“O Sal da Terra” é exibido em cinco estados

Imprensa | O Sal da Terra
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Site Transporte Mundial. Notícias.14/08/2009

Produção cinematográfica nacional conta o dia-a-dia das estradas sob a ótica de um padre caminhoneiro

Produção conta com o apoio da Volvo do Brasil

Caminhoneiros de cinco estados brasileiros poderão conferir o filme O Sal da Terra, uma produção nacional que conta a história de Padre Miguel, um religioso que percorre as estradas do Brasil em um caminhão-capela, revelando um retrato do universo das estradas diante da fé.

As exibições fazem parte do Projeto Arte e Cultura nas Estradas – Cinema Nacional para Caminhoneiros, que começou no início de agosto e percorrerá várias regiões brasileiras até outubro. A primeira apresentação aconteceu dia 4 de agosto em Feira de Santana, Bahia, no Posto São Gonçalo, localizado na Rodovia BR 324. Uma estrutura móvel de tendas, telões e áudio se transforma numa sala de cinema itinerante gratuito com capacidade para até 200 pessoas.

Aos espectadores também são apresentados outras produções sobre dois temas importantes no universo das estradas: a segurança no trânsito, por meio de uma coletânea de filmes do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST), e a conscientização contra a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias.

O projeto tem o patrocínio da Volvo do Brasil por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e apoio de suas concessionárias em cada área de exibição. As sessões acontecem sempre às 20 horas.

Confira as datas e locais das apresentações:
Feira de Santana (BA) – Posto São Gonçalo – 04 a 14 de agosto
Rondonópolis (MT) – Posto Julia /Posto Locatelli– 20 a 30 de agosto
Campo Grande (MS) – Posto Locatelli – 05 a 15 de setembro
Guarulhos (SP) – Posto Sakamoto – 23 de setembro a 03 de outubro
Itajaí (SC) – Posto Santa Rosa – de 10 a 21 de outubro

Publicação Original: site Transporte Mundial

 

 

 

Internautas comentam o filme O Sal da Terra

Os Comentários desta página foram extraídos do site Interfilmes, na página de “O Sal da Terra”.

Visite a página do Interfilmes

  • 1
    Nota: Bom 

     10/09/2008  Por: Klei Julinda

    Muito legal, apesar da linguagem ser um pouco “adulta”!


    3
    Nota: Ótimo 

     11/02/2009  Por: Isolde Benilde Andreata

    Verdadeiro e por isso muito interessante. Faz a crítica social de vários problemas de quem enfrenta a vida no estrada todos os dias, amparados pelo “padre do caminhão” com uma trilha sonora especial, paisagens que valorizam nossa terra paranaense.


    4
    Nota: Ótimo 

     01/03/2009  Por: Regis

    Sensível, humano.


    5
    Nota: Ótimo 

     04/05/2009  Por: Fabio Manzano (37 anos)

    Um filme bonito, nos leva a refletir parte do sentido da vida que estamos levando. Me emocionei e quero deixar aqui os meus parabéns à este brilhante trabalho!


    6
    Nota: Não vi 

     10/07/2009  Por: Leandro (18 anos)

    Não, mas pretenderia que eu tivesse a chance de poder assistir ao mesmo.


    7
    Nota: Ótimo 

     22/03/2010  Por: Reinaldo Oliveira (30 anos)

    É um ótimo filme sou caminhoneiro e assisti em Guarulhos S. P. No posto sakamoto. Vale a pena assistir pessoal.


    8
    Nota: Ótimo 

     03/06/2010  Por: Régis (36 anos)

    Excelente filme, vale a pena!


    9
    Nota: Ótimo 

     05/07/2010  Por: Horácio (51 anos)

    Excelente filme, bem dirigido, bons motivos. Bastante descritivo. Bem atual. Suas críticas e suas ocorrências são todas precedentes. Parabéns…


    10
    Nota: Ótimo 

     08/08/2010  Por: Michele (27 anos)

    Muito bem feito, um caminhoneiro com certeza irá se identificar bastante! Quem me indicou o filme foi um padre, Parabéns!

Blog do Filme O Sal da Terra

Blog de notícias, traillers, clipping eletrônico e artigos de imprensa sobre o Filme O Sal da Terra.

Marcos Cordiolli é produtor associado do Fime O Sal da Terra.

Vídeo: entrevista com o diretor Eloi Pires Ferreira e o ator Edson Rocha do filme O Sal da Terra

Zulmar Faustino, Jornalista da Arquidiocese de Florianópolis, entrevista Elói Pires Ferreira, diretor do filme O sal da Terra, e Edson Rocha, Protagonista do FIlme. O Longa metragem foi o vencedor do Prêmio Margarida de Prata, promovido pela CNBB e entregue durante o Muticom.

Filme O Sal da Terra, no Cine Pinhão.

Matéria sobre O Sal da Terra, veiculada pelo Cine Pinhão.

Curitiba do Frio, por Aroldo Murá

Coluna do Aroldo Murá | Jornal Indústria & Comércio | 13/jun/2011 19:22

CURITIBA DO FRIO REVELA OS DRAMAS DE “ZERO GRAU”

Elói Pires Ferreira pode ser classificado de “curitibano típico” e de nova geração de grandes diretores que o cinema paranaense vai entregando ao país. Dono de recatada expressão verbal, meticuloso, obcecado por seus alvos, ele é também o cineasta que classifico como “de olho grudado na dimensão interior do ser humano”. Admito que esta é uma definição muito minha. Mas cai, na medida, no tipo psicológico que o diretor revela ter; e explica as preocupações que norteiam seu trabalho até agora. E com essas características, vai ele construindo uma obra de qualidade.

CURITIBA DO FRIO – 2

Tivemos o “Rio 40 Graus”, de Pereira dos Santos, um mergulho na fauna humana da dita “Cidade Maravilhosa” tangenciada pelo termômetro lá nas alturas. Amores, desamores, dramas e comédias perpassam o filme que marcou época e estabeleceu uma divisória no feérico tropicalismo brasileiro. Com “Curitiba Zero Grau” Elói Pires Ferreira chega no nosso ponto ômega, o frio, o fenômeno climático de que, se nos orgulhamos dele em certos momentos, é também escapatória e desculpa para nossas contradições, para o ensimesmar-se que aparentemente gera apenas egoístas e autocentrados. Pura aparência, mostrará o cineasta. O filme de Elói está com mais dois nacionais no Cinesul, o Festival Iberoamericano de Cinema e Vídeo do Rio de Janeiro, que começa hoje e vai até dia 25. São 230 filmes a serem exibidos em diversos locais.

“O SAL DA TERRA”

Recomendo a fita “O Sal da Terra”, de 2008, com que Elói conquistou justo reconhecimento. Ganhou premios como o “Margarida de Prata da CNBB”, 2009 e o “II European Spiritual Film Festival”, como o melhor filme de 2009, em Paris. O filme pode ser encontrado em locadoras. Trata dos encontros e desencontros de um padre na sua faina de participar e dar respostas aos dramas cotidianos de seus “paroquianos”, caminhoneiros, e os que gravitam à beira das rodovias.

Histórias de Elói Pires Ferreira na Coluna do Aroldo Murá G. Haygert

Imprensa – Eloi Pires Ferreira – Curitiba Zero Grau – O Sal da Terra
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JC News. Jornal Indústria & Comérico | Coluna do Aroldo Murá |quarta-feira 09/mar/2011 18:54

JUSTIÇA/CINEMA

Eloi Pires Ferreira: histórias
Eloi Pires Ferreira, diretor do filme “Curitiba zero grau”, que deve fazer boa carreira na tela grande, pede-me que registre – “por justiça” – os nomes dos produtores da fita, sua equipe essencial: Tilico Sirino, Salete Machado, Marcos Cordiolli e J.Olímpio.

