Flexibilidade e incertezas nas carreiras do futuro

O novo profissional, responsável por gerir sua vida profissional, tem que estar preparado para mudanças abruptas

Reportagens
Por Enio Rodrigo. 15/06/2011. Pré-Univesp, Revista Digital de Apoio ao Estudante Pré-Universitário
Flexibilidade e incertezas nas carreiras do futuro

Para uma parte daqueles que estão entrando no mercado de trabalho, o futuro é agora. Uma modificação importante no modo como as empresas pensam começou a tomar contorno em meados da década de 1990 no país e, com o aumento do acesso às tecnologias da informação e comunicação (as chamadas TICs), o mundo do trabalho passou a ficar mais flexível em formas e horários. O contraponto é que essa mesma flexibilização acabou com o modo como se pensavam as carreiras. Ao invés de planos objetivos e determinados no momento em que se saía da faculdade e se adentrava uma empresa, o trabalhador – seja ele um profissional do alto ou baixo escalão – precisa traçar seus próprios caminhos, cada vez mais sujeitos a alterações de rotas.

Historicamente, os modelos de trabalho passaram por três grandes alterações no seu modo produtivo (e diversas outras não menos importantes, mas originárias desses grandes pontos de inflexão). O primeiro foi quando os indivíduos começaram a trocar suas horas de trabalho por uma remuneração fixa, dentro de um processo organizado de produção. Assim sendo, surgiu o trabalhador como conhecemos.

A segunda grande mudança foi durante a transição da manufatura para o modo industrial de produção, ou seja, quando aquele que era responsável por todo o processo de uma determinada atividade – realizada do começo ao fim por uma pessoa – se tornou um operador de maquinário e, portanto, somente tinha controle de uma parte do processo da produção (fosse um bem de consumo ou um serviço). O modelo fordista – de linhas de produção – é a principal herança dessa segunda fase. “E mais atualmente temos uma mudança radical onde o processo fordista de organização da produção do trabalho sofre uma reestruturação bastante intensa”, explica Marcos Cordiolli, pesquisador da área de educação e qualificação profissional e consultor pedagógico na área de educação corporativa. Saiba mais

Os desafios para a inclusão digital no Brasil

Brasil está atrasado em inclusão digital. Para especialista, PNE, UCA, PNBL e ProInfo podem ajudar a reverter este quadro

Pelo acordo recente envolvendo o governo e as empresas de telecomunicação para o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), ficou acertado que as empresas vão oferecer acesso à internet banda larga, com pelo menos um megabit por segundo, pelo valor de R$ 35 por mês. A ideia é que haja uma rápida expansão do acesso à rede mundial de computadores, e, com isso, sejam criados novos programas de inclusão digital para camadas de menor renda da população. Aliado a isso, o governo está incentivando, por meio de desoneração fiscal e crédito especial, programas de compra de computadores. Nesse sentido, cabe o questionamento sobre como o Brasil está no processo de inclusão digital e como as escolas estão em termos de infraestrutura. Uma pesquisa da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou, recentemente, que as escolas brasileiras ocupam o último lugar, entre 38 países pesquisados, quanto ao número de computadores por aluno. São 6,25 estudantes por computador, o que equivale a 0,16 máquina por aluno. Além disso, 53,3% dos estudantes brasileiros não têm computador em casa. Ou seja, mais da metade dos estudantes está fora do mundo digital, salvo por visitas a lan houses e telecentros. Em entrevista à TIC Educação, o consultor pedagógico, Marcos Cordiolli, explicou a situação do Brasil em termos de inclusão digital. Segundo Cordiolli, o País ainda está atrasado na inclusão digital em função da brutal desproporção do acúmulo de renda e das políticas públicas excludentes de quinhentos anos de nossa história. Ele se diz otimista em relação à ampliação das condições de conexão e à inclusão da nossa população na webesfera com qualidade social. Falou, ainda, que o PNBL e os incentivos à compra de computadores e tablets podem ajudar a amenizar os cinco séculos de déficit social na educação. Mas enfatizou que é preciso garantir que as escolas e equipamentos culturais disponham de acesso dedicado para que a população possa produzir conteúdos audiovisuais e digitais interativos, pois, segundo Cordiolli, não basta apenas acessar os conteúdos, é preciso ter voz, se fazer presente na rede.

TIC – Como você enxerga o Brasil em termos de inclusão digital?

Marcos Cordiolli – As tecnologias digitais promoveram algumas mudanças estruturais em nosso dia-a-dia. A WEB 1.0 disponibilizou grandes volumes de informações, democratizando o acesso à comunicação e potencializando a produção de conhecimento. E a WEB 2.0 forneceu instrumentos para que as pessoas disponibilizassem conhecimentos, opiniões e outros conteúdos via blogs, ferramentas wikis e  redes sociais, criando o que denominamos popularmente de Webesfera.

Porém, alguns fatores estão relacionados. O Acesso à webesfera e os recursos das vias digitais dependem de: acesso a equipamentos pessoais como computadores e telefones celulares; acesso à conexão por cabo ou ondas; acesso a softwares para operação dos computadores e conexões; acesso a recursos que permitam produzir conteúdos e disponibilizá-los na Internet; disponibilização de conteúdos digitais de interesse social e cultural; e qualificação da população para acessar com qualidade os recursos da Webesfera.

O acesso a equipamentos pessoais tem avançado rapidamente no Brasil. O aumento da renda possibilitou que segmentos maiores da população pudessem comprar equipamentos. O comércio de equipamentos usados também está em alta (um computador novo, que custa em torno de R$ 1.200, é revendido em boas condições de uso, em média, 18 meses depois, por valores próximos a R$ 300,00). O governo implantou dois programas importantes: a redução de tributos sobre produtos fabricados no país para Tablets (a joia dos desejos atuais); e o MEC desenvolve com sucesso o programa UCA (um computador por aluno) que, se implantado, irá promover condições de acesso sem precedentes. O Congresso Nacional tem discutido uma forma de estimular a implantação de lan houses em áreas de baixa renda. É importante que o governo continue apoiando e ampliando a oferta de equipamentos para a população em escolas, equipamentos culturais, associações comunitárias etc. Saiba mais

Do livro as mídias sociais, por Brisa Teixeira

Leia a Matéria “Do livro as mídias sociais – professores e alunos: diferentes realidades dividindo o mesmo espaço na sala de aula” de Brisa Teixeira.

Publicado na Revista Educador Educar 2011, distribuída aos participantes do evento.

O Marcos Cordiolli foi entrevistado para esta matéria.

Entrevista na Gazeta do Povo: as redes sociais como ponte entre as famílias e a escola

Imprensa – Entrevista – Marcos Cordiolli


Gazeta do Povo, Vida e cidadania, Publicado em 22/05/2011 | Brisa Teixeira, especial para a Gazeta do Povo

Precisamos de pontes e não de muros

Marcos Cordiolli, mestre em Educação.

Promover a interação entre pais, estudantes e professores é uma tarefa urgente, necessária e que pode ter a tecnologia – ainda vista como “bicho-papão” por muitos educadores – como aliada. A opinião é do professor Marcos Cordiolli, mestre em educação, que acaba de lançar o livro Currículo escolar: teorias e práticas (Editora Melo).

Segundo o educador, os estudantes de hoje são pessoas hiperconectadas. Essa característica, associada ao processo da convergência das mídias, dificulta a comunicação com os professores, que se sentem estrangeiros no mundo digital. Mas Cordiolli acredita que é possível construir uma ponte, onde hoje há essa barreira, a partir da incorporação de novos recursos pedagógicos.

Divulgação / Entrevista

O professor abordou o assunto na 18.ª Educar/Educador (Feira e Congresso Internacional de Educação), encerrada neste sábado, em São Paulo, e falou também com a reportagem da Gazeta do Povo. Acompanhe os principais trechos da entrevista:

Você defende que as novas tecnologias estão aproximando professores e famílias. Como esse processo está ocorrendo?

As tecnologias da informação e comunicação dispõem de ferramentas fundamentais que podem aproximar de forma inédita os professores e os pais. Considerando as condições da escola e dos professores, os pais podem acessar as informações básicas do desenvolvimento do processo pedagógico e pode-se até promover situações em que a família possa participar ativamente das ações educativas. E a escola pode dar um passo a mais, envolvendo os pais em atividades pedagógicas, contribuindo, inclusive, para reaproximar pais e filhos em famílias com pouca interação. Por outro lado, os pais podem conhecer mais de perto as atividades escolares de seus filhos e participar mais diretamente de suas vidas. Aproximar e promover a interação entre pais e professores é uma tarefa urgente e necessária. Saiba mais

Precisamos refletir, agir e participar! Por Roberta Barreto, Presidente da Fundec (RJ)

———————-Blog – Evento de Educação – Marcos Cordiolli
Roberta Barreta, esteve no Educador / Educar 2011 e publicou um relatório sobre o evento.
|Publicado por Roberta Barreto, Presidente da Fundec (RJ) em 19 de Maio de 2011 19:35

Pensar no futuro de uma cidade é ter uma proposta inovadora, com mais tecnologia e comunicação “na educação profissionalizante”. Esta é a reflexão construída após um dia de estudos para inovações na forma de operacionalizar as ações da Fundec para a população duquecaxiense.

Temos de cuidar da ponte digital que existe, do livro às mídias sociais. A partir dessa temática, percebi que habilidades e competências, tais como empreendedorismo, trabalho em equipe, responsabilidade social, comunicação oral e autoliderança são algumas aptidões fundamentais para a construção de um trabalho que esteja profissionalizando o cidadão que formamos do século XXI.

Duas palestras, hoje, foram fundamentais para repensar o trabalho e listar os afazeres diários, com o compromisso de uma educação profissionalizante de qualidade. Marcos Cordiolli nos fez refletir sobre a interação da família com a escola e como as TICs (Tecnologias da Informação de Comunicação) podem contribuir nesse processo, ressaltando que as tecnologias devem ser atrativas, afetivas, interativas, para que apresentem resultados.

Já na palestra de Sonia Cristina Vermelho um sinal de “alerta” acendeu, com o conhecimento de que 91,6% das residências brasileiras possuem TV aberta (dados do Censo 2009), e a maior fonte de informação ainda é a TV. E qual a programação educativa a TV oferece?

Assim, vamos formando milhares de brasileiros com as banalidades apresentadas pela TV e socializadas por todos àqueles que a assistem.

Sem contar que grande parte das famílias vivem numa crise de interação, não há mais tempo para as atividades familiares e educacionais. E onde está o tempo de interação/atenção? Conversar, trocar, desenvolver… e não falamos somente do tempo para atividades de lazer, cinema, compras. É muito mais que isso!

Cuidar do jovem e fomentar o preparo profissionalizante é, sem dúvida, resgatar conceitos, valores e retomar posicionamentos, não só tecnológicos, mas também afetivos.

Presidente da FUNDEC
Roberta Barreto

Original: http://www.fundec.rj.gov.br

Um estadista é do que os paranaenses precisam

Imprensa – Política – Marcos Cordiolli


Um estadista é do que os paranaenses precisam

Durante dois meses, 47 especialistas apontaram caminhos para o próximo governador promover o desenvolvimento do estado

Gazeta do Povo - Voto Consciente - Eleições 2010 -Desafios 03/10/2010 | 00:03 | Rosana Félix

Nos últimos dois meses, a reportagem da Gazeta do Povo traçou um panorama dos principais desafios que o próximo governador terá de enfrentar para garantir o desenvolvimento do Paraná. Foram entrevistados 47 especialistas das mais diversas áreas do conhecimento e utilizados dados de 32 órgãos diferentes. Uma rápida conclusão que se pode tirar de todo esse levantamento é o seguinte: o escolhido nas urnas terá de assumir uma postura de estadista e romper com o modus operandi que im­­­perou no Executivo nas últimas três décadas.

Apesar de vivermos em um estado desenvolvido economicamente e com destaque em algumas áreas, os textos publicados na série Desafios do Paraná mostram que há muito a melhorar. A violência se transformou em uma epidemia; o atendimento médico especializado está concentrado em poucos municípios; a nota média escolar, boa em relação ao resto do país, esconde desempenhos ruins; a infraestrutura está precária e barra o crescimento econômico. Tudo isso contribui para que mais da metade dos municípios paranaenses apresente índices de desenvolvimento humano abaixo da média nacional – uma chaga a mais num estado marcado pela grande desigualdade regional.

 / Fontes

Confira os especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo para as reportagens Desafios do Paraná, publicadas nos últimos dois meses.

