção, esta série, que começa a ser exibida no próximo domingo, dia 9 e, nos seguintes (dias 16, 23 e 30 de outubro) na RPC/Globo, revela definitivamente a capacidade de realizações nacionais aptas para atender à recente PL 116 – que formaliza e estimula a produção independente em todo nosso território.
“Operação Rapina” é a primeira série de cinco, dirigidas por Eloi Pires Ferreira, Beto Carminati (em finalização) e Guto Pako (em produção) – num momento em que se reafirmam nossa diversidade cultural, maturidade artística, e a vocação de ocuparmos definitivamente um mercado que abrangerá todos os sotaques cinematográficos desse país continental. Vamos a ela!
Luiz Carlos Lacerda é cineasta, escritor e professor de cinema.

Cinesul 2011: Curitiba Zero Grau foi o vencedor na eleição do público

O Curitiba Zero Grau foi o vencedor na eleição do público – Voto popular na cateogoria de Melhor Longa Ficção no CineSul 2011 – Festival Latino-Americando de Cinema e Vídeo.

Atenção:

O Curitiba Zero Grau será exibido novamente no Rio de Janeiro: dia 30/06 às 20hs., no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Primeiro de Miaio 66, Centro Rio de Janeiro.

Veja a lista completa de vencedores:

Eleição do Júri – Categoria Longa-metragem
  • Melhor Ficção: De Mayor Quiero Ser Soldado, de Christian Molina – Espanha/Itália
  • Melhor Documentário: Claudia, de Marcel Gonnet – Argentina
  • Menção Honrosa Documentário: Abuelos, de Carla Valencia – Equador-Chile
Eleição do Júri – Categoria Videosul (curta e média-metragem)
  • Melhor Ficção: Los minutos, las horas, de Janaína Marques Ribeiro – Cuba-Brasil.
  • Menção Honrosa Ficção: Paraíso Terrenal, de Tomás Weiss- Chile
  • Melhor Documentário: Alumia, de Andréa Ferraz e Carol Virgolino – Brasil
  • Menção Honrosa Documentário: Detrás Del Muro, de Eleonora Menutti – Argentina e Na Trilha do bonde, de Virgínia Flores -Brasil
Eleição do público – Voto popular
  • Melhor Longa Ficção: Curitiba Zero Grau, de Eloi Pires Ferreira – Brasil
  • Melhor Longa Documentário: Malditos Cartunistas – Daniel Garcia e Daniel Paiva – Brasil
Videosul
  • Melhor Curta Ficção: Hidden Soldier, de Alejandro Suárez – Espanha
  • Melhor Curta Documentário: Padre Motard, de Neni Glock – Portugal

Veja catálogo e o programa completo do evento:

Outras informações:

Cinesul premia filmes do Brasil, Argentina e coproduções Cuba/Brasil e Espanha/Itália

[Curitiba Zero Grau foi o vencedor na Eleição do público - Voto popular na cateogoria de Melhor Longa Ficção]

Jornal do Brasil | Cultura |27/06 às 16h11

O troféu Cinesul foi oferecido, na noite de ontem, a produções do Brasil, da Argentina e coproduções Cuba/Brasil e Espanha/Itália. A obra De mayor quiero ser soldado, realização conjunta da Espanha e da Itália, recebeu o prêmio de Melhor Longa de Ficção, enquanto o argentino Claudia ganhou a láurea de Melhor Documentário. Nos 13 dias do 18º Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo foram exibidos mais de 230 filmes, sendo em competição 19 longas e 56 curtas e médias-metragens, e os demais chegaramàs telas em mostras paralelas. Saiba mais

Festival encerra sua 18ª edição premiando a diversidade

[Curitiba Zero Grau foi o vencedor na Eleição do público - Voto popular na cateogoria de Melhor Longa Ficção]

Página do Cinema | 27-06-2011 | Cinesul 2011

Cena de “De Mayor Quiero ser Soldado”, eleito Melhor Filme de Ficção/DivulgaçãoA 18ª edição do Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo chegou ao fim ontem à noite, em cerimônia no Centro Cultural Correios. Produções do Brasil, Argentina e coproduções Cuba/Brasil e Espanha/Itália foram premiadas pelo júri oficial com o troféu Cinesul, confeccionado pela artista plástica Cristina Cabus. Durante os 13 dias do festival, foram exibidos 230 filmes, sendo 19 longas e 56 curtas e médias-metragens. Saiba mais

Blog do Filme Curitiba Zero Grau

Blog de notícias, traillers, clipping eletrônico e artigos de imprensa sobre o Filme Curitba Zero Grau.