Fez-se justiça, Eloi.

CINEMA – 2

Eloi pode um dia escrever um livro sobre a história do cinema paranaense, que começou em 1907, com Aníbal Requião.

Aramis Millarch: cinema

Formado jornalista, ele já foi convidado a levantar material sobre os primórdios de nosso cinema, assunto de que se ocuparam nomes como Aramis Millarch, Valêncio Xavier e Francisco Alves do Santos (por anos, dirigiu a Cinemateca de Curitiba e tem um dicionário do cinema paranaense).

Enquanto se concentra na fita “Curitiba, zero grau”, a ser lançada no segundo semestre, Eloi não deixa de expor a tradição cinematográfica curitibana.

Recorda que Artur Roger, um empresário aficcionado na arte cinematográfica, tentou, nos anos 1920, fazer da cidade uma mini-Hollywood.

Publicação Original: JCNews

CuritibaCultura entrevista o cineasta Eloi Pires Ferreira

Imprensa – Eloi Pires Ferreira – Curitiba Zero Grau – O Sal da Terra
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Blog Curitiba Cultura | Enviado por diogo, seg, 04/10/2010 – 17:15
Entrevista com o cineasta Eloi Pires Ferreira

Exatamente no momento que eu posto essa entrevista (17h15),estréia no Festival do Rio o filme Curitiba Zero Grau. O longa-metragem dirigido por Eloi Pires Ferreira foi o vencedor do Prêmio Estadual de Cinema e Vídeo do Paraná – 2008, e conclui sua tarefa de chegar as telas no dia de hoje. Para saber mais sobre o filme, festival e referências, fomos até a casa de Eloi para realizar a entrevista que segue abaixo:

CuritibaCultura: O grande motivo desta entrevista é a estréia do filme Curitiba Zero Grau no Festival do Rio. Eu gostaria que vc falasse sobre o Festival – a importância dele – e sobre essa categoria em que o filme foi classificado.

Eloi Pires Ferreira: Esse no momento é um dos festivais mais importantes do país e, talvez seja no momento, o mais badalado. De maior prestígio no que se refere a mercado, pra quem tá lançando filme, acabou de concluir filme, ou está preparando a distribuição: é uma ótima vitrine pra esse tipo de coisa. Então ele é um festival bem importante, é internacional, vem gente do mundo inteiro participar, assistir, ver o que está rolando aqui. A maior parte dos filmes que estão participando do festival são filmes estrangeiros. Dos filmes brasileiros – eu não sei quantos tem exatamente, nossa produção está bem grande – tem curtas, na categoria de longas tem ficção e documentário e tem a mostra competitiva – que é a mostra principal. Têm também a mostra retrospectiva, que aborda algum autor e tal, e tem essa mostra que se chama Novos Rumos. E na categoria ficção dos filmes dessa mostra (Novos Rumos) tem três filmes só: um de São Paulo, outro do Rio e o nosso. Saiba mais

O Sal da Terra é lançado em DVD

Imprensa | O Sal da Terra
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Gazeta do Povo | Maringá | 06/05/2010 | 00:09

O longa-metragem O Sal da Terra, dirigido pelo curitibano Elói Pires Ferreira, que narra as andanças de um padre-caminhoneiro pelas estrados do país, será lançado em DVD hoje, às 19h30, na sobreloja das Livra­­rias Curitiba do Shopping Estação (Av. Sete de Setembro, 2.775). O DVD, inclui making of do filme e será vendido a R$ 34,90. Estarão presentes no evento (gratuito e aberto ao público em geral) o diretor, produtores e o elenco principal.

Publicação original: Gazeta do Povo.

O Sal da Terra recebe o Margarida de Prata

O Sal da Terra
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O Filme O Sal da Terra recebeu o Prêmio Margarida de Prata da CNBB. Este tradicional prêmio foi criado na década de 1960 em reconhecimento ações humanista. Diversos e importantes filmes brasileiros já receberam o Margarida de Prata.

Veja  a relação de filmes contemplados com o Margarida de Prata:

http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_49b12ee5469cb.pdf

Veja a entrevistare de Zulmar Faustino, Jornalista da Arquidiocese de Florianópolis,  com Elói Pires Ferreira, diretor do filme O sal da Terra, e Edson Rocha, o protagonista.


O Sal da Terra no Spiritual Enlightened

O Sal da Terra: em festival on line
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O filme O Sal da Terra, do qual sou produtor associado, está concorrendo no Spiritual Enlightened, um festival on line que elege os filmes independentes com temática espiritual. Pode participar pode ver o filme e participar da escolha: http://www.cultureunplugged.com/play/2809 basta assistir a pelo menos 5 minutos do filme no site do festival.

Mas você pode ajudar mais.

1. Faça o login, vote cliclando na estatueta.

2. Acesse a área de share e indique o filme para o Orkut ou Facebook ou outra rede social.

3. Click em twitter caso você seja usuário desta rede social.

Estas formas de apoio também contam ponto.

Sobre O Sal da Terra visite: http://www.osaldaterra.com.br

Agradecemos por mais essa força e seguimos divulgando o cinema brasileiro.

Um road movie brasileiro

Crônica | O Sal da Terra

Do Blog do Covaleski | 15 /01 /2010

O Sal da Terra, de Eloi Pires Ferreira

Assisti recentemente, numa última sessão de exibição em Curitiba, fechada a convidados, ao filme O Sal da Terra, de Eloi Pires Ferreira. O longa-metragem pode ser enquadrado no gênero road movie; avis rara na cinematografia brasileira.

A sessão, reservada a convidados do diretor, foi projetada na Cinemateca da Fundação Cultural de Curitiba, cuja direção é de minha amiga Solange Stecz.

Assisti junto de outro amigo, o diretor Glauber Gorski, realizador de quadros de humor na Revista RPC da Globo paranaense, onde dirige, entre outros, ao humorista Diogo Portugal. Bom assim, pois assistir a um filme com a possibilidade de dialogar sobre aspectos da obra, com quem entende do assunto, é sempre melhor.

Quanto ao filme, vários elogios: roteiro conciso, boas tomadas externas, belas panorâmicas, som de alta qualidade, trilha bem posta, condução de direção segura e boas interpretações. E, claro, com os elementos comuns a um road movie que se preze.

A narrativa do filme faz analogia aos ritos litúrgicos de uma missa católica, e serve como base para apresentar as “andanças” do Padre Miguel pelas estradas brasileiras, levando fé, conforto espiritual e um papo amigo aos viajantes, como ele. Boas caracterização e interpretação do ator Edson Rocha, como o padre caminhoneiro.

O Sal da Terra venceu os prêmios de melhor longa-metragem no II European Spiritual Film Festival e no Margarida de Prata 2009.

Além do diretor Eloi Pires Ferreira destaco o trabalho dos amigos Celso Cava Filho (diretor de fotografia), Josiane Orvatich (produtora executiva) e Alessandra Moretti (continuísta).

Em fevereiro, O Sal da Terra será lançado em DVD. Ainda em 2010, sai o segundo longa de Eloi, Curitiba Zero Grau. Oportunamente postarei sobre isso.