Álvaro Cabrini Júnior, Anderson Furlan, Ângelo Priori, Ângelo Souza, Ardisson Akel, Augusta Pelinski, Belmiro Valverde Jobim Castor, Carlos Augusto Albuquerque, Carlos Eduardo Sanches, Carlos Mello Garcias, Christian Luiz da Silva, Dálio Zippin Filho, Denis Alcides Rezende, Denis Mizne, Dennison de Oliveira, Ednéia Consolin Poli, Fabiana Scarparo Naufel, Fabio Doria Scatolin, Francisco Batista Júnior, Francisco Gomide, Gilmar Lourenço, Jandir Ferrera de Lima, Joelma de Souza Carvalho, Jorge da Silva Giulian, José Fernando Macedo, José Gomes Temporão, José Lucio Glomb, Maçazumi Furtado Niwa, Marcos Cordiolli, Marcos Verlaine, Mário Neves de Azevedo, Mário Stamm, Marlei Fernandes de Carvalho, Nelson Costa, Paulo Ceschin, Paulo de Oliveira Perna, Pedro Bodê, Rafael Filippin, Rafael Fuentes, Ricardo de Oliveira, Rodrigo Pironti Aguirre de Castro, Romualdo Portela, Ronald Dauscha, Rosângela Pontili, Teresa Urban , Vladimir Passos de Freitas e Wolney Betiol. Saiba mais

O filme, o Festival e o cinema regionalizado

Por J. Olímpio

Produtor Executivo e Produtor Associado do Curitiba Zero Grau

Blog do J. Olímpio | 04/09/2010
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Todo mundo sabe: existem áreas de difícil acesso, em todas as atividades humanas. E o cinema do Brasil não é excessão. Os pólos preferenciais da produção nacional – Rio de Janeiro e São Paulo – se impõem nos festivais através da superioridade numérica de sua produção.

Estamos com um longa-metragem paranaense novo, pronto pra “sair do forno”, e alcançamos um desses ambientes duramente disputados: a Mostra Novos Rumos, que integra o Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro (23 de setembro a 7 de outubro).

E, só o simples fato de conseguirmos entrar lá já nos deu uma visibilidade enorme na mídia; algo que nunca obtivemos em outras oportunidades. O que foi decisivo: a chancela do FestRio, hoje a vitrine mais cotada do cinema feito no Brasil.

Produzido pela Tigre Filmes e dirigido por Eloi Pires Ferreira, o filme CURITIBA ZERO GRAU é uma crônica urbana que, ao focalizar as relações de sobrevivência na metrópole – personalizadas por quatro protagonistas de diferentes classes sociais -  acaba fazendo um paralelo com a relação entre os povos ricos e pobres, desenvolvidos e subcotados do planeta. Tudo isso sob a dinâmica do trânsito.

Num roteiro escrito a seis mãos, por Erico Beduschi, Altenir Silva e o próprio diretor Eloi, um vendedor de automóveis, um motorista de ônibus, um motoboy e um catador de lixo reciclável, conduzem uma história que se passa na semana mais fria de um inverno curitibano. Uma espécie de contraponto ao clássico Rio 40 Graus (Nelson Pereira dos Santos, 1955), com as particularidades que diferenciam e igualam a vida nas duas cidades.

Boa sorte pra nós todos, que acreditamos no valor das ideias que se tornam em cinema, arte e cultura.

Publicação Original: Blog do J. Olímpio

Procura-se um líder

——————————–Imprensa – Entrevista – Política – Marcos Cordiolli

Procura-se um líder

Próximo governador precisa unir forças para que o Paraná ocupe um papel mais relevante no cenário nacional, com direito a mais verbas e postos de comando

Gazeta do Povo, Voto Consciente - Eleições 2010, Curitiba, 01/08/2010 | 00:20 | Rosana Félix

“Na política, a liberação de verbas depende muito do prestígio, força e presença do estado no Congresso.” Marcos Verlaine, analista político

O prestígio e a influência do próximo governador serão determinantes para que o Paraná deixe de ser uma espécie de “patinho feio” da União e conquiste um papel de maior relevância no cenário nacional. O esforço exigido é grande: apesar de ter a sexta maior população e o quinto maior Produto Interno Bruto (PIB) do país, o estado não consegue obter um repasse de verbas federais equivalente nem indicar pessoas para ocupar postos-chave no Judiciário ou no Congresso. Além disso, historicamente, encontra muita dificuldade para conseguir apoio para ações específicas, como ocorreu com o fim da multa do Banestado.

A liderança é especialmente necessária para unir a bancada federal, que costuma atuar mais por princípios partidários do que regionais. Se os objetivos no Congresso forem convergentes, será mais fácil para o Paraná ampliar sua participação na divisão das verbas nacionais. A execução orçamentária da União no ano passado mostra que o estado ficou no 10.º lugar entre as 27 unidades federativas – atrás dos mais ricos, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, mas também de outros com menos relevância econômica, como Pará e Ceará.

Lições do passado – Ex-governadores falharam

Para corresponder às expectativas, o novo chefe do Executivo estadual precisará fazer muito mais do que seus antecessores. De acordo com especialistas, desde o fim da década de 80 os governadores paranaenses pouco fizeram para projetar melhor o Paraná. Antes disso – a não ser por situações esporádicas – o espaço ocupado pelo estado também era reduzido.

Segundo o historiador Marcos Cordiolli, o Paraná foi “invisível” durante boa parte do período Republicano. Na ditadura militar, dois paranaenses projetaram o estado nacionalmente ao assumir ministérios importantes: Ney Braga (Agricultura e, posteriormente, Educação) e Karlos Rischbieter (Fazenda).

Na época da redemocratização, o Paraná conseguiu ocupar um espaço mais significativo, graças ao PMDB, que era forte regional e nacionalmente. Individualmente, Cordiolli destaca a atuação de José Richa, que foi governador do Paraná pela legenda entre 1983 e 1986. Dois anos depois, quando já estava no Senado, ajudou a fundar o PSDB. “Infelizmente, Richa, que era o principal articulador do Paraná, não participou tanto do governo tucano na Presidência da República”, relembra o historiador. Em 1995, justamente quando Fernando Henrique Cardoso assumiu o poder, Richa deixou a política para se dedicar à atividade empresarial.

Recentes

Para Cordiolli, os governadores recentes do Paraná – Alvaro Dias, Jaime Lerner e Roberto Requião – falharam em tentar projetar o Paraná nacionalmente. “Embora fossem muito respeitados, tiveram uma atuação bem frágil nesse sentido.”

Na avaliação dele, o governo de Alvaro ficou muito centrado em questões “internas e paroquiais”. “O caso do Jaime Lerner é emblemático. Ele é uma referência de urbanista para o mundo, extremamente respeitável, mas em nenhum momento interferiu na definição das políticas públicas brasileiras”. A gestão de Requião também seguiu essa linha, avalia Cordiolli. “Ele fez uma política mais bairrista e combativa.”

Os dados sobre execução orçamentária ajudam a ilustrar essa questão. Em 2000, quando FHC era presidente e Jaime Lerner governador, o estado ficou em 11º lugar no ranking das transferências voluntárias da União. Situação pior do que a conquistada no ano passado, quando o Paraná foi o oitavo. (RF)

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Palestrantes dos Diálogos de Fronteira visitam a usina (Itaipu)

————————-Imprensa – Eventos Educacionais – Marcos Cordiolli
Palestrantes dos Diálogos de Fronteira visitam a usina

Marcos Antônio Gubert (da Divisão de Relações Públicas) acompanha os visitantes e explica cada detalhe de uma gigante chamada Itaipu.

Os educadores Danilo Gandin e Marcos Cordiolli, conferencistas do projeto Diálogos de Fronteira, realizado na quinta-feira à noite no Cine-Teatro dos Barrageiros, visitaram a usina nesta sexta-feira, acompanhados do assistente do diretor-geral brasileiro Paulino Motter.

    

Paulino Motter, o cicerone da visita, mostra um panorama geral da empresa: do Parque da Piracema até o coração da usina.

Gandin e Cordiolli ficaram impressionados com o gigantismo de Itaipu. Durante o passeio, além da área industrial, eles conheceram o Canal da Piracema e as instalações do Parque Tecnológico Itaipu. “Não sabia que seria presenteado com este passeio. Estou encantado em conhecer um projeto tão bem feito”, disse Gandin. Cordiolli também elogiou: “Estou impressionado com a visita. Aqui, parece que tudo tem de funcionar como um relógio”, disse.

   

No Edifício de Produção, os visitantes chegam até a Sala de Controle Central.

Além da palestra no PTI, os dois educadores também participaram de um debate, na quinta-feira à tarde, na Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, com mais de 70 diretores e coordenadores da rede pública municipal.

    

Os educadores Danilo Gandin e Marcos Cordiolli colocam a escola na polêmica do ensino.

Danilo Gandin provoca polêmica quando afirma que o ensino básico só irá melhorar quando forem exintos quatro fatores: “O conteúdo pré-estabelecido, a nota, professor falando o tempo todo e a grade curricular”. Segundo ele, “a escola tem ideias, mas não é capaz de fazer uma prática com essas ideias”.  

Paulino Motter: “De nada adianta construir uma bela faculdade sem resolver as deficiências do ensino básico. Os Diálogos de Fronteira querem justamente debater formas de melhorar o ensino básico”.

De acordo com Paulino Motter, é justamente esse o objetivo de Itaipu ao trazer especialistas em educação para os Diálogos de Fronteira: debater formas de melhorar o ensino básico. No momento em que praticamente se concretiza a Universidade de Integração Latino-Americana (Unila), é preciso, segundo Paulino, preparar um ambiente cultural propício, “discutindo temas da atualidade”. Ele ressalva que “de nada adiantar construir uma bela faculdade sem resolver as deficiências do ensino básico”.

Próximo diálogo

O projeto Diálogos de Fronteira já tem data e palestrante confirmados: será no próximo dia 16, às 19h45, com José Miguel Wisnik, professor de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo (USP), ensaísta e compositor. O tema de sua palestra será “Veneno remédio: o futebol e o Brasil – A evolução histórica do jogo da bola”, título de seu último livro.

Como fazer cinema em Curitiba

——————–Imprensa – Filme Curitiba Zero Grau

Divulgação / Jackson Antunes, vive um dos protagonistas de Curitiba Zero Grau, que entrelaça várias histórias Jackson Antunes, vive um dos protagonistas de Curitiba Zero Grau, que entrelaça várias histórias


Como fazer cinema em Curitiba

O diretor Eloi Pires Ferreira explica as dificuldades na produção de um filme fora do eixo

Gazeta do Povo, Caderno G. Audiovisual. Curitiba. Publicado em 28/02/2010 | Rodrigo Vaz, especial para a Gazeta do Povo

O cinema paranaense está em boa fase. Porém, apenas graças a equipes criativas e cooperativas, “que vestem a camisa”, como afirma o diretor Eloi Pires Ferreira. Foi o que ocorreu em O Sal da Terra, primeiro longa-metragem sob sua direção, lançado em 2008, e agora no filme Curitiba Zero Grau, projeto em fase de finalização.

Essa criatividade é definida pelo cineasta como a capacidade da equipe trabalhar com um orçamento abaixo do necessário. Segundo ele, os incentivos públicos estão defasados. Curitiba Zero Grau ganhou o Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo em 2008, financiando o projeto em R$ 1 milhão. “Para produzir um filme como esse, precisaríamos de pelo menos o dobro”, afirma.

Ferreira não diminui a importância dos incentivos, mas diz que os investidores precisam entender que cinema é uma atividade estratégica. Além de gerar emprego, resgata e consolida os elementos culturais do país, divulgando-o internacionalmente. O Sal da Terra, por exemplo, foi exibido em diversos países. Na França, ganhou o prêmio de melhor filme no Festival Europeu de Filmes Espirituais de 2009.

Além disso, o diretor aponta as dificuldades de exibição e distribuição. “A cópia de um longa-metragem pronto, em 35 mm, custa cerca de R$ 7 mil.” Segundo ele, para uma carreira razoável, são necessários pelo menos R$ 500 mil, metade do que foi gasto para produzi-lo.

Ferreira também afirma que os apoiadores devem lançar um olhar mais atento ao fato de que poucos filmes chegam ao circuito comercial. “O cinema tornou-se muito elitizado e o acesso é restrito. Precisamos é popularizá-lo, com preços e os espaços de exibição mais acessíveis, que favoreçam cada vez mais o público.”

Hedeson Alves/Gazeta do Povo

Hedeson Alves/Gazeta do Povo / Eloi Pires Ferreira Ampliar imagem

Eloi Pires Ferreira

Detalhes

Confira algumas informações sobre Curitiba Zero Grau

- O filme é o segundo longa-metragem do diretor Eloi Pires Ferreira (foto).