A trajetória do Filme Curitiba Zero Grau

Blog com notícias, trailers, clipping eletrônico e artigos de imprensa sobre o Filme Curitiba Zero Grau.

Marcos Cordiolli é produtor associado e produtor executivo do Curitiba Zero Grau.

Conheça os filmes que estão competindo com o Curitiba Zero Grau no Cinesul 2011

CineSul 2011 – Mostra Competitiva – Longa Metragem – Ficção

ABALLAY, EL HOMBRE SIN MIEDO

Aballay era um gaúcho ressentido, ladrão, assassino; mas uma imagem faz com que uma pessoa repense toda a sua vida. Depois de matar brutalmente um homem, o olhar aterrorizado do filho de sua vítima lhe dá a consciência de sua selvageria e falta de humanidade, enchendo-o de confusão e horror por si mesmo. O olhar daquele menino não o abandona, e ele sabe que em qualquer momento sairá para procurá-lo… E vai achá-lo.

Aballay era un gaucho resentido, ladrón, asesino; pero una imagen hace que una persona se replantee toda su vida. Luego de matar brutalmente a un hombre, la mirada aterrorizada del hijo de su víctima le da conciencia de su salvajismo y falta de humanidad, llenándolo de confusión y horror por sí mismo. La mirada de aquel niño no lo abandona, y él sabe que en cualquier momento saldrá a buscarlo… Y lo va a encontrar. Saiba mais

Catálogo do Cinesul2001

O CineSul 2011 – Festival Latino-Americando de Cinema e Vídeo publicou o catálogo e o programa completo do evento.

O catálogo contém a sinopese de todos os filmes programados para o evento.

O programa contém a grade de exibição de todos os filmes exibidos no evento.

O Curitiba Zero Grau representa o Brasil na mostra competitiva de longa-mentragem.

Exibições do Curitiba Zero Grau no Cinesul

  • Exibição 1
    • 21/06 – 14hs – no CCBB – Rua Primeiro de Miaio 66, Centro Rio de Janeiro
  • Exibição 2
    • 21/06 – 19hs – Centro Cultural dos Correios – Rua Visconde de Itaboraí 20, Centro

Outras informações:

O Curitiba Zero Grau representa o Brasil no Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema

Curitiba Zero Grau | Cinesul 2011

O Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo reúne  230 produções inéditas no Brasil e de 15 países diferentes. As produções foram finalizadas entre 2009 e 2011 e vêm de vários países como Argentina, México, Cuba, além de coproduções de Canadá/Venezuela; Espanha/Itália, entre outros. O Cinesul ocorre no Rio de Janeiro entre os dias 14 e 26 de junho de 2011.

O Curitiba Zero Grau representa o Brasil na Mostra Competitiva de Longas Metragens do Cinesul 2011. O Brasil ainda é co-produtor com a Costa Rica do “El Último Comandante” de Isabel Martínez e Vicente Ferraz. Duas outras co-produções participam do Cinesul 2011: uma da Espanha/Itália e outra da Venezuela/USA. Ainda integram a mostra filmes da Argentina (com dois representantes), Espanha, Cuba e México.

Veja a relação completa dos filmes que participarão da Competitiva de Longas Metragens do Cinesul 2011.