Publicação Original: Blog do Covaleski

O Sal da Terra nos cinemas do Recife

O Sal da Terra: Exibição em Recife
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O Filme O Sal da Terra, do qual sou produtor associado, está em cartaz nos cinemas do Recife.

Vejas matérias na impressa local:

O Sal da Terra em Fès, em festival no Marrocos

O Sal da Terra em Fès – Festival
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O Filme O Sal da Terra, do qual produtor associado, foi incluído na Mostra do ESFF em Fès (Marrocos). Esta mostra reúne filmes de diversas partes do mundo e será realizada entre20 e 21 de novembro de 2009
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marrocos2

Cineastas Paranaenses: desconhecidos, mas premiados!

Imprensa – Eloi Pires Ferreira – Curitiba Zero Grau – O Sal da Terra
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Blog CineAcademia | sábado, 12 de setembro de 2009

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Embora a história do cinema paranaense não seja de tanto sucesso, alguns curtas, diretores e artistas do estado já receberam premiações.

Dentre os de maior destaque está José Maria Santos, primeiro ator paranaense a receber uma premiação do cinema nacional com reconhecimento pela atuação como Dr. Aurélio no filme “Aleluia Gretchen”, de Silvio Back. Zé Maria, como é conhecido, recebeu o prêmio Kikito, como melhor ator coadjuvante, sendo este apenas um de seus tantos outros prêmios.

Filmes reconhecidos

Já para os anos mais recentes os representantes do estado receberam honrarias com mais freqüência. Em 2002, o média-metragem “O fim do ciúme”, de Edson Bueno e Luciano Coelho, foi premiado na categoria 16 mm do Festival de Cinema de Gramado. Edson Bueno teve, em 2000, seu primeiro roteiro cinematográfico “Paisagem de Meninos” agraciado com o prêmio nacional do Ministério da Cultura.
No Festival Santista de Curtas-Metragens de 2008, o curta “Satori Uso”, de Rodrigo Grota e Rodrigo Lopes, recebeu o prêmio de Melhor Roteiro. No mesmo evento, Diko Florentino recebeu o prêmio na categoria Melhor Montagem, pelo curta “Convergências”.
E não para por aí. Na 3ª edição do Festival do Paraná de Cinema Latino, realizado entre os dias 06 e 12 de outubro de 2008, no Museu Oscar Niemeyer, o longa-metragem ‘Mistéryos’, de Beto Carminatti e Pedro Merege, foi considerado como o de melhor direção.
Até mesmo em produções de cunho religioso o estado se destacou e recebeu prêmios. Neste ano, o longa-metragem “O Sal da Terra”, de Eloi Pires Ferreira, recebeu o Margarida de Prata da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e o troféu de melhor longa de ficção do 2º European Spiritual Film Festival, evento Francês.
Aos poucos, o cinema paranaense vai conquistando prêmios e prestígio. Mas, ainda há muito caminho para trilhar!

Texto: Thainá Laureano
Edição: Giovana Gulin
Publicação Original: Blog Cine Academia

Cinema nacional produz mais e distribui menos

Matéria na Imprensa – Cinema
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Leia a matéria de Ana Carolina Caldas sobre a produção cinematográfica brasileira publicada no jornal Bahia Online. Nesta matéria Marcos Cordiolli é um dos entrevistados.

Cinema nacional produz mais e distribui menos

Ana Carolina Caldas

Do público total de 89.960.164 mil pessoas que foram aos cinemas em 2008, apenas 9.143.052 assistiram aos filmes nacionais. Números estes divulgados em 2009 pela Ancine – Agência Nacional de Cinema revelam que a participação dos filmes brasileiros na distribuição pelas salas de audiovisuais é de somente 10%. Por outro lado, a produção de filmes brasileiros cresce a cada ano.

Segundo dados também da Ancine, de três filmes em 1992 subiu para 29 em 2003, e cerca de 80 em 2007. Uma equação difícil de entender e resolver. Entre as causas do problema da crise de superprodução versus baixa de público, está a dificuldade em conseguir espaços nas salas de cinema e concorrer com os estúdios estrangeiros no preço dos ingressos.

Saiba mais

Cinema itinerante apresenta filme gratuitamente a caminhoneiros em MT

Imprensa | O Sal da Terra
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Redação site TVCA | TV Centro América | Cultura 20/8/2009

A entrada é gratuita e as sessões começam às 20h. Programa começa hoje e segue até dia 30.
  • Divulgação
    Caminhoneiros que passarem por Rondonópolis a partir desta quinta-feira poderão assistir gratuitamente ao filme ‘O Sal da Terra’. O filme é uma produção nacional que conta o dia a dia da vida das estradas sobre a ótica de um padre caminhoneiro. O cinema para caminhoneiros estará no Posto Julia, na Av.06, no bairro Parque Industrial Vetorasso. A entrada é gratuita e as sessões começam às 20h. O cinema itinerante ficará no local até o dia 30 de agosto.

A proposta do “Projeto Arte e Cultura nas Estradas – Cinema Nacional para Caminhoneiros”, é um cinema itinerante que vai até onde os caminhoneiros estão. Conta com uma estrutura móvel de tendas, telões e áudio, que se transforma numa sala de cinema gratuito com capacidade para até 200 pessoas.

O projeto, que percorre várias cidades brasileiras e estreia nesta quinta em Mato Grosso, já foi apresentado na Bahia e percorrerá os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina até o final de outubro. O objetivo do projeto é levar cultura e entretenimento aos profissionais do volante, em postos de grande concentração deste público.

A expectativa dos organizadores é a participação de cerca de 1,8 mil pessoas na etapa de Rondonópolis. Em seguida, o “Arte e Cultura nas Estradas – Cinema Nacional para Caminhoneiros” segue para Campo Grande (MS).

O filme

“O Sal da Terra” conta a história de Padre Miguel, um religioso que percorre as estradas do Brasil em um caminhão-capela e que revela um retrato do universo das estradas diante da fé. A história se passa em dois mundos, o das dificuldades da estrada e o da religiosidade do povo brasileiro que o padre encontra pelo caminho. A produção, que foi rodada no Paraná, percorreu mais de 30 mil quilômetros pelo estado e visitou 25 municípios mobilizando um exército de figurantes.

Cinema

Para participar das sessões do cinema gratuito, os interessados precisam apenas preencher um cadastro com a equipe promotora do evento, antes da sessão começar. Por dia, podem ser atendidas até 200 pessoas. Os participantes também são sensibilizados com outros dois temas importantes no universo das estradas: a segurança no trânsito e a conscientização contra a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias.

Os filmes de segurança têm o objetivo de estimular as boas práticas e comportamentos seguros nas ruas e estradas, como o uso do cinto de segurança, bem como alertar sobre as principais causas de acidentes no trânsito.

Publicação Original: TV Centro América

O sal da terra exibido em beira de estrada para caminhoneiros.

Imprensa – Filme Curitiba Zero Grau
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O Filme Curitiba Zero Grau, do qual Marcos Cordiolli é produtor associado foi exibido em postos de gasolina de diversos estados. O resultado foi excelente pois o filme narra história de caminhoneiros.