O primeiro foi O Sal da Terra, de 2008. Curitiba Zero Grau está em fase final de edição de som. Sem data prevista para a estreia, poderá ser exibido a partir do ano que vem.

- No elenco estão os atores Jackson Antunes, Edson Rocha, Lori Santos e Diegho Kozievitch.

- A produtora titular do filme é a Tigre Filmes, dos cascavelenses Talício Sirino e Salete Machado. Como coprodutores estão a Labo Vídeo, de Eloi Pires Ferreira e Marcos Cordiolli, e J. Olímpio.

Para maiores informações, o site do filme é www.curitibazerograu.com.br.

Com todas as dificuldades, Ferreira afirma que há um forte movimento de regionalização do cinema brasileiro, impulsionando a produção paranaense em cidades como Cascavel, Londrina e Maringá, além da capital. Prova disso foi a parceria formada em Curitiba Zero Grau, entre as produtoras Tigre Filmes, de Cascavel, a curitibana Labo Vídeo e o produtor J. Olímpio.

Estreia

O novo filme do diretor deve demorar um pouco mais para entrar em cartaz. A previsão inicial da estreia era para o dia 29 de março, aniversário de Curitiba, mas o longa só vai estrear nos cinemas a partir do segundo semestre.

A razão para o adiamento é que o filme, para concorrer em festivais, precisa ser inédito, explica o diretor. Inscrevê-lo nas principais mostras do país significa aumentar sua visibilidade. Por enquanto, os interessados podem conferir as principais informações sobre a produção no site do filme.

O filme conta a história de quatro personagens envolvidos pelo trânsito: um motoboy, um vendedor de automóveis, um motorista de ônibus e um catador de papel. Segundo Ferreira, o filme trata de relações humanas. “Fala sobre como a atitude de alguém pode influenciar na de outras pessoas”.

“A intenção é mostrar um outro Brasil, ou um Brasil que muitos não conhecem – o paranaense”, explica. À exceção do ator Jackson Antunes, toda a equipe é local. O diretor diz que Curitiba é um manancial de bons atores e técnicos, e que isto está colaborando muito para o audiovisual brasileiro.

DVD

O Sal da Terra já está disponível em DVD, à venda nas livrarias Curitiba. Segundo o diretor, houve uma procura grande pelo filme durante uma série de exibições itinerantes promovidas por um dos patrocinadores.

As sessões, que ocorriam em postos de gasolina, tinha como principal público os caminhoneiros. Ferreira lembra que eles saíam emocionados das sessões, identificados com o protagonista, um padre caminhoneiro.

Orignial: Gazeta do Povo.

Secretaria de Educação de Marechal Rondon promove semana pedagógica.

———————————Imprensa – Eventos de Educação – Marcos Cordiolli

Secretaria de Educação de Marechal Rondon promove semana pedagógica.

29/01/10 15h58 | Marechal Cândido Rondon

A Secretaria Municipal de Educação de Marechal Cândido Rondon realizará na próxima semana, de 1 a 05 de fevereiro, a 1ª Semana Pedagógica 2010.
As atividades para os professores iniciarão na segunda-feira, às 8h00, com a Oficina de Matemática ministrada pelo professor Lair Buchner, na Escola Criança Feliz.
Para o dia 02 de fevereiro estão agendadas as palestras “Projeto Político Pedagógico”, com o professor Alvori Ahlert, e “Ética e Moral”, com o professor Vasco Moretto.
No dia 03, acontecerão as palestras “Educação Inclusiva”, com a doutoranda em psicologia Maria de Fátima Minetto e “Cultura Afro-brasileira”, com o professor Marcos Cordiolli. Estas palestras serão realizadas no auditório da UNIFASS.
Na data de 04 de fevereiro, no período da manhã, os professores realizarão o planejamento bimestral e à tarde terá início o Pró-Letramento 2010, na Escola Criança Feliz.
Na sexta-feira, dia 05 de fevereiro, os professores desenvolverão atividades nas suas respectivas escolas no sentido de preparar as salas para o início do ano letivo, dia 08 de fevereiro.
Paralela à programação destinada aos professores da rede municipal, foram organizadas atividades para os educadores infantis que atuam nos Centros Municipais de Educação Infantil.
Eles farão o Planejamento Semestral no dia 1° de fevereiro, à tarde, na Escola Criança Feliz.
Neste mesmo período, haverá uma palestra de orientação com a nutricionista Josiane da Silva Thomas.
No dia 02, à tarde, no Auditório da UNIFASS, estes educadores também participarão da palestra que será ministada pelo professor Vasco Moretto, sobre “Ética e Moral”.
Para as merendeiras, o nutricionista Rafael Heinrich ministrará palestras.
No dia 02 de fevereiro, para as merendeiras dos CMEI’s; dias 03 e 04 de fevereiro para as merendeiras das escolas, sendo realizadas no CEMEP, no período matutino.
Conforme a diretora do departamento de ensino, Terezinha Weimer, a intensa programação demonstra a preocupação e o compromisso da Secretaria com os profissionais que atuam na educação, capacitando-os para atender cada vez melhor as crianças do município.
…………..Gravação.

(Paulo Nogueira/Assessoria)

Original: http://www.atlantidafm.com/atlantida/ouvir2.php?q=http://www.atlantidafm.com/atlantida/ver_noticia.php?not=20214

Professores discutem relação entre disciplinas

Gazeta do Povo – 27/10/2009 | 00:02 | Da Redação

A interdisciplinaridade é tema do 2.º Encontro Museus e Centros de Ciências em Interação com a Escola, que começou ontem, no Parque Newton Freire-Maia, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Até amanhã, serão discutidas as relações entre os espaços de educação não formal, como o parque, e o ambiente escolar. Cerca de 50 professores de Curitiba de várias disciplinas participam do evento.

Para Marcos Cordiolli, pro­­­fessor de Pedagogia da UniBrasil, o conhecimento se mostra de forma mais ampla que as disciplinas. “Assim a interdisciplinaridade pode ser uma solução de ações pedagógicas que articulam várias disciplinas para construir conhecimento para os alunos”. Cordiolli ainda destaca que o professor deve sempre estar atualizado na área do conhecimento com a qual trabalha, mas também deve dominar minimamente os conhecimentos das demais áreas.

Lúcia de Fátima Mattossi de Arruda, professora de Geo­grafia do Colégio Estadual Pro­fessora Dirce Celestino do Amaral, relata que é muito importante existir um diálogo entre as disciplinas. “É necessário ligar os saberes para torná-los mais significativos para os alunos, para que eles vejam o mundo como um todo e não como partes separadas”.

A professora de Biologia Edna Fantinelli de Carvalho, do Colégio Estadual Professor Algacyr Munhoz Maeder, comentou que as discussões levam os professores a refletir e trocar experiências.

Em 2004, a Secretaria de Estado da Educação começou o processo de discussão com os professores da rede pública nos encontros de formação continuada, a respeito da interdisciplinaridade.

Segundo Maria Eneida Fantin, coordenadora pedagógica do Departamento de Educação Básica (DEB), as disciplinas têm de ser condição para que se estabeleça a relação interdisciplinar. “Cada disciplina consegue olhar para um fenômeno de uma perspectiva muito própria, quando várias disciplinas olham para o mesmo fenômeno cada qual com sua ferramenta teórica, tem-se a interdisciplinaridade”, explica a coordenadora.

Ela ainda ressalta que não elimina as disciplinas; ao contrário, parte delas para que possa acontecer. Assim, o aluno deixa de ter uma visão fragmentada da realidade.

Original: Gazeta do Povo

Bem Paraná: Professores discutem relação entre disciplinas

A interdisciplinaridade é tema do 2.º Encontro Museus e Centros de Ciências em Interação com a Escola
Bem Paraná !  26/10/09 às 18:41  |  AEN

Até quarta-feira (28), serão discutidas as relações entre os espaços de educação não-formal, como o parque, e o ambiente escolar (foto: Seed)
A interdisciplinaridade é tema do 2.º Encontro Museus e Centros de Ciências em Interação com a Escola, que começou nesta segunda-feira (26), no Parque Newton Freire Maia, em Pinhais. Até quarta-feira (28), serão discutidas as relações entre os espaços de educação não-formal, como o parque, e o ambiente escolar. Cerca de 50 professores de Curitiba de várias disciplinas participam do evento.

Para Marcos Cordiolli, professor de Pedagogia da UniBrasil, o conhecimento, se mostra de forma mais ampla que as disciplinas. “Assim a interdisciplinaridade pode ser uma solução de ações pedagógica que articulam várias disciplinas para construir conhecimento para os alunos”. Cordiolli ainda destaca que o professor deve sempre estar atualizado na área do conhecimento com a qual trabalha, mas também deve dominar minimamente os conhecimentos das demais áreas.

Lúcia de Fátima Mattossi de Arruda, professora de Geografia do Colégio Estadual Professora Dirce Celestino do Amaral, relata que é muito importante existir um diálogo entre as disciplinas. “É necessário ligar os saberes para torná-los mais significativos para os alunos, para que eles vejam o mundo como um todo e não como partes separadas”.

A professora de Biologia Edna Fantinelli de Carvalho, do Colégio Estadual Professor Algacyr Munhoz Maeder, comentou que as discussões levam os professores a refletir e trocar experiências.

INTERDISCIPLINARIDADE – Em 2004, a Secretaria da Educação começou o processo de discussão com os professores da rede pública nos encontros de formação continuada, a respeito da interdisciplinaridade, um dos conceitos presentes nas Diretrizes Curriculares Educação Básica do Paraná.

Segundo Maria Eneida Fantin, coordenadora pedagógica do Departamento de Educação Básica (DEB), as disciplinas têm que ser condição para que se estabeleça a relação interdisciplinar. “Cada disciplina consegue olhar para um fenômeno de uma perspectiva muito própria, quando várias disciplinas olham para o mesmo fenômeno cada qual com sua ferramenta teórica, tem-se a interdisciplinaridade”, explica a coordenadora.

Ela ainda ressalta que não elimina as disciplinas, ao contrário, parte delas para que possa acontecer. Assim, o aluno deixa de ter uma visão fragmentada da realidade. “Um fenômeno climático pode ser estudado pelas disciplinas de Geografia e de Ciências. Se os professores destas áreas conseguirem fazer o aluno perceber as relações com o tema, o estudante tem uma visão mais completa”, exemplifica.

PARQUE – O Governo do Estado reabriu o Parque Newton Freire Maia, em 2004. No ano passado, a unidade recebeu 58 mil visitas, entre estudantes e comunidade. O objetivo, além de divulgar a produção da Ciência, é despertar nos visitantes o interesse por esta atividade.

O coordenador de projetos do PNFM, Anísio Lasievicz, lembra que o parque é um desenvolve um importante trabalho de apoio para o ensino. “Às vezes o professor acredita que a vinda ao parque é um passeio, mas é preciso tirar este estigma, o professor deve realizar ações antes, preparando os alunos, e depois, discutindo com eles o que foi visto no parque”, explica.

Para ele, o museu de ciências do parque tem se caracterizado como agente de complementação às aulas e também como agente motivador para os alunos. “O parque propõe uma abordagem diferente, tira-se um pouco da idéia de sala de aula, há experimentos, recurso lúdicos que dão uma visão diferente, contribuindo para a sala de aula”.

Economia Política – Como vão os investimentos?

——————————– Blogs – Produção Executiva – Marcos Cordiolli


Economia Política – Como vão os investimentos?