  • De mayor quiero ser soldado, de Christian Molina- Espanha/Itália
  • El Último Comandante, de Isabel Martínez e Vicente Ferraz – Costa Rica/ Brasil
  • Aballay, el hombre sin miedo, de Fernando Spiner – Argentina
  • Naufrágio, de Pedro Aguilera- Espanha
  • Curitiba Zero Grau, de Eloi Pires Ferreira – Brasil
  • Lisanka, de Daniel Díaz Torres – Cuba
  • Pompeya, de Tamae  Garateguy  – Argentina
  • Los Papeles de Aspern, de Mariana Hellmund – Venezuela/USA
  • Vaho, de Alejandro Gerber Bicecci- México

Acompanhe O Curitiba Zero Grau no Cinesul 2011:

A História do Cinesul: conheça o Festival em que o filme Curitiba Zero Grau representa o Brasil

Imprensa – Curitiba Zero Grau
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Revista Beta, o cinema online | June 3, 2011|  Blog
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Por: Júlia Motta

Conheça o Festival em que o filme Curitiba Zero Grau representa o Brasil

O Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo – foi criado, em 1994, no Rio de Janeiro como uma mostra de cinema e vídeo dos países do Mercosul, a partir de iniciativa do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, tendo ampliado seu alcance já em sua terceira edição. Ao longo desses anos, cresceu e se estabeleceu definitivamente como uma vitrine da produção cinematográfica latino-americana. Desde a edição de 2006 passou a aceitar nas mostras competitivas trabalhos da Península Ibérica e, desde o ano 2008, filmes em todos os suportes.

Em 2010 foram exibidos cerca de 250 filmes de cinematografias de países como Brasil, Argentina, México, Espanha, Venezuela, Guatemala, Chile, Peru, entre outros. Desses, 19 longas e 54 curtas e médias-metragens participaram da competitiva e os demais chegaram às telas em mostras paralelas como “Palcos e Telas”, “Cinesul Ambiental”, “Arte Cinesul”, “Romance Latino”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental”, “Futebol Latino”, “Panorama Latino” e “TVs Universitárias”. Além dos filmes, o festival prestou homenagem à cineasta brasileira Lúcia Murat e ao Estúdio Cinédia, pelos seus 80 anos, e realizou o seminário “Cinema e História”.

Em 2010, 977 filmes foram inscritos para participar do festival. Do Brasil vieram mais da metade das produções, seguido da Espanha, Argentina e Venezuela. Países como França, Inglaterra e Canadá também inscreveram obras que versavam sobre algum tema ligado à latinidade. O Cinesul é fruto do trabalho da Pulsar Artes e Produção, empresa fundada pela pesquisadora e professora Ângela José do Nascimento, e agora dirigida pelo produtor e pesquisador Leonardo Gavina.

Publicação Original: Revista Beta

Cinesul terá 23 filmes brasileiros na competitiva de 2011

Imprensa – Curitiba Zero Grau
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Revista Beta, o cinema online | June 3, 2011|  Blog
Imagem do autor
Por: Júlia Motta

Um panorama da recente cinematografia dos países latinos e ibero-americanos chega às telas cariocas entre 14 e 26 de junho no 18º Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo. Serão 230 produções de vários países, sendo 74 participantes nas categorias competitivas de ficção e de documentário, divididas em 18 longas e 56 curtas e médias-metragens.  Desses, 10 por cento são filmes brasileiros que concorrem na competitiva, além de quatro coproduções com Costa Rica, Cuba, Portugal e Bolívia.  Nas competitivas estão também 11 filmes espanhóis, sete argentinos, sete mexicanos, quatro cubanos, três venezuelanos, dois portugueses, dois chilenos, dois colombianos e um costa-riquenho, um uruguaio e um peruano, além de cinco coproduções.  Com entrada franca, o festival acontece no Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM, Centro de Visitantes do Jardim Botânico e Ponto Cine. Haverá ainda exibição de filmes em estações do Metrô. O patrocínio é do Banco do Brasil e dos Correios.

Entre os longas brasileiros que participam da competitiva estão “Curitiba Zero Grau”, de Eloi Pires Ferreira, em ficção;  “Malditos Cartunistas”, de Daniel Paiva e Daniel Garcia e “Os representantes”, de Felipe Lacerda em documentário.  Na categoria curta e média-metragem de ficção concorrem  nove filmes e na de documentário estão 11 produções nacionais. Outras produções nacionais serão  exibidas nas mostras paralelas como  “Palcos e Telas”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental” e “ Cinesul Fantástico”, uma das novidades desse ano que trará produções que vão da ficção científica aos cine horror. Saiba mais

Revista de Cinema: “Curitiba Zero Grau” representa o Brasil no Cinesul 2011

Cinesul divulga filmes selecionados para mostras competitivas
Revista de Cinema Online em 02/06/2011

O 18º Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, que ocorre entre 14 e 26 de junho, no Rio de Janeiro, divulgou a lista de filmes selecionados para as mostras competitivas de longas de ficção, documentário e de curtas e médias de ficção. São 74 filmes. No total, contando as mostras paralelas, serão 230 filmes.