Filme nacional sobre caminhoneiros será exibido em cinco estados


Caminhoneiros de cinco estados poderão assistir em diversas localidades do Brasil ao filme O Sal da Terra, uma produção nacional que conta o dia-a-dia das estradas sobre a ótica de um padre caminhoneiro. As exibições fazem parte do Projeto Arte e Cultura nas Estradas – Cinema Nacional para Caminhoneiros, que começou no início de agosto e percorrerá várias regiões brasileiras até outubro. A primeira apresentação aconteceu dia 4 de agosto em Feira de Santana, Bahia, no Posto São Gonçalo, localizado na Rodovia BR 324. O projeto tem o patrocínio da Volvo do Brasil por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e apoio de suas concessionárias em cada área de exibição. As sessões acontecem sempre às 20 horas.

Um cinema itinerante que vai até onde os caminhoneiros estão. Essa é a proposta do Projeto Arte e Cultura nas Estradas – Cinema Nacional para Caminhoneiros, que pretende levar diversão, entretenimento e informação aos caminhoneiros.

Uma estrutura móvel de tendas, telões e áudio se transforma numa sala de cinema itinerante gratuito com capacidade para até 200 pessoas. O projeto passará por várias cidades, com apresentações em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Bahia.

O filme

O Sal da Terra conta a história de Padre Miguel, um religioso que percorre as estradas do Brasil em um caminhão-capela, revelando um retrato do universo das estradas diante da fé. A história se passa em dois mundos, o das dificuldades da estrada e o da religiosidade do povo que o padre encontra pelo caminho. A produção, que foi rodada no Paraná, percorreu mais de trinta mil quilômetros pelo estado e visitou 25 municípios, mobilizando um exército de figurantes. O filme também teve o patrocínio da Volvo por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Para participar das sessões de cinema, os interessados precisam apenas preencher um cadastro com a equipe promotora do evento, antes da sessão começar. Os participantes também são sensibilizados com outros dois temas importantes no universo das estradas: a segurança no trânsito, por meio de uma coletânea de filmes do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST), e a conscientização contra a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias.

Os filmes de segurança têm o objetivo de estimular as boas práticas e comportamentos seguros em estradas, ruas e rodovias, como o uso do cinto de segurança, e de alertar sobre as principais causas de acidentes no trânsito.

Folhetos e cartilhas explicativas do Programa Na Mão Certa têm o objetivo de conscientizar o público-alvo de caminhoneiros sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias. A ideia é estimular a denúncia através do Ligue 100. O número é um serviço de discagem direta e gratuita, disponível para todo o Brasil.

Oportunidade singular

“A oportunidade de reunir temas tão importantes para o universo dos profissionais da estrada, aliado ao cinema, é sem dúvida o que nos motivou a patrocinar este projeto”, destaca Anaelse Oliveira, coordenadora do projeto na Volvo do Brasil. “Temos a chance de propiciar momentos de lazer aos caminhoneiros, que dificilmente têm oportunidade de ir ao cinema, de reforçar algumas mensagens educativas e também valorizar também a produção de filmes nacionais, que tem crescido muito nos últimos anos”, finaliza.

A expectativa dos organizadores é a participação de cerca de 10 mil pessoas até o final do projeto, em outubro.

Calendário de apresentações

  • Feira de Santana (BA) – Posto São Gonçalo – 04 a 14 de agosto
  • Rondonópolis (MT) – Posto Julia /Posto Locatelli– 20 a 30 de agosto
  • Campo Grande (MS) – Posto Locatelli – 05 a 15 de setembro
  • Guarulhos (SP) – Posto Sakamoto – 23 de setembro a 03 de outubro
  • Itajaí (SC) – Posto Santa Rosa – de 10 a 21 de outubro

Extraído de: http://www.shoptrans.com.br/shoptrans/noticias.asp?idNoticia=4385&idCategoria=11

“O Sal da Terra”, do paranaense Eloi Pires Ferreira, vence prêmio tradicional de cinema

Imprensa – O Sal da Terra
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Gazeta do Povo. Caderno G. O Globo Online | 05/06/2009 | 11:08 |

Longa ganhou a Margarita de Prata, distribuído anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil


O sal da Terra, filme do cineasta curitibano Eloi Pires Ferreira, ganhou a Margarida de Prata, prêmio tradicional distribuído anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O anúncio foi feito nesta quinta-feira.

O Sal da Terra é o primeiro longa-metragem de Ferreira, que, no momento, já dirige um novo filme, Curitiba Zero Grau.

A Margarida de Prata existe desde 1967 e premia filmes que “ressaltem valores humanos, éticos e espirituais”.

Publicação original: Gazeta do Povo.

 

 

O Sal da Terra recebe prêmio da CNBB

Imprensa – O Sal da Terra
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Gazeta do Povo | Caderno G | 04/06/2009 | 13:51 | Annalice Del Vecchio

O filme O Sal da Terra, de Eloi Pires Ferreira, recebeu o Prêmio Margarida de Prata da CNBB. O prêmio será entregue, em julho, em Porto Alegre.

O longa-metragem é um roadmovie que conta a história de um padre caminhoneiro (Édson Rocha) e suas andanças junto ao povo da estrada. A produção já havia sido premiada como o melhor longa-metragem de ficção no 2° European Spiritual Film Festival, realizado na França.

Publicação Original: Gazeta do Povo

Eloi tem lama no sapato, por José Carlos Fernandes

Imprensa – Eloi Pires Ferreira – Curitiba Zero Grau – O Sal da Terra
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Gazeta do Povo | Colunistas. Publicado em 27/03/2009 | jcfernandes@gazetadopovo.com.br

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José Carlos Fernandes

 / Foto: Divulgação - Arte: Felipe Lima Foto: Divulgação – Arte: Felipe Lima

Eloi tem lama no sapato

Quando criança, Semana Santa para mim era sinônimo de Procissão do Senhor Morto. Ai, que saudade me dá – lá se dava o encontro do Filho Sofredor com a Virgem Dolorosa. E se ouvia o canto da Verônica, de dar dó com seu latim tão maltratado quanto o Sudário que desenleava do alto de uma cadeira. Cá entre nós, à revelia dos efeitos especiais paroquianos, a cena valia por uns três dias seguidos de Sessão da Tarde ou por um domingo devarde no Lago Azul – o do Umbará, claro.

Mas o melhor mesmo era a cerimônia das três da tarde na Sexta-Feira da Paixão. Na leitura do Evangelho se ouvia um sacerdote sorumbático, quase a soletrar: “Eloi, Eloi, lama sabactani” – ou “meu Deus, por que me abandonaste?” Não tinha pio nem folhetinhos ao vento. Só os estalos das telhas de Eternit pelando. Toc-trec – “eis o lenho da cruz”. Já nos bastidores, a gurizada se partia de rir com uma tradução apócrifa do aramaico –“Elói, Elói, tem lama no sapato.” Era uma versão brotada do espírito de porco que rondava os paralelepípedos da Água Verde. Fazia-se pouco dos rigores da excomunhão. Ah, pecadores! Saiba mais

O Sal da Terra, por Luiz Zanin

Crítica | O Sal da Terra
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Blog Cinema, cultura & afins | Luiz Zanin | O Estado de São Paulo | 19.março.2009

 Jornal O Estado de S. Paulo | Caderno 2 | 19/3/09
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Luiz Zanin
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Em O Sal da Terra, o diretor paranaense Eloi Pires Ferreira pretende fazer um filme religioso – talvez no sentido amplo do termo, apesar da referência católica ser a mais forte. É uma ideia em princípio boa, a do padre caminhoneiro e sua igreja ambulante, perambulando pelas estradas e levando conforto aos profissionais do volante.