Segundo o cineasta Marcos Cordiolli, quando se trata de investimentos econômicos no cinema paranaense existem três tipos de financiamento: verbas públicas, verbas públicas de renúncia fiscal e o investimento privado. Cordiolli diz que o Paraná, nos últimos tempos, recebeu recursos através de verbas públicas diretas do âmbito federal para alguns curtas-metragens e para desenvolvimento de roteiro.
Os grandes prêmios geralmente são voltados para produções que recebem investimentos financeiros mais pesados. Dessa última leva de filmes nacionais, apenas um título conquistou bons prêmios, e com um edital de baixo orçamento, que foi o filme “Estômago”.
Dentro das verbas de renúncia fiscal dois longas paranaenses receberam o financiamento. São eles: “O Sal da Terra” e “Conexão Japão”. Falando de investimento privado, alguns curtas obtiveram mais recursos. Já para os longas apenas um filme recebeu recursos de investidores italianos.
Na opinião de Cordiolli, o Paraná tem condições de se tornar um pólo produtor e exportador de cinema, e vem demonstrando essa qualidade através dos produtos que vem sendo exibidos. Ele garante que o estado tem um bom cenário, atores e técnicos em know-how adequados para o trabalho cinematográfico.
Pensando no cinema como uma indústria, o Brasil já conta com alguns elementos significativos, como linha de financiamento e qualificação profissional. Porém, falta distribuição desses produtos, o que dificulta a relação com o espectador brasileiro, que ainda resiste em assistir aos filmes nacionais.
Ele ressalta também que para que o cinema, tanto paranaense, como brasileiro ganhar espaço na mídia, é necessário que haja um reconhecimento social por parte do público para formar uma identidade para o cinema nacional. “Portanto é indispensável um espaço e reconhecimento na imprensa, nas veiculadoras e no público”, comenta Marcos. Um estímulo para atrair o público poderia também partir das emissoras, através de propagandas, outdoors e flashes durante a programação.
Original: Cineacademia

Reunião no Beto Batata discute mudanças na Lei Rouanet

————————————— Blog – Produção Executiva – Marcos Cordiolli

Relato da Reunião

Transcrito do Blog do Deputado Angelo Vanhoni

angelovanhoni_betobatata_foto_gilsoncamargo_curitiba_abril2009

No último sábado (04) reuniram-se no Espaço Cultural Beto Batata, em Curitiba, cerca de 70 artistas e produtores para iniciar o debate sobre o projeto de alteração da Lei Rouanet. Foram mais de duas horas de conversas, críticas e reflexões. Definir política pública de cultura, controle social das verbas que compõem a Rouanet, regionalização dos recursos, regulamentação dos fundos municipais, estaduais e  setoriais, divulgação para conscientização dos empresários sobre os mecanismos da lei, e articulação das três esferas governamentais através do sistema nacional de cultura, foram algumas das reflexões e propostas apresentadas. Ao final da reunião, decidiu-se pela instituição de um Fórum de Discussão sobre o projeto de alteração da Lei Rouanet. O Fórum começará a funcionar após o próximo debate que acontece nesta terça feira (07) com a presença de representantes do Ministério da Cultura, às 19 horas no Teatro Fernanda Montenegro (Shopping Novo Batel) – Rua Coronel Dulcídio, 517.
Cinquenta e sete pessoas assinaram a lista de presenças, trinta e uma entidades estiveram representadas,
doze participantes pediram a palavra durante os debates e fizeram suas considerações e sugestões. Foram eles:

renatoperre_betobatata_foto_gilsoncamargo_abril2009Renato Perré – Bonequeiro – Presidente da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos – Forum de Cultura Popular.
site da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos
site do projeto Mamulengo Patrimônio
site do Teatro Filhos da Lua

paulomunhoz_betobatata_foto_gilsoncamargo_abril2009aPaulo MunhozCineasta – Associação de Video e Cinema do Paraná (AVEC)
blog da AVEC
paulo munhoz na wikipedia
site do longa metragem BRichos

“Precisamos de um SISTEMA NACIONAL DE CULTURA que seja um programa de Estado, e não de governo, ou seja, que tenha uma vida de longo prazo, não sujeito a interpéries e que oriente municípios, estados e a federação dentro de um marco de procedimentos.” - Paulo Munhoz

manoeldesouzaneto_betobatata_foto_gilsoncamargo_abril2009Manoel J. de Souza Neto – Forum Permanente de Música do Paraná.
blog do FPM
matéria sobre o acervo de Manoel Neto no site Overmundo

amarelo_betobatata_foto_gilsoncamargo_curitiba_abril2009Marco Antônio “Amarelo” Konopacki – Coletivo Soylocoporti
site da organização Soylocoporti

“Quem faz cultura é a sociedade civil. Cabe ao Estado dar condições financiando as diversas expressões e iniciativas. O Programa Mais Cultura, principalmente através da ação do Cultura Viva com os Pontos de Cultura, está demonstrando que esse é um modelo que dá certo e que é viável para a realidade brasileira. A verdadeira cultura brasileira está florescendo com esses programas. Agora nos vale perguntar: Será que devemos confiar que a iniciativa privada irá realmente fomentar o contra-hegemônico quando estas pautam o fortalecimento do hegemônico?” – Marco Antônio Konopacki

isidorodiniz_betobatata_foto_gilsoncamargo_curitiba_abril2009aIsidoro Diniz – Produtor cultural.
site da Izidoro Diniz Produções

trento_betobatata_foto_gilsoncamargo_abril2009Ricardo Trento – Produtor cultural – Unicultura.
site da Trento Comunicação Integrada

“A Lei Rouanet na modalidade mecenato é muito democrática. A intenção do proponente é respeitada. Não se julga o mérito do projeto e sim sua viabilidade técnica. Todos tem seus projetos aprovados. Independe onde vivem – se num grande centro ou numa pequena cidadezinha. Com o mecenato todos tem a mesma oportunidade de conseguir patrocínio cultural como empresário. A diferença é que como empresário a linguagem e a apresentação deve ser mais apurada. Não está em jogo a estética do projeto e sim o alcance que a proposta possa alcançar. Afinal tem-se o nome da empresa estampada na linha de frente. Acredito que se o artista estiver vinculado a uma boa produtora, que tenha um trabalho de conscientização para uma mudança de perspectiva de investimento social e que saiba mostrar com números os resultados obtidos é claro que haverá maior probabilidade de sucesso. Continuo a acreditar que deva existir o mecenato no moldes da Lei Rouanet em seu artigo 18 com 100% de isenção e faixas de dedução para o artigo 26. Antes de ser uma verba pública estes 4% de renuncia fiscal ela é verba da empresa; por isso ser chamado de mecenato. Pois estes 4% só serão dinheiro público quando do pagamento do imposto. Antes disto é dinheiro da empresa que sai do seu fluxo de caixa. Então ela tem todo o direito de discutir qual será a melhor aplicação destes recursos. Pois o marketing vai discutir com o proponente como, onde quando executar o projeto. Mas o marketing não irá redesenhar o projeto. Se ele o fizer o produtor tem a opção de declinar da proposta e contar pra todos que aquela empresa esta tentando desvirtuar seu projeto. Outro ponto importante é que mesmo que a verba destinada para o mecenato dentro da empresa, este recurso será para um projeto cultural aprovado pelo ministério. E que põe em igualdade todos os projetos sem mérito ou nota. O conhecimento para uma boa elaboração esta a disposição de todos, basta pesquisar, estudar, dar-se a oportunidade de aprender.” - Ricardo Trento.

bMarila Velloso – Fórum de Dança de Curitiba.
blog do Forum de Dança de Curitiba

“Interessa-nos discutir a Lei Rouanet ou qualquer outro mecanismo na medida em que esses estiverem atrelados a uma reflexão e a elaboração de mecanismos que prevêem continuidade. Necessitamos da elaboração de Políticas Públicas para a Área da Cultura e da Dança e a legitimação das mesmas. Senão, como garantir o exercício e continuidade de qualquer que seja o mecanismo construído democraticamente?  E a democratização pressupõe que a esfera pública reflita o que se dá na realidade do ponto de vista dos direitos sociais e, também, do político-econômico.  Assim, entende-se importante que a legitimação de mecanismos, portanto, inviabilize os discursos e ações norteados pelo protecionismo; pela centralização das ações e recursos; pelo autoritarismo nas relações que incluem o prestígio e o “IBOPE” como moeda de valor para as escolhas; pela política de cima para baixo que se baseia no anseio ou desejo de um ou de outro; ou na necessidade “eterna” de convencimento sobre a importância de uma diretriz, na área cultural ou artística, etc. E por isso a importância da instituição do Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura.
Aproveito para considerar a importância dos Fundos de Cultura. São mecanismos mais democráticos do que as Leis de Incentivo (mesmo sendo baseados na mesma Lei do Mecenato como no caso do Município de Curitiba) por abarcarem as diretrizes e demandas levantadas pelo Estado assim como as demandas levantadas pelos representantes da sociedade e órgãos de classe e não, como no caso da Lei Rouanet em nível federal, dependerem do gosto ou entendimento de um “mercado” ditado pelo alargamento dos interesses econômicos do “privado”.
Nesse sentido a urgência do reposicionamento na função do Estado e de suas políticas para a Área da Cultura, incluindo a Lei Rouanet, ainda que se reflita, em sendo verba pública, que não há apenas os produtores culturais e os setores de marketing cultural das empresas privadas co-existindo no mercado. E então a pergunta: há estudo e parâmetros que definam e justifiquem o porque determinada porcentagem de recursos é direcionada para uma determinada Lei ou Fundo? E dentro desses mecanismos é importante refletir sobre o estabelecimento de critérios para a distribuição de cotas e recursos.
Quanto ao Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura:
Que sejam estipulados parâmetros e critérios para definir a distribuição dos recursos entre os Fundos Setoriais explicitados na Seção I,  Art. 8o., e entre as áreas elencadas no Fundo Setorial das Artes. E que estes não sejam apenas baseados nas demandas mais conhecidas ou existentes e sim, também, na necessidade de estimular outras demandas e considerar as demandas emergentes em cada área artística para que essas possam ser potencializadas a partir de suas realidades e não apenas mantidas correndo o risco de serem encolhidas.
Lei Rouanet: que haja dispositivo que impossibilite a concorrência na captação entre um produtor cultural e uma instituição pública de Estado. O que tem ocorrido no Paraná, nas verbas de empresas como Copel e Sanepar que se destinam para apenas um equipamento / área artística do Estado, a exemplo do Museu Oscar Niemeyer. Modo de atuação que demonstra autoritarismo e a falta de diretrizes democráticas para o uso dos fundos públicos.” –
Marila Velloso

marcelomiguel_betobatata_foto_gilsoncamargo_abril2009Marcelo Miguel – Associação Cultural Quixote.
site da Quixote Art & Eventos

marcia_betobatata_foto_gilsoncamargo_abril2009Marcia Moraes – Produtora – Movimento Teatro de Grupo.
blog do Movimento Teatro de Grupo

“Como representante do Movimento de Teatro de Grupo de Curitiba, manifesto nossa posição em relação à proposta de reformulação da Lei Rouanet: por acreditarmos que apenas o Fundo Nacional de Cultura é um mecanismo capaz de instituir uma política pública de estado, propomos que seu formato seja seriamente discutido e aprimorado para uma atuação verdadeiramente democrática.
Ao nos debruçarmos sobre os artigos que tratam do FNC, levantamos as seguintes questões:
1 – Qual é a previsão de tempo para essa proposta de lei estar aprovada e entrar em vigor?
2- Do orçamento geral da cultura, qual será a porcentagem destinada ao FNC?
3 – O que foi feito com a proposta da Lei Premio do Teatro Brasileiro apresentada pela Redemoinho ao governo federal? O governo a considerou para fazer esta revisão de lei? Como? Ela ainda está em pauta no governo? Se sim, para formulação de uma nova lei? Quando isso aconteceria? Por que essa formulação já não incluiu os debates e propostas feitas a partir dela?
4 – A CNIC – Comissão Nacional de Incentivo à Cultura tem uma grande importância e um grande poder de decisão dentro desta nova proposta. Como os seus integrantes serão escolhidos e por quanto tempo eles permanecem na comissão? Qual o poder da sociedade nessa decisão e como ele se configura praticamente?
5 – Segundo o art.5, da seção II do capítulo I, compete à CNIC o poder de separação dos recursos do Profic, e o Fundo Setorial das Artes que se divide entre Teatro, Dança, Circo, Música e Artes Visuais terá entre 10% e 30% do orçamento dedicado ao FNC, como se refere o art.17 da seção II do capítulo II.
Este Fundo Setorial está enquadrado nas mesmas cifras dos fundos setorias dedicados ao livro e a leitura ou patrimônio e memória. Por acreditarmos que o Fundo Setorial das Artes é mais abrangente, e é o foco principal desta lei, defendemos uma garantia de maior porcentagem dentro do FNC para este Fundo Setorial específico. Isso é possível? Qual é a opinião do Minc sobre esse tópico?
6-Dando continuidade a questão acima, quais foram os critérios adotados para a divisão das categorias e programações específicas que integram o FNC? a saber:
I – Fundo Setorial das Artes, para apoiar, dentre outras, o Teatro, o Circo, a Dança, as Artes Visuais e a Música;
II – Fundo Setorial da Cidadania, Identidade e Diversidade Cultural;
III – Fundo Setorial da Memória e Patrimônio Cultural Brasileiro;
IV – Fundo Setorial do Livro e Leitura; e
V – Fundo Global de Equalização
7- E ainda tratando deste tópico, quais serão os critérios adotados pela CNIC para destinação da verba (entre 10 e 30%) para cada fundo setorial?
8- Solicitamos uma explicação quanto a operação que se configura como a segunda modalidade de aplicação dos recursos do FNC “equalização de encargos financeiros e constituição de fundos de aval nas operações de crédito”? Qual é o funcionamento prático dela? Também preponderantemente por editais?
9 – Porque o aparecimento, no primeiro parágrafo do art.11 da seção II do capítulo II, da palavra preponderantemente quando se refere à maneira que o os recursos não reembolsáveis serão aplicados? Porque não inteiramente por meio de editais públicos? E se não for totalmente por editais públicos, qual seria a outra forma de divisão deste dinheiro? Qual é a política aplicada nesta outra maneira de divisão que garanta que ela não seja protencionista ou antidemocrática?
10 – Quando na lei cita-se que “os recursos do FNC deverão considerar a participação da unidade da federação na distribuição total dos recursos federais para à cultura”, (parágrafo 2 art15 seção II capítulo II) ele se refere ao montante arrecadado pelo estado ou o montante que o estado concretamente investe e gasta em cultura?
11 – Como citado no art 16 da seção II do capítulo II, o governo estimulará a criação de conselhos estaduais e municipais de cultura. Que poder eles terão em relação à CNIC? Como eles serão formados? E qual é a real abertura da CNIC e do governo para decisões e propostas destes conselhos? Ou concretamente em quais ações eles terão real força ou espaço para interferir? Como fica o caso dos governos dos estados ou municípios que não tem interesse pela cultura (como o Governo do Paraná, que não tem um fundo estadual ou um conselho estadual de cultura em funcionamento e que além do discurso nada faz)?
12 – Porque o FNC financia até oitenta por cento dos projetos sem fins lucrativos e não cem por cento? Porque deixar a decisão dos cem por cento na mão da CNIC e não deixar este direito garantido para todos os projetos sem fins lucrativos na própria lei?” - Marcia Moraes