Os filmes selecionados:

Competitiva longas ficção

  • De mayor quiero ser soldado, de Christian Molina- Espanha/Itália
  • El Último Comandante, de Isabel Martínez e Vicente Ferraz – Costa Rica/ Brasil
  • Aballay, el hombre sin miedo, de Fernando Spiner – Argentina
  • Naufrágio, de Pedro Aguilera- Espanha
  • Curitiba Zero Grau, de Eloi Pires Ferreira – Brasil
  • Lisanka, de Daniel Díaz Torres – Cuba
  • Pompeya, de Tamae  Garateguy  – Argentina
  • Los Papeles de Aspern, de Mariana Hellmund – Venezuela/USA
  • Vaho, de Alejandro Gerber Bicecci- México Saiba mais

Curitiba do Frio, por Aroldo Murá

Coluna do Aroldo Murá | Jornal Indústria & Comércio | 13/jun/2011 19:22

CURITIBA DO FRIO REVELA OS DRAMAS DE “ZERO GRAU”

Elói Pires Ferreira pode ser classificado de “curitibano típico” e de nova geração de grandes diretores que o cinema paranaense vai entregando ao país. Dono de recatada expressão verbal, meticuloso, obcecado por seus alvos, ele é também o cineasta que classifico como “de olho grudado na dimensão interior do ser humano”. Admito que esta é uma definição muito minha. Mas cai, na medida, no tipo psicológico que o diretor revela ter; e explica as preocupações que norteiam seu trabalho até agora. E com essas características, vai ele construindo uma obra de qualidade.

CURITIBA DO FRIO – 2

Tivemos o “Rio 40 Graus”, de Pereira dos Santos, um mergulho na fauna humana da dita “Cidade Maravilhosa” tangenciada pelo termômetro lá nas alturas. Amores, desamores, dramas e comédias perpassam o filme que marcou época e estabeleceu uma divisória no feérico tropicalismo brasileiro. Com “Curitiba Zero Grau” Elói Pires Ferreira chega no nosso ponto ômega, o frio, o fenômeno climático de que, se nos orgulhamos dele em certos momentos, é também escapatória e desculpa para nossas contradições, para o ensimesmar-se que aparentemente gera apenas egoístas e autocentrados. Pura aparência, mostrará o cineasta. O filme de Elói está com mais dois nacionais no Cinesul, o Festival Iberoamericano de Cinema e Vídeo do Rio de Janeiro, que começa hoje e vai até dia 25. São 230 filmes a serem exibidos em diversos locais.

“O SAL DA TERRA”

Recomendo a fita “O Sal da Terra”, de 2008, com que Elói conquistou justo reconhecimento. Ganhou premios como o “Margarida de Prata da CNBB”, 2009 e o “II European Spiritual Film Festival”, como o melhor filme de 2009, em Paris. O filme pode ser encontrado em locadoras. Trata dos encontros e desencontros de um padre na sua faina de participar e dar respostas aos dramas cotidianos de seus “paroquianos”, caminhoneiros, e os que gravitam à beira das rodovias.

Histórias de Elói Pires Ferreira na Coluna do Aroldo Murá G. Haygert

Imprensa – Eloi Pires Ferreira – Curitiba Zero Grau – O Sal da Terra
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JC News. Jornal Indústria & Comérico | Coluna do Aroldo Murá |quarta-feira 09/mar/2011 18:54

JUSTIÇA/CINEMA

Eloi Pires Ferreira: histórias
Eloi Pires Ferreira, diretor do filme “Curitiba zero grau”, que deve fazer boa carreira na tela grande, pede-me que registre – “por justiça” – os nomes dos produtores da fita, sua equipe essencial: Tilico Sirino, Salete Machado, Marcos Cordiolli e J.Olímpio.