As ações concentram-se em dois personagens, o padre Miguel (Edson Rocha) e o caminhoneiro Romeu (Enéas Lour). Cabe a Romeu encarnar os dramas da profissão – a ausência prolongada de casa, os perigos da estrada, as tentações do caminho, um perigo espreitando a cada curva. Miguel, ele próprio, vive um drama pessoal mas procura levar a palavra ao seu rebanho.

Tudo é apegado à realidade, pois de fato existe uma Pastoral Rodoviária, a vida dos caminhoneiros é aquela mesma e a estética segue o caminho realista. Um elemento intrigante, um andarilho, coloca nota dissonante nessa trama. E o todo é construído sob a forma ritual de uma missa. Essas propostas superpostas não parecem se articular muito bem.

Pelo menos é a impressão que se tem desse filme correto, mas que poderia ter ousado mais. Um padre mais tocado pelo desacerto do mundo e pelo desconcerto diante de si mesmo traria uma força que, aí sim, poderia ser iluminadora. Ambicionando voar pela transcendência, O Sal da Terra é apenas edificante e não chega a tirar os pés do chão.

(Caderno 2, 19/3/09)

O Sal da Terra, por Luiz Carlos Merten

Crítica – O Sal da Terra
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Blog do Luiz Carlos Merten | O Estado de S. Paulo | 15.março.2009

Luiz Carlos Merten

Estou de volta ao Arteplex, onde assisti ontem a ‘O Sal da Terra’. Vou postar rapidinho porque não tenho muito tempo. Daqui a pouco começa a sessão de ‘O Visitante’ e eu cá estou para (re)ver o ótimo filme de Tom McCarthy com Richard Jenkins e Hiam Abbass, a mais bela coroa (com todo respeito) do cinema atual. Quero dizer duas ou três coisas sobre ‘O Sal da Terra’. Em primeiro lugar, não sabia que existia um European Spiritual Film Festival, mas ele não apenas existe como – nos informa o cartaz de ‘O Sal da Terra’ – foi vencido pelo filme de Elói Pires Ferreira. Não sei nem quem é Elói. Muito prazer. Éramos poucos, ontem, na sessão das 18h30. Quando entrei na sala, éramos uma senhora e eu. Quando o filme começou, havia entrado um grupo de seis pessoas, mais um gato pingado. Menos de dez espectadores, no total. Quantidade não tem muito – ou nada – a ver com qualidade e quero dizer que gostei do filme, por maiores restrições que possa fazer. A história do padre caminhoneiro, tratada ficcionalmente, permitiria, quem sabe, um recorte mais denso e profundo, mas confesso que a sinceridade e honestidade do padre me tocaram e o ator que faz o papel, Édson Rocha, é muito bom. Engraçado como, na mesma semana, dois padres me tocaram. O do filme brasileiro e o ‘irlandês’ do filme de Clint Eastwood, ‘Gran Torino’. Mal comparando, gostei bem mais de ‘O Sal da Terra’ do que de ‘O Menino da Porteira’, naquilo que eles têm de comum, que é um recorte sobre o Brasil interiorano (e tanto o religioso quanto o vaqueiro vivem na estrada, sem criar raízes). Já disse que ‘O Menino’ não me acrescentou muita coisa, para não dizer que não acrescentou nada, e o filme do padre me deixou com algumas perguntas sobre uma pastoral rodoviária, sobre a exclusão social neste Brasilzão e sobre o sentido das participação social e comunitária, em oposição àqueles que se mantêm à margem. O filme começa e termina com o andarilho, a quem o padre estende a mão, no fim, mas ele não quer participar (nem comprometer-se). É mais ou menos como se o filme perguntasse – e você, e nós? Como eu não consigo pensar o filme isoladamente e vivo lançando pontes – devia ter sido engenheiro, quem sabe -, ‘O Sal da Terra’ me fez pensar na espiritualidade e no sacrifício do filme de Clint (pretendo voltar ao assunto) e também no isolamento do professor de ‘O Visitante’. Para minha surpresa, ‘O Sal da Terra’ tem o que me pareceu uma raridade – o ‘incidente’ com o caminhão que resulta no atropelamento é bem filmado – e olhem que cenas assim tendem a ser ruins no cinema e na TV brasileiros -, mas o que mais gostei foi da trilha, que começa com o ‘Kyrie’, da ‘Misa Criolla’ de Ariel Ramirez, prossegue com um Vivaldi espetacular e inclui alguns sertanejos que, para o meu gosto pessoal, bateram mais do que os do ‘Menino da Porteira’. Vou parar de falar mal do filme de Jeremias Moreira porque senão vai parecer que é implicância. Não é. Não vou dizer também que ‘O Sal da Terra’ é bom, mas gostei de ver o filme.

1 Comentário

15/03/200922:36

Enviado por: Mauro Santos

Caro Merten,
Sou de Curitiba e vi o “Sal da Terra” ontem. Concordo com tudo o que você disse, mas é claro que o fato de eu ser daqui fez com que o filme me tocasse um pouco mais, porque não é com muita freqüencia que vemos um filme paranaense em circuito nacional. A maioria dos atores são nossos conhecidos principalmente do teatro local, mas a atuação deles no filme foi realmente muito boa. Enfim, como você disse, não um grande filme, mas feito com cuidado e com respeito ao espectador!

Publicação Original: Blog do Luiz Carlos Merten

Na quinta semana de exibição, temporada de “Sal da Terra” surpreende diretor

Imprensa | O Sal da Terra
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O Diário | 27/10/2008

A cidade de Maringá detém a maior bilheteria e a mais longa temporada de exibição do filme ¿Sal da Terra¿, de Elói Pires Ferreira. Na sexta-feira, o filme entrou na quinta semana em cartaz na Cidade.

O filme está em cartaz na sala 3, do Cinesystem Cidade. A sessão é às 18h20. Às terças-feiras, tem promoção de preço único a R$ 3,50.

A estréia foi durante a Semana do Cinema Nacional, em setembro. Segundo a direção do Cinesystem, o filme permanece em cartaz pela boa média de público e por ser uma produção independente, o que torna mais fácil a negociação do que seria com uma grande distribuidora.

O filme é paranaense conta a história de Padre Miguel (Édson Rocha), um religioso que percorre as estradas do Brasil em um caminhão-capela. A obra, que custou R$ 1,2 milhão, é um retrato póetico do universo das estradas e descreve a imagem que o diretor chamou de ¿universo estradeiro¿ diante da fé.

A história viaja em dois mundos, o da dureza da estrada e o da religiosidade do povo brasileiro que o padre encontra pelo caminho. A união deles faz parte do imaginário do brasileiro e, talvez por isso, tenha encantado o público em Maringá.

O diretor considera a obra ecumênica, mesmo tendo um padre como personagem principal. A trilha sonora tem músicas cristãs, hebraicas, ortodoxas e até muçulmanas, tudo para ampliar o universo de fé que faz o pano de fundo das aventuras do padre e seu caminhão.

Paraná

Segundo o diretor, a opção de realizar o projeto no Paraná se justificou principalmente pela diversidade da colonização e das paisagens, que reproduzem a miscigenação e exuberância de diversas regiões do País.

¿O Paraná é um grande cenário ao ar livre e para nós foi excelente realizar esta produção aqui porque facilitou o orçamento e a logística¿, conta Ferreira.

O diretor acredita que parte da familiaridade do público de Maringá com o filme está na forma como são retratados as personagens. Nas histórias que se entrelaçam em torno do andarilho, do padre e do caminhoneiro, as três personagens principais da trama, há pessoas comuns, gente com todos os sotaques, um povo simples e de fé.