osvaldo_betobatata_foto_gilsoncamargo_abril2009Oswaldo Aranha – Compositor e pesquisador musical – Fórum de Entidades Culturais.

“Questiono o o Art.16, pois o acho muito muito frouxo, pois só teremos democratização do uso da verba pública para a cultura, quando a liberação estiver condicionada à existência de Conselho de Cultura, tanto para os estados como para os municípios. Na lei fala-se de estimular a formação de conselhos. Temos que defender regulamentação.” - Oswaldo Aranha.

aAndressa Ignácio da Silva – Fórum Paranaense da Juventude Negra.

“A lei Rouanet tem como objetivo contribuir e facilitar o acesso de todos às fontes de cultura e a produção cultural, bem como favorecer projetos que atendam às necessidades da produção cultural e aos interesses da coletividade. Sendo assim é fundamental que com a possibilidade de debates públicos sobre o novo texto da Lei Rouanet seja pautada a necessidade de que esta lei possa contemplar o maior numero de segmentos sociais possíveis. Não podemos esquecer que a produção artística e cultural é um importante espaço de expressão, de legitimação de discursos podendo ser um espaço de  combate ao preconceito e ao racismo. Nesse sentido acredito ser fundamental que se estabeleçam mecanismos de favorecimento a produção de novos grupos sociais historicamente excluídos não só do acesso a arte (como consumidores/publico), como do acesso a recursos para o custeio de suas produções; como é o caso da população negra.
O Fórum Paranaense de Juventude Negra tem como principal diretriz o empoderamento da juventude negra do estado do Paraná, sendo para tal processo fundamental o acesso a financiamentos da produção cultural desta juventude que demonstra grande criatividade esbarrando na maioria das vezes em problemas para o financiamento de seus projetos, assim como nas dificuldades de enquadrar seus projetos nos requisitos da lei.”
- Andressa Ignácio da Silva

marcoscordioli_betobatata_foto_gilsoncamargo_abril2009Marcos Cordioli – Professor universitário e produtor de cinema.
site do longa metragem O Sal da Terra
site do longa metragem BRichos

“Eu proporia ao fórum que será constituído, que além do tratamento dos temas com maior destaque, organizasse Grupos de Trabalho ocupados com aspectos relevantes, mas que correm o risco de ficarem relegados à planos inferiores. Eu citaria como exemplo: um GT de estudo sobre o processo de apresentação de projetos visando a constituição de dispositivos de democratização e universalização do acesso aos mecanismos da nova lei. Eu justifico esta proposição com o seguinte argumento: o processo de apresentação de projetos é considerado complexo, exigindo dos proponentes um elevado “grau de iniciação”, isto faz com que muitos segmentos tenham dificuldade ou, até mesmo, fiquem impossibilitados de apresentação de projetos. Um GT poderia propor fórmulas que pudessem reduzir as dificuldades dos processos de apresentação de projetos e, assim, ampliar a democratização e a universalização do acesso aos mecanismos da nova lei.” – Marcos Cordiolli

Presentes na reunião:  Sindicato dos Arquitetos do Paraná, Associação de Artistas Plásticos do Paraná (APAP), Central Única das Favelas (CUFA), Fórum de Dança de Curitiba, Associação Cultural Quixote, Fórum de Entidades Culturais, Sindicato dos Músicos, Museu de Arte da UFPR (MUSA), Agência FazeroQ Soluções Culturais, Jornal de Comunicação da UFPR, Gabinete Vereador Jonny Stica, Juventude do PT de Curitiba, Centro Cultural de Pinhais, Festival do Paraná de Cinema, Curso de Artes Cênicas da UFPR, Agência Unicultura, Associação Cultural e Artística Ilíadahomero, Fórum de Música do Paraná, Movimento Teatro de Grupo de Curitiba, Grupo Arte da Comédia, Agência Nix Image, Grupo Orelha do Livro, Coletivo SoyLocoporti, Associação de Vídeo e Cinema do Paraná (AVEC), Fórum da Juventude Negra do Paraná, Grupo Reciclante, PrasBandas – Mostra Itinerante de Arte Curitibana, Fórum de Cultura Popular do Paraná, Associação Brasileira de Bonecos, Secretaria Municipal de Cultura de Antonina / PR e Secretaria de Cultura de Pinhais / PR.

angelovanhoni_betobatata_foto_gilsoncamargo_curitiba_abril2009e1

Vivemos na área cultural um momento importante: o debate sobre a alteração da Lei Rouanet. Instrumento de fomento à cultura que há 17 anos surgiu para propiciar formas mais democráticas de investimento à esta área. Até hoje um grande número de projetos artístico-culturais recebeu investimentos, porém ao longo do tempo este dispositivo legal também apresentou problemas, que ora se colocam como desafios à esta mudança. Mas devemos ir além da discussão sobre a lei, pois, o Brasil carece de uma medida urgente que dobre os investimentos para o desenvolvimento cultural. Está mais do que na hora de compreender o acesso à cultura como direito fundamental do ser humano. A hora é esta, vamos ao debate!
Geralmente o que se entende por Lei Rouanet? O dispositivo legal que permite que empresas transfiram uma porcentagem daquilo que pagariam em imposto de renda, para projetos culturais. Porém, há limites nesta definição. Pois, muitas vezes costuma-se de forma equivocada se referir somente ao mecanismo do mecenato subsidiado (aquele onde o proponente de um projeto cultural tem que obrigatoriamente correr atrás de patrocínios junto à iniciativa privada), como sendo o único instrumento criado por esta legislação. A mesma Lei, no entanto, foi responsável pela criação do Fundo Nacional de Cultura (FNC), instrumento amplamente utilizado para a destinação de recursos e verbas à programas e ações do Ministério da Cultura (MinC), assim como, para muitos outros projetos da sociedade. No entanto, o repasse ainda acontece de forma muito tímida.
A nova proposta prevê o fortalecimento dos mecanismos de Fundo para suprir as lacunas deixadas pelo atual sistema do mecenato. Não podemos deixar de considerar uma série de distorções que foram identificadas neste sistema desde o seu início em 1995, pois apesar da Lei Rouanet ter injetado pouco mais de R$ 8 bilhões em ações e projetos culturais, avaliam-se hoje muitas desigualdades no seu uso. A começar pela questão da distribuição regional, uma vez que os estados da região Sudeste, por exemplo, concentraram nos últimos anos mais de 80% de todos os recursos obtidos através da Lei Rouanet, enquanto a Região Norte mal conseguiu atingir a marca de 1%. Outra distorção está no fato de que alguns proponentes conseguem viabilizar a captação de recursos de forma mais constante, enquanto para outros – aqueles que não tem visibilidade na mídia, por exemplo – a tarefa sempre fica mais complicada. Em 2007, 3% dos proponentes arrecadaram 50% de todos os recursos captados.
No projeto de lei apresentado pelo MinC, chamado provisoriamente de Nova Lei de Fomento, a criação dos Fundos Setoriais, específicos para o atendimento da demanda de cada uma das áreas, prevê que os recursos sejam permanentes e repassados diretamente aos artistas e produtores culturais. Também uma das inovações trazidas pela proposta é a possibilidade da criação de Fundos Municipais e Estaduais em composição com recursos oriundos do Fundo Nacional. No entanto, respeitando a participação da sociedade, pois nenhum município ou Estado que não tenha constituído seus Conselhos de Cultura poderá receber estes recursos. Reforçando essa idéia, destaco que a nova lei já manifesta no seu artigo primeiro o reconhecimento do Tratado de Diversidade Cultural da UNESCO e a sua conseqüente adequação ao Sistema Nacional de Cultura, que entre muitos dos seus princípios estabelece a necessidade de participação da sociedade através de órgãos gestores e colegiados.
De outro lado, um dos desafios que deve acompanhar este processo de alteração da lei, é torná-la mais conhecida. No que diz respeito ao mecenato, por exemplo, a maioria dos patrocínios vem das estatais. Portanto, é preciso que defendamos maior publicidade e uma campanha de conscientização junto ao empresariado sobre a importância na contribuição para o fomento da cultura. Em síntese, é preciso dobrar o investimento da iniciativa privada, mas também assegurar permanentemente os recursos das estatais.
Para finalizar, saliento que o momento deve ser uma oportunidade para que os vários setores da sociedade se unam em torno de algo que é pano de fundo neste debate: Atualmente o Brasil destina 0,8% do orçamento para o setor cultural. Nossa luta precisa ser radical no sentido de dobrar estes investimentos. E já há uma boa noticia neste sentido: neste dia 31 de março foi instalada no Congresso Federal a Comissão especial criada para analisar a Proposta de emenda à Constituição(PEC) que propõe elevar o patamar do orçamento da Cultura para 2% das receitas de impostos do país.
Aproveito para convidar a todos para que esta reflexão continue. Venha participar do próximo debate sobre a Lei Rouanet, em Curitiba, com a presença de representantes do MinC.
Será nesta terça feira, dia 07 de abril, as 19 horas, no Teatro Fernanda Montenegro.
Angelo Vanhoni.

Fotos: Gilson Camargo

Tubo de Ensaio

—————————————Imprensa – Produção Executiva – Marcos Cordiolli


Tubo de Ensaio

Mudanças na Lei Rouanet são colocadas em discussão. Neste sábado, acontece o primeiro debate em Curitiba – na próxima terça-feira, o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, estará presente

Gazeta do Povo - Caderno G - Políticas públicas, Publicado em 02/04/2009 | Marcio Renato dos Santos

Entre porções de batata suíça, terão início, em Curitiba, já neste sábado (4), as discussões sobre o que pode mudar na Lei Rouanet, que completa 17 anos. O cenário será simbólico: o Original Beto Batata, no Alto da XV (R. Prof. Brandão, 678), espaço gastronômico que também é palco para variadas atividades artísticas. Estão confirmadas as presenças de artistas, produtores e do deputado federal Angelo Vanhoni (PT).

Priscila Forone/Gazeta do Povo / Vanhoni: “A cultura tem de ser colocada como uma questão central da sociedade. A cultura move o mundo” Vanhoni: “A cultura tem de ser colocada como uma questão central da sociedade. A cultura move o mundo” Políticas públicas

O governo federal abriu, oficialmente, canal para o debate público em 23 de março – e a interlocução segue durante o primeiro semestre. Na terça-feira (7), às 19 horas, será a vez de o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, escutar pessoalmente o que a comunidade curitibana tem a dizer, no Teatro Fernanda Montenegro.

Propostas

Saiba mais sobre as principais mudanças que podem acontecer na lei Rouanet.

- Descentralização é uma palavra de ordem. 80% dos recursos são destinados a produções de São Paulo e Rio de Janeiro. O Paraná fica em 6º lugar no ranking.