Fez-se justiça, Eloi.

CINEMA – 2

Eloi pode um dia escrever um livro sobre a história do cinema paranaense, que começou em 1907, com Aníbal Requião.

Aramis Millarch: cinema

Formado jornalista, ele já foi convidado a levantar material sobre os primórdios de nosso cinema, assunto de que se ocuparam nomes como Aramis Millarch, Valêncio Xavier e Francisco Alves do Santos (por anos, dirigiu a Cinemateca de Curitiba e tem um dicionário do cinema paranaense).

Enquanto se concentra na fita “Curitiba, zero grau”, a ser lançada no segundo semestre, Eloi não deixa de expor a tradição cinematográfica curitibana.

Recorda que Artur Roger, um empresário aficcionado na arte cinematográfica, tentou, nos anos 1920, fazer da cidade uma mini-Hollywood.

Publicação Original: JCNews

‘Curitiba Zero Grau’ conquista público cubano

Por Kethleen Simony | da Gazeta do Paraná | 21/12/2010.

Na Mostra Panorama Latino-Americano, duas exibições programadas não foram suficientes para o público, que viu o filme produzido outras três vezes.

Leia matéria completa.

Curitiba Zero Grau é bem recebido em Havana

Imprensa – Curitiba Zero Grau
Gazeta do Povo. Caderno G. Publicado em 14/12/2010 .Cinema

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Curitiba Zero Grau (2010), segundo longa-metragem do diretor curitibano Elói Pires Ferreira (O Sal da Terra, de 2008), ainda inédito no circuito comercial, foi recebido calorosamente pelo público cubano durante a Mostra Panorama Latino-Americano, do Festival de Cinema de Ha­­vana, realizado de 2 a 12 de de­­zembro.

A produtora Salete Sirino conta que os cinemas com capacidade de cerca de mil lugares estavam lotados, e o filme, que a princípio seria exibido duas vezes, foi exibido cinco vezes. “Em Cuba, a cultura de cinema é fortíssima e ela foi construída a partir da educação, as pessoas de diversos segmentos profissionais são cinéfilos, sua formação cultural é construída a partir do hábito de assistir filmes e debater sobre eles desde pequenos”, conta a produtora.

Publicação Original: Gazeta do Povo.

CuritibaCultura entrevista o cineasta Eloi Pires Ferreira

Imprensa – Eloi Pires Ferreira – Curitiba Zero Grau – O Sal da Terra
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Blog Curitiba Cultura | Enviado por diogo, seg, 04/10/2010 – 17:15
Entrevista com o cineasta Eloi Pires Ferreira

Exatamente no momento que eu posto essa entrevista (17h15),estréia no Festival do Rio o filme Curitiba Zero Grau. O longa-metragem dirigido por Eloi Pires Ferreira foi o vencedor do Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo do Paraná – 2008, e conclui sua tarefa de chegar as telas no dia de hoje. Para saber mais sobre o filme, festival e referências, fomos até a casa de Eloi para realizar a entrevista que segue abaixo:

CuritibaCultura: O grande motivo desta entrevista é a estréia do filme Curitiba Zero Grau no Festival do Rio. Eu gostaria que vc falasse sobre o Festival – a importância dele – e sobre essa categoria em que o filme foi classificado.

Eloi Pires Ferreira: Esse no momento é um dos festivais mais importantes do país e, talvez seja no momento, o mais badalado. De maior prestígio no que se refere a mercado, pra quem tá lançando filme, acabou de concluir filme, ou está preparando a distribuição: é uma ótima vitrine pra esse tipo de coisa. Então ele é um festival bem importante, é internacional, vem gente do mundo inteiro participar, assistir, ver o que está rolando aqui. A maior parte dos filmes que estão participando do festival são filmes estrangeiros. Dos filmes brasileiros – eu não sei quantos tem exatamente, nossa produção está bem grande – tem curtas, na categoria de longas tem ficção e documentário e tem a mostra competitiva – que é a mostra principal. Têm também a mostra retrospectiva, que aborda algum autor e tal, e tem essa mostra que se chama Novos Rumos. E na categoria ficção dos filmes dessa mostra (Novos Rumos) tem três filmes só: um de São Paulo, outro do Rio e o nosso. Saiba mais