O desempenho de Sal da Terra no interior superou até mesmo a bilheteria da capital paranaense. Destinado a todos os públicos, o filme espera repetir o sucesso que teve em Maringá em outras cidades do Paraná.

Em um Estado que sofre de ¿timidez política¿, segundo Elói Ferreira, um filme local ter um desempenho de destaque na bilheteria é uma grande vitória.

Futuro

Para Elói Ferreira, a qualidade do talento paranaense e dos profissionais que migram para o Sul em busca de novas oportunidades de trabalho e desenvolvimento de projetos são garantias de um futuro promissor do cinema no Estado.

O diretor se mantém otimista inclusive em relação à crise mundial, que, para ele, não vai impedir novas produções.

¿A indústria audiovisual é estratégica, gera muitos empregos e nosso governo reconhece isto. Além disso, falta de dinheiro nunca impediu nossa produção. Em Curitiba, por exemplo, se produz cinema desde 1907¿, destaca.

A partir da experiência da audiência de Maringá, o diretor acredita que um novo público está se formando e, em breve, o cinema deve recuperar a platéia que anda sumindo das salas de exibição, principalmente nos filmes nacionais.

Publicação Original: O Diário.

 

 

“O Sal da Terra” leva sotaque paranaense para as telas do cinema

Imprensa – O Sal da Terra
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O Diário. 02/10/2008.

Logo nos primeiros minutos de “O Sal da Terra”, um dos dois sobreviventes da Semana do Cinema Nacional a permanecerem em cartaz em Maringá (o outro é o bossa-novístico “Os Desafinados”), os cenários que aparecem na tela se tornam familiares para quem costuma viajar pelo Paraná.

O filme pode ser visto na sala três, do Cinesystem, no Shopping Cidade. São duas sessões: às 15h20 e Pas 19h40.

“O Sal da Terra” é um road-movie por excelência e foi rodado basicamente no Paraná. No máximo, ultrapassou alguns quilômetros na fronteira com São Paulo.

A maior parte do filme acompanha as viagens de Padre Miguel (Édson Rocha), um padre integra a pastoral rodoviária e passa a vida na estrada morando e celebrando missas na carroceria de um caminhão.

Apesar de ser centrado na história do padre, não é um filme proselitista ou religioso. Traz diversas aventuras de quem vive diariamente as estradas.

¿São pequenas crônicas somadas e que conduzem e preparam para o encontro dos três personagens centrais: o padre, o caminhoneiro e o andarilho, que sintetizam o filme e nossa caminhada¿, diz o diretor Elói Pires Ferreira.

Durante ¿O Sal da Terra¿, é interessante reparar que o sotaque nordestino, paulista ou carioca, tão comuns na televisão ou no cinema, são substituídos pelo paranaense, com destaque para o curitibano Rocha. A grande maioria do elenco do filme é formada por atores do Paraná.

“Não me interessa se o ator é mais ou menos famoso, mas sim a qualidade do elenco. Temos no Paraná pessoas muito talentosas e uma formação teatral consistente”, alega Pires Ferreira.

Apesar da qualidade técnica e estética de “O Sal da Terra”, a trajetória do filme se assemelha muito à do andarilho que percorre as estradas de forma lenta e solitária. O filme custou R$ 1,2 milhão, mas não teve recursos previstos para distribuição.

Mesmo assim, “O Sal da Terra” foi lançado em Curitiba no dia 25 de abril, em um momento ruim, porém, pois coincidia com o início da seqüência do lançamento dos grandes blockbusters norte-americanos.

“A finalização foi um processo difícil e eu não via a hora de lançar para o público”, explica Pires Ferreira.

Para a distribuição de ¿O Sal da Terra¿, o diretor criou uma pequena distribuidora com outros cineastas. O filme já foi exibido em Cascavel, Maringá e Curitiba, mas ainda com poucas cópias. São apenas cinco, quando o ideal seria, no mínimo, dez cópias do filme em 35 mm.

A partir deste mês, começam as negociações para lançar o filme em São Paulo e no Rio de Janeiro.

“A receptividade por parte de quem vê o filme é muito boa, mas muita gente não se dá a chance de ver o filme por falta de mídia e por achar que tem um caráter religioso pelo personagem principal ser um padre”, destaca.

“Apesar dos obstáculos, acreditamos nesse trabalho de formiguinha e temos esperança que, a partir do Rio e de São Paulo, o filme possa sair mais forte”.

O Sal da Terra¿ também deverá ser inscrito em diversos festivais nacionais e internacionais, um circuito que eles poderiam aproveitar para promover o filme, como aconteceu com “Estômago”, já exibido em Maringá.

Publicação Original: O Diário

V Semana do CInema Nacional no Cinesystem Maringá

Site Programa Credencial | 4.09.2008

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O Cinesystem Cinemas Maringá promoverá a 5ª edição da SEMANA DO CINEMA NACIONAL. Este ano a mostra ocorrerá do dia 26 de setembro a 02 de outubro (apenas uma semana). Para agradar a todos os gostos, serão exibidos vários filmes brasileiros do circuito comercial e do circuito alternativo. Além disso, todos os dias terá sorteio de um jantar no Deville e ao final da mostra, uma estadia superior. No domingo 28/10, terá som ao vivo no foyer. Quem acompanha o mundo da sétima arte sabe que se trata de uma grande oportunidade para conferir títulos como O Engenho de Zé Lins , documentário sobre José Lins do Rego, ou mesmo “Os Desafinados , longa de ficção sobre a efervescência da Bossa Nova. A mostra já está em sua 5ª edição e este ano conta com algumas novidades. Na programação está previsto o longa Sal da Terra , do diretor paranaense Eloi Pires. O filme foi produzido e filmado no nosso estado. Um exemplar cada vez mais raro da produção cinematográfica paranaense. Outra novidade são as co-produções nacionais. O título original El Baño Del Papa já dá indícios de O Banheiro do Papa falado em castelhano, trata-se de uma co-produção entre Brasil e Uruguai. Além deste, há também Estômago uma parceria Brasil e Itália, falado em português. Na Semana do Cinema Nacional os ingressos estão com valores promocionais. Consulte o valor das entradas no site w w w . c i n e s y s t e m . c o m . b r

Publicação Original: Programa Credencial

“O que é bom já nasce Deus”

Imprensa – O Sal da Terra
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Gazeta do Povo | Religião | Publicado em 04/05/2008 | José Carlos Fernandes

Saga dos padres estradeiros do Paraná inspira longa-metragem O sal da terra, road movie dirigido pelo cineasta Elói Pires Ferreira


O polonês Marian Litewka tem 71 anos e um milhão de quilômetros rodados. O curitibano José Carlos Chacorowski, 51 anos, soma 500 mil quilômetros só no Brasil. Ele já morou no Congo e circulou por lá. O campo-magrense Germano Nalepa, 52, manda multiplicar 13 anos por 50 mil quilômetros para ver o que dá: 650 mil quilômetros e não se fala mais nisso. Em comum – além do velocímetro digno de caminhoneiro velho de guerra –, Marian, José e Germano têm o fato de serem padres da Pastoral Rodoviária, uma das ações mais originais da Igreja Católica.

De três semanas para cá, o trabalho realizado por sacerdotes em rodovias e em postos de combustíveis deu de ganhar o noticiário. Primeiro foi o acidente envolvendo Adelir de Carli – o “padre voador” – numa busca insana de conseguir verbas para construir um abrigo para caminhoneiros em Paranaguá. Depois veio a estréia do longa-metragem O sal da terra, do diretor paranaense Elói Pires Ferreira, em cartaz nos cinemas da cidade. (Confira roteiro no Caderno G).