- Popularização – O deputado Angelo Vanhoni pretende empreender campanha junto ao empresariado paranaense. “97% da verba para o mecenato é de estatais, enquanto as empresas respondem por apenas 3%”, diz. O parlamentar observa que, se uma grande rede de supermercados paranaenses direcionasse o dinheiro do imposto de renda para a Lei Rouanet, isso se traduziria em “pelo menos 50 grandes montagens nacionais feitas por grupos locais”.

Além da sempre bem-vinda desburocratização do processo de entrega de documentos, uma demanda antiga, Vanhoni (cotado para ser o relator da comissão que fará os ajustes na lei) acredita que as principais mudanças passam por três questões. Em primeiro lugar, há a necessidade de descentralizar o destino das verbas – 80% dos valores são canalizados para São Paulo e Rio de Janeiro. “Mas não vamos fazer uma guerra contra o eixo Rio-São Paulo. A meta é distribuir os recursos para outras regiões brasileiras”, afirma Vanhoni.

Outro desafio é tornar a Lei Rouanet mais conhecida. No que diz respeito ao mecenato (que é o processo em que artistas e produtores aprovam projetos e, posteriormente, buscam captação), a maioria das verbas (97%) “jorra” dos cofres de estatais, e a iniciativa privada responde por apenas 3%. “A Rouanet é praticamente ‘desconhecida’. É preciso dar publicidade ao mecanismo, para que os empresários, inclusive os paranaenses, também destinem dinheiro (do imposto de renda) para o fomento de atividades culturais”, comenta Marcos Cordiolli, produtor de cinema.

A criação de fundos é outro ponto em discusão. O Fundo Nacional de Cinema, que (por dispositivos legais) concentra verbas para a produção audiosvisual, é o modelo. Ambiciona-se que venham a ser criados outros fundos, para literatura, patrimônio, entre outros. Marcelo Miguel, coordenador da Quixote, produtora envolvida em 86 projetos via Lei Rouanet, é um dos que apostam na criação dos fundos, até porque o mecenato pode ser extinto em cinco anos após a promulgação da nova lei.

Outras metas

Hoje, os projetos inscritos no mecenato são enquadrados em apenas duas categorias. Uma delas permite que a totalidade do valor seja descontado do imposto de renda (se a proposta tem custo de R$ 100 mil, a empresa patrocinadora tem 100% do valor abatido dos tributos) – na outra categoria, a dedução é de apenas 30% (os outros 70% do valor são custeados, sem desconto no imposto, pela empresa que investe na proposta). O novo texto da lei pretende implementar outras faixas de desconto: 30%, 60%, 70%, 80%, 90% e 100%.

Monica Drummond considera a criação de novas faixas de desconto uma “tragédia”. “Tudo que a empresa investe tem de ser descontado do imposto de renda. Tem uma crise aí. Ninguém vai querer abater apenas uma parcela e pagar o resto ‘do bolso’”, critica. A produtora, à frente da Cultural Office, analisa que essa modificação veio em “péssima hora.”

O protesto de Monica não é isolado. Outros produtores locais não acreditam que as modificações da lei se traduzam em melhorias reais. Em meio às vozes dissonantes, uma indignação comum: no Paraná, as verbas destinadas à projetos da Lei Rouanet saem de empresas públicas e têm como destino o Museu Oscar Niemeyer. Para não ficar “de mal” com o governador Requião, os insatisfeitos optam pelo anonimato.

Mais abrangência

Apesar das mudanças na Rouanet, a lei não é suficiente para dar conta de todas as carências do segmento. Na tarde de 31 de março, foi instalada no Congresso Nacional uma comissão que vai analisar mudanças na Constituição – e isso terá reflexos diretos no fomento da cultura brasileira. Hoje, o Brasil destina 0,8% do orçamento para o setor (o objetivo é elevar o índice para 2%). Também há expectativa para que venham a ser criados o Sistema e o Plano Nacional de Cultura – que teriam a finalidade de aglutinar políticas públicas em âmbito nacional.

“Também é importante unificar mecanismos de fomento. Por que não conduzir um mesmo projeto com recursos de lei municipal e federal?”, propõe Otávio Camargo, músico e diretor da Associação Cultural e Artística IlíadaHomero.

Camargo convida a comunidade para participar dos debates sobre o futuro da Lei Rouanet, neste sábado e na próxima semana. Vanhoni reforça o chamado: “Quanto mais polêmica, melhor.” O parlamentar foi o idealizador, durante a década de 1990, da atual Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba, e de uma similar para todo o Paraná – esta foi desativada por Jaime Lerner e ambém não empolgou Roberto Requião. Por falar nisso, na terça-feira (7), o governador do Paraná anuncia e assina um novo projeto, ainda mantido em segredo, em parceria com o Ministério da Cultura.

Original: Gazeta do Povo.

Semana Ituana de Educação segue até o dia 10

————————- Imprensa – Evento de Educação – Marcos Cordiolli

O programa prevê a capacitação dos professores

No período de 1º a 10 de fevereiro acontece a Semana Ituana de Educação, com participação do corpo docente da Secretaria de Educação de Itu. Confira a programação:

01/02 – Vila Vicentina, das 8h às 12h.

Abertura Ensino Fundamental: “Ser professor em nossos dias”. Professor Marco Antonio Ferraz;

05/02 – Vila Vicentina, das 7h30 às 11h30.

Abertura Ensino Infantil e EJA: “Ser professor em nossos dias”.

Professor Marco Antonio Ferraz;

06/02 – Vila Vicentina, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h.

Encontro: Otimização da Utilização dos Cadernos de Ensino, CEAC 1º Bimestre.

Professora Claudete Pereira.

06/02 – Emef Convenção de Itu, das 7h às 12h e das 13h às 18h

Projeto de Formação de Leitores e Mediadores de Leitura “Balaio de Histórias”, Formação de Leitores, A Cor da Letra.

06/02 – Auditório do CAM (Centro Administrativo Municipal), às 19h.

Palestra EJA, A função social do EJA e o papel do educador, professor Marcos Cordiolli.

07/02 – Vila Vicentina, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h.

Encontro: Otimização da utilização dos Cadernos de Ensino, CEAC 1º Bimestre, professora Claudete Pereira.

07/02 – Emef Convenção de Itu, das 7h às 12h e das 13h às 18h

Projeto de Formação de Leitores e Mediadores de Leitura “Balaio de Histórias”, Formação de Leitores, A Cor da Letra.

08/02 – Vila Vicentina, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h.

Encontro: Otimização da utilização dos Cadernos de Ensino, CEAC 1º Bimestre, professora Claudete Pereira.

08/02 – Emef Convenção de Itu, das 7h às 12h e das 13h às 18h

Projeto de Formação de Leitores e Mediadores de Leitura “Balaio de Histórias”, Formação de Leitores, A Cor de Letra.

09/02 – Emef Convenção de Itu, das 7h às 12h e das 13h às 18h

Projeto de Formação de Leitores e Mediadores de Leitura “Balaio de Histórias”, Formação de Leitores, A Cor da Letra.

10/02 – Confraternização

As aulas de Ensino de Jovens e Adultos terão início no dia 7 de fevereiro. Já os alunos das Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil) e das Emefs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental) voltarão às atividades em 12 de fevereiro.

Original: Jornal de Itu.

Começa amanhã (22/03), o Seminário da CUT para debater propostas de desenvolvimento para o Paraná

Clipping – Marcos Cordiolli

Página da FETEC-PR | 21/03/2007

Debater e definir estratégias sobre o desenvolvimento do Estado. Sob este objetivo, a CUT-PR realiza de 22 a 24 de março, no auditório da Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, nº 133, Centro), em Curitiba, o seminário “O desenvolvimento do Paraná e o Papel da CUT”. O evento reunirá palestrantes de diversas áreas, como educação, planejamento, economia e sociologia, para abordar temas ligados à construção de uma proposta de crescimento contínuo e solidário.

A abertura da atividade acontece na próxima quinta-feira (22), às 14 horas, com exposição do secretário de política sindical e econômica da Organização Interamericana de Trabalhadores (ORIT), Rafael Freire, no painel “O Mercosul e o desenvolvimento do Brasil”. Na seqüência, o secretário geral da CUT Nacional, Quintino Severo, abordará o tema “A CUT e o desenvolvimento do Brasil”.

No segundo dia da programação, destaque para a palestra do secretário de estado do planejamento, Ênio Verri, sobre panorama do desenvolvimento econômico do Paraná, e do pesquisador do departamento de economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), professor Jaime Graciano Trintin, acerca de sugestões de propostas para o desenvolvimento do Paraná. Nesse dia também haverá painel sobre as perspectivas das negociações salariais de 2007, com Sandro Silva, economista do Dieese, e também sobre a educação como instrumento de emancipação do trabalhador, com Marcos Cordiolli, professor de pedagogia da UniBrasil.

No encerramento do seminário o debate parte para campo sociológico, com exposição do doutorando André Langer sobre “a produção imaterial e o trabalho”. O painel “o avanço tecnológico e os trabalhadores”, com o superintendente da Fundação da UFPR para o Desenvolvimento da Ciência, da Tecnologia e da Cultura (Funpar) finaliza a atividade.

As inscrições para o evento devem ser feitas junto à Secretaria Geral da CUT-PR, pelo telefone (41) 3232-4649, com Adriana ou Deuseli.

|| Confira a programação completa ||

22/03/2007 (Quinta-feira)

  • 14h00 – O Mercosul e o desenvolvimento do Brasil
  • Exposição: Rafael Freire, secretário de Política Social e Econômica da Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (ORIT)
  • 15h00 – A CUT e o desenvolvimento do Brasil
  • Exposição: Quintino Severo, secretário geral da CUT Nacional.
  • 16h00 – Debate
  • 17h00 – Encerramento

23/03/2007 (Sexta-feira)

  • 09h00 – O Panorama do desenvolvimento econômico do Paraná
  • Exposição: Ênio Verri, secretário de estado do planejamento
  • 10h00 – Sugestões para a construção de uma proposta de desenvolvimento para o Paraná
  • Exposição: Jaime Graciano Trintin, professor e pesquisador do departamento de economia da Universidade Estadual de Maringá
  • 11h00 – Debate
  • 12h00 – Intervalo
  • 13h30 – A educação como instrumento de emancipação do trabalhador
  • Exposição : Marcos Cordiolli, professor de pedagogia da UniBrasil
  • 14h30 – Perspectivas das negociações salariais para 2007
  • Exposição: Sandro Silva, economista do Dieese
  • 15h30 – Debate
  • 16h00 – Encerramento

24/03/2007 (Sábado)

  • 09h00 – A produção imaterial e o trabalho
  • Exposição: André Langer, doutorando em sociologia pela Unisinos
  • 10h00 – O avanço tecnológico e os trabalhadores
  • Exposição: Paulo Afonso Bracarense, superintendente da Fundação da UFPR para o Desenvolvimento da Ciência, da Tecnologia e da Cultura (FUNPAR)
  • 11h00 – Debate
  • 12h00 – Encerramento

Publicação Original – Página da FETEC-PR

Seminário da CUT debate propostas de desenvolvimento para o Paraná

———————————–Imprensa – Evento de Debate – Marcos Cordiolli

19/03/2007

Debater e definir estratégias sobre o desenvolvimento do Estado. Sob este objetivo, a CUT-PR realiza de 22 a 24 de março, no auditório da Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, nº 133, Centro), em Curitiba, o seminário “O desenvolvimento do Paraná e o Papel da CUT”. O evento reunirá palestrantes de diversas áreas, como educação, planejamento, economia e sociologia, para abordar temas ligados à construção de uma proposta de crescimento contínuo e solidário.

A abertura da atividade acontece na próxima quinta-feira (22), às 14 horas, com exposição do secretário de política sindical e econômica da Organização Interamericana de Trabalhadores (ORIT), Rafael Freire, no painel “O Mercosul e o desenvolvimento do Brasil”. Na seqüência, o secretário geral da CUT Nacional, Quintino Severo, abordará o tema “A CUT e o desenvolvimento do Brasil”.

No segundo dia da programação, destaque para a palestra do secretário de estado do planejamento, Ênio Verri, sobre panorama do desenvolvimento econômico do Paraná, e do pesquisador do departamento de economia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), professor Jaime Graciano Trintin, acerca de sugestões de propostas para o desenvolvimento do Paraná. Nesse dia também haverá painel sobre as perspectivas das negociações salariais de 2007, com Sandro Silva, economista do Dieese, e também sobre a educação como instrumento de emancipação do trabalhador, com Marcos Cordiolli, professor de pedagogia da UniBrasil.