Fotos do Lançamento do Curitiba Zero Grau no Cine Odeon, no Rio de Janeiro

Flicker – Curitiba Zero Grau

Veja as fotos do lançamento do Filme Curitiba Zero Grau, no Cine Odeon, no Rio de Janeiro. O lançamento do filme ocorreu na mostra Novos Rumos do Festival de Cinema do Rio de Janeiro em 2010. Basta clicar na ícone do flickr

“Curitiba Zero Grau” fala dos encontros e desencontros da vida

Blog – Curitiba Zero Grau

A equipe do longa se preparando para a gravação de mais uma semana
Encontros e desencontros. Como atitudes pequenas podem afetar direta ou indiretamente o destino de alguém que não conhecemos? Foi o que Altenir Silva, Erico Beduschi e Eloi Pires Ferreira pensaram ao escrever o roteiro do longa “Curitiba Zero Grau”.
A trama conta a história de quatro personagens que se dividem no protagonismo: um comerciante de carros; um motoboy; um motorista de ônibus e um coletor de lixos recicláveis.
Segundo Eloi, roteirista e diretor do longa, “Curitiba Zero Grau” não tem esse nome por acaso. O frio da cidade há muito é comparado ao comportamento do curitibano e essa fama está sutilmente tratada, já que o filme se passa durante uma semana muito gelada na capital paranaense.
De acordo com o diretor, todas as cenas foram filmadas em Curitiba e tiveram início no dia 19 de maio. O término das gravações estava previsto para o dia 29 de junho, mas alguns imprevistos e a busca por melhores imagens atrasaram o andamento das filmagens, que ainda estão em processo de finalização. “Fazer cinema é um trabalho sem fim. Não no sentido da dificuldade, mas na direção do nunca estar terminado. Quantas vezes já tivemos a sensação – depois de finalizado um filme – de que ele poderia conter mais e mais elementos, mais dramaturgia, mais intensidade, mais, mais e mais. Isso é muito comum e é o que estamos buscando” conta Eloi Pires.
A equipe técnica é composta por 40 pessoas e no elenco, entre atores e figurantes, mais de 60 pessoas participam. Destaque especial para o personagem Ramos, interpretado por Jackson Antunes – o Leo­nardo da novela A Favorita, exibida na Rede Globo no ano passado.
O longa é fruto do Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo, que destina R$ 180 mil a três telefilmes e R$ 1 milhão a um longa-metragem. Eloi e sua equipe levaram para casa a terceira edição deste prêmio, realizado em 2008. Além disso, “Curitiba Zero Grau”, é uma parceria entre a Tigrefilmes e a Labo Comunicação.
O filme terá cerca de 90 minutos, sua estréia está prevista para o início de 2010 e será exibido no circuito de festivais e de cinema comercial. Também será exibido em TV aberta e paga, além de distribuído em DVD e locadoras de filme, no Brasil e no exterior. O longa é um empreendimento de produtores experientes e conta com técnicos e atores de renome nacional. De acordo com Eloi Pires Ferreira, “Curitiba Zero Grau” está sendo cuidadosamente construído e promete surpreender o público. “Para que não falte o ânimo, o fôlego e a lucidez vamos invocando as melhores energias interiores, vamos sacando o melhor da nossa vontade para compor um trabalho que, depois de pronto, não será mais apenas nosso. Se tudo correr bem, como desejamos, será mais uma obra da cinematografia brasileira gestada e feita no Paraná”, finaliza o diretor entusiasmado.
Por: Patrícia Sheisi
Edição: Tabata Viapiana
Fotos: Acervo da produção do filme
Publicação Original – blog Cineacademia

Cineastas Paranaenses: desconhecidos, mas premiados!

Imprensa – Eloi Pires Ferreira – Curitiba Zero Grau – O Sal da Terra
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Blog CineAcademia | sábado, 12 de setembro de 2009

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Embora a história do cinema paranaense não seja de tanto sucesso, alguns curtas, diretores e artistas do estado já receberam premiações.