O primeiro assunto causa calafrios e a ressalva educada de que a Pastoral Rodoviária dos vicentinos – congregação religiosa à qual o trio pertence – não é a mesma pastoral encabeçada pelo padre De Carli. Quanto ao filme, é só alegria. Há cerca de dez anos, quando Eloy e o produtor J. Olímpio decidiram mostrar na tela grande o Brasil de beira de estrada, procuraram o convento Vicentino do Alto São Francisco em busca de Marian, pioneiro da Pastoral Rodoviária. A idéia era produzir um roteiro do ponto de vista de um padre, que viajasse de caminhão, celebrando missas em locais onde se depara com toda sorte de mazelas humanas.

Bateram na porta certa. Marian não só aceitou o desafio como forneceu vasta matéria-prima para o filme. Ao assistir a O sal da terra ele identificou várias passagens inspiradas livremente em suas memórias. O padre polonês passou nada menos do que 30 anos no asfalto. E ainda não se considera aposentado. Desde 2006, cuida das artroses e outras heranças deixadas pela má alimentação e pelas longas jornadas noite adentro. Se não puder pôr a mão novamente em seu caminhão Volkswagen – do tipo usado para entregas –, quer dar início à Pastoral dos Taxistas. Ou voltar para a Polônia natal.

De tão carismático, Marian costuma intimidar seus colegas de claustro, não importa a quilometragem. José Carlos Chacorowski, por exemplo, ficou tão famoso no ofício que acabou rebatizado de “padre Zé da Estrada”. A bordo de seu caminhão-capela, o religioso chegou aos rincões do país nos sete anos em que integrou o projeto. Mesmo assim, recomenda. “Foi um momento riquíssimo de minha vida sacerdotal. Mas o Marian é o nosso Pelé.” Padre Germano, idem. Ele conversou com a reportagem por telefone, do Posto Piquiri, em Pedro Gomes, em Mato Grosso do Sul, minutos antes de uma missa para pelo menos 160 caminhoneiros. “Tenho 13 anos de estrada e me inspirei no Marian.” O quarto padre da equipe, Miguel Staroen, 53 anos, celebrava no mesmo momento no Posto Pegoraro, em Coxim, também em Mato Grosso do Sul. Juntos, os dois presbíteros rodoviários rezam cerca de 600 missas por ano em postos de combustíveis.

A história de Marian Litewka mereceria um novo filme de Pires Ferreira. Ainda menino, na Cracóvia de 1949, foi coroinha de Karol Wojtyla – o futuro Papa João Paulo II. Mais de uma vez, ao contar esse episódio, houve quem desdenhasse. Mesmo assim, em nome dos velhos tempos, o Papa recebeu Marian na Cúria, por ocasião de sua visita a Curitiba, em 1980. Em 1986, na Itália, o padre tomou café com o pontífice em Castel Gandolfo. Os caminhoneiros não iam acreditar. Mas pouco importa. O coração de Marian está para a Pastoral Rodoviária como a cruz para a estrada.

A origem da pastoral foi uma leitura de juventude, um romance de Bruce Marshall em que havia um padre que rezava missas num mercado. Em 1962, ao ser mandado para o Brasil, o recém-ordenado Litewka tinha planos de fazer algo assim, diferente, numa nação em que julgava haver apenas samba e mato. Ao chegar, viu que poderia ser ainda pior. Sua viagem para o Paraná esbarrou numa queda de barreira na BR-116, o que o obrigou a uma maratona dantesca pela Estrada da Ribeira. “Para ajudar, eu não falava uma palavra em português. Imagine o primeiro sermão que fiz, decorado. As pessoas vinham me dizer: ‘Padre, como o senhor fala bem’”, diverte-se. A língua portuguesa acabou sendo aprendida com a leitura da revista Seleções do Reader’s Digest.

Foi justamente a dificuldade com o idioma que atrasou os planos missionários do polonês. “Fui trabalhar em Mafra, onde passava o único asfalto para o Sul. Sabia de um local onde os caminhoneiros paravam. Mas me faltava a linguagem do colo da mãe para poder me comunicar com eles.” Anos depois, desafiado por dom Geraldo Pellanda, então bispo de Ponta Grossa, começou a esboçar seu projeto. Em março de 1976, sem saber muito bem como dar conta do recado, Marian fez a primeira missão rodoviária, cumprindo a rota Imbituva – Cascavel. “Eu mal tinha coragem de falar com as pessoas nos postos. Achei que não ia dar certo.”

Seus superiores também. Dizia-se que estrada era lugar de prostituta e de polícia. Agora ia ser também de padre. “Três pês”, brinca Marian. Mas ele foi à forra mesmo assim. Em agosto daquele mesmo ano foi a vez de pregar em Paranaguá. Na hora da missa, havia sete pessoas: um motorista de Irati, um taxista local e a mulher, duas devotas, o vigário da Igreja do Rocio e o próprio Marian. “Quase larguei mão. A solidão é o pano de fundo de toda essa história. Senti na pele como é a vida dos motoristas. Eles saem de casa sem saber se vão sobreviver. E se sentem desvalorizados, vistos como mulherengos e malandros de estrada”, conta, sobre os profissionais que, segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT – leia nesta página) respondem por 7% do PIB do país.

Com a prática, postos das BRs, Rodovia do Café, estradas do Oeste, Sudoeste foram lotando. Em 1981, o religioso adotou o caminhão-capela. Tempos depois, Marian reuniu dois mil fiéis no Posto Branco, em Dois Vizinhos, Sudeste do Paraná. O coroinha de João Paulo II tinha virado celebridade de um Brasil que poucos conhecem.

* O título da matéria é uma frase de pára-choque de caminhão

Publicação Original: Gazeta do Povo

 

 

Road movie católico, por Paulo Camargo

Imprensa – Curitiba Zero Grau
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Gazeta do Povo | fim de semana | Publicado em 25/04/2008 | Paulo Camargo

O ótimo desempenho de Edson Rocha é destaque no filme paranaense O Sal da Terra, de Elói Pires Ferreira


O sutil, tocante e convincente trabalho do ator Edson Rocha no papel do padre Miguel, protagonista do longa-metragem paranaense O Sal da Terra, que estréia hoje em Curitiba, é um dos motivos pelos quais vale a pena conferir o filme. Integrante da Pastoral Rodoviária – a mesma do padre “voador” Aderli Carli, de Paranaguá –, o religioso, em busca de novos desafios, assume o papel de ca-minhoneiro para levar o Evangelho aos homens e mulheres estradeiros do país.

Construído como as partes integrantes de uma missa, O Sal da Terra marca a estréia em longa do cineasta Elói Pires Ferreira, diretor de curtas-metragens como Polaco da Nhanha e Valdir e Rute. Road movie católico, o filme tem seus melhores momentos quando explora a solidão de Miguel, cuja missão de transportar fé e conforto a quem precisa lhe custa caro. Mas o padre se dispõe, com coragem e resignação, a pagar o preço.

 / Edson Rocha e Enéas Lour: cumplicidade e companheirismo nas estradas do Paraná Ampliar imagem

Edson Rocha e Enéas Lour: cumplicidade e companheirismo nas estradas do Paraná

O desempenho de Edson Rocha, que não peca por exageros, consegue alcançar verossimilhança tanto quando o personagem age em nome de sua crença quanto nos momentos nos quais sua porção mais humana vem à tona – é interessante o momento no qual o padre observa uma mulher, através da janela de seu caminhão-capela, com um misto de desejo e aceitação conformada dos limites que sua opção pela castidade lhe impõe.