No encerramento do seminário o debate parte para campo sociológico, com exposição do doutorando André Langer sobre “a produção imaterial e o trabalho”. O painel “o avanço tecnológico e os trabalhadores”, com o superintendente da Fundação da UFPR para o Desenvolvimento da Ciência, da Tecnologia e da Cultura (Funpar) finaliza a atividade.

As inscrições para o evento devem ser feitas junto à Secretaria Geral da CUT-PR, pelo telefone (41) 3232-4649, com Adriana ou Deuseli.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

22/03/2007 (Quinta-feira)

14h00 – O Mercosul e o desenvolvimento do Brasil

Exposição: Rafael Freire, secretário de Política Social e Econômica da Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (ORIT)

15h00 – A CUT e o desenvolvimento do Brasil

Exposição: Quintino Severo, secretário geral da CUT Nacional.

16h00 – Debate

17h00 – Encerramento

23/03/2007 (Sexta-feira)

09h00 – O Panorama do desenvolvimento econômico do Paraná

Exposição: Ênio Verri, secretário de estado do planejamento

10h00 – Sugestões para a construção de uma proposta de desenvolvimento para o Paraná

Exposição: Jaime Graciano Trintin, professor e pesquisador do departamento de economia da Universidade Estadual de Maringá

11h00 – Debate

12h00 – Intervalo

13h30 – A educação como instrumento de emancipação do trabalhador

Exposição : Marcos Cordiolli, professor de pedagogia da UniBrasil

14h30 – Perspectivas das negociações salariais para 2007

Exposição: Sandro Silva, economista do Dieese

15h30 – Debate

16h00 – Encerramento

24/03/2007 (Sábado)

09h00 – A produção imaterial e o trabalho

Exposição: André Langer, doutorando em sociologia pela Unisinos

10h00 – O avanço tecnológico e os trabalhadores

Exposição: Paulo Afonso Bracarense, superintendente da Fundação da UFPR para o Desenvolvimento da Ciência, da Tecnologia e da Cultura (FUNPAR)

11h00 – Debate

12h00 – Encerramento

Origem: CUT Brasil

Trabalho em Progresso, na Estreita Galeria de Fotografia.

————————————Imprensa – Eventos de Cultura – Marcos Cordiolli

Trabalho em Progresso, na Estreita Galeria de Fotografia.

de 16/3 a 04/4 · Curitiba, PR
Juliana Ribas

1

Melissa Crocetti· Curitiba, PR, 12/3/2007 · 52 · 1, site Overmundo

A exposição Trabalho em Progresso, que conta com o trabalho de oito autores e é resultado dos cursos de fotografia autoral e documental do Núcleo de Estudos de Fotografia do último semestre, abre dia 16 de março, sexta-feira, às 19 horas. A idéia é criar um canal de comunicação e debate para que os ensaios em andamento possam receber feedback. Os fotógrafos que participam da exposição são: Nicole Lima, Simone Maurina, Kiko Fontoura, Juliana Ribas, Daniellah Duraes, Marcos Cordiolli, Renata Peterlini e Rosana Félix. A exposição fica até dia 30 de abril. A Estreita fica na rua Conselheiro Araújo, 315. (mais informações abaixo).

Se a fotografia é um instrumento de comunicação, é importante fazer uso desta função. A mostra coletiva de trabalhos em progresso é a maneira que o Núcleo de Estudos da Fotografia encontrou para se relacionar com a comunidade. Nos grupos de trabalho há muito esforço para a construção de um material que seja coerente e não uma produção autista, ensimesmada. O olhar crítico do público deve servir para que cada trabalho avance. Milla Jung, coordenadora do NEF, diz: “É interessante ver o processo de trabalho em diversas manifestações artísticas porque assim consigo acompanhar o autor e suas questões. Parece-me bastante humano este tipo de possibilidade” .

onde fica
Serviço:
Estreita Galeria de Fotografia
Rua Conselheiro Araújo, 315
Fone: 41 3262 1362
www.nucleofotografia.com.br
www.cidadesvisiveis.com.br
nef@netpar.com.br
quando ir
16/3/2007 a 04/4/2007
quanto custa
entrada franca
website
www.nucleofotografia.com.br
Fonte: http://www.overmundo.com.br/agenda/trabalho-em-progresso-na-estreita-galeria-de-fotografia

Ética e Estética em discussão no ACT

——————————Imprensa – Eventos de Cultura – Marcos Cordiolli

02/09/2005 – Atualizado em 19/07/2008 às 16:01:36

Ética e Estética em discussão no ACT

Jornalista Externo

A relação entre “Ética e Estética” será o tema de discussão da próxima edição do projeto “Encontrosnecessários”, voltado ao debate de assuntos relacionados à cultura, que acontece no sábado (dia 3 de setembro) às 16h, no ACT – Ateliê de Criação Teatral. A ética contaminando a estética, e vice-versa, farão parte dos assuntos debatidos.

Mantendo a tradição de reunir profissionais de diversas áreas para refletir a partir de um tema em comum, o encontro conta nesta edição com a artista plástica Carla Vendrami Malucelli, a figurinista Amabilis de Jesus da Silva, o historiador Marcos Cordiolli e a advogada Viviane Burger Balarotti como mediadora, além da coordenadora do ACT Nena Inoue. O encontro tem entrada franca.

O projeto “Encontrosnecessários” já teve 12 edições. Esta será a terceira em 2005, retomando uma agenda de um evento mensal. Os encontros acontecem sempre no primeiro sábado de cada mês. Mantém a característica de partir de um tema inicial para culminar em uma discussão mais ampla, que pode e deve ganhar vida própria.

“Ética e Estética”

Como é tradição no projeto, cada convidado traz experiências e pontos de vista diferentes sobre o tema. A artista Carla Vendrami pretende abordar inicialmente a politização da arte e, por outro lado, a estetização da política. Vai ilustrar suas idéias com referências de artistas como Cildo Meireles, Hans Haacke, Ilya Kabakov, Gerard Richter e Vito Acconci. A Arte Conceitual e os papéis dos artistas nos campos social e político também serão discutidos.

Marcos Cordiolli, historiador, vai levar a ética ao debate em três frentes: perspectiva histórica, política e educacional. Vai propor a discussão sobre a possível relação entre ética e estética nos processos de formação e o posicionamento ético do artista e sua produção. Buscará, em particular, avaliar o papel destas questões no âmbito escolar.

A presença da figurinista de Amabilis de Jesus, por sua vez, aproxima o encontro do teatro, levantando termos como teatro engajado, teatro didático e a ruptura com a contemplação (ilusão). As artes cênicas como forma de educação e formação cultural também será levado em conta pela sua participação.

Serviço
Projetos “Encontrosnecessários”
Sábado, dia 3 de setembro às 16h
Tema: Ética e Estética
Participantes:
Carla Vendrami
Marcos Cordiolli
Amabilis de Jesus
Viviane Burger Balarotti (mediadora)
Local: ACT – Ateliê de Criação Teatral
Rua Paulo Graeser Sobrinho, 305 – São Francisco
HORÁRIO: 16H
Informações: (41) 3338-0450
ENTRADA FRANCA
www.act.art.br
Produção: Nena Inoue / Michelle Siqueira
Realização: ACT

Original: http://www.parana-online.com.br/editoria/almanaque/news/137471/?noticia=ETICA+E+ESTETICA+EM+DISCUSSAO+NO+ACT

Livre Manifestação Cultural

———————————-Blog – Eventos de Cultura – Marcos Cordiolli

Livre Manifestação Cultural

The mirror Cassiano Pires contato: www.fotolog.com/lausac

Fui a uma interessante palestra no Ateliê de Criação Teatral, em Curitiba, 03/09/05 com o seguinte tema “Ética e Estética”, a relação entre ética e estética, a ética contaminando a estética, e vice-versa. O tema foi desenvolvido em muitos aspectos: A artista plástica Carla Vendrami abordou a politização da arte e, por outro lado, a estetização da política. Ilustrou suas idéias com referências de artistas como Cildo Meireles, Hans Haacke, Ilya Kabakov, Gerard Richter e Vito Acconci. Também fez parte de sua intervenção a Arte Conceitual e os papéis dos artistas nos campos social e político. Marcos Cordiolli, historiador, levou a ética ao debate em três frentes: perspectiva histórica, política e educacional. Discute a possível relação entre ética e estética nos processos de formação e posicionamento ético do artista e sua produção. Buscou, em particular, avaliar o papel destas questões no âmbito escolar. A figurinista Amabilis de Jesus aproximou o tema mais especificamente ao teatro, levantando termos como teatro engajado, teatro didático e a ruptura com a contemplação (ilusão). O teatro como forma de educação e formação cultural também foi levado em conta pela sua participação. Aberto ao público a palavra, muito se questionou: a masturbação no palco da cantora Madonna com o crucifixo; música de heave metal que incitou o suicídio de adolescentes; peça de teatro em que os atores espancavam uma senhora de idade, também atriz da peça; fotógrafo que fotografou o próprio suicídio. A pergunta final do encontro foi: Até que ponto o artista pode ir? Quais os limites da “livre manifestação artística”? Asseguro que a livre manisfetação deve ser defendida! A Declaração Universal dos Direitos Humanos dispõe: Art. 27, 1. Toda pessoa tem o direito a participar livremente da vida cultural da comunidade, a gozar das artes e a participar no progresso científico e dos benefícios que dele resultem. Liberdade foi definida magistralmente por Einstein, que transcrevo ipsis verbis: “SOBRE A LIBERDADE Por Albert Einstein Sei que é inútil tentar discutir os juízos de valores fundamentais. Se alguém aprova como meta, por exemplo, a eliminação da espécie humana da face da Terra, não se pode refutar esse ponto de vista em bases racionais. Se houver porém concordância quanto a certas metas e valores, é possível discutir racionalmente os meios pelos quais esses objetivos podem ser atingidos. Indiquemos, portanto, duas metas com que certamente estarão de acordo quase todos os que lêem estas linhas. 1. Os bens instrumentais que servem para preservar a vida e a saúde de todos os seres humanos devem ser produzidos mediante o menor esforço possível de todos. 2. A satisfação de necessidades físicas é por certo a precondição indispensável de uma existência satisfatória, mas em si mesma não é suficiente. Para se realizar, os homens precisam ter também a possibilidade de desenvolver suas capacidades intelectuais artísticas sem limites restritivos, segundo suas características e aptidões pessoais. A primeira dessas duas metas exige a promoção de todo conhecimento referente às leis da natureza e dos processos sociais, isto é, a promoção de todo esforço científico. Pois o empreendimento científico é um todo natural, cujas partes se sustentam mutuamente de uma maneira que certamente ninguém pode prever. Entretanto, o progresso da ciência pressupõe a possibilidade de comunicação irrestrita de rodos os resultados e julgamentos – liberdade de expressão e ensino em todos os campos do esforço intelectual. Por liberdade, entendo condições sociais, tais que, a expressão de opiniões e afirmações sobre questões gerais e particulares do conhecimento não envolvam perigos ou graves desvantagens para seu autor. Essa liberdade de comunicação é indispensável para o desenvolvimento e a ampliação do conhecimento científico, aspecto de grande importância prática. Em primeiro lugar, ela deve ser assegurada por lei. Mas as leis por si mesmas não podem assegurar a liberdade de expressão; para que todo homem possa expor suas idéias sem ser punido, deve haver um espírito de tolerância em toda a população. Tal ideal de liberdade externa jamais poderá ser plenamente atingido, mas deve ser incansavelmente perseguido para que o pensamento científico e o pensamento filosófico, e criativo em geral, possam avançar tanto quanto possível. Para que a segunda meta, isto é, a possibilidade de desenvolvimento espiritual de todos os indivíduos, possa ser assegurada, é necessário um segundo tipo de liberdade externa. O homem não deve ser obrigado a trabalhar para suprir as necessidades da vida numa intensidade tal que não lhe restem tempo nem forças para as atividades pessoais. Sem este segundo tipo de liberdade externa, a liberdade de expressão é inútil para ele. Avanços na tecnologia tornariam possível esse tipo de liberdade, se o problema de uma divisão justa do trabalho fosse resolvido. O desenvolvimento da ciência e das atividades criativas do espírito em geral exige ainda outro tipo de liberdade, que pode ser caracterizado como liberdade interna. Trata-se daquela liberdade de espírito que consiste na independência do pensamento em face das restrições de preconceitos autoritários e sociais, bem como, da “rotinização” e do hábito irrefletidos em geral. Essa liberdade interna é um raro dom da natureza e uma valiosa meta para o indivíduo. No entanto, a comunidade pode fazer muito para favorecer essa conquista, pelo menos, deixando de interferir no desenvolvimento. As escolas, por exemplo, podem interferir no desenvolvimento da liberdade interna mediante influências autoritárias e a imposição de cargas espirituais aos jovens excessivas; por outro lado, as escolas podem favorecer essa liberdade, incentivando o pensamento independente. Só quando a liberdade externa e interna são constantes e conscienciosamente perseguidas há possibilidade de desenvolvimento e aperfeiçoamento espiritual e, portanto, de aprimorar a vida externa e interna do homem.”