Dentre os de maior destaque está José Maria Santos, primeiro ator paranaense a receber uma premiação do cinema nacional com reconhecimento pela atuação como Dr. Aurélio no filme “Aleluia Gretchen”, de Silvio Back. Zé Maria, como é conhecido, recebeu o prêmio Kikito, como melhor ator coadjuvante, sendo este apenas um de seus tantos outros prêmios.

Filmes reconhecidos

Já para os anos mais recentes os representantes do estado receberam honrarias com mais freqüência. Em 2002, o média-metragem “O fim do ciúme”, de Edson Bueno e Luciano Coelho, foi premiado na categoria 16 mm do Festival de Cinema de Gramado. Edson Bueno teve, em 2000, seu primeiro roteiro cinematográfico “Paisagem de Meninos” agraciado com o prêmio nacional do Ministério da Cultura.
No Festival Santista de Curtas-Metragens de 2008, o curta “Satori Uso”, de Rodrigo Grota e Rodrigo Lopes, recebeu o prêmio de Melhor Roteiro. No mesmo evento, Diko Florentino recebeu o prêmio na categoria Melhor Montagem, pelo curta “Convergências”.
E não para por aí. Na 3ª edição do Festival do Paraná de Cinema Latino, realizado entre os dias 06 e 12 de outubro de 2008, no Museu Oscar Niemeyer, o longa-metragem ‘Mistéryos’, de Beto Carminatti e Pedro Merege, foi considerado como o de melhor direção.
Até mesmo em produções de cunho religioso o estado se destacou e recebeu prêmios. Neste ano, o longa-metragem “O Sal da Terra”, de Eloi Pires Ferreira, recebeu o Margarida de Prata da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e o troféu de melhor longa de ficção do 2º European Spiritual Film Festival, evento Francês.
Aos poucos, o cinema paranaense vai conquistando prêmios e prestígio. Mas, ainda há muito caminho para trilhar!

Texto: Thainá Laureano
Edição: Giovana Gulin
Publicação Original: Blog Cine Academia

Um dia nas filmagens de Curitiba Zero Grau

Notícia – Imprensa
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O Jonal Gazeta do Povo, no Caderno G, de Domingo, 16/08/2009, pubilcou a matéria “Um dia nas filmagens de Curitiba Zero Grau”

Um dia nas filmagens de Curitiba Zero Grau

Publicado em 16/08/2009 | Cristiano Castilho

A vendinha que Jorge Luiz Skora mantém há 22 anos no bairro Santa Cândida virou atração semana retrasada. Carros eram parados, cachorros foram impedidos de seguirem seu caminho e frequentadores do Tia Marta – o negócio dos Skora – degustavam cerveja nas calçadas e não nos bancos que se alinhavam rente ao balcão. Sem contar os pedidos de fotos e autógrafos ao ator Jack­son Antunes – todos atendidos, diga-se.

O que acontecia era a gravação de Curitiba Zero Grau, filme do curitibano Eloi Pires Ferreira – também diretor de O Sal da Terra (2008). Eloi e sua equipe venceram a terceira edição Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo, que destina R$ 180 mil a três telefilmes e R$ 1 milhão a um longa-metragem – em 2007 o vencedor foi Corpos Celestes (de Marcos Jorge e Fernando Severo) e ano passado Mysterios (Beto Carminatti e Pedro Merege).

Matéria na imprensa – Curitiba Zero Grau

Imprensa – Cinema
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Matéria veiculada na Band sobre a produção do filme Curitiba Zero Grau. Programa BandCidade com Gisele Hishida.


Eloi tem lama no sapato, por José Carlos Fernandes

Imprensa – Eloi Pires Ferreira – Curitiba Zero Grau – O Sal da Terra
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Gazeta do Povo | Colunistas. Publicado em 27/03/2009 | jcfernandes@gazetadopovo.com.br

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José Carlos Fernandes

 / Foto: Divulgação - Arte: Felipe Lima Foto: Divulgação – Arte: Felipe Lima

Eloi tem lama no sapato

Quando criança, Semana Santa para mim era sinônimo de Procissão do Senhor Morto. Ai, que saudade me dá – lá se dava o encontro do Filho Sofredor com a Virgem Dolorosa. E se ouvia o canto da Verônica, de dar dó com seu latim tão maltratado quanto o Sudário que desenleava do alto de uma cadeira. Cá entre nós, à revelia dos efeitos especiais paroquianos, a cena valia por uns três dias seguidos de Sessão da Tarde ou por um domingo devarde no Lago Azul – o do Umbará, claro.