Rodado inteiramente no Paraná, O Sal da Terra tem outros paranaenses no elenco. Enéas Lour, em boa forma, vive Romeu, um outro caminhoneiro, com quem Miguel mantém uma relação de cumplicidade e companheirismo. Christiane Macedo vive a esposa do motorista e Luthero Almeida encarna um personagem enigmático: um andarilho cujos caminhos cruzam com os de Miguel e Romeu.

Embora a trama por vezes apenas sugira conflitos internos do protagonista, que o filme não consegue explorar com maior complexidade, e alguns diálogos sofram de uma certa artificialidade, como na conversa entre Miguel e um menino engraxate, O Sal da Terra é um trabalho digno e por vezes tocante de Pires Ferreira. GGG

Interior curitibano em filme de produção local

Imprensa – O Sal da Terra
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Gazeta do Povo | Caderno G | Cinema local | 23/04/2008 | 14:15 | Angela Antunes

Estréia do longa “O Sal da Terra”, do diretor curitibano Elói Pires Ferreira, é nesta quarta-feira (23)

A produção local de longas-metragens ganhou um grande impulso neste último mês. Em abril, dois filmes de diretores paranaenses entraram no circuito das salas de cinema da cidade – “Estômago”, do curitibano Marcos Jorge, e agora “O Sal da Terra”, do também curitibano Elói Pires Ferreira. O primeiro título já está em cartaz há algumas semanas na capital e no interior, e agora é a vez do longa que, embrionado há cerca de 10 anos, finalmente estréia para o público curitibano.

As filmagens começaram há quatro anos, e o projeto ficou parado por cerca de dois anos por conta da falta de recursos. Retomado no ano passado, o longa estréia em sessão especial aberta ao público nesta quarta-feira (23), no Canal da Música.

“O Sal da Terra” é um filme que conta a história das aventuras de um padre-caminhoneiro, que atende toda a população pelos lugares em que passa. (Clique para saber mais sobre o enredo do filme) O diretor Ferreira conta que a idéia, a princípio era percorrer não só o Paraná, mas também outros estados do Brasil. No entanto, os problemas com orçamento e dificuldade de realização impediram que o conceito se concretizasse. A produção “exigiu uma logística pesada”, como diz o diretor.

Depois da estréia especial nesta quarta, o filme entra em cartaz nesta sexta-feira em outras salas do Paraná, nas salas de cinema do Shopping Crystal, Cine Água Verde, Cineplus Campo Largo, Cineplus Jardim das Américas e Cineplus Xaxim.

Confira a programação de cinema no Guias e Roteiros. Os horários do filme “O Sal da Terra” vão estar disponíveis a partir desta sexta-feira (25).

Serviço: Lançamento ao público do filme “O Sal da Terra”. Quarta-feira (23), às 20h. Canal da Música (R. Júlio Perneta, 695 – Mercês).

Publicação Original: Gazeta do Povo.

 

Eloi Pires Ferreira: “Não existe cinema fácil, independente da localização”

Imprensa – Eloi Pires Ferreira – Curitiba Zero Grau – O Sal da Terra

Por Jornalismo Cesumar em 03/11/2008

Cineasta avalia panorama cinematográfico paranaense e contextualiza inserção de filmes do Estado na produção nacional

Tathianne Chiquette
Foi em um estágio na Cinemateca de Curitiba, durante a graduação em jornalismo, que Eloi Pires Ferreira, 53, começara a trabalhar com cinema. Em 1990, produziu seu primeiro curta-metragem intitulado  “Vamos Junto Comer Defunto”. Na época, em virtude da ausência de leis de incentivo à sétima arte, o cineasta gastou todo dinheiro que economizara para comprar um apartamento na finalização do curta. Em 1997, produziu o curta-metragem “Valdir & Rute” e, em 2001, o curta “Polaco da Nhanha”. O último trabalho do cineasta, o longa-metragem  “O Sal da Terra” foi exibido  este ano no V Festival de Cinema de Maringá e, recentemente, nas salas de cinema da cidade.

Em entrevista via e-mail ao jornal Matéria Prima, o cineasta abordou a inserção nacional da produção cinematográfica paranaense. Com uma bagagem de 25 anos dedicados ao cinema, Ferreira contextualizou as respostas com experiências cinematográficas e observações pessoais.

O Paraná não faz parte do tradicional circuito cinematográfico nacional, com destaques para os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Como é produzir filmes em um Estado à margem do mercado cinematográfico nacional?
Desde que a atividade cinematográfica foi introduzida no Brasil, há mais de cem anos, os principais centros produtores de cinema do país foram Rio de Janeiro e São Paulo, até porque essas duas cidades, além de concentrarem as maiores populações, sempre foram a grande referência não só na cultura, mas em todas as outras áreas.  Isso, porém, nunca impediu que – também desde os primórdios – houvesse manifestação criativa cinematográfica em outros Estados (com os chamados ciclos), como Pernambuco, Bahia, Minas, Rio Grande do Sul etc. E nesse contexto ancestral de descentralização, o Paraná marcou presença em vários momentos. É lógico que o eixo Rio/S. Paulo, por razões óbvias, continua detendo a hegemonia e deve continuar assim ainda por muito tempo. Mas o cinema, dito fora do eixo cresceu muito em expressão e o Paraná – mesmo com sua tradicional timidez (principalmente política) e seu histórico de altos e baixos – sempre contribuiu e, agora mais do que nunca, contribui de forma muito significativa para com esse avanço da cinematografia nacional.  Nos últimos três anos, além de uma infinidade de curtas, saíram e estão saindo do forno quase dez longas de ficção pra cinema (em película) e o mesmo tanto de longas documentários telefilmes (no suporte digital). Quanto à dificuldade de se produzir à margem, não existe cinema fácil, independentemente da localização geográfica. Saiba mais

Palmas para Elói Pires Ferreira.

Imprensa – O Sal da Terra
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Folha Nossa. 20/11/2003

Palmas  para O paranaense Elói Pires Ferreira que filma seu primeiro longa-metragem. Fé na boléia de um caminhão. O filme tem como personagem central um padre-caminhoneiro. A Filmagem de seqüência de O Sal da Terra, em que o padre realiza uma missa dentro de um caminhão. Apesar de estar colhendo vários prêmios em recentes festivais de cinema, a produção paranaense teve um pequeno recuo em 2003, situação não muito diferente do restante no país, pois, até a metade do ano, houve muitas indefinições na área audiovisual por conta da troca dos governos federal e estadual. Mas a atividade cinematográfica não cessou no Paraná e alguns filmes continuaram a ser rodados neste ano. Um dos trabalhos em produção atualmente no estado é O Sal da Terra, primeiro longa-metragem de Elói Pires Ferreira. As filmagens estão acontecendo desde o final de outubro e percorrerão diversas cidades paranaenses até o dia 20 de dezembro – a equipe de Ferreira já filmou seqüências em Araucária, Curitiba e Antonina. Com roteiro do próprio diretor, escrito ao lado de José Olímpio e Altenir Silva, e diálogos de Rafael Camargo, O Sal da Terra conta a história de um padre que percorre as estradas brasileiras num caminhão-capela.

Publicação Original. Falha Nossa.

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