Ave Lola: a arqueologia de uma expressão

A pedido de Walquiria Raizer

Uma pessoa marcante na minha foi a minha avó materna. Ela tinha uma amiga que era a nossa vizinha, mais velha que ela: a dona Rosa. Esta dona Rosa era uma italiana alta e muito pálida. Elas passavam a vida rezando por todos os mortos de quem ouviam falar. Bastava um comentário sobre o falecimento de um parente de algum colega, do qual nunca tinha ouvido falar, para que elas tivessem um motivo de um terço.

Eu gostava muito de observá-las conversando. Em particular pelas interjeições muito engraçadas da dona Rosa. Uma delas era o “Ave Maria Louca” e outra o “Ave Lola!”.

Eu por achar muito engraçado, incorporei, meio de que brincadeira o Ave Lola. E o repetia sempre, em particular com crianças. E em alguns círculos de amigos foi adotado por alguns deles.

Mas a principal adoção veio da Ana Rosa Tezza que nomeou a sua companhia de teatro como “Ave Lola e as meninas!”. As meninas são a Laura e Helena, as filha da Ana, que quando pequenas riam muito com as interjeições de “Ave Lola!”.

Genealogia da Família Cordolli

Sobrenome bastante freqüente e típico do norte da Itália, derivado de corda (do latim chorda, corda), mediante o acréscimo do sufixo diminutivo -iolo.

O sobrenome relembra o fabricante de cordas, de cordame, assim sendo podemos classificá-lo como tendo sua origem em um apelativo popular ligado a uma atividade profissional exercida pelo portador inicial, ou seja, ligado a um trabalho que este executava com a finalidade de suprir suas necessidades e de manter seus dependentes.

Sua forma final se define com a expressão Casata del Cordiolo, que se pluraliza em Casata dei Cordioli (clã, núcleo familiar dos Cordiolos).

Atualmente na Itália encontra-se o sobrenome Cordioli em 131 municípios, concentrando-se sobretudo nas seguintes regiões de Lombardia e Vêneto.

ÁRVORE GENEALÓGICA

Até 4ª geração da Luigi Cordiolli

  • Luigi Cordioli e Giuseppa Maria Ajani
  • Filhos:
    • Elisa, João, Santina, Maria, Sebastião, Ângelo, Gregório, Antônio, Angelina, Ângelo(morreu com 2 anos)
    • No livro Recenseamento tinha: Luigi Cordioli e Maria com os seguintes filhos:Giovanni, Elisabete, Angelina, Santina, Ângela e Maria. (apenas essas informações estavam no livro, o restante foi o que a Cecília quem forneceu.)
  • Ângelo Cordioli e Marcolina Arnauts
    • Filhos: Cristiano
  • Cristiano Cordioli e Olinda Volpato
    • Filhos: Aristides, Celina, Wilson, Celito, Maria Sirene, Salésio, Maria Cirlene, Luiz Volnei, Cecília, Maristela, Sergio.
    • Cecília Cordioli (Solteira)

Extraído de:

Não é só reforma, é restauração: o hobbie de Laurindo Cordiolli

Cordiolli Transportes mantém oficina e garagem só para veículos antigos

Jackson Liasch

O Ford 1946 e o GMC 1947 (à esq.) têm uma abertura na grade para encaixar a manivela.
Ao lado, Mercedes Torpedo, Ford F350 e Scania 112

Desta vez, nossa página dedicada a caminhões antigos abriga também preciosidades de automóveis, tratores, lambretas, bicicletas, muitas com mais de 50 anos, que dividem a garagem e a oficina da Cordiolli Transportes com moderníssimos caminhões eletrônicos.

A Cordiolli, integrante do G10, forte grupo de transportadores de grãos de Maringá (PR), tem 71 conjuntos de bitrens, mas a paixão de seu proprietário, Laurindo Cordiolli, de 71 anos, é colecionar veículos antigos. “Todos têm mecânica original e funcionam perfeitamente”, diz, orgulhoso, seo Laurindo.

Alguns automóveis do pequeno museu: Gordini, Aero Willys, Fusca, Bugue, Variant, Parati, Jeep, Rural Willys

Ele montou uma oficina só para eles. Ali se faz a reforma e restauração de suas relíquias. Mecânico, funileiro e pintor procuram recuperar as características originais dos veículos e devolver a vida e a beleza a peças que, de outro modo, virariam sucata. Na visita que fizemos, uma Vemaguete e uma Lambretta recebiam a atenção dos restauradores, enquanto um Scania L76, um Ford F350, um Torpedo Mercedes esperavam sua vez.