Mas o melhor mesmo era a cerimônia das três da tarde na Sexta-Feira da Paixão. Na leitura do Evangelho se ouvia um sacerdote sorumbático, quase a soletrar: “Eloi, Eloi, lama sabactani” – ou “meu Deus, por que me abandonaste?” Não tinha pio nem folhetinhos ao vento. Só os estalos das telhas de Eternit pelando. Toc-trec – “eis o lenho da cruz”. Já nos bastidores, a gurizada se partia de rir com uma tradução apócrifa do aramaico –“Elói, Elói, tem lama no sapato.” Era uma versão brotada do espírito de porco que rondava os paralelepípedos da Água Verde. Fazia-se pouco dos rigores da excomunhão. Ah, pecadores! Saiba mais

Eloi Pires Ferreira: “Não existe cinema fácil, independente da localização”

Imprensa – Eloi Pires Ferreira – Curitiba Zero Grau – O Sal da Terra

Por Jornalismo Cesumar em 03/11/2008

Cineasta avalia panorama cinematográfico paranaense e contextualiza inserção de filmes do Estado na produção nacional

Tathianne Chiquette
Foi em um estágio na Cinemateca de Curitiba, durante a graduação em jornalismo, que Eloi Pires Ferreira, 53, começara a trabalhar com cinema. Em 1990, produziu seu primeiro curta-metragem intitulado  “Vamos Junto Comer Defunto”. Na época, em virtude da ausência de leis de incentivo à sétima arte, o cineasta gastou todo dinheiro que economizara para comprar um apartamento na finalização do curta. Em 1997, produziu o curta-metragem “Valdir & Rute” e, em 2001, o curta “Polaco da Nhanha”. O último trabalho do cineasta, o longa-metragem  “O Sal da Terra” foi exibido  este ano no V Festival de Cinema de Maringá e, recentemente, nas salas de cinema da cidade.

Em entrevista via e-mail ao jornal Matéria Prima, o cineasta abordou a inserção nacional da produção cinematográfica paranaense. Com uma bagagem de 25 anos dedicados ao cinema, Ferreira contextualizou as respostas com experiências cinematográficas e observações pessoais.

O Paraná não faz parte do tradicional circuito cinematográfico nacional, com destaques para os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Como é produzir filmes em um Estado à margem do mercado cinematográfico nacional?
Desde que a atividade cinematográfica foi introduzida no Brasil, há mais de cem anos, os principais centros produtores de cinema do país foram Rio de Janeiro e São Paulo, até porque essas duas cidades, além de concentrarem as maiores populações, sempre foram a grande referência não só na cultura, mas em todas as outras áreas.  Isso, porém, nunca impediu que – também desde os primórdios – houvesse manifestação criativa cinematográfica em outros Estados (com os chamados ciclos), como Pernambuco, Bahia, Minas, Rio Grande do Sul etc. E nesse contexto ancestral de descentralização, o Paraná marcou presença em vários momentos. É lógico que o eixo Rio/S. Paulo, por razões óbvias, continua detendo a hegemonia e deve continuar assim ainda por muito tempo. Mas o cinema, dito fora do eixo cresceu muito em expressão e o Paraná – mesmo com sua tradicional timidez (principalmente política) e seu histórico de altos e baixos – sempre contribuiu e, agora mais do que nunca, contribui de forma muito significativa para com esse avanço da cinematografia nacional.  Nos últimos três anos, além de uma infinidade de curtas, saíram e estão saindo do forno quase dez longas de ficção pra cinema (em película) e o mesmo tanto de longas documentários telefilmes (no suporte digital). Quanto à dificuldade de se produzir à margem, não existe cinema fácil, independentemente da localização geográfica. Saiba mais

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