Blog Cultura Legal mantido por Priscila Santos

Postado por PRISCILA SANTOS às 3:41 PM

Atividades extraclasse destacam curso de Pedagogia

Clipping – Marcos Cordiolli

Home page da Unibrasil | Incluido por: ricardo | 22/03/2005


Alunas de Pedagogia em evento comemorativo ao Mês da Mulher.

O mês de março está sendo um período de comemoração para o curso de Pedagogia da UniBrasil. Alunos e professores, em trabalho mútuo, estão comemorando o Dia da Mulher durante todo o mês de março através de atividades extraclasse no período de aulas. Nesta última terça-feira, dia 22, o evento ocorrido no Salão Nobre Edla van Steen teve show de dança, desfiles de época, recital de poemas e apresentações musicais. Porém, esta metodologia que adota atividades extracurriculares com freqüência é, muitas vezes, criticada por alunos e professores tradicionalistas.

Segundo o professor de Teoria Curricular e Gestão de Trabalho do curso de Pedagogia da UniBrasil Marcos Cordiolli, o sistema educacional brasileiro está mudando. “A educação está sofrendo um caos pedagógico. As pessoas não aprendem ao mesmo tempo, da mesma forma e nem no mesmo espaço. Por isso as atividades extraclasse estão ganhando cada vez mais atenção, principalmente nos cursos de graduação”, explica em relação às mudanças da legislação brasileira de ensino.

Da mesma forma, a professora Margarete Costa, uma das envolvidas na organização do evento de Pedagogia da UniBrasil, afirma que a homenagem às mulheres já está dando resultados como trabalho acadêmico: “Este tipo de trabalho é uma atividade muito crítica, que gera conflito. E, através deste conflito, os alunos estão aprendendo muito. Podemos dizer que este é um trabalho transdisciplinar, isto é, ele supera as disciplinas do dia-a-dia. Aliás, ele já superou nossas expectativas”, ressalta. Em relação à atividade do curso de Pedagogia, o professor Cordiolli explica: “Na verdade não há perda da carga horária. O que há é uma forma não-linear de ensino que atinge seus objetivos tanto quanto o sistema convencional de ensino”, ressalta.


O professor Marcos Cordiolli.


Fotos: Kenji Tsuneta.

Publicação original: Unibrasil

Aulas iniciam na próxima segunda-feira

Clipping – Marcos Cordiolli

A Semana – Capinzal | Educação | 10 /02/2005

Milhares de alunos das redes estadual, municipal e particular de ensino retornam as aulas a partir da próxima segunda-feira, após o recesso escolar de final de ano.

Thiago Belotto

Milhares de alunos das redes estadual, municipal e particular de ensino retornam as aulas a partir da próxima segunda-feira, após o recesso escolar de final de ano. Com o Carnaval mais cedo, as atividades escolares também se iniciam mais cedo neste ano, fato que acaba preocupando as cidades que tem no turismo a sua principal fonte de renda.

O senador Leonel Pavan (PSDB), presidente da Subcomissão de Turismo do Senado Federal mantém proposta de férias escolares unificadas. Pelo projeto, o retorno às aulas ocorrerá sempre depois do carnaval, ou no início de março, em todo o país.

O objetivo é desconcentrar a alta temporada e melhorar a economia dos destinos turísticos. Todos os governadores de estado estão recebendo um manifesto neste sentido, assim como os secretários estaduais de educação. Para Pavan, é perfeitamente possível, “como já acontece no Rio Grande do Sul”, a adequação entre março e dezembro, dos 200 dias letivos e 800 horas/aula exigidos pela legislação educacional, que “é flexível neste sentido”.

Pavan, lembrou que a baixa movimentação econômica na atual temporada em função do período “antecipado” do carnaval é a prova de que a iniciativa das férias unificadas precisa ter ampliada sua discussão.

Tanto em Capinzal quanto em Ouro, os professores da Rede Municipal já iniciaram as atividades, organizando o ano letivo que se inicia na segunda-feira.

De hoje, quarta-feira até a próxima sexta-feira, todos os professores de Capinzal, Ouro, Zortéa e Lacerdópolis estarão participando da Segunda Semana de Estudos Pedagógicos promovida pela Universidade do Oeste Catarinense em convênio com as prefeituras municipais.

A programação hoje será iniciada com uma palestra motivacional a ser ministrada pelo professor  Clóvis Lumetz. No período da tarde a palestrante será a professora Rosalba Garcia que falará sobre a Educação Inclusiva. Na quinta-feira, durante todo o dia o grupo estará trabalhando com o professor Lucidio Bianchetti que trabalhará com o tema O Ensino pela Pesquisa. Finalmente, na sexta-feira, haverá uma avaliação sob a coordenação do professor Marcos Cordiolli.

De acordo com informações repassadas pelas secretarias municipais de educação não deverá haver nenhum problema de ordem operacional neste inicio de ao letivo.

Publicação Originl: A semana

Seminário de Formação mobiliza 20 mil educadores em 223 municípios

Clipping – Marcos Cordiolli

DB Online | 02/07/2003 12h11

Os 223 municípios paraibanos vão viver, simultaneamente, dois dias dedicados ao debate sobre a educação, com ênfase no projeto político-pedagógico voltado para escola pública.Para isso, a Secretaria de Educação e Cultura do Estado está recebendo nesta quinta e sexta-feira os educadores Nilbo Nogueira, Cipriano Luckesi, Paulo Afonso Ronca e Marcos Cordiolli, renomados professores dos estados de São Paulo, Paraná e Bahia.Eles participam do Seminário Estadual de Formação (SEF) ao lado de professores das três universidades paraibanas (UFPB, UFCG E UEPB) e cerca de 20 mil professores e especialistas (psicólogos, assistentes sociais, administradores e diretores) educadores da rede estadual de ensino.

O seminário será acompanhado pessoalmente pelo governador Cássio Cunha Lima e pelo secretário estadual de Educação, Neroaldo Pontes, que farão um mutirão para visitar alguns municípios durante o evento.

Amanhã, o secretário Neroaldo Pontes deverá receber os mais de 3.500 educadores que participarão do SEF realizado no Cine Bangüê e Teatro Paulo Pontes do Espaço Cultural, em João Pessoa.

Na sexta-feira, acompanhado do governador, Neroaldo participa do seminário realizado no Teatro Severino Cabral e no auditório do Colégio Imaculada Conceição, em Campina Grande. Depois, eles ainda visitam escolas de outros municípios paraibanos, onde também estará acontecendo o SEF.

Segundo ressaltou Neroaldo Pontes, é a primeira vez, na história da educação paraibana, que a secretaria da Educação, cumprindo orientações do governador Cássio Cunha Lima, realiza um seminário de formação visando melhorar o sistema educacional das escolas estaduais em toda a Paraíba.

Ele acrescentou que o seminário deverá se incorporar ao calendário letivo da Educação. “O seminário é fruto da decisão do Governador em tratar a educação com prioridade em sua gestão e é uma indicação clara da compreensão que temos do papel da escola na construção da cidadania.

Para Neroaldo, o diálogo entre educadores, alunos, pais e a comunidade é fundamental para que a Secretaria da Educação do Estado consiga atingir seus objetivos.

“Trata-se, aqui, de oferecer algum subsídio para esta construção coletiva. Este é o sentido da nossa reflexão sobre os desafios da organização e gestão escolar que estão sendo propostos neste seminário”, disse Neroaldo Pontes.

As informações são do site do Governo do Estado.

Publicação Original: DB Online

Center Convention Uberlândia vai sediar Seminário Internacional de Educação sobre Competências

triangulomineiro.com |  24/12/2002

Uberlândia será palco nos dias 25 e 26 de fevereiro do próximo ano, do 3º Seminário Internacional de Educação, no Center Convention Uberlândia. O evento beneficiará educadores de todos os níveis de atuação da Educação Infantil até a Universidade, os quais terão a sua disposição discussões sobre as temáticas: Pedagogia de Projetos, Organização do Trabalho Escolar e Desenvolvimento de Competências.
Para aperfeiçoar os quase 1000 participantes aguardados de toda a região oeste de Minas, Norte de São Paulo, Goiás e Distrito Federal, os organizadores estão trazendo até Uberlândia, os educadores Suíços, Philippe Perrenoud e Monica Thuler da Universidade de Genebra. Os convidados internacionais estarão acompanhados nas palestras e debates de outros educadores nacionais de destaque e especialistas nestas abordagens como: Vasco Moretto(DF), Guiomar Namo de Melo(SP), Ana Bergmann (PR) e Marcos Cordiolli( PR).
O Seminário Internacional de Educação é uma realização da Futuro Congressos e Eventos, de Curitiba, uma empresa que desde 1994 promove e organiza eventos na área da educação em todo o país e que a cada ano aumenta suas ações também em outras áreas como medicina, fonoaudiologia, psicopedagogia, audiologia, direito, etc.
O 3º Seminário Internacional tem vagas limitadas e as inscrições já estão abertas e poderão ser efetivadas através do folder do evento que poderá ser conseguido pelo fone (41) 668.6949 ou pelo site www.futuroeventos.com.br. Condições especiais de pagamento e parcelamento poderão ser encontradas para facilitar a participação de todos os educadores interessados.

fonte:AI/Center Convention

Publicação Origina: Triangulomineiro.com

Ceppeville lança pós-graduação

A Notícia | AN Cidade | Joinville | 22/08/2001

O Centro de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão de Joinville (Ceppeville) lança nesta sexta-feira, às 16 horas, o curso de pós-graduação em gestão de políticas sociais. Com 420 horas de carga horária, o curso tem como público alvo profissionais das áreas de assistência social, pedagogia, direito, política, sociologia e de outras disciplinas das ciências humanas.

Segundo o diretor-geral do Ceppeville, Reginaldo Jorge dos Santos, as aulas serão ministradas quinzenalmente, aos sábados. “É uma oportunidade para aquelas pessoas que querem se aperfeiçoar e não têm muito tempo. Além disso, nossa carga horária é de 10 horas aos sábados, o que facilita ainda mais”, disse Santos.

Entre os professores que estarão ministrando as aulas estão Geraldo Balduino Horn, que é especialista em antropologia filosófica, filosofia política, clínica e mestrando em mídia e conhecimento, e Marcos Cordiolli, mestre e doutorando em educação.

O Ceppeville tem convênio com o Campus Universitário Bezerra de Menezes, do Paraná, e deve oferecer, nos próximos semestres, cursos de tecnologias aplicadas à educação, fisiologia do exercício e qualidade de vida, psicopedagogia, metodologia para séries iniciais do ensino fundamental, ciências da religião e transdisciplinaridade na educação básica. A inscrição para o curso de pós-graduação em gestão de políticas sociais custa R$ 50,00 e a mensalidade, R$ 120,00. Mais informações pelo telefone 422-9481 ou 433-1427.

Publicação original – ACESSE.

Educar para sonhar e realizar, Jari (PA)

Este foi o tema da Positivação 2000, que reuniu 70 profissionais da educação da rede Positivo de Ensino e das demais Escolas da região do Jari.

O evento aconteceu de 1o de janeiro a 4 de fevereiro, promovendo a confraternização e a capacitação profissional dos professores por meio de palestras e oficina pedagógica.

O Doutorando em educação, Marcos Cordiolli, trabalhou os temas “Os PCNs de 5ª a 8ª série e Ensino Médio” e “Os temas transversais e interdisciplinariedade”. A mestra em educação, Jussara Bufrem Riva Finatti, abordou o tema “Os direitos e deveres de crianças e adolescentes e suas implicações em sala de aula”.

Na Positivação deste ano, tivemos a participação de alguns profissionais do UnicenP – Centro Universitário Positivo. A professora Silvana P. Stadler, trabalhou oficina sobre a prática dos RCNs.

No dia 04, os professores do Positivo Jari reuniram-se na sede da escola para discutir questões internas, filosofia da nossa instituição e preparar o Colégio para recebermos nossos alunos.

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