O Scania L76 e o Ford F350 aguardam o trabalho de restauração.
Abaixo, bicicletas Monark e Prosdócimo e uma reluzente Vespa

Os impecáveis veículos de seo Laurindo podem ser vistos pelo público nas reuniões do Clube do Carro Antigo de Maringá, realizadas na segunda quinta-feira do mês, em frente ao Estádio Willie Davids. Também virou tradição os caminhões serem expostos em frente à transportadora, todo fim de ano.

O Scania L76 e o Ford F350 aguardam o trabalho de restauração.
Abaixo, bicicletas Monark e Prosdócimo e uma reluzente Vespa
Laurindo Cordiolli e seu filho Fernando com duas gerações de Scania: o L75 e o 112H.
O exemplar mais antigo da coleção: um Ford “Bigode” de 1919 com banco de madeira.
seo Laurindo com a esposa Antonia, o filho Roberto e os netos Leonardo e Guilherme: os antigos são uma paixão da família.
Publicação Original: Revista Carga Pesada

A vida na estrada, a história de Laurindo Cordiolli

O Diário, de Maringá
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A vida de caminhoneiro de Laurindo Cordiolli, meu pai. Em artigo de Vinicius Carvalho, publicado em O Diário do Norte do Paraná (10/05/2001).

Vinícius Carvalho

Laurindo começou fazendo pequenos fretes na região de Maringá com um caminhão. Hoje, a empresa tem mais de cem veículos e é tocada com ajuda dos filhos e do neto


O dia de Santo Antônio em 1957 vai ficar para sempre na memória de Laurindo Cordiolli, hoje com 73 anos. “Foi em 13 de junho daquele ano que eu tirei minha habilitação e comecei a dirigir caminhão em Maringá”, conta Laurindo, fundador de uma das maiores transportadoras do município.

Ele deixou a fazenda de café da família, na Estrada Guaiapó, e se embrenhou pelas estradas de chão do Brasil. “Certa vez, saí de Maringá às 4 da manhã de uma segunda-feira, rumo a Doutor Camargo, a 40 km”, lembra. Uma forte chuva complicou a viagem. “Chegamos a Camargo às 5 da tarde de sábado”, diz Laurindo.

Poeira e barro. Essa é a descrição que Laurindo dá para as estradas brasileiras na época em que começou a transportar carga a partir de Maringá. Ele transportava café, adubo, arroz, pedra e madeira, mercadorias que ajudaram a construir o Paraná.

Nos anos 70, o boom da soja aumentou o número de fretes e, com dois caminhões próprios, fundou a Transportadora Cordiolli. Quando entrou para o G10, em 2000, já contava com 14 caminhões. Atualmente, a frota é de 100 veículos.

Três gerações da família trabalham na empresa. Os filhos Roberto, 46 anos, Sérgio, 40, e Fernando, 37, dividem-se entre os Departamentos Financeiro, Administrativo e Logístico. Há dois anos, Guilherme Cordiolli, 18 anos e filho de Roberto, trabalha na empresa. “Meu maior estímulo é saber que meu avô começou isso”, comenta Guilherme, acadêmico de Administração de Empresas.

Entreposto

Como é comum nas histórias de cidades do interior, foi o trem que definiu parte das atividades do lugar. “Por ser o fim da linha ferroviária, Maringá se tornou um entreposto importante”, analisa o presidente do G10, Cláudio Adamucho. Produtores rurais de outros Estados, como os do Centro-oeste, precisavam alcançar o ramal ferroviário em Maringá para escoar a produção para Paranaguá.

No ramo há 20 anos, ele apresenta alguns dados sobre a evolução recente do setor. O G10 foi criado em 2000, com a associação de dez empresas transportadoras. A frota do grupo era de 126 veículos.

“Hoje, passa de mil”, revela Adamucho. Atualmente, o G10 é formado por cinco empresas, todas com sede em Maringá: Transpanorama, Transfalleiro, Cordiolli Transportes, Rodofaixa e VHM Transportes.

Em 2006, com a aprovação de uma lei federal que permitiu a atuação de empresas multinacionais no mercado, o investimento cresceu e a frota se modernizou. Atualmente, a cidade conta com 42.500 veículos de carga, atuando especialmente no transporte de cargas agrícolas, cargas frigoríficas, malote e transporte de passageiros.